Para o coronel, em primeiro lugar é necessário perceber “se apenas a gestão [dos meios aéreos públicos] passa a ser feita pela Força Aérea, ou a gestão e a operação”, uma vez que a Autoridade Nacional de Proteção Civil também tem meios aéreos. A associação tem também dúvidas quanto à passagem para a Força Aérea da gestão dos contratos privados com as empresas que detêm meios aéreos: “Nem nos quer passar pela cabeça que nesse aspeto em concreto, que é o aspeto mais sensível de tudo isto, se está exclusivamente a passar a batata quente da gestão para a Força Aérea”, afirmou António Mota.
Outra das preocupações da AOFA é a falta de meios humanos “em quantidade” e em “qualidade”, ou seja, “de pessoas devidamente formadas, para fazerem face a estas novas missões”, acrescentou o militar. “Só se podem formar pessoas quando elas existem e as forças armadas estão muitíssimo abaixo do número de efetivos que é necessário para o cumprimento das missões que já hoje têm”, reforçou o presidente da AOFA.