Floresta portuguesa e os incêndios

A resinagem não interfere no potencial de combustão dos pinheiros. ;)

No entanto a resinagem é o trabalho florestal que mais pessoas leva à floresta e durante mais tempo, já que cada pinheiro tem que ser visitado individualmente de 15 em 15 dias pelo resineiro, isto de Março a Novembro. Esta presença na floresta quase constante permite que haja uma constante vigilância e uma proximidade dos fogos nascentes, para além de que para trabalhar o resineiro ter que manter os caminhos florestais transitáveis e as áreas florestais livres de matos altos. Funcionam quase como sapadores florestais. ;)
Obrigado pelo esclarecimento, pois há poucos dias ouvi o oposto num programa de TV sobre os incêndios...
 
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A resinagem não interfere no potencial de combustão dos pinheiros. ;)

No entanto a resinagem é o trabalho florestal que mais pessoas leva à floresta e durante mais tempo, já que cada pinheiro tem que ser visitado individualmente de 15 em 15 dias pelo resineiro, isto de Março a Novembro. Esta presença na floresta quase constante permite que haja uma constante vigilância e uma proximidade dos fogos nascentes, para além de que para trabalhar o resineiro ter que manter os caminhos florestais transitáveis e as áreas florestais livres de matos altos. Funcionam quase como sapadores florestais. ;)

Um milhão de bicas queimadas pelos fogos
Cerca de 20% da área resinada no país ardeu, 200 postos de trabalho em risco


Um milhão de bicas foram queimadas nos fogos deste ano, um número que representa 20% da área resinada em Portugal, disse hoje o presidente da associação do setor, sublinhando que pelo menos 200 postos de trabalho estão em risco.

Os dados provisórios apontam para um milhão de bicas queimadas pelos fogos que afetaram o país este ano, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Destiladores e Exploradores de Resina (Resipinus), Hilário Costa.


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/incendios/um-milhao-de-bicas-queimadas-pelos-fogos
 
Incêndios: Tiago Martins de Oliveira será o presidente da estrutura de missão
O primeiro-ministro vai dar posse na terça-feira, pelas 11:00, em São Bento, ao presidente da Estrutura de Missão para a instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, disse à Lusa fonte do Governo.

A criação desta estrutura de missão, que funcionará na dependência do líder do executivo, é uma decisão que saiu do Conselho de Ministros extraordinário de sábado e que terá um mandato até dezembro de 2018.

Tiago Martins de Oliveira, de 48 anos, natural do Porto e doutorado em engenharia florestal e recursos naturais pela Universidade de Lisboa, já hoje teve uma reunião de trabalho com António Costa, adiantou a mesma fonte.

O responsável estava na Navigator, onde era, segundo o Público, responsável pela área da Inovação e Desenvolvimento Florestal. O jornal adianta que Tiago Oliveira tem participado em campanhas de combate a incêndios, como sapador operacional, coordenador de combate aéreo, supervisor regional e coordenador nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI).



Em Fevereiro este responsável defendeu, segundo a revista Agroportal, a "criação de uma estrutura dedicada à defesa da floresta, integrando a prevenção e apoiando o combate, dotada de um orçamento global e autónomo".

Esta estrutura de missão, de acordo com a resolução saída do último Conselho de Ministros, tem como um dos principais objectivos a preparação e execução das recomendações constantes do relatório da Comissão Técnica Independente nomeada pelo parlamento "e de outros contributos técnicos, em articulação com as várias áreas governamentais e organismos da administração pública".

Caberá também a esta estrutura de missão preparar a instalação da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), "assegurando a sua entrada em funcionamento a 1 de Janeiro de 2018 e monitorizar o seu funcionamento inicial".

Entre outras funções, salienta-se também na resolução do Conselho de Ministros, a estrutura de missão deverá apresentar ao primeiro-ministro "propostas para potenciar a eficácia e eficiência na execução das recomendações constantes do relatório da Comissão Técnica Independente ou que resultem de oportunidades identificadas, em articulação com os membros do Governo responsáveis em razão da matéria, e com o apoio dos serviços por estes tutelados".

A estrutura de missão terá na sua estrutura o presidente, com um estatuto equiparado a secretário de Estado, que terá um gabinete de apoio técnico "constituído por um máximo de cinco elementos, três dos quais com a função de assessoria técnica e de gestão, equiparados, para efeitos de designação e estatuto, a adjuntos de gabinete de membro do Governo".
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...strutura-de-missao?ref=HP_DestaquesPrincipais
 
O engenheiro florestal de 47 anos, conta com 20 anos de experiência em actividades nacionais e internacionais ligadas à gestão e governança de risco do fogo e gestão de recursos naturais. Foi um dos coordenadores da proposta técnica do Plano Nacional de Incêndios Florestais, apresentada em 2005 e que acabou por ser metida na gaveta.

Em entrevista ao Expresso, em julho, Tiago Oliveira defendia o que sempre defendeu: um comando único para a prevenção e combate aos incêndios. “O tripartido não funciona e é um sistema de ‘passa culpas”, argumentava, aconselhando o Estado a inverter o caminho que tem seguido. “Assim não vamos lá”, dizia.

Nos últimos 40 anos, metade do país ardeu e perdeu-se área arborizada, o que atribui ao “não reconhecermos que para ter floresta é necessário gerir a vegetação” e ao facto de “o sistema estar aprisionado à lógica do combate”. Para sair desta “prisão” defendia a necessidade de “reconhecer que estamos presos na armadilha do combate e que a prevenção é o melhor caminho”. Caso contrário, alertava, “vai sempre escapar um fogo e esse um vai queimar tudo de forma trágica, como aconteceu em Pedrógão”.

Tiago Oliveira tem criticado o “sistema montado nas tropas que combatem os incêndios e não está preocupado em governar o risco e o seu impacto” . Também tem alertado para a necessidade de “uma relação mais madura da sociedade com os processos de longo prazo, o que será essencial no futuro, tendo em conta as alterações climáticas”.

A entrevista foi feita no dia em que viu a sua tese de doutoramento sobre “a Transição Florestal e a Governança de Risco de incêndio em Portugal nos últimos 100 anos” ser aprovada por unanimidade e com louvor.
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2...issao-para-enfrentar-os-incendios-em-Portugal
 
Para que é que servem as forças armadas '?????????'

Metam um balde de um Kamov num F16 completamente carregado com armamento. Faz sentido, não é óbvio?

Também se pode por o exército armado e com camuflagem a patrulhar a mata à procura de ninhos de vespa asiática. Depois é G3 nos bichos voadores.


As forças Armadas, em tempos, já ajudaram no combate aos fogos com os seus aviões C-130 adaptados:

forca_aerea_combate_aos_incendios_foto_forca_aerea1682995c.jpg



Força aérea pode acabar com ‘negócio dos incêndios’

O regresso da Força Aérea ao combate aos incêndios tem gerado controvérsia dentro do Governo. Enquanto a ministra da Administração Interna invoca a falta de capacidade deste ramo das Forças Armadas, o ministro da Defesa considera «inevitável» que a Força Aérea adquira os meios em falta para voltar ao ativo.

A Força Aérea tem ou não tem capacidade para o combate aos fogos? A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) começa por tirar as teimas. «Neste momento, as Forças Armadas não têm meios nem capacidade para fazer o combate aos incêndios, ponto final». No entanto, António Mota, presidente da Associação, garante que, a partir do momento que se desse um reforço de meios e de formação, estavam reunidas as condições para voltar a ver as Forças Armadas a combater fogos.

«Tem pilotos, tem meios, aeródromos, pistas, pessoal de manutenção, mecânicos», declara ao SOL, sem descartar a necessidade de um investimento extra. Citando um relatório pedido ainda pelo anterior Governo e que foi recentemente tornado público, seria preciso um investimento de 65 milhões de euros em meios, divididos entre a aquisição de sete helicópteros monomotores no valor de 17,5 milhões de euros e seis helicópteros médios bimotores no valor de 48 milhões de euros. «Tendo em conta que Portugal gasta anualmente mil milhões de euros com os incêndios, parece-me que a longo prazo seria vantajoso», lembra António Mota.


Atualizações necessárias

Constança Urbano de Sousa, ministra da Administração Interna, lembrou esta semana que os pilotos da Força Aérea «não sabem combater fogos», opinião justificada pela especificidade dos aviões usados para esse efeito. António Mota não deixa de dar razão à governante – «voar com um avião em cima de um incêndio não é o mesmo que fazer um transporte de bombeiros daqui para a Madeira» – mas garante que, com a formação certa, rapidamente terão pilotos aptos para essa função. Aliás, o presidente da AOFA lembra que «só oficialmente» é que a Força Aérea não tem pilotos para operar em meios de combate, isto porque a maioria dos profissionais que o faz atualmente são ex-pilotos desse ramo das Forças Armadas. «Há alguns pilotos no ativo e que têm qualificação para operar as aeronaves, mas como não é uma missão que esteja oficialmente atribuída às Forças Armadas, não podem dizer que têm pilotos formados para o combate aos incêndios».

Negócio para privados

«Os pilotos da Força Aérea são pilotos o ano todo, não é só no Verão», lembra o tenente-coronel, como forma de justificar a vontade de voltar a ver estes profissionais de novo a combater incêndios. Para o responsável, não faz sentido os portugueses pagarem a empresas privadas, quando há meios para o fazer.

António Mota lembra o final dos anos 90 como o ponto de viragem no que diz respeito ao combate aos incêndios. «Aproveitou-se o facto de ser necessário o reforço dos meios aéreos de combate a incêndios para que se optasse pelo seu aluguer pontual», explica. Uma «opção política» e «interesses financeiros» levaram ao afastamento da Força Aérea deste trabalho. «Estávamos na altura do boom das PPPs [parcerias público-privadas]. O ambiente era propício», acrescenta.

Sem querer alimentar polémicas, António Mota garante que o facto de a Força Aérea assumir parte do combate aos fogos em Portugal iria acabar com algumas «suspeitas» em relação ao ‘negócio dos incêndios’. «Não é à toa que grande parte das ignições acontece à noite e em locais estratégicos de quem sabe que vai provocar um grande fogo», refere. Para o tenente-coronel, o assumir do controlo por parte das Forças Armadas acabaria com essas polémicas, até porque «a Força Aérea, sendo de todos os portugueses e não uma entidade privada, não tem interesse em que haja incêndios».

Internet como arma

A polémica em torno das funções da Força Aérea teve início com a publicação no Facebook de um texto assinado por um coronel que critica aquilo que chama de «negócio» que envolve o plano de combate aos incêndios. João Marquito lembrou que «quando esse combate passou a ser um ‘negócio’ arrumaram-se os C-130, os kit MAFFS para os equiparem ficaram a apodrecer, os bombeiros exaustos, os meios de substituição não aparecem e... o flagelo continua». O coronel refere ainda que foi opção do MAI «manter o atual estado das coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu ‘interesse’ e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país».

A luta pelo regresso da Força Aérea ao trabalho de combate aos incêndios continua na internet, desta vez através da criação de uma petição online que conta já com quase 32 mil assinaturas. «As Forças Aéreas de Espanha, Grécia, Croácia e até mesmo de Marrocos estão envolvidas diretamente no combate aos incêndios há décadas», sublinha o documento.

https://sol.sapo.pt/artigo/521774/forca-aerea-pode-acabar-com-negocio-dos-inc-ndios
 
Um milhão de bicas queimadas pelos fogos
Cerca de 20% da área resinada no país ardeu, 200 postos de trabalho em risco


Um milhão de bicas foram queimadas nos fogos deste ano, um número que representa 20% da área resinada em Portugal, disse hoje o presidente da associação do setor, sublinhando que pelo menos 200 postos de trabalho estão em risco.

Os dados provisórios apontam para um milhão de bicas queimadas pelos fogos que afetaram o país este ano, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Destiladores e Exploradores de Resina (Resipinus), Hilário Costa.


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/incendios/um-milhao-de-bicas-queimadas-pelos-fogos

Fui eu que fiz essa contagem e avancei com esses números ao Presidente da direção, Hilário Costa! :D
Na ultima contagem deu perto de 1milhão, 998mil bicas para ser mais preciso!:D
 
Última edição:
Qual a area ardida de sobral nos ultimos anos? Com a doenca do sobreiro incontrolavel em parte do pais Portugal caminha para um dia ser ultrapassado por Espanha como maior produtor de cortica. Na regiao centro a Sul do sistema Montejunto-Estrela ha condicoes excelentes para o sobreiro que nao sao aproveitadas... melhores ate que no Alentejo.
 
Estive na serra da Gata ha dois anos. O pinhal tinha desaparecido num incendio. Disseram-me que a empresa dona dos avioes de combate contratada pelo Estado espanhol, como recebia por hora de servico, ia buscar agua a locais distantes para duplicar ou triplicar o tempo dispendido no combate. A Cesar o que e de Cesar. E preciso acabar de vez com as prestacoes de servicos por privados ao Estado em diversas areas, desde as encomendas a escritorios de advogados ao combate aos incendios.
 
Qual a area ardida de sobral nos ultimos anos? Com a doenca do sobreiro incontrolavel em parte do pais Portugal caminha para um dia ser ultrapassado por Espanha como maior produtor de cortica. Na regiao centro a Sul do sistema Montejunto-Estrela ha condicoes excelentes para o sobreiro que nao sao aproveitadas... melhores ate que no Alentejo.

Em termos de área de sobral perdida para o fogo não deve ser muito significativa, as áreas que têm ardido são em regiões em que o sobreiro embora exista não é a espécie dominante. Portugal ainda está longe de ser ultrapassado por Espanha como maior produtor. ;)

Na minha opinião, nesta fase de algum declínio devido à seca e doenças, deveria haver uma migração da espécie para Norte, era muito importante um reforço de plantações, principalmente a Norte do Tejo em algumas das áreas ardidas, nomeadamente a zona do Norte Ribatejano e Pinhal Interior Sul (Abrantes, Mação, Oleiros, Vila de Rei, Sertã e talvez Pedrogão etc.)
 
Bem sei que existe o livre-arbítrio, e é sempre bom sabermos um pouco de tudo, mas há coisas que realmente roçam o ridículo. E tenho visto com cada uma ultimamente..

É impossível saber de tudo. Pode é dar-se opiniões sobre tudo. Também já dei opiniões sobre coisas que não domino. Opiniões genéricas e sublinhando o meu desconhecimento. Não é por acaso que leio as opiniões sobre as melhores formas de combate aos incêndios, sobre o envolvimento das FA ou não, e me mantenho calada. Mantenho-me calada porque não percebo nada do assunto. Leio para tentar assimilar alguma coisa.
 
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Tendo em conta que estamos num fórum cujo um dos objectivos é a partilha de conhecimentos. Era interessante partilhares a tua perspectiva.

Deduzo que poderias dar um bom contributo, devido á sua experiência.

Como devem calcular, não posso estar aqui a divulgar num Fórum algo que não pode passar das paredes de uma unidade militar.

Tenho é a certeza absoluta de uma coisa,

Porque isso não é a função das forças militares?

Treinam para matar e rebentar coisas. Não para ver a paisagem.

Para que é que servem as forças armadas '?????????'

Metam um balde de um Kamov num F16 completamente carregado com armamento. Faz sentido, não é óbvio?

Também se pode por o exército armado e com camuflagem a patrulhar a mata à procura de ninhos de vespa asiática. Depois é G3 nos bichos voadores.

Isto é o perfeito exemplo do não devemos ter, mas que temos por este País fora. Assim como temos Juízes que citam partes da Bíblia e do Código Penal de 1886 para culpar um arguido, temos também Engenheiros Florestais que desde o ínicio do ano juram a pés juntos que tudo o que aconteceu até agora em matéria de fogos foram simples negligências e projecções de Eucaliptos.

Sim, temos meios na Força Aérea para combater os fogos.
Sim, certas especialidades em certos ramos das Forças Armadas têm diversos tipos de formação (NATO) para combate a incêndios em qualquer meio.
Sim, treinamos no duro para defender o País em caso de agressão externa/interna. Se necessário tal como em todas as Guerras, temos de abater o inimigo.
Não, não treinamos para matar e rebentar coisas.
Não, não utilizamos F-16 para combater os incêndios (Afirmação ridícula tenho de o dizer).
 
Portugal é um país cheio de podridão politica é uma vergonha nomear-se alguém para estar á frente do combate e prevenção aos fogos que é um quadro da Navigator. Este senhor á uns dias atrás convidado pela sic noticias para comentar os fogos afirmou que o eucalipto arde igual ao sobral desde que este esteja sujo isto é para rir. Depois do que aconteceu na região do ip3 que eu apelido de amazonia de eucaliptos, ainda há quem ache incluindo este tal de Tiago Oliveira que o problema são o numero de ignições tal como afirmou hoje na tomada de posse. Para já apenas o bloco de esquerda
contestou esta decisão.