Floresta portuguesa e os incêndios

Primeira ação de reflorestação em Pedrógão Grande decorre antes do Natal

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Um empresário de Castelo Branco ligado à silvicultura e a Câmara de Pedrógão Grande já iniciaram a instalação de um viveiro de plantas.

Um empresário de Castelo Branco ligado à silvicultura e a Câmara de Pedrógão Grande já iniciaram a instalação de um viveiro de plantas. A primeira ação de reflorestação naquela região pós-incêndios vai ocorrer antes do Natal.

“Já demos início à instalação do viveiro em Pedrógão Grande. Já estão instalados cinco mil alvéolos no terreno e, hoje [quinta-feira], funcionários do município estão já a proceder ao enchimento desses alvéolos”, disse à agência Lusa o empresário José Gameiro.

http://observador.pt/2017/11/16/pri...ao-em-pedrogao-grande-decorre-antes-do-natal/
 
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Primeira ação de reflorestação em Pedrógão Grande decorre antes do Natal

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Um empresário de Castelo Branco ligado à silvicultura e a Câmara de Pedrógão Grande já iniciaram a instalação de um viveiro de plantas.

Um empresário de Castelo Branco ligado à silvicultura e a Câmara de Pedrógão Grande já iniciaram a instalação de um viveiro de plantas. A primeira ação de reflorestação naquela região pós-incêndios vai ocorrer antes do Natal.

“Já demos início à instalação do viveiro em Pedrógão Grande. Já estão instalados cinco mil alvéolos no terreno e, hoje [quinta-feira], funcionários do município estão já a proceder ao enchimento desses alvéolos”, disse à agência Lusa o empresário José Gameiro.

http://observador.pt/2017/11/16/pri...ao-em-pedrogao-grande-decorre-antes-do-natal/

A pressa é inimiga da perfeição...

Reflorestar sobre cinzas e em ano de seca? Compreendo a boa vontade, mas muitas destas reflorestações servem apenas como atos simbólicos, a mortalidade das jovens plantas nestas condições será quase total...
 
A pressa é inimiga da perfeição...

Reflorestar sobre cinzas e em ano de seca? Compreendo a boa vontade, mas muitas destas reflorestações servem apenas como atos simbólicos, a mortalidade das jovens plantas nestas condições será quase total...

Pois á que ter em conta que, o solo está muito seco e débil, e a chuva parece que não quer nada connosco.
 
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Pois á que ter em conta que, o solo está muito seco e débil, e a chuva parece que não quer nada connosco.

Além de que o solo ficou desequilibrado, com muitos nutrientes mineralizados, pobre em matéria orgânica, compacto e impermeável à água. Penso, e digo para quem me queira ouvir que até ao próximo outono a prioridade deveria ser estabilizar as áreas ardidas, principalmente as de maior declive para evitar a erosão. Depois no próximo Outono/Inverno pensar em fazer as plantações e sementeiras.

A natureza tem o seu próprio ritmo, não vale a pena força-lo, não vai valer de nada, gastar recursos a florestar áreas que na minha opinião não têm reunidas as condições para as novas plantas vingarem. ;)
 
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Além de que o solo ficou desequilibrado, com muitos nutrientes mineralizados, pobre em matéria orgânica, compacto e impermeável à águia. Penso, e digo para quem me queira ouvir que até ao próximo outono a prioridade deveria ser estabilizar as áreas ardidas, principalmente as de maior declive para evitar a erosão. Depois no próximo Outono/Inverno pensar em fazer as plantações e sementeiras.

A natureza tem o seu próprio ritmo, não vale a pena força-lo, não vai valer de nada, gastar recursos a florestar áreas que na minha opinião não têm reunidas as condições para as novas plantas vingarem. ;)





"Algumas fotografias que retratam as ações de estabilização de encostas e criação de estruturas de retenção em linhas de água levadas a cabo este sábado, na Mata do Desterro, com a colaboração de duas dezenas de voluntários. Obrigada pela vossa participação."

Fonte: Câmara Municipal de Seia
 
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Portugal continental é um território de grande densidade florestal, sendo os incêndios florestais um dos riscos mais prementes para a integridade territorial e a segurança dos cidadãos. Só nos primeiros dez meses de 2017 arderam 418.000 hectares de floresta, o que corresponde a 4,5 por cento do território nacional, com perda de vidas humanas. O conhecimento científico tem respostas contra estes incêndios, podendo garantir ao mesmo tempo o reequilíbrio da floresta e a sua sustentabilidade.

Na Semana da Ciência e da Tecnologia, de 20 a 26 de Novembro, a Rede Nacional de Centros Ciência Viva dá voz a instituições científicas e aos cidadãos para discutir os contributos da ciência e da tecnologia na valorização da floresta e prevenção dos incêndios florestais.

Em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento - Centro Ciência Viva, o debate terá lugar no dia 25 de Novembro, às 16h. A participação neste evento é gratuita, mas de inscrição obrigatória em www.cienciaviva.pt.

http://www.cienciaviva.pt/semanact/edicao2017/floresta.asp
 
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PORTO DE MÓS ARRANCA COM ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS 2018

Terminado o período crítico de incêndios e no âmbito da estratégia definida para a prevenção dos incêndios florestais, o município de Porto de Mós deu início à empreitada de Abertura de Mosaicos de Parcelas de Gestão de Combustíveis Complementares à Rede Primária, no valor de 52.919,44 euros, financiada pelo POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos.

Os trabalhos consistem no controlo da vegetação espontânea total motomanual, com o corte da totalidade do estrato arbustivo (matos); redução de densidades; podas e desramações, com uma poda/ desramação nas espécies folhosas, bem como uma desramação nos pinheiros que ficarem no terreno de forma a criar descontinuidade vertical dos combustíveis.

Com estes trabalhos criam-se faixas de descontinuidade à propagação do fogo, garantindo-se, assim, a manutenção das espécies autóctones mais resilientes ao fogo, com destaque para o carvalho, a azinheira e o medronheiro.

http://www.ambientemagazine.com/por...a-de-prevencao-dos-incendios-florestais-2018/

As parcelas de terreno intervencionadas localizam-se nas freguesias de Porto de Mós, Serro Ventoso e Arrimal e Mendiga.
 
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Bruxelas tem uma nova resposta às catástrofes naturais: uma reserva de meios da proteção civil
Sónia Bexiga
11:57
Só em 2017, mais de 200 pessoas perderam a vida em virtude de catástrofes naturais, tendo sido destruído mais de um milhão de hectares de floresta.

A Comissão Europeia acaba de anunciar os novos planos para reforçar a capacidade da Europa para fazer face a catástrofes naturais. A proposta é um elemento central do programa do presidente Juncker para “criar uma Europa que protege”, sublinha a Comissão, em comunicado.

Esta iniciativa surge na sequência das catástrofes naturais cada vez mais complexas e frequentes que têm afetado muitos países europeus nos últimos anos, e um dos seus elementos fulcrais é a criação da ”rescEU”, uma reserva de meios da proteção civil da União Europeia (UE), que inclui aviões de combate a incêndios, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência. Estes meios irão complementar os recursos nacionais e serão geridos pela Comissão Europeia a fim de ajudar os países que sejam afetados por inundações, incêndios florestais, sismos ou epidemias.

A proposta da Comissão articula-se em torno de dois eixos de ação complementares e procura reforçar a capacidade de resposta coletiva a nível europeu, bem como, as capacidades de prevenção (preparação) de catástrofes.

Reforçar capacidades europeias de reação, prevenção e preparação

Com a “rescEU” será criada uma reserva de meios de resposta de proteção civil, a fim de ajudar os Estados-Membros que se confrontam com catástrofes e cujas capacidades nacionais se mostrem insuficientes. A «rescEU» incluirá meios como aviões de combate a incêndios e equipamentos de bombagem de água, que complementarão as capacidades nacionais já existentes. Todos os custos e equipamentos serão integralmente financiados pela UE.

A Comissão exercerá o controlo operacional sobre esses recursos e decidirá da sua afetação.

Paralelamente, a Comissão irá ajudar os Estados-Membros a reforçarem as respetivas capacidades nacionais, financiando a adaptação, a reparação, o transporte e os custos operacionais dos recursos dos mesmos. Hoje em dia, apenas são financiados os custos de transporte. Esses equipamentos passariam a fazer parte de uma reserva comum de meios de resposta a situações de emergência no quadro do Corpo Europeu de Proteção Civil, podendo ser mobilizados em caso de catástrofe.

No que toca ao reforço das capacidades de prevenção e de preparação, ao abrigo da proposta hoje apresentada, os Estados-Membros serão convidados a partilharem as respetivas estratégias nacionais de prevenção e preparação para catástrofes, a fim de identificar e colmatar de forma coletiva as lacunas existentes.

A proposta aprofunda a cooperação e reforça a coerência com as outras políticas da UE em matéria de prevenção e preparação para catástrofes, nomeadamente a estratégia da UE para a adaptação às alterações climáticas, os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, o Fundo de Solidariedade, a legislação ambiental (por exemplo, os planos de gestão de inundações e as soluções baseadas nos ecossistemas), a investigação e a inovação, assim como políticas para fazer face a ameaças transnacionais graves que ponham em risco a saúde ou outros bens.

Por último, a proposta harmonizará e simplificará os procedimentos administrativos, de modo a reduzir o período de tempo necessário para mobilizar a assistência vital.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/...uma-reserva-de-meios-da-protecao-civil-236468
 
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Governo quer terrenos privados limpos até 15 de Março

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“Jamais toleraremos que alguém possa morrer numa aldeia ou à beira de uma estrada”, garante secretário de Estado da Protecção Civil. Vai ser publicada uma lista das espécies arbóreas que devem ser cortadas numa área de segurança.

É quase um ultimato e foi deixado no Parlamento ao final da manhã pelo novo secretário de Estado da Protecção Civil: os proprietários privados têm que limpar os seus terrenos até 15 de Março e, se não o fizerem, terão que ser os municípios a arcar com essa tarefa até ao final de Maio. Esta medida faz parte do pacote de alterações do PS ao OE2018, e aumenta para o dobro as coimas pela infracção à legislação.

“Jamais toleraremos que alguém possa morrer numa aldeia ou à beira de uma estrada” por causa da falta de limpeza das chamadas faixas de gestão de combustível, garantiu Artur Neves, que intervinha durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2018. Defendeu ser imprescindível “mobilizar os autarcas” mas também o resto da sociedade, apostando numa “cultura de segurança” e “aproximando a prevenção do combate aos incêndios”, em vez de gerir de forma separada estas duas vertentes.

https://www.publico.pt/2017/11/23/p...renos-privados-limpos-ate-15-de-marco-1793642
 
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foco.jpg

17.06.2017_13h45 UTC
Fonte da Imagem: NASA (Canal MODIS)

https://lance-modis.eosdis.nasa.gov/cgi-bin/imagery/single.cgi?image=crefl2_143.A2017168134500-2017168135000.250m.jpg


Pedrógão Grande

Governo divulga partes do capítulo 6 do relatório sobre os incêndios

O governo divulgou, esta sexta-feira, alguns pontos do capítulo 6 do relatório sobre os incêndios de Pedrógão Grande, que fazem uma análise detalhada a casos de sobrevivência, a vítimas mortais encontradas e a problemas nas comunicações. Os pontos em causa no relatório elaborado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, analisam várias situações, entre elas casos de sobrevivência por as pessoas terem permanecido em casa ou em tanques de água, alguns feridos que foram socorridos, as pessoas que foram encontradas já sem vida, mas salvaguardam a identidade dos envolvidos, bem como alguns dos locais onde ocorreram as situações.

A Comissão Nacional de Proteção Dados (CNPD) vetou a publicação integral do capítulo 6 do relatório elaborado por Domingos Xavier Viegas sobre os incêndios de Pedrógão Grande, permitindo apenas que os familiares das vítimas tenham acesso à informação. Apesar do veto, a Comissão Nacional de Proteção Dados autorizou a publicação de alguns pontos do capítulo 6, desde que previamente sejam colocados no anonimato "alguns elementos que podem permitir indiretamente a identificação dos intervenientes" e que "cada um dos intervenientes der o consentimento".
Os pontos divulgados esta sexta-feira começam por analisar alguns casos de sobrevivência de pessoas que conseguiram escapar ao refugiar-se em tanques de água ou piscinas, como o caso de 11 pessoas que entraram num tanque em Nodeirinho. O relatório analisa também casos de pessoas que permaneceram em casa e acabaram por sobreviver, mas também os motivos que levaram muitas a abandonarem as suas habitações.
O documento salienta ainda o testemunho de um dos primeiros bombeiros a sair para o incêndio, com uma análise detalhada do seu percurso e do que foi encontrando, tendo recolhido alguns feridos pelo caminho. Esta pessoa fez um dos primeiros pedidos de socorro registados pela fita do tempo, cerca das 19:25.
É também revelado o percurso de um elemento que saiu para o local a pedido do Comandante Nacional para fazer o reconhecimento do perímetro do incêndio de Pedrógão Grande, acompanhado por elementos da Força Especial de Bombeiros, a 17 de junho, que descreve que encontrou "uma criança caída no chão" perto do Outão. "A criança estava inconsciente e tinha queimaduras na parte posterior do braço e nas pernas também. Estava de calções, 't-shirt' e sandálias", refere o documento, acrescentando que havia fogo de ambos os lados da estrada. Depois de socorreram a criança e uns idosos numa fase seguinte, a equipa foi informada de que haveria problemas na estrada 236-1.
"Deixaram o carro parado porque havia um pinheiro caído, junto ao tronco encontraram um cadáver. Aqui começa todo o procedimento de levantamento dos corpos que iam vendo. Foram à procura nos veículos todos, nalguns foi possível identificar cadáveres, muitos dentro dos veículos (a maior parte)", acrescenta o relatório. Nesse troço fizeram a identificação de "19 ou 20 corpos" e fizeram essa comunicação.
"Uma vez que não conseguiram falar diretamente com o PCO - Posto de Comando Operacional - (não tinha rede telemóvel e o SIRESP também não permitia fazer isso) fizeram essa comunicação para Lisboa, via rádio. Trocaram de canal, ligaram o canal nacional e passaram essa informação para o Comando Nacional, quem estivesse via rádio naquele canal ouviria a conversa", salienta o relatório. A informação referia que foram detetadas 19 vítimas mortais nesse troço, mas que "o número seria superior".
Ao longo do percurso que os bombeiros continuaram a efetuar, que decorreu até à manhã do dia 18, foram encontrando outras vítimas mortais, explicando que deixaram "os corpos tapados" e identificaram "as coordenadas geográficas".
Os pontos hoje divulgados do relatório terminam com o caso de um homem que socorreu pessoas e acabou por voltar ao lugar de Adega, informando a GNR que sabia que ainda lá estavam mais pessoas feridas. "Os agentes deixaram-no prosseguir, por sua conta e risco", frisa o documento, referindo que o homem conseguiu recolher mais pessoas para serem socorridas.
Em 17 de junho e durante vários dias, fogos florestais devastaram extensas áreas, sobretudo em Pedrógão Grande, provocando 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos, além de elevados prejuízos materiais.

Fonte: Jornal de Notícias
 
Concelhos vão ter núcleos de bombeiros profissionalizados
O objectivo, segundo o Público, não é substituir os corpos de bombeiros voluntários nem sequer criar uma estrutura pública paralela de bombeiros.

O Governo vai avançar com núcleos de bombeiros profissionalizados em todos os municípios do país, sobretudo naqueles com maior risco de incêndio. Esta é, segundo o Público deste sábado, 25 de Novembro, uma das mudanças no âmbito da restruturação dos bombeiros em preparação.

A criação destes núcleos não implica, no entanto, reduzir a importância dos bombeiros voluntários nem criar um novo corpo público de bombeiros: "São nove mil voluntários, uma massa humana que mais nenhum país tem e que não ser ignorada nem desperdiçada", disse um responsável do Governo.

"O que não pode continuar a existir é corpos aparentemente profissionalizados, que são pagos pelo Estado para estarem um número de horas nos quartéis, mas depois não têm capacidade de dar resposta nem têm formação como a que deve ser exigida," disse a mesma fonte ao jornal.

A formação profissional dos bombeiros vai ser feita em escola própria e integrada no sistema nacional formação superior.
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...ionalizados?ref=HP_DestaquesdebaixoNegociosTV
 
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