Floresta portuguesa e os incêndios

Desculpe, mas o problema é bem mais serio do que a gestão...gestão de uma floresta altamente artificial como a nossa, é a gestão da agressão continua do ecossistema, é gerir se vai agredir mais aqui ou menos ali. O Problema está simplesmente na espécie escolhida e por NÃO ter nada que ver com o nosso clima, por ser nefasta qdo plantada num clima como o português e por destruir e potenciar o fogo. Basta ver o que acontece aos diferentes estratos florestais num eucaliptal para se perceber o graus de devastação que significa este tipo de "floresta". São desertos vivos, com consequências altamente nocivas. Enquanto não se travar o Eucalipto continuaremos a assistir à morte. E Sim, o problema está na espécie escolhida, o Eucalipto! EU ACUSO! Assunto encerrado, este não é o local certo para este tipo de discussão.
O que mais arde em Portugal? Matos!
As mortes a 15 de Outubro ocorreram em que cenário(s)?
Se em Pedrógão não houvessem Eucaçiptos, mas sim Pinheiros-Bravos, as pessoas não morriam?
Cada vez tenho mais vontade de nem responder a determinadas barbaridades...a serio, chega de demagogia e treinadores de bancada!
 
Gostava de te relembrar que estás errado! O pinheiro é uma espécie nativa!

O eucalipto tem de facto comportamento invasor, mas está por todo lado não por ser invasor mas por ter sido plantado!
Já me tinham corrigido anteriormente. Pensei que o pinheiro-bravo existente em Portugal era africano.
Obrigado novamente pelo esclarecimento.
 
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O eucalipto pode ter algumas culpas no cartório sim relativamente ao agravamento da seca, não do ponto de vista meteorológico como é evidente, mas pode potenciar alguns efeitos, não sou especialista na área, mas cá vai a minha opinião:

O eucalipto tem o poder assim como outras árvores, mas esta em particular, de aumentar o consumo de água na época chuvosa (ou não fosse esta a causa da sua grande produtividade em termos de madeira) e de o diminuir durante o período seco. Agora, encontrando muita água disponível na época seca, certamente que não vai reduzir de forma tão acentuada o seu consumo. Ora se a chuva que cai durante a época chuvosa tem sido pouca, e tendo em conta que nesta altura os solos estão ainda muito secos e como tal hidrófobos(ou parcialmente hidrófobos), se o que chover penetrar só até ao nível das raízes superficiais dos eucaliptos, e se se tratar de uma vasta área de eucaliptal é espectável que dessa água que choveu, pouca reste, sendo que se poderia penetrar com maior profundidade irá penetrar menos. Para além disso acaba por se estar sempre a reiniciar o processo de tentativa de alcance de maior profundidade pela pluviosidade, e de chegada aos aquíferos, mas claro, nada que uns dias seguidos bem chuvosos não resolvessem!

Relativamente à questão de que o eucalipto seca diretamente os aquíferos, depende de 2 variáveis, que são elas a profundidade das raízes e a profundidade do próprio aquífero, há eucaliptos que podem alcançar profundidades de mais de 15m com as suas raízes, e então quanto mais antiga for a árvore certamente que mais profundidade terá de raiz (quanto mais não seja por questões mecânicas de sustentação da árvore). Agora será que a profundidade das raízes chegam ao aquífero? É que tanto há aquíferos que talvez tenham de facto pouco mais que 15m se forem zonas por norma húmidas como pode haver aquíferos com profundidades de 100m e mais. Agora importa também referir que a capacidade absorvente, também diminui de acordo com a profundidade, porque a fasciculação radicular tende também a diminuir e a superfície absorvente diminui consequentemente. Eu conheço alguns proprietários que tem alguns minifúndios dentro de zonas de eucaliptal e que se queixam de os poços secarem muito rapidamente no Verão, e justificam que a causa são os eucaliptais vizinhos, e de facto parece-me até uma opinião bastante válida.

Em suma eu sou daqueles que partilha a opinião de que o eucalipto pode não sair ileso do processo de agravamento da seca, tudo depende de casos concretos, por exemplo num eucaliptal das grandes empresas de celulose certamente que estes jamais chegam aos aquíferos mais profundos, porque simplesmente a árvore não tem tempo de crescer para isso, agora haverá casos e casos. Acredito também que este seja dos menores problemas para a seca tão generalizada que vivemos, como é natural. Localmente e pontualmente poderá ter os seus efeitos, mas nunca será nada de preponderante.
 
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em Viseu com a quantidade de Eucalipto que plantaram no distrito todo ajudaram a potenciar a seca, os aquíferos estão a ser destruídos por esta maldita praga...sei que dá muito dinheiro e num país pobre como Portugal essa fonte de rendimento é bem vinda, mas esta a destruir o país!

Isto ou começa a chover à seria, ou estamos lixados, estas chuvadas que veio ainda nem repuseram água dos poços, os rios vão secos. Como eu li hoje no DN, esta seca se fosse na idade media tinha matado ja milhares de pessoas e o país estaria em colapso. :facepalm::buh:


Sendo eu de Viseu e tendo uma melhor noção das condições, posso garantir que a influencia do eucalipto na situação que te despertou para o comentário, as noticias do transporte de água com camiões cisterna devido ao baixo nível de água na barragem de Fagilde, extremamente residual. Aliás na área a montante da barragem e neste caso das margens do rio Dão a montante da barrgem o tipo de árvore que mais se vê é o pinheiro bravo. Mais, eu diria que a grande densidade de eucalipto no distrito está concentrada na zona sul e oeste, do resto na sua maioria é pinhal.
Portanto no que diz respeito a esta situação em especifico não consigo ver a correlação entre seca e eucalipto.

Quanto aos incêndios a história já é outra. Mas mesmo aí continuo a achar que a palavra de ordem deve ser ordenamento. E quando falo de ordenamento falo da limitação das plantações de eucaliptos mas nunca a sua exterminação completa.
 
Esqueçam a paulownia, é mais uma banha da cobra! e talvez mais uma invasora... ;)

Não é preciso inventar outra roda quando já existem muitas inventadas... Sobreiros, medronheiros, carvalhos castanheiros... etc...

Tantas espécies com potencial, não precisamos de mais experimentalismos na nossa floresta...

Eu apenas partilhei a notícia para se discutir o assunto, e tenho exatamente o mesmo ponto de vista do que tu, visto que temos por, cá excelente árvores autóctones, porque razão temos de estar a plantar uma árvore de países distantes, quando todos nós principalmente e para começar podemos ir buscar umas bolotas, e semeá-las, e isto se custo nenhum associado.
Estas mesmas árvores autóctones que em alguns anos criam muita matéria organica, com os seus lindo tapetes de folhas, e isto já para não faalr em toda a biodiversidade associada a isto, desde fungos, minhocas, que tranformam a matéria entre outros tantos beneficios.
 
Veado desorientado e em busca de alimento no centro de São Pedro de Moel
Após a destruição do Pinhal de Leiria/Pinhal do Rei, animais selvagens estão a passar fome.


9bd35015.jpeg

O grupo O Pinhal é Nosso publicou ontem uma fotografia do que parece ser um juvenil de veado, desorientado no meio do casario da Praia de São Pedro de Moel, Marinha Grande.

A fotografia foi enviada por uma visitante natural de Lousada que se havia deslocado à praia, no final da tarde de ontem. Aparentemente, o animal saiu do Pinhal, destruído pelo fogo dos dias 15 e 16, em busca de comida, uma vez que a maior parte das fontes de alimento dos animais que sobreviveram à catástrofe forma obliteradas pelas chamas.


https://www.jornaldeleiria.pt/notic...-em-busca-de-alimento-no-centro-de-sao-p-7538

Cá está mais uma notícia que já era de esperar, pois a desorientação dos animais e a fome, leva-os a aproximarem-se cada vez mais das localidades á procura de alimento.
 
Eu apenas partilhei a notícia para se discutir o assunto, e tenho exatamente o mesmo ponto de vista do que tu, visto que temos por, cá excelente árvores autóctones, porque razão temos de estar a plantar uma árvore de países distantes, quando todos nós principalmente e para começar podemos ir buscar umas bolotas, e semeá-las, e isto se custo nenhum associado.
Estas mesmas árvores autóctones que em alguns anos criam muita matéria organica, com os seus lindo tapetes de folhas, e isto já para não faalr em toda a biodiversidade associada a isto, desde fungos, minhocas, que tranformam a matéria entre outros tantos beneficios.

A ideia é boa, acho que isso é indiscutivel, mas as minhocas, fungos e bolotas devem ter um contributo para a carteira das pessoas muito inferior ao dos eucaliptos e no fundo o problema vai ser sempre esse, para além de todas as outras variáveis já faladas como a falta de ordenamento.
 
Veado desorientado e em busca de alimento no centro de São Pedro de Moel
Após a destruição do Pinhal de Leiria/Pinhal do Rei, animais selvagens estão a passar fome.


9bd35015.jpeg

O grupo O Pinhal é Nosso publicou ontem uma fotografia do que parece ser um juvenil de veado, desorientado no meio do casario da Praia de São Pedro de Moel, Marinha Grande.

A fotografia foi enviada por uma visitante natural de Lousada que se havia deslocado à praia, no final da tarde de ontem. Aparentemente, o animal saiu do Pinhal, destruído pelo fogo dos dias 15 e 16, em busca de comida, uma vez que a maior parte das fontes de alimento dos animais que sobreviveram à catástrofe forma obliteradas pelas chamas.


https://www.jornaldeleiria.pt/notic...-em-busca-de-alimento-no-centro-de-sao-p-7538

Cá está mais uma notícia que já era de esperar, pois a desorientação dos animais e a fome, leva-os a aproximarem-se cada vez mais das localidades á procura de alimento.

Chegámos a este triste cenário, quantos por esse País fora não se atrevem durante a noite e longe da nossa vista a visitar aldeias,vilas e cidades para lutar pela sobrevivência. É realmente uma pena que quem não tem culpa, acabe sempre por arcar com as consequências da estupidez humana. Enfim.
 
A ideia é boa, acho que isso é indiscutivel, mas as minhocas, fungos e bolotas devem ter um contributo para a carteira das pessoas muito inferior ao dos eucaliptos e no fundo o problema vai ser sempre esse, para além de todas as outras variáveis já faladas como a falta de ordenamento.

Eu apenas estava-me a referir ao beneficios não monetários, até porque esses a questão já é mais complexa do que os que a mãe natureza pode oferecer.
 
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Câmara de Santarém desafia famílias a plantarem azinheiras

mw-900

As famílias que se inscreverem na acção passam a integrar a Rede de Famílias com Raízes.
As famílias que habitem no concelho de Santarém e que possuam terrenos até meio hectare podem candidatar-se até ao próximo dia 14 a plantar até 125 azinheiras e ajudar a criar um sumidouro de CO2.

A acção “Plante as Raízes do Futuro. Plante um Sumidouro de CO2” insere-se no projecto “Raízes da Sustentabilidade” que a Equipa Multidisciplinar de Acção para a Sustentabilidade (EMAS), da Câmara Municipal de Santarém, desenvolve desde há dois anos e que permitiu já a criação de oito sumidouros de CO2 de sobreiro, azinheira e pinheiro-manso, sete dos quais plantados em parceria com famílias e um constituído em terrenos municipais, afirma uma nota do município.

As famílias que se inscreverem na acção – pessoalmente na Casa do Ambiente ou online na página do município - passam a integrar a Rede de Famílias com Raízes, comprometendo-se a plantar durante este mês as árvores que lhes serão entregues no próximo dia 18 e a cuidar delas.

https://omirante.pt/sociedade/2017-...esafia-familias-a-plantarem-sumidouros-de-CO2

A Camara Municipal do Porto também oferece árvores ou arbustos aos seus munícipes, sendo as mesmas plantadas no seu viveiro municipal, acho que são acções que todos os municipios portugueses deviam de seguir o exemplo.
 
Almost 60 % of those working in agriculture in the EU were 40 to 64 years old, while 32 % were less than 40, and 9 % were over 64. Among the Member States, the largest shares of those over 64 working in agriculture were observed in Portugal (42 %), Ireland (22%) and the United Kingdom (19 %).

ES

Outro fator que contribui para o abandono das terras e influencia o uso destas.
 
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É hoje dia 10 de Novembro, desde Junho nada a não ser palavras ditas foi feito, e nada será feito no que à floresta
diz repespeito
Vamos ver ...
 
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Câmara de Santarém desafia famílias a plantarem azinheiras

mw-900

As famílias que se inscreverem na acção passam a integrar a Rede de Famílias com Raízes.
As famílias que habitem no concelho de Santarém e que possuam terrenos até meio hectare podem candidatar-se até ao próximo dia 14 a plantar até 125 azinheiras e ajudar a criar um sumidouro de CO2.

A acção “Plante as Raízes do Futuro. Plante um Sumidouro de CO2” insere-se no projecto “Raízes da Sustentabilidade” que a Equipa Multidisciplinar de Acção para a Sustentabilidade (EMAS), da Câmara Municipal de Santarém, desenvolve desde há dois anos e que permitiu já a criação de oito sumidouros de CO2 de sobreiro, azinheira e pinheiro-manso, sete dos quais plantados em parceria com famílias e um constituído em terrenos municipais, afirma uma nota do município.

As famílias que se inscreverem na acção – pessoalmente na Casa do Ambiente ou online na página do município - passam a integrar a Rede de Famílias com Raízes, comprometendo-se a plantar durante este mês as árvores que lhes serão entregues no próximo dia 18 e a cuidar delas.

https://omirante.pt/sociedade/2017-...esafia-familias-a-plantarem-sumidouros-de-CO2

A Camara Municipal do Porto também oferece árvores ou arbustos aos seus munícipes, sendo as mesmas plantadas no seu viveiro municipal, acho que são acções que todos os municipios portugueses deviam de seguir o exemplo.

Plantem azinheiras... E na foto metem um azevinho... Deve ter sido o estagiário...:facepalm:
 
É hoje dia 10 de Novembro, desde Junho nada a não ser palavras ditas foi feito, e nada será feito no que à floresta
diz repespeito
Vamos ver ...
Nunca num tão curto espaço de tempo poderia ter sido feito algo de estruturante e com impacto positivo...terá é que ser apontado um caminho antes de mais...julgo estar-se a trabalhar nesse sentido...haja esperança!