Floresta portuguesa e os incêndios

No Planalto da Beira Alta, há pouco mais de 10 anos, contavam-se os eucaliptos pelos dedos das mãos.
Hoje, a área de plantação já é considerável. Nos últimos 3 anos a plantação foi exponencial. (Plantações entre os 700 e 1000m de altitude).

Mas o mais absurdo, é a plantação desta árvore entre Soitos.
Pequenos terrenos entre castanheiros, outrora de centeio, trigo, ou milho, onde algumas pessoas estão a plantar eucaliptos como se fossem couves.

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Mas o mais absurdo, é a plantação desta árvore entre Soitos.
Pequenos terrenos entre castanheiros, outrora de centeio, trigo, ou milho, onde algumas pessoas estão a plantar eucaliptos como se fossem couves.

Tens toda a razão @AnDré , tenho reparado muito nisso aqui nas zonas mais rurais da margem sul. Por vezes vejo locais onde estão plantados sobreiros,árvores de fruto etc e nas parcelas de terreno mais pequenas aproveitam para plantar Eucaliptos. Deve ter algum objectivo presumo, no entanto acho que não faz qualquer sentido.
 
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Discordo da expansão do eucalipto!
Mas so se reverterá essa situação se houver um mecanismo de compensação, como ja aqui escrevi, dos proprietários do "Interior virgem", senão estarão a ser discriminados duplamente!
 
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No Planalto da Beira Alta, há pouco mais de 10 anos, contavam-se os eucaliptos pelos dedos das mãos.
Hoje, a área de plantação já é considerável. Nos últimos 3 anos a plantação foi exponencial. (Plantações entre os 70 e 1000m de altitude).

Mas o mais absurdo, é a plantação desta árvore entre Soitos.
Pequenos terrenos entre castanheiros, outrora de centeio, trigo, ou milho, onde algumas pessoas estão a plantar eucaliptos como se fossem couves.

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mas não é suposto os eucaliptos morrerem com as geadas?





Apenas mês e meio depois do incêndio da Gardunha na vertente sul os sobreiros queimados já estão a rebentar pela copa esta sim é uma arvore adaptada ao fogo.
 
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mas não é suposto os eucaliptos morrerem com as geadas?

A malta das celuloses já arranjou forma de contornar esse problema, chama-se Eucalyptus nitens, é um primo do nosso vulgar Eucalyptus globulus. O Nitens tem a particularidade de estar adaptado ao frio e ao clima de montanha, porque lá na terra dele habita em locais de clima semelhante.

Para saberem mais vejam aqui
 
Os proprietários dos terrenos fazem plantações de eucalipto apenas por razões económicas e nem tem de ser doutra maneira. Pelo que tenho visto por este país, muitas dessas plantações não têm qualquer viabilidade económica, mas isso resulta apenas de uma má avaliação do investidor.

Florestas com importância ambiental deviam surgir por iniciativa do estado. Portugal devia possuir áreas públicas com uma dimensão razoável onde pudessem existir verdadeiras florestas. Até alguns municípios podiam tomar essa iniciativa, adquirir terrenos para criação de áreas florestais. Associações ambientalistas podem também desenvolver projetos nesse sentido, mas do vulgar proprietário não podemos esperar esse tipo de atitude.
 
Os proprietários dos terrenos fazem plantações de eucalipto apenas por razões económicas e nem tem de ser doutra maneira. Pelo que tenho visto por este país, muitas dessas plantações não têm qualquer viabilidade económica, mas isso resulta apenas de uma má avaliação do investidor.

Florestas com importância ambiental deviam surgir por iniciativa do estado. Portugal devia possuir áreas públicas com uma dimensão razoável onde pudessem existir verdadeiras florestas. Até alguns municípios podiam tomar essa iniciativa, adquirir terrenos para criação de áreas florestais. Associações ambientalistas podem também desenvolver projetos nesse sentido, mas do vulgar proprietário não podemos esperar esse tipo de atitude.
Concordo contigo, mas infelizmente o que se passa é precisamente o contrário!
Ha uma serie de Baldios (em cogestão Estado/Freguesias) que ja solicitaram a saida desse regime, precisamente para ficarem "livres" para as plantações de especies que bem entenderem...
O problema é que queremos o defice abaixo dos 3%, salarios mais altos, saude/educação com bom investimento...o que sobra para a floresta???
Nada...
 
Normalmente, o que vejo são muitos (muitíssimos) eucaliptos nascediços, da semente, sobretudo em áreas queimadas, mas passando nos mesmos sítios uns anos depois, dos eucaliptos iniciais vejo poucos! Penso que muitos morrerão em pequenos. Que aparece naturalmente, aparece, mas nada que se compare com o pinheiro bravo e (muito menos) com as mimosas ou as austrálias!

Engraçado é que com estas verdadeiras árvores invasoras (e também com os penachos - a Cortaderia

[,

que se está a tornar um autêntico desastre ambiental no Norte e no Centro de Portugal) vejo muito pouca gente preocupada. Só estão focados no ganha-pão dos agricultores e nos lucros das celuloses (aliás acarinhadas por todos os Governos, sempre dispostos a subsidiar a ampliação das fábricas!).

E para alguns, os eucaliptos (que estão cá há 200 anos) e os pinhos (que são autóctones) até "estragam" as paisagens urbanas do "Noroeste português"..

Não nos arreliemos em demasia, daqui a umas poucas dúzias de anos temos as "paisagens urbanas do noroeste português" enfeitadas com lindos acaciais e matagais de penachos, está resolvido o problema!


Aqui na região tenho conhecimento de alguns casos de proprietários que são contra as grandes ocupações de eucalipto e que se aborrecem, porque estão sempre a limpar as plântulas e juvenis de eucalipto dos seus terrenos, por causa dos eucaliptos vizinhos. Noutros locais, e em especial onde os solos são mais húmidos (daí se falar mais no poder invasivo do eucalipto no litoral norte e centro), conheço já boas porções de terreno colonizadas por eucaliptais juvenis, posso arranjar fotos inclusivamente.

Agora pode-me é dizer que o poder invasor do eucalipto comparado ao das acácias é colocado a um canto, concordo, mas acho que o eucalipto se tem mostrado cada vez mais forte no processo de invasão. As acácias adaptam-se até depois do fogo (tal como o eucalipto), as imensas sementes que libertam são resistentes e parecem germinar ainda com maior intensidade depois das chamas. E sim, as acácias e os penachos são um problema que para muitos não existe, e dou-lhe toda a razão no facto de a história dos eucaliptos estar "a abafar" o perigo associado em particular às acácias que em comparação ao eucalipto tem um poder mais inflamável, e são vorazes competidoras do espaço que ocupam, da luz e dos nutrientes, esgotando os recursos das outras espécies, conduzindo à falência das florestas autóctones. Em menor escala o eucalipto vai tendo os mesmos comportamentos, pelo que lá está, para mim é uma situação a não ignorar, mas a realidade é a que fala, é que não há sensibilização nem incentivos para a destruição das acácias, e muitos nem sabem o que são acácias, quanto mais os perigos associados.

Por aqui já há algumas almas conscientes, como eu, que já deram início a processos de destruição de algumas acácias (sobretudo mimosas e austrálias), mas somos uma minoria, temos optado pelo descasque e remoção do floema que conduzem a longo prazo à morte das árvores pela falta de reservas da própria raiz. Pior são sempre as sementes que elas deixam:facepalm:, e que os próprios insetos espalham. Há gente que adora usar herbicidas mas eu sou totalmente contra.


mas não é suposto os eucaliptos morrerem com as geadas?

Apenas mês e meio depois do incêndio da Gardunha na vertente sul os sobreiros queimados já estão a rebentar pela copa esta sim é uma arvore adaptada ao fogo.

O mesmo acontece com o eucalipto, aliás nem é preciso tanto tempo, nos eucaliptais ardidos já há montes de novos rebentos. Na zona de Pedrógão/Castanheira de Pêra até mete dó ver os eucaliptos a rebentarem de novo, e aliás, há já pessoas que voltaram a fazer plantações:wacko:. Por lá e por qualquer área ardida começa-se cedo a cozinhar os incêndios futuros... E antes que me condenem, sei que o eucalipto não é razão única para aquela devastação.
 
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Aqui na região tenho conhecimento de alguns casos de proprietários que são contra as grandes ocupações de eucalipto e que se aborrecem, porque estão sempre a limpar as plântulas e juvenis de eucalipto dos seus terrenos, por causa dos eucaliptos vizinhos. Noutros locais, e em especial onde os solos são mais húmidos (daí se falar mais no poder invasivo do eucalipto no litoral norte e centro), conheço já boas porções de terreno colonizadas por eucaliptais juvenis, posso arranjar fotos inclusivamente.

Agora pode-me é dizer que o poder invasor do eucalipto comparado ao das acácias é colocado a um canto, concordo, mas acho que o eucalipto se tem mostrado cada vez mais forte no processo de invasão. As acácias adaptam-se até depois do fogo (tal como o eucalipto), as imensas sementes que libertam são resistentes e parecem germinar ainda com maior intensidade depois das chamas. E sim, as acácias e os penachos são um problema que para muitos não existe, e dou-lhe toda a razão no facto de a história dos eucaliptos estar "a abafar" o perigo associado em particular às acácias que em comparação ao eucalipto tem um poder mais inflamável, e são vorazes competidoras do espaço que ocupam, da luz e dos nutrientes, esgotando os recursos das outras espécies, conduzindo à falência das florestas autóctones. Em menor escala o eucalipto vai tendo os mesmos comportamentos, pelo que lá está, para mim é uma situação a não ignorar, mas a realidade é a que fala, é que não há sensibilização nem incentivos para a destruição das acácias, e muitos nem sabem o que são acácias, quanto mais os perigos associados.

Por aqui já há algumas almas conscientes, como eu, que já deram início a processos de destruição de algumas acácias (sobretudo mimosas e austrálias), mas somos uma minoria, temos optado pelo descasque e remoção do floema que conduzem a longo prazo à morte das árvores pela falta de reservas da própria raiz. Pior são sempre as sementes que elas deixam:facepalm:, e que os próprios insetos espalham. Há gente que adora usar herbicidas mas eu sou totalmente contra.




O mesmo acontece com o eucalipto, aliás nem é preciso tanto tempo, nos eucaliptais ardidos já há montes de novos rebentos. Na zona de Pedrógão/Castanheira de Pêra até mete dó ver os eucaliptos a rebentarem de novo, e aliás, há já pessoas que voltaram a fazer plantações:wacko:. Por lá e por qualquer área ardida começa-se cedo a cozinhar os incêndios futuros... E antes que me condenem, sei que o eucalipto não é razão única para aquela devastação.

Quanto às mimosas, transmito-lhe uma experiência pessoal, há mais ou menos 20 anos: numa vinha na região da Bairrada, que deixou de se fazer após o falecimento dos meus avós, regeneraram abundantemente pinheiros, carvalhos alvarinhos, sobreiros e até freixos, dava gosto ver, com excepção de uma mimosa já grande nascida no meio (certamente oriunda de uma bouça de um vizinho, onde havia um pequeno grupo delas, meio abafado pelos pinheiros).

Prevendo que se ia expandir, com um machado descasquei-a profundamente a toda a volta, convencido que a matava. Meio ano depois volto à vinha e ela estava ainda viva! Deito-a abaixo e, uns meses depois, já estavam pequenas mimosas a nascer a toda a volta, a partir das raízes da antiga!!!! Resumindo, só com roundup se extirpou a invasora, mas como última opção - concordo consigo que é problemático usar químicos em áreas florestais.

E como é que se vão eliminar os milhares de hectares que elas já ocupam um pouco por todo lado??? Não se pode nunca usar herbicidas nas imediações das albufeiras, mas na Aguieira ou em Castelo de Bode as mimosas literalmente dominam todas as margens. E ninguém vê?
 
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Quanto às mimosas, transmito-lhe uma experiência pessoal, há mais ou menos 20 anos: numa vinha na região da Bairrada, que deixou de se fazer após o falecimento dos meus avós, regeneraram abundantemente pinheiros, carvalhos alvarinhos, sobreiros e até freixos, dava gosto ver, com excepção de uma mimosa já grande nascida no meio (certamente oriunda de uma bouça de um vizinho, onde havia um pequeno grupo delas, meio abafado pelos pinheiros).

Prevendo que se ia expandir, com um machado descasquei-a profundamente a toda a volta, convencido que a matava. Meio ano depois volto à vinha e ela estava ainda viva! Deito-a abaixo e, uns meses depois, já estavam pequenas mimosas a nascer a toda a volta, a partir das raízes da antiga!!!! Resumindo, só com roundup se extirpou a invasora, mas como última opção - concordo consigo que é problemático usar químicos em áreas florestais.

E como é que se vão eliminar os milhares de hectares que elas já ocupam um pouco por todo lado??? Não se pode nunca usar herbicidas nas imediações das albufeiras, mas na Aguieira ou em Castelo de Bode as mimosas literalmente dominam todas as margens. E ninguém vê?

De facto é um processo moroso e incerto. Ainda só conseguimos secar 1 para se ter noção, ela não rebentou mais,e entretanto já foi cortada, mas passaram 2 anos e meio também. Entretanto tenho mais 5 descascadas há 1 ano, e ainda não vejo resultados. As acácias são ultra-resistentes, elas próprias têm a habilidade de preparar o solo para elas, fixando o azoto, estas plantas acabam por ser uma bomba-relógio, porque a curto prazo até ajudam ao desenvolvimento das espécies envolventes já que fixam ainda por uma área relativamente alargada azoto, mas a longo prazo aniquilam as outras espécies. Agora só espero que essa que dou como morta não volte a rebentar de novo pela raiz, é que o objetivo de cortar o floema é mesmo impedir a chegada de açúcares à raiz para ela própria apodrecer e matar a árvore. O problema é que durante esses 2 anos e meio a árvore continuou a dar semente e a reproduzir-se:facepalm:. Se eu pudesse entrar nos terrenos dos outros já tinha descascado outras tantas, mas o estado e os órgãos de poder local "marimbam-se" plenamente para a floresta, ainda agora para as autárquicas anunciam medidas para reformulação da mesma, mas tudo não passa de mais uma série de medidas para encher cartaz e para parecer bem, até porque depois da vaga de incêndios que ocorreu este ano fica bem falar no assunto:lol:, e então aqui que nem revelam a mínima preocupação com o ambiente, nem para a manutenção de ETAR(s) prestam:angry:
 
Eu não quero ser desrespeitoso, mas impossível acautelar?Prever ainda é como o outro,acautelar temos um ano inteiro.. Na minha opinião não há desculpa,há responsáveis(não pelo incêndio em si,óbvio,mas pelo facto de não conseguirem ter posição previligiada de ataque aos mesmos).

Povo brando,é o que somos. Não se passa nada(ou não foi connosco), coitados dos que não resistiram,pobres famílias que ficaram sem um pai...

Foi um acaso do destino,assim como foi terminarem a fase Charlie enquanto aínda tínhamos temperaturas de 36º.

Todos sabem bem a condição do país, o tempo que estava, a possibilidade de ocorrências, a falta de meios, entre outras... não sou, nem somos todos naives ao ponto de não sabermos isso. Que há gente responsável por algumas das falhas, também sabemos disso. Que muito poderia ter sido feito? Sim, há anos que a lenga lenga é sempre a mesma e, seja qual for a cor politica a falta de resolução do problema continua igual e minimizada. O que quis dizer foi, procurar bodes expiatórios, inflamar o forum de indignação politica e ter que à força encontrar responsáveis pela tragédia, quando ainda tudo está a arder e se está sentado confortavelmente atrás de um monitor, não é sensato. Há muito a fazer, mas há que se perceber que ontem foi uma situação excepcional, com terrorismo, acidentes, irresponsabilidades, etc. Eu podia alongar-me muito mais, mas agora não é a altura para isso.
 
Penso que essa discussão podia ser feita no sitio dos problemas da floresta...
Não sou político,não pretendo vir a ser e não acho que estarmos indignados tenha algo que ver com politiquices.
Também acho que um desabafo de alguém pode ser deixado de fora dessas tais "politiquices".

Vamos esperar para ver o resultado final desta tragédia.
 
Fazer politica ou tentar arranjar culpados no meio desta tragédia dantesca é no mínimo insensato. Tudo nesta situação era impossível prever e acautelar.

Também não é bem assim. Sempre que alguém se indigna com a atuação do governo ou da proteção civil, isso não significa necessariamente fazer política!
Afinal quem não se sente indignado?? Do fundo do coração, quem não gostaria de encontrar culpados? Num país sem segurança, de quem é a culpa?

O relatório de Pedrogão fala claramente de descoordenação geral, refere até uma certa intromissão dos políticos, comunicação social e até do PR, quando se encontraram no comando de operações. Houve até chefias que impediram que mais acontecimentos fossem registados na "fita do tempo". Para mim já é mais do que incompetência! Quem nomeou incompetentes? Quem foi responsável pelo SIRESP? E porque é que os presidentes de câmara não têm todos eles um plano de proteção civil que é obrigatório? E porque é que as faixas das estradas não estão limpas? E porque é que existe caça no verão, com risco de incêndios?

Como vês o que mais há é incompetência, negligencia e crime.

A verdade é que estava previsto e sim era possível fazer muito melhor:
- O mapa do risco de incêndios serve para alguma coisa?
- Que ações informativas foram colocadas em prática junto das povoações? Será suficiente dizer-se 1 vez, pela rádio, que o período de proibição das queimadas se estendeu até final do mês?
- Porque é que a fase mais crítica é fixa a um calendário (01/jul a 30/set)? Se as informações/alertas do IPMA não servem para nada, fecha-se a porta ao IPMA.

Ficam as palavras do nosso PM: "Vai voltar a acontecer. Não conseguimos fazer num ano, o que não foi feito nos últimos 10."
 
Também não é bem assim. Sempre que alguém se indigna com a atuação do governo ou da proteção civil, isso não significa necessariamente fazer política!
Afinal quem não se sente indignado?? Do fundo do coração, quem não gostaria de encontrar culpados? Num país sem segurança, de quem é a culpa?

O relatório de Pedrogão fala claramente de descoordenação geral, refere até uma certa intromissão dos políticos, comunicação social e até do PR, quando se encontraram no comando de operações. Houve até chefias que impediram que mais acontecimentos fossem registados na "fita do tempo". Para mim já é mais do que incompetência! Quem nomeou incompetentes? Quem foi responsável pelo SIRESP? E porque é que os presidentes de câmara não têm todos eles um plano de proteção civil que é obrigatório? E porque é que as faixas das estradas não estão limpas? E porque é que existe caça no verão, com risco de incêndios?

Como vês o que mais há é incompetência, negligencia e crime.

A verdade é que estava previsto e sim era possível fazer muito melhor:
- O mapa do risco de incêndios serve para alguma coisa?
- Que ações informativas foram colocadas em prática junto das povoações? Será suficiente dizer-se 1 vez, pela rádio, que o período de proibição das queimadas se estendeu até final do mês?
- Porque é que a fase mais crítica é fixa a um calendário (01/jul a 30/set)? Se as informações/alertas do IPMA não servem para nada, fecha-se a porta ao IPMA.

Ficam as palavras do nosso PM: "Vai voltar a acontecer. Não conseguimos fazer num ano, o que não foi feito nos últimos 10."

A minha resposta em relação a isso está um pouco mais a cima.