Floresta portuguesa e os incêndios

bandevelugo está a dizer que ter uma floresta de eucaliptos ou de sobreiros é a mesma coisa? ardem os dois de igual forma?

Está mais que provado que o eucalipto têm um poder de combustão e de propagação do fogo muito maior do que sobreiros ou carvalheiros, podendo as folhas do eucalipto andar vários quilómetros incandescentes provocando facilmente outro incêndio.
Claro que não basta substituir o eucalipto ou o pinheiro por outras árvores menos combustíveis é também preciso limpar as nossas florestas que estão completamente abandonadas ou seja é preciso um conjunto de medidas para prevenir os fogos, agora tenho a certeza que se plantarem outras árvores como sobreiros, carvalheiros ou azinheiras em vez de eucalipto já é um grande passo na prevenção e propagação dos incêndios.:)
 
“Árvores bombeiras” também combatem os fogos
Um investigador defende o uso de "árvores bombeiras" para travar a propagação de incêndios. Estão novamente a surgir, mas precisam de mais ajuda e cuidado. Podiam ser opção para Pedrógão Grande.

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19 DE JUNHO DE 2017, ÀS 15:09

Há mais de 48 horas que o fogo lavra no distrito de Leira. A rápida propagação das chamas tem sido explicada pela grande acumulação de combustível nas florestas. Mas o problema talvez fosse mitigado se existissem mais “árvores bombeiras” na região. A ideia foi explicada ao ECO pelo investigador Paulo Fernandes, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Entre as principais espécies estão algumas tipicamente portuguesas, como o carvalho, o castanheiro e a bétula.

“Estamos a falar tipos de vegetação que acabam por ser autossuficientes [em termos de prevenção de incêndios]”, começa por dizer Paulo Fernandes. São espécies propícias à formação de “zonas mais húmidas”, podendo servir para travar ou reduzir a intensidade de um incêndio ativo. “Os fogos entram nestas áreas e reduzem imenso a sua intensidade, por vezes para fogos que se apagam quase com os pés. Ou ficam lá a moer durante muito tempo”, conta.

Ler Mais “O que temos no território são torneiras do gás acesas”

São sobretudo espécies propícias ao desenvolvimento de condições menos favoráveis aos incêndios nos bosques nacionais. “Essencialmente, maior humidade do solo — a chamada manta morta vegetal, que também é tipicamente compacta. E arde com muito mais dificuldade, porque tem menos arejamento”, aponta. “São também espécies que perdem a folha no outono, que se acumula e fica ali uns meses. Decompõe-se rapidamente devido à composição química e, quando chega o verão, essa folhagem toda já está muito alterada, muito compacta e geralmente já não permite que o fogo se propague”, acrescenta Paulo Fernandes.

As “árvores bombeiras” criam “tipicamente” matas mais “densas, com pouca luz, menos vento e mais humidade, menos temperatura e menos vegetação arbustiva e herbácea por baixo das copas”
 
Como é que as árvores-bombeiras-milagreiras funcionam?

Funcionam assim (fotografia de João Porfírio, retirada do jornal Observador, de 27 de julho):

Estás a dar razão à malta anti-eucalipto :D

Artigo muito interessante:

According to both the FEMA environmental impact statement and a 2016 study of blue gums in California by ecologist Kristina M. Wolf and biologist Joseph M. DiTomaso, blue gum has an ignition rating of 1 out of 10, with one being the most easily ignited. Grass also earns a 1, while oak/bay woodland earns a 6 and scrub vegetation earns a 4 to 8.

Andrew Sullivan, a bushfire expert at the Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization in Canberra, says that in Australia, dry eucalypt forest might accumulate eight to 12 tons of debris per acre. (...) “Eucalyptus is flammable,” says Scott Stephens, a UC Berkeley fire ecologist. “But the thing that’s most concerning is the volume of material it can produce.”

Novamente, em todo o lado onde há eucaliptos há a mesma discussão (incluindo a Galiza).

Está-se a adotar a perspetiva irrealista de que o eucalipto é a fonte de todos os incêndios e a sua remoção fará com que os fogos desapareçam ou sejam reduzidos dramaticamente. É improvável já que em PT o eucalipto apenas dá mais gasolina a um ambiente já de si problemático. Na Austrália onde não há os bushfires (consumindo árvores e vegetação rasteira) há os grassfires, sendo estes igualmente muito perigosos devido à sua velocidade.

Escrito isto, parece-me ingénuo ignorar as propriedades inflamáveis do Eucalipto. A árvore em questão é mais inflamável que outras e consequentemente contribuirá para a intensidade do fogo. Ponto final.

A erradicação do eucalipto é algo apenas concebível a quem dele não tira rendimento. E não obstante ser muito difícil já seria um começo tentar aplicar-se as regras vigentes de limpeza de terrenos. Plantar árvores autóctones com menos propensão para a combustão nas redondezas das aldeias metidas no meio de florestas não faria mal nenhum. Mas estou-me a adiantar. Saber o dono dos terrenos já seria um milagre.

Como mostraste, e bem, nessa foto às vezes basta que a árvore consiga retardar as chamas mais brandas durante alguns minutos para facilitar a tarefa dos bombeiros. Caso diferente ocorre obviamente nas tempestades de fogo. Mas como tudo na vida, quantos mais fatores favoráveis se tiver, melhor :)
 
Última edição:
O termo "árvores bombeiras"parece-me é claramente um exagero, não existem árvores bombeiras! Todas as árvores ardem! Embora haja umas espécies com tendência a arder mais rápido, fazer mais projeções ou produzir fogos mais severos, este termo parece-me um abuso de linguagem que pode dar origem a interpretações "à letra" que não correspondem minimamente à verdade. ;)
 
Quando numa discussão ou troca de ideias faltam os argumentos honestos, lança-se mão das mentiras e, pior, das meias-verdades. Em regra, depois vêm os insultos.

"Incêndio de Pedrogão vinte e tal mil hectares (maioritariamente eucaliptos)": MENTIRA.

Na grande área ardida dos incêndios de 17 de junho, que coalesceram no dito "incêndio de Pedrógão", em que foram percorridos pelo fogo 46000 hectares (veja o EFFIS), o eucalipto representa certamente entre 30-40%, pelas minhas contas (não há relatórios oficiais publicados). O resto é pinhal, matos, terrenos agrícolas e mesmo áreas urbanas.

Vá lá à zona ardida ver o que realmente se queimou ou então, se não tiver paciência para isso, pegue nos dados geográficos (que foram disponibilizados pelo EFFIS na net há mais de um mês), cruze-os com a cartas de ocupação do solo e deixe de espalhar mentiras.

Meu caro, por mais que isso lhe custe e não encaixe na sua ideologia, em Portugal o que arde num grande incêndio é o que está disponível na região: se é eucalipto, ardem eucaliptos, se é pinheiro, ardem pinheiros, se são sobreiros, ardem sobreiros. Num ano normal, o que mais arde são os matos autóctones. Veja as estatísticas e arranje um bocado de tempo para ler o post admirável do Eng. Jorge Capelo, do INIAV, que eu aqui coloquei há umas semanas e que provavelmente lhe passou despercebido, ou então não entendeu: https://www.meteopt.com/forum/mensagem/613566/.

Mas o que me levou ao trabalho de lhe responder não foi a sua falta de respeito à verdade. Mentiras e meias-verdades a circular na internet (e até na imprensa dita "respeitável") são mais que muitas, e normalmente não me tiram o sono.

Mas enganar as pessoas tentando fazer crer que só por se usarem estas ou aquelas espécies em redor das suas casas, se livram de se magoar no próximo incêndio, já passa das marcas.

Parece que regressámos à idade Média, a crendice suplanta o conhecimento e a racionalidade. É usar e abusar do medo e da desorientação das pessoas.

Este ano até aparecem árvores milagreiras (as chamadas "árvores-bombeiras", normalmente sobreiros, mas podem ser outras, desde que não sejam eucaliptos ou pinheiros), que supostamente apagam fogos e protegem casarios.

Como é que as árvores-bombeiras-milagreiras funcionam?

Funcionam assim (fotografia de João Porfírio, retirada do jornal Observador, de 27 de julho):



Graças a Deus chegaram lá os GIPS a tempo, esses sim, é que foram os santos milagreiros.

Já não há pachorra.



Ó meu caro amigo eu até já la fui não para ver o que ardeu mas porque sou de Figueiró dos vinhos, não me venha dizer o que lá há porque conheço toda a região do incêndio, mais uma vez a demagogia começa quando afirma que o incêndio de Pedrogão arderam 46000 hectares é mentira foram á volta de 26000 hectares maioritariamente eucaliptos a restante área que você menciona foi o incendio de góis.
É bom relembrar-lhe que toda esta discussão começou quando você tentou fazer um exercício como o que Passos Coelho fez usando o argumento de que o eucalipto não era culpado pelos fogos porque a área ardida à duas semanas atrás era inferior a outras arvores, eu só tentei provar-lhe que estava errado já agora também pode acrescentar ás contas o incendio de Mação onde perto de 20 000 hectares arderam e não me venha também dizer que não eram eucaliptos, pense bem.
Não sei que tipo de relação você tem com eucaliptos mas a mim a sua posição a mim parece-me algo estranha. Num site de meteorologia onde a maioria de membros são amantes da natureza. presumo eu, causa me muita estranheza ver pessoas que defendem arvores que destroem toda a ecologia das florestas não apenas por serem altamente inflamáveis mas por uma serie de todas outras razões quem não vou enumerar.
 
Estou muito a vontade para escrever sobre o eucalipto, pois a área onde trabalho é da defesa e conservação da floresta, não é a produção, mas tenho que fazer algumas considerações a defender a especie!
Estatisticamente o que mais arde em Portugal são matos, sem duvida!
Depois, na floresta, a área ardida entre eucalipto e pinheiro bravo anda lado a lado, mas julgo que não devemos ir por aí!
Isto é, se (por ex) em 100 ha de floresta, 80 forem eucalipto, a probabilidade da área ardida ser maioritariamente de eucaliptal é elevadissima!
Segundo ponto, a meu ver importante, nós (População/sociedade Portuguesa) não nos devemos queixar do eucalipto, pois ele esta cá porque o introduzimos, não porque o Governo ou as celuloses o colocaram cá...não, fomos nós PORTUGUESES!
Terceiro ponto. Esta PROVADISSIMO que o factor decisivo para determinado povoamento arder não é a sua composição (especie), mas sim o estado do seu (des)ordenamento!!! Isto é, arde mais facilmente um Carvalhal autoctone desordenado que um eucaliptal ordenado!
Logo, se pensarmos que a população pretende é tirar rendimento a curto prazo, facilmente chegamos a conclusão que quem planta 1 ha de eucalipto e não o cuida, esta a contribuir para que os incendios rurais tenham a dimensão que tem!
Naturalmente seria demagogico da minha parte negar a elevada combustibilidade do eucalipto, ou mesmo a propensão para este contribuir para a continuidade vertical e horizontal do estrato arbustivo e arboreo consequentemente, mas dai a estabelecer uma relação causa-efeito...não, acreditem que estão errados!
Por fim, é utopico pensar em acabar com o eucalipto em Portugal! Só em termos de valor económico, um eucaliptal tem valor durante TRÊS rotações...isto na melhor das hipoteses são 25 anos...depois, é necessario mobilizar o solo, retirar cepos, reconverter esse mesmo solo...acham mesmo que quem planta eucaliptos com o intuito de retirar beneficios a curto prazo vai mesmo usar esse rendimento em reconverter o solo????
Esqueçam lá isso...
Ah! Árvores bombeiras? Depende das bombeiras...posso querer ou não, depende delas (isto foi brincadeira):D
Mas o Paulo Fernandes referia se a combustibilidade das mesmas...umas mais combustiveis (as incendiarias) e outras menos (os medronheiros por ex)
 
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Fui agora dar um pequeno passeio de bicicleta, cerca de uns 3 km, e posso dizer que fiquei de boca aberta, ainda para mais, quando se fala muita na seca que está a afectar o nosso território.
Vi um terreno que foi desmatado a semana passada, em que estava cheio de silvas quem deviam de ter mais de uns 15 anos, e ontem lavraram essa mesma parcela de terreno, que fica num pequeno vale, com um poço ao meio, em que ele está ainda a deitar água fora para a terra, e vala que delimita esse mesmo terreno só agpra começou a secar porque ficou a descoberto, ao sol, pois antes estava com canas e silvas.
Vi também um mina de água, que ainda fazia barulho a descer pela pedras, para a época em que estamos ainda corria bem, aliás, ela já tem secado com verões menos rigorosos do que este, e ainda seguia pela vala, mais de uns 100 metros.
E é neste vales que ainda tem alguma erva verde que serve agora de alimento para os rebanhos.
Mas a melhor parte foi quando estive a cerca de uns 5 metros de uma bela raposa, junto á estrada da EPAL, mas assim que ela deu pela minha presença fui pela encosta acima, pena tive eu de não ter uma camara a gravar na bicicleta.
Tinha ficado muito desanimado, pois na sexta feira passada tinha visto, uma raposa morta por atropelamento.
Enfim fica o relato de uma pequena volta depois, para arejar a cabeça depois de ter estado fechado dentro de 4 paredes no trabalho, mais de 9 horas seguidas.
 
Ó meu caro amigo eu até já la fui não para ver o que ardeu mas porque sou de Figueiró dos vinhos, não me venha dizer o que lá há porque conheço toda a região do incêndio, mais uma vez a demagogia começa quando afirma que o incêndio de Pedrogão arderam 46000 hectares é mentira foram á volta de 26000 hectares maioritariamente eucaliptos a restante área que você menciona foi o incendio de góis.
É bom relembrar-lhe que toda esta discussão começou quando você tentou fazer um exercício como o que Passos Coelho fez usando o argumento de que o eucalipto não era culpado pelos fogos porque a área ardida à duas semanas atrás era inferior a outras arvores, eu só tentei provar-lhe que estava errado já agora também pode acrescentar ás contas o incendio de Mação onde perto de 20 000 hectares arderam e não me venha também dizer que não eram eucaliptos, pense bem.
Não sei que tipo de relação você tem com eucaliptos mas a mim a sua posição a mim parece-me algo estranha. Num site de meteorologia onde a maioria de membros são amantes da natureza. presumo eu, causa me muita estranheza ver pessoas que defendem arvores que destroem toda a ecologia das florestas não apenas por serem altamente inflamáveis mas por uma serie de todas outras razões quem não vou enumerar.
Subscrevo tudo o que disse.:D:thumbsup:
 
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Falta de limpeza, de manutenção e de tratamento põe Pinhal de Leiria em risco



A falta de limpeza, de manutenção e de tratamento da Mata Nacional de Leiria, que ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande, potenciam a deflagração de incêndios que poderão devastar grande parte do pinhal, alerta um investigador.

“O Pinhal de Leiria está sujeito a que aconteça um cataclismo enorme por falta de limpeza e de tratamento, que poderá provocar um incêndio que irá destruir a maior parte do Pinhal de Leiria”, avisa Gabriel Roldão, 81 anos, estudioso do Pinhal de Leiria há mais de quatro décadas.

O também autor do livro "Elucidário do Pinhal do Rei", lançado em março deste ano, conta que “deixou de existir a ação conservadora do Pinhal de Leiria”, propriedade do Estado, com 11.080 hectares, dividido em 342 talhões e que tem como espécie principal o pinheiro-bravo.

“A manutenção, a limpeza, o tratamento das árvores, a iluminação, nada disso se faz. Os 152 quilómetros de estradas que existem [na mata], não se faz a manutenção. Extinguiram os guardas florestais e agora ninguém faz o policiamento. Quem quer entra de carro, de jipe, destrói e não tem problema rigorosamente nenhum”, critica o investigador.

http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...e-de-tratamento-poe-pinhal-de-leiria-em-risco
 
Está aqui o exemplo de como estas árvores podem ajudar no caso dos incêndios.

Eu diria que falar de "árvores bombeiras" às pessoas (e bombeiros) que morreram em incêndios em sobreirais, como o de Chamusca de 2003, é quase um insulto à sua memória.

Leia o post do Eng. Jorge Capelo (um insuspeito estudioso da vegetação natural!), que eu disponibilizei já por 2 vezes e que explica tim-tim por tim-tim porque é que as chamadas "árvores-bombeiros" não funcionam. Por favor leia https://www.meteopt.com/forum/mensagem/613566/ e se tiver dúvidas, pergunte.

Meu amigo, nisto dos incêndios não há milagres, ou se trata do combustível, ou ele trata de nós, o que não quer dizer que em certas situações (fora do verão ou em fogos de baixa intensidade, a descer encostas ou contra o vento) diversas povoamentos fechados não possam revelar-se providenciais. Mas é raro e NUNCA ACONTECE COM O TIPO DE FOGOS MUITO INTENSOS A QUE ESTAMOS A ASSISTIR.

Se assim não fosse, por que razão a taxa de área ardida é maior nos carvalhais do que nos eucaliptais???? Diga lá porquê!

Até o Prof. Paulo Fernandes explica isso muito bem neste artigo, que está disponível no site da Universidade de Évora: https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwil1oGLkMvVAhXBbBoKHeeFADoQFggsMAE&url=http://gdoc.uevora.pt/487081&usg=AFQjCNEFB8ya961fGs7fnusifhdF-J9yfQ
 
Ó meu caro amigo eu até já la fui não para ver o que ardeu mas porque sou de Figueiró dos vinhos, não me venha dizer o que lá há porque conheço toda a região do incêndio, mais uma vez a demagogia começa quando afirma que o incêndio de Pedrogão arderam 46000 hectares é mentira foram á volta de 26000 hectares maioritariamente eucaliptos a restante área que você menciona foi o incendio de góis.
É bom relembrar-lhe que toda esta discussão começou quando você tentou fazer um exercício como o que Passos Coelho fez usando o argumento de que o eucalipto não era culpado pelos fogos porque a área ardida à duas semanas atrás era inferior a outras arvores, eu só tentei provar-lhe que estava errado já agora também pode acrescentar ás contas o incendio de Mação onde perto de 20 000 hectares arderam e não me venha também dizer que não eram eucaliptos, pense bem.
Não sei que tipo de relação você tem com eucaliptos mas a mim a sua posição a mim parece-me algo estranha. Num site de meteorologia onde a maioria de membros são amantes da natureza. presumo eu, causa me muita estranheza ver pessoas que defendem arvores que destroem toda a ecologia das florestas não apenas por serem altamente inflamáveis mas por uma serie de todas outras razões quem não vou enumerar.

Ok, já reparei que para além de não ler os meus posts com atenção (ou então não percebe o que quer dizer "Na grande área ardida dos incêndios de 17 de junho, que coalesceram no dito "incêndio de Pedrógão"(...)"), continua a ver eucaliptos por todo o lado. E não apresenta nada, nem dados, nem números verificáveis. Só me oferece bitaites.

Desisto. Se há uma coisa que não se discute é religião.

Mas o Cova da Beira aflora uma outra questão interessante. Diz que a minha posição é "algo estranha", imputa-me o facto imaginário de defender "arvores que destroem toda a ecologia das florestas" (seja lá o que isto for), sugerindo que eu não sou suficientemente "puro" para frequentar este site!!!!.

Já percebi que se o Cova da Beira mandasse no meteopt.com, irradiava-me num instante. Enfim, para alguns é assim que funciona a democracia, até no nosso Portugal!

Mas, apesar de eu ter aderido muito antes que o Cova da Beira à espectacular comunidade meteopt.com, onde ideias e factos se podem discutir livremente (desde que com respeito e urbanidade), estou disposto a fazer-lhe a vontade.

Só coloco uma condição.

Que o Cova da Beira comprove, sem margem para qualquer dúvida, que:

1- Nunca respirou oxigénio produzido por eucaliptos;
2- Nunca habitou ou trabalhou em edifícios em que foi utilizada madeira ou mobiliário de eucalipto, desde vigas, soalhos e tacos, acabamentos e todo o tipo de madeiramentos;
3- Nunca utilizou papel ou produtos de papel feitos com pasta de eucalipto, incluindo livros, fotocópias, folhas A4, papel de embrulho, cartões e cartolinas variadas;
4- Nunca limpou o rabiosque com papel higiénico feito em Portugal;
5- Nunca provou mel de eucalipto, ou consumiu-o (mesmo sem saber) em bolos, pastéis, etc..
6- Nunca chupou rebuçados de São Brás e outros produtos farmacêuticos produzidos com óleo de eucalipto português;

Sabe, é que a sua naturalidade de Figueiró dos Vinhos levantou-me muitas suspeitas. Então não é que aquele concelho está cheio de eucaliptos? E quem é que os planta? Serão marcianos, à noite? E quem é que recolhe as receitas dos cortes das árvores? Tem a certeza que ninguém da sua família está envolvido neste esquema diabólico de destruição da natureza em Figueiró dos Vinhos? E fico-me por aqui, porque não quero levantar falsos testemunhos e provocar injustiças.

Repito: se comprovar, sem margem para dúvidas, que nunca cometeu os 6 "crimes" acima descritos, dou-lhe a minha palavra de honra que peço para me desarriscarem do meteopt.com (o que muito me custaria).
 
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Eu diria que falar de "árvores bombeiras" às pessoas (e bombeiros) que morreram em incêndios em sobreirais, como o de Chamusca de 2003, é quase um insulto à sua memória.

Leia o post do Eng. Jorge Capelo (um insuspeito estudioso da vegetação natural!), que eu disponibilizei já por 2 vezes e que explica tim-tim por tim-tim porque é que as chamadas "árvores-bombeiros" não funcionam. Por favor leia https://www.meteopt.com/forum/mensagem/613566/ e se tiver dúvidas, pergunte.

Meu amigo, nisto dos incêndios não há milagres, ou se trata do combustível, ou ele trata de nós, o que não quer dizer que em certas situações (fora do verão ou em fogos de baixa intensidade, a descer encostas ou contra o vento) diversas povoamentos fechados não possam revelar-se providenciais. Mas é raro e NUNCA ACONTECE COM O TIPO DE FOGOS MUITO INTENSOS A QUE ESTAMOS A ASSISTIR.

Se assim não fosse, por que razão a taxa de área ardida é maior nos carvalhais do que nos eucaliptais???? Diga lá porquê!

Até o Prof. Paulo Fernandes explica isso muito bem neste artigo, que está disponível no site da Universidade de Évora: https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwil1oGLkMvVAhXBbBoKHeeFADoQFggsMAE&url=http://gdoc.uevora.pt/487081&usg=AFQjCNEFB8ya961fGs7fnusifhdF-J9yfQ

A minha opinião continua exactamente a mesma.:rolleyes: