Floresta portuguesa e os incêndios

para que também o governo seja empreendedor, mas sem estatizar.

Boa sorte em tentar manter essa distinção.

É caro porque o sistema está viciado: O negócio do fogo existe, mesmo que de forma subtil (atacar o fogo de forma ineficiente, para que resultem mais horas de trabalho). Sem negócio, os incêndios apagam-se mais rápido.

Se as forças terrestres fossem privadas dava-te toda a razão.

Com meios aéreos é diferente. Todos os movimentos são (ou deviam, veja-se o pseudo-Canadair) monitorizados e como tal, espero eu, as aldrabices desse género (ex: demora no tempo de resposta) seriam rapidamente detetadas.

As aldrabices relacionadas com os meios aéreos têm outra índole -> Cartelização e aquisição ruinosa de equipamentos.

Em Itália havia bombeiros que metiam fogo à mata para receberem horas extra. Esse tipo de coisas por vezes ultrapassa a dicotomia público-privada.
 
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"3 meses depois do incêndio que destruiu 2/3 do pomar, as robustas estão a mudar de pele. Atenção que foram as que menos sofreram."







Grande capacidade de resistencia, deste tipo de plantas, é por isso é que elas são usdas como barreiras de contra-fogo.
 
A bolota na nossa alimentação: uma questão vital!

Uma coisa começamos a saber, é que o nosso organismo não está adaptado aos alimentos modernos, por isso são cada vez mais as pessoas que sofrem de intolerâncias ou patologias inflamatórias e degenerativas em que a alimentação tem uma forte relação.
O atual regime alimentar é aliás um dos principais responsáveis pela maior epidemia: 86% dos portugueses morrem devidas a doenças crónicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, entre outras).

Precisamos de valorizar a nossa floresta, e a valorização da bolota como alimento ajudará decisivamente para que a reflorestação com as nossas espécies, com destaque para as plantas do género Quercus (azinheira, carvalhos, sobreiro) seja viável e não permaneçamos amarrados à ideia da “inevitabilidade do eucalipto para termos rentabilidade na floresta”.
Com um melhor ajuste entre o que comemos e o nosso território estaremos a torná-lo mais resiliente aos fogos, e adicionalmente a recuperar recursos e serviços ecológicos que permitirão a produção de mais e melhores alimentos no futuro!

http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=9072
 
A bolota na nossa alimentação: uma questão vital!

Uma coisa começamos a saber, é que o nosso organismo não está adaptado aos alimentos modernos, por isso são cada vez mais as pessoas que sofrem de intolerâncias ou patologias inflamatórias e degenerativas em que a alimentação tem uma forte relação.
O atual regime alimentar é aliás um dos principais responsáveis pela maior epidemia: 86% dos portugueses morrem devidas a doenças crónicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, entre outras).

Precisamos de valorizar a nossa floresta, e a valorização da bolota como alimento ajudará decisivamente para que a reflorestação com as nossas espécies, com destaque para as plantas do género Quercus (azinheira, carvalhos, sobreiro) seja viável e não permaneçamos amarrados à ideia da “inevitabilidade do eucalipto para termos rentabilidade na floresta”.
Com um melhor ajuste entre o que comemos e o nosso território estaremos a torná-lo mais resiliente aos fogos, e adicionalmente a recuperar recursos e serviços ecológicos que permitirão a produção de mais e melhores alimentos no futuro!

http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=9072
Tenho milhares de bolotas todos os anos espalhadas pelo terreno e não sei o que lhes faça...
 
"3 meses depois do incêndio que destruiu 2/3 do pomar, as robustas estão a mudar de pele. Atenção que foram as que menos sofreram."







Grande capacidade de resistencia, deste tipo de plantas, é por isso é que elas são usdas como barreiras de contra-fogo.

Fiquei fascinado! Não sabia que tal era possível, wow! Sempre a aprender! :eek:
 
"3 meses depois do incêndio que destruiu 2/3 do pomar, as robustas estão a mudar de pele. Atenção que foram as que menos sofreram."







Grande capacidade de resistencia, deste tipo de plantas, é por isso é que elas são usdas como barreiras de contra-fogo.


Usar uma espécie exótica invasora* como "barreiras de contra-fogo"???? Prescindo!

Mesmo que provavelmente o Pedro1993 quisesse referir-se à sua utilização em "corta-fogos", nunca na vida eu apostaria num género de plantas que está a começar a "dar nas vistas" em certos locais do país (e.g. Parque de Monsanto), e não é por bons motivos.

*Em regiões de clima mediterránico e sub-tropical, por exemplo da África do Sul e da Austrália [https://keyserver.lucidcentral.org/weeds/data/media/Html/opuntia_robusta.htm]
 
Tenho milhares de bolotas todos os anos espalhadas pelo terreno e não sei o que lhes faça...

Tenho vista muitas campanhas de reflorestação, pelos locais mais afaectados pelos incendios, e eles estão a pedir muitos quilos de bolotas.
 
Usar uma espécie exótica invasora* como "barreiras de contra-fogo"???? Prescindo!

Mesmo que provavelmente o Pedro1993 quisesse referir-se à sua utilização em "corta-fogos", nunca na vida eu apostaria num género de plantas que está a começar a "dar nas vistas" em certos locais do país (e.g. Parque de Monsanto), e não é por bons motivos.

*Em regiões de clima mediterránico e sub-tropical, por exemplo da África do Sul e da Austrália [https://keyserver.lucidcentral.org/weeds/data/media/Html/opuntia_robusta.htm]

Eu com isto não quero dizer que agora se plante aí por todo os lados estas espécies de opuntias, até porque elas fora de um pomar ordenado tornam-se invasoras, eu prefiro as barreiras contra-fogo com as nossas folhosas autóctones.
 
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Estrutura e funcionamento das raízes em sobreiro: o uso de água

O conhecimento da estrutura e funcionamento das raízes é fundamental para sustentar melhores práticas de gestão e antever algumas respostas dos sobreiros às alterações climáticas. Mobilizações de solo que danifiquem ou destruam as raízes podem desacoplar as árvores das fontes de abastecimento de água, induzindo artificialmente stress hídrico e comprometendo a sua sobrevivência.



Só para termos uma ideia, da resistencia do sobreiro, a imagem é de uma bolota a começar a brotar, e já a sua raiz, já possui mais de 60 cm de comprimento, serve também para vermos a sua capacidade em ir captar água ao lençol freático, em época de seca como a que estamos a viver.
 
Com as novas tecnologias as pessoas podem trabahar em casa. Conheco gente que so vai a Londres uma vez por semana e faz o trabalho em casa durante a semana, e vivem no campo. Em situacao de urgencia as coisas tratam-se por videoconferencia. Em Portugal ainda estamos a decadas desta realidade, temos elites casmurras e conservadoras. O mesmo no Superior. Muitos cursos podem ser leccionados por stream e as praticas concentradas num mes anterior aos exames. Os alunos poderiam ficar na aldeia e ir a universidade apenas para ter as praticas e serem avaliados. As familias poupariam muito em alojamento. O aumento do numero de jovens e profissionais em casa nas aldeias e vilas ajudaria a renascer o pequeno comercio, a restauracao, enfim, toda a economia local.

Gosto desse pensamento, sinal de que ainda há quem tenha "inteligência" neste país.

Sai muito mais caro. Contrata-se a civis temporariamente. Passar as responsabilidades para a FAP implica um investimento permanente.

Permita-me discordar, mas o que é um investimento permanente na FAP (utilizando meios que podem ser usados noutras outras frentes, estou por exemplo a referi-me a drones - exemplo do Predator ou Reaper que tanto pode ser usado na vigilância do território como ser usado na vigilância do enorme mar Português ou em operações no Mediterraneo, etc), ao lado de tanto prejuízo humano e material como foi o caso deste ano.
 
Última edição:
Governo indigita Carlos Mourato Nunes para presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil
5 nov 2017 12:13

O Ministério da Administração Interna (MAI) indigitou o antigo comandante geral da GNR Carlos Manuel Mourato Nunes para presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, na sequência da saída do antecessor, foi hoje divulgado.


Em comunicado, o MAI informa que “o ministro da Administração Interna [Eduardo Cabrita] indigitou o tenente-general Carlos Manuel Mourato Nunes para exercer as funções de Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

Em comunicado, o MAI informa que “o ministro da Administração Interna [Eduardo Cabrita] indigitou o tenente-general Carlos Manuel Mourato Nunes para exercer as funções de presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil”.

A tutela adianta que vai “desencadear os procedimentos tendo em vista a sua nomeação, concretamente a audição da Comissão Nacional de Proteção Civil”, pelas 12:00 de segunda-feira.

Licenciado em Ciências Militares e Engenharia Geográfica, Mourato Nunes passou também pelo Instituto de Altos Estudos Militares, onde concluiu o curso de oficial general e o curso geral de comando e Estado-Maior.

Durante a carreira, esteve sempre ligado à área da Administração Interna, desempenhando funções em várias unidades do Exército e nas forças de segurança, bem como cargos de direção de alto nível na administração pública.

Entre 1993 e 1999, foi diretor do Instituto Geográfico do Exército e, entre 2002 e 2003, presidiu ao Instituto Geográfico Português.

Foi depois promovido a tenente-general e assumiu as funções de comandante geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), até 2008.

De 2008 a 2010, foi secretário-geral para Cooperação entre os Países de Língua Portuguesa em matéria de Segurança Pública e, de 2010 a 2012, foi presidente do conselho coordenador de Cartografia e diretor-geral do Instituto Geográfico Português.

Atualmente, é consultor de Segurança e Defesa.

A indigitação surge na sequência da demissão, em meados de outubro, do até então presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Joaquim Leitão.


Fonte do Governo disse à Lusa que Joaquim Leitão entregou nessa altura uma carta de demissão dirigida ao então secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que, por sua vez, a remeteu para o primeiro-ministro, António Costa, atendendo à saída no mesmo dia da ministra da tutela, Constança Urbano de Sousa, do executivo.

A demissão foi aceite por António Costa, e seguiu-se à saída da ministra da Administração Interna e do comandante nacional operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Rui Esteves, em setembro, no pior ano de incêndios florestais da última década, que já deixaram mais de cem mortos e acima de 500 mil hectares de área ardida.

Joaquim Leitão esteve pouco menos de um ano no cargo, tendo sido empossado em outubro de 2016.

Na sua última declaração pública, Joaquim Leitão limitou-se a afirmar que o pessoal da Autoridade que chefiava continuava a dar "o melhor para que a segurança dos cidadãos seja efetiva".
http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...ente-da-autoridade-nacional-de-protecao-civil
 
Permita-me discordar, mas o que é um investimento permanente na FAP (utilizando meios que podem ser usados noutras outras frentes, estou por exemplo a referi-me a drones - exemplo do Predator ou Reaper que tanto pode ser usado na vigilância do território como ser usado na vigilância do enorme mar Português ou em operações no Mediterraneo, etc), ao lado de tanto prejuízo humano e material como foi o caso deste ano.

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2016-07-05-Forca-Aerea-nunca-teve-tao-poucos-avioes

Com dinheiro faz-se quase tudo. Onde está ele?
 
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Boa pergunta!!! Ele existe mas não é aplicado onde é necessário e de forma rigorosa. É o país que temos mas mantenho-me optimista quanto há mudança não só, neste caso na Força Aérea, mas em todos os casos onde existe notória falta de fundos e consequentemente de operacionalidade, por exemplo nas forças de segurança.
 
PAULOWNIA, A ÁRVORE DO FUTURO?

paulownia-200x300.jpg



Paulownia é um género de árvores com origem na Ásia oriental. A madeira de Paulownia já é bastante utilizada em vários países europeus, nos mais variados setores industriais, desde fabrico de painéis, móveis, pranchas de surf e também na indústria aeroespacial e naval.

A espécie Paulownia tomentosa já está presente em Portugal como ornamental em parques e jardins. Em anos recentes muitos têm proposto a instalação de povoamentos de Paulownia como alternativa a outras exóticas de crescimento rápido como o Eucalipto.

Será esta a árvore do futuro em Portugal?

No dia 11 de novembro, o Engº José Bernardino, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) junta-se a nós para discutir este tema. O enquadramento legal destas plantações, áreas potenciais de utilização, características especificas e potencialidades e valorização do espaço são alguns dos temas a abordar neste colóquio.

https://www.ccvfloresta.com/actividades/conferencias-e-palestras/289-paulownia-a-arvore-do-futuro
 
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