Floresta portuguesa e os incêndios

De servidores não percebo muito, o melhor será perguntar ao staff do meteopt.

Quanto ao resto, nunca lá fui, mas uma parte substancial da Austrália tem clima tipicamente mediterrânico (em que a parte quente do ano é a mais seca), basta ver que são grandes produtores de uvas e vinho, tendo climas até muito parecidos com os nossos.

Numa breve busca na net, percebe-se que existem lá bons sobreiros (https://www.nationalarboretum.act.gov.au/living-collection/trees/tree_stories/cork_oaks), descortiçados por portugueses (https://www.nationalarboretum.act.gov.au/cork-stripping-in-canberra); as oliveiras bravas (zambujeiros) são uma praga na Austrália (https://www.oliveoiltimes.com/olive...-controlling-wild-olive-trees-australia/54931)! E o pinheiro bravo também é uma árvore em grande expansão, pelo menos é tido como uma potencial invasora (https://keyserver.lucidcentral.org/weeds/data/media/Html/pinus_pinaster.ht).

A maior árvore da Europa é portuguesa, sendo um eucalipto que existe perto de Coimbra, com mais de 70m de altura, e é uma variedade da Austrália Ocidental, Eucalyptus diversicolor, de uma parte do país que tem clima mesmo mediterrânico (a zona de onde vem tem clima exatamente igual ao de Coimbra, https://en.wikipedia.org/wiki/Albany,_Western_Australia).

Daí uma boa adaptação dos eucaliptos sudoeste-australianos cá, e das espécies tradicionais portuguesas lá. Apesar dos eucaliptos já cá estarem praí há uns 200 anos, acho que não é isso que lhes dá boa adaptabilidade.

Já no tocante aos eucaliptos próprios para áreas de geada, pelo que circula na net o Eucalipto nitens será o mais utilizado (http://ambio.blogspot.pt/2012/08/eucaliptos-nordicos.html;e http://www.celbi.pt/pt/oeucalipto/20/), pelo menos também é disponibilizado nos viveiros de plantas (eg. https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjV5rr39q_WAhVJcRQKHf4uB-wQFgg0MAE&url=http://www.anadiplanta.com/pdf/eucalipto_nitens.pdf&usg=AFQjCNGDHk2zCxDrOiuzuEXfkyE_XJqjFA)


Se você explicasse o motivo que o leva a defender e elogiar eucaliptos eu ficaria muito mais esclarecido, é que custa-me a crer que seja porque a arvore esta a ser discriminada ou injustiçada.
Não fique ofendido mas é aquilo que penso.
 
Se você explicasse o motivo que o leva a defender e elogiar eucaliptos eu ficaria muito mais esclarecido, é que custa-me a crer que seja porque a arvore esta a ser discriminada ou injustiçada.
Não fique ofendido mas é aquilo que penso.

Não me pareceu que o membro bandevelugo estivesse a elogiar ou a defender os eucaliptos Tratou-se apenas de uma constatação dos factos e de esclarecimentos face às questões expostas pelo membro 4ESTAÇÕES. ;)
 
Nao acho que deva ser o Bandevelugo a explicar porque "defende" o Eucalipto, mas sim os outros membros explicarem porque atacam sem provas evidentes!
E refiro me concretamente aos incendios pois esta provado que em % de área florestal o Eucalipto arde tanto como o pinheiro bravo e menos que os matos!
 
Nao acho que deva ser o Bandevelugo a explicar porque "defende" o Eucalipto, mas sim os outros membros explicarem porque atacam sem provas evidentes!
E refiro me concretamente aos incendios pois esta provado que em % de área florestal o Eucalipto arde tanto como o pinheiro bravo e menos que os matos!

Para lhe mostrar que o que considera provas evidentes é um mero exercício de atentado à inteligência tentado por alguns membros do forum e também por Passos Coelho vou lhe fazer um desenho.
Vamos supor que em Portugal arderam este ano 30% eucaliptos, 30% pinheiros e 30% matos;
Em Espanha arderam 50% pinheiro manso, 40% azinheira e 10% eucalipto.
Em conclusão o eucalipto é muito inflamável em Portugal mas na Espanha já não o é, é engraçado que quando mudamos de país as arvores também mudam as suas características.
Se para o ano não arderem eucaliptos em Portugal o eucalipto foi altamente inflamável durante o ano de 2017 mas deixou de o ser no ano de 2018 que curioso.


No entanto estou muito de acordo consigo quando diz que o pinheiro e matos são igualmente pólvora para incêndios, no que diz respeito ao impacto ambiental o eucalipto fica já muito atrás do pinheiro.
 
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Para lhe mostrar que o que considera provas evidentes é um mero exercício de atentado à inteligência tentado por alguns membros do forum e também por Passos Coelho vou lhe fazer um desenho.
Vamos supor que em Portugal arderam este ano 30% eucaliptos, 30% pinheiros e 30% matos;
Em Espanha arderam 50% pinheiro manso, 40% azinheira e 10% eucalipto.
Em conclusão o eucalipto é muito inflamável em Portugal mas na Espanha já não o é, é engraçado que quando mudamos de país as arvores também mudam as suas características.
Se para o ano não arderem eucaliptos em Portugal o eucalipto foi altamente inflamável durante o ano de 2017 mas deixou de o ser no ano de 2018 que curioso.


No entanto estou muito de acordo consigo quando diz que o pinheiro e matos são igualmente pólvora para incêndios, no que diz respeito ao impacto ambiental o eucalipto fica já muito atrás do pinheiro.
Essa do"desenho" era escusada pa, nao dignifica o forum nem a ti!
A "minha" resposta vira por volta de 16 de Outubro..
 
Não foi minha intenção ofende-lo peço desculpa.

Fiquei sem perceber o porquê e sobre o que é o seu suspense. tenho de esperar assim tanto?
Desculpas aceites. Por vezes excedemo nos sem dar conta...comigo ja aconteceu! sem problema.
A seu tempo...estara ca fora por essa data o relatorio da comissao independente
 
Alguem leu a reportagem da edicao do Expresso ha 1 semana, sobre as "misteriosas" ocorrencias noturnas, que tanto intrigam alguns membros?
 
De servidores não percebo muito, o melhor será perguntar ao staff do meteopt.

Quanto ao resto, nunca lá fui, mas uma parte substancial da Austrália tem clima tipicamente mediterrânico (em que a parte quente do ano é a mais seca), basta ver que são grandes produtores de uvas e vinho, tendo climas até muito parecidos com os nossos.

Numa breve busca na net, percebe-se que existem lá bons sobreiros (https://www.nationalarboretum.act.gov.au/living-collection/trees/tree_stories/cork_oaks), descortiçados por portugueses (https://www.nationalarboretum.act.gov.au/cork-stripping-in-canberra); as oliveiras bravas (zambujeiros) são uma praga na Austrália (https://www.oliveoiltimes.com/olive...-controlling-wild-olive-trees-australia/54931)! E o pinheiro bravo também é uma árvore em grande expansão, pelo menos é tido como uma potencial invasora (https://keyserver.lucidcentral.org/weeds/data/media/Html/pinus_pinaster.ht).

A maior árvore da Europa é portuguesa, sendo um eucalipto que existe perto de Coimbra, com mais de 70m de altura, e é uma variedade da Austrália Ocidental, Eucalyptus diversicolor, de uma parte do país que tem clima mesmo mediterrânico (a zona de onde vem tem clima exatamente igual ao de Coimbra, https://en.wikipedia.org/wiki/Albany,_Western_Australia).

Daí uma boa adaptação dos eucaliptos sudoeste-australianos cá, e das espécies tradicionais portuguesas lá. Apesar dos eucaliptos já cá estarem praí há uns 200 anos, acho que não é isso que lhes dá boa adaptabilidade.

Já no tocante aos eucaliptos próprios para áreas de geada, pelo que circula na net o Eucalipto nitens será o mais utilizado (http://ambio.blogspot.pt/2012/08/eucaliptos-nordicos.html;e http://www.celbi.pt/pt/oeucalipto/20/), pelo menos também é disponibilizado nos viveiros de plantas (eg. https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjV5rr39q_WAhVJcRQKHf4uB-wQFgg0MAE&url=http://www.anadiplanta.com/pdf/eucalipto_nitens.pdf&usg=AFQjCNGDHk2zCxDrOiuzuEXfkyE_XJqjFA)

Sim, eu fiz essa questão mesmo por saber que essa região ocidental da Austrália tem características climáticas idênticas à nossa tal como qualquer costa ocidental de outro continente a latitudes médias. Tinha a dúvida era quanto à proveniência do eucalipto dessa parte do subcontinente. Muito obrigado pelas referências.
A mata nacional do Pinhal de Leiria também tem um ou outro eucalipto centenário classificado como árvore de interesse público, presumo que dessa mesma espécie que falou. Na vertente norte da Serra da Boa Viagem na mata de Quiaios também se encontram lá alguns com um crescimento considerável.
Quando a presença se torna de algum modo selvagem, presumo que em certas condições (solo, microclima), até se torna interessante esta árvore.
Os seus esclarecimentos abriram-me um pouco mais a mente, no entanto admito que não deixo totalmente de parte o ceticismo em relação às virtudes da plantação em massa desta espécie em todo o nosso território, isto sem tentar impor qualquer ponto de vista pessoal vindo da experiência de mero observador preocupado, já que não sou nenhum especialista na matéria nem trabalho na área, mas estou sempre aberto a saber um pouco mais.
Esperemos então por esse relatório referido pelo @AJB
Belo vídeo @Orion :)
 
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norte da Serra da Boa Viagem na mata de Quiaios também se encontram lá alguns com um crescimento considerável.
Quando a presença se torna de algum modo selvagem, presumo que em certas condições (solo, microclima), até se torna interessante esta árvore.

Em alguns sítios do Litoral Norte e Centro o eucalipto tem apresentado características invasoras, indo para além das áreas em que foi plantado e conquistando novas áreas. É uma espécie importante economicamente mas não é de todo a opção mais sustentável.
 
Em alguns sítios do Litoral Norte e Centro o eucalipto tem apresentado características invasoras, indo para além das áreas em que foi plantado e conquistando novas áreas. É uma espécie importante economicamente mas não é de todo a opção mais sustentável.

Até que enfim que alguém partilha a opinião que escrevi há uns tempos neste tópico e que a equipa invasoras também profere. Ainda assim há quem pense que o eucalipto não se propaga com muita intensidade, e que os eucaliptos nascediços são sempre maioritariamente oriundos de toiça. Depois de ter desenterrado este tópico a 5 de Julho para falar dos prejuizos ecológicos do eucalipto, ainda não se chegou aqui a um consenso do nº/tipo de "vantagens/desvantagens" desta espécie:D, e já lá vão quase 25 páginas a falar quase sempre no mesmo (sei que estou a exagerar), uns puxam para um lado outros puxam para o outro. Tenho consciência que há muito alarmismo e crendices como o bandevelugo gosta de lhes chamar por aí espalhadas, mas acho que há algumas teorias que não são descabidas de todo, em particular as criticas a esta árvore do ponto de vista ambiental e da sustentabilidade. Mas pronto, não quero voltar a estar abrir o assunto, até porque já me cansa estar sempre ler os debates/acusações permamentes acerca das opiniões do eucalipto. Bom era passar a discutir mais detalhadamente as formas de reestruturar/reorganizar a nossa floresta. E os mais entendidos que comecem, porque eu tenho poucos conhecimentos de silvicultura;).
 
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Sim, eu fiz essa questão mesmo por saber que essa região ocidental da Austrália tem características climáticas idênticas à nossa tal como qualquer costa ocidental de outro continente a latitudes médias. Tinha a dúvida era quanto à proveniência do eucalipto dessa parte do subcontinente. Muito obrigado pelas referências.
A mata nacional do Pinhal de Leiria também tem um ou outro eucalipto centenário classificado como árvore de interesse público, presumo que dessa mesma espécie que falou. Na vertente norte da Serra da Boa Viagem na mata de Quiaios também se encontram lá alguns com um crescimento considerável.
Quando a presença se torna de algum modo selvagem, presumo que em certas condições (solo, microclima), até se torna interessante esta árvore.
Os seus esclarecimentos abriram-me um pouco mais a mente, no entanto admito que não deixo totalmente de parte o ceticismo em relação às virtudes da plantação em massa desta espécie em todo o nosso território, isto sem tentar impor qualquer ponto de vista pessoal vindo da experiência de mero observador preocupado, já que não sou nenhum especialista na matéria nem trabalho na área, mas estou sempre aberto a saber um pouco mais.
Esperemos então por esse relatório referido pelo @AJB
Belo vídeo @Orion :)

Obrigado pelo comentário. Eu partilho o seu ceticismo. Não tenho dúvidas de que o país deveria investir mais noutro tipo de matas - já o disse aqui n vezes.

O problema "são dois": quem o faz e quem o paga. Impor isso aos proprietários privados é ingénuo e parece-me ser um mau caminho: obrigar as pessoas a um certo tipo de floresta, como o fez o Estado Novo com o pinhal, dá sempre asneira; ela desaparece num instante, se é que alguma vez aparece.

Em alguns sítios do Litoral Norte e Centro o eucalipto tem apresentado características invasoras, indo para além das áreas em que foi plantado e conquistando novas áreas. É uma espécie importante economicamente mas não é de todo a opção mais sustentável.

Normalmente, o que vejo são muitos (muitíssimos) eucaliptos nascediços, da semente, sobretudo em áreas queimadas, mas passando nos mesmos sítios uns anos depois, dos eucaliptos iniciais vejo poucos! Penso que muitos morrerão em pequenos. Que aparece naturalmente, aparece, mas nada que se compare com o pinheiro bravo e (muito menos) com as mimosas ou as austrálias!

Engraçado é que com estas verdadeiras árvores invasoras (e também com os penachos - a Cortaderia

[,

que se está a tornar um autêntico desastre ambiental no Norte e no Centro de Portugal) vejo muito pouca gente preocupada. Só estão focados no ganha-pão dos agricultores e nos lucros das celuloses (aliás acarinhadas por todos os Governos, sempre dispostos a subsidiar a ampliação das fábricas!).

E para alguns, os eucaliptos (que estão cá há 200 anos) e os pinhos (que são autóctones) até "estragam" as paisagens urbanas do "Noroeste português"..

Não nos arreliemos em demasia, daqui a umas poucas dúzias de anos temos as "paisagens urbanas do noroeste português" enfeitadas com lindos acaciais e matagais de penachos, está resolvido o problema!