Aqui na região tenho conhecimento de alguns casos de proprietários que são contra as grandes ocupações de eucalipto e que se aborrecem, porque estão sempre a limpar as plântulas e juvenis de eucalipto dos seus terrenos, por causa dos eucaliptos vizinhos. Noutros locais, e em especial onde os solos são mais húmidos (daí se falar mais no poder invasivo do eucalipto no litoral norte e centro), conheço já boas porções de terreno colonizadas por eucaliptais juvenis, posso arranjar fotos inclusivamente.
Agora pode-me é dizer que o poder invasor do eucalipto comparado ao das acácias é colocado a um canto, concordo, mas acho que o eucalipto se tem mostrado cada vez mais forte no processo de invasão. As acácias adaptam-se até depois do fogo (tal como o eucalipto), as imensas sementes que libertam são resistentes e parecem germinar ainda com maior intensidade depois das chamas. E sim, as acácias e os penachos são um problema que para muitos não existe, e dou-lhe toda a razão no facto de a história dos eucaliptos estar "a abafar" o perigo associado em particular às acácias que em comparação ao eucalipto tem um poder mais inflamável, e são vorazes competidoras do espaço que ocupam, da luz e dos nutrientes, esgotando os recursos das outras espécies, conduzindo à falência das florestas autóctones. Em menor escala o eucalipto vai tendo os mesmos comportamentos, pelo que lá está, para mim é uma situação a não ignorar, mas a realidade é a que fala, é que não há sensibilização nem incentivos para a destruição das acácias, e muitos nem sabem o que são acácias, quanto mais os perigos associados.
Por aqui já há algumas almas conscientes, como eu, que já deram início a processos de destruição de algumas acácias (sobretudo mimosas e austrálias), mas somos uma minoria, temos optado pelo descasque e remoção do floema que conduzem a longo prazo à morte das árvores pela falta de reservas da própria raiz. Pior são sempre as sementes que elas deixam

, e que os próprios insetos espalham. Há gente que adora usar herbicidas mas eu sou totalmente contra.
O mesmo acontece com o eucalipto, aliás nem é preciso tanto tempo, nos eucaliptais ardidos já há montes de novos rebentos. Na zona de Pedrógão/Castanheira de Pêra até mete dó ver os eucaliptos a rebentarem de novo, e aliás, há já pessoas que voltaram a fazer plantações

. Por lá e por qualquer área ardida começa-se cedo a cozinhar os incêndios futuros... E antes que me condenem, sei que o eucalipto não é razão única para aquela devastação.