Floresta portuguesa e os incêndios

  • Gosto
Reactions: Pedro1993

A intervenção de um senhor que diz que plantava 5000 eucaliptos por ano e que agora não vai fazer porque "não está para pagar coimas".
Já toda a problemática dos incêndio......isso é o menor dos problemas....pagar coimas é que não.:disgust:

Quanto à reflorestação, não se foi neste tópico mas como disse o @MSantos , neste momento é tempo de proteger os solos e deixar a reflorestação para quando tiverem recuperado dos incêndios e seca.
 
A intervenção de um senhor que diz que plantava 5000 eucaliptos por ano e que agora não vai fazer porque "não está para pagar coimas".
Já toda a problemática dos incêndio......isso é o menor dos problemas....pagar coimas é que não.:disgust:

Quanto à reflorestação, não se foi neste tópico mas como disse o @MSantos , neste momento é tempo de proteger os solos e deixar a reflorestação para quando tiverem recuperado dos incêndios e seca.

Foi neste tópico há umas páginas atrás. ;)

O problema é que se calhar o senhor vai continuar a plantar eucaliptos sem coimas, porque a fiscalização é muito insuficiente. Plantações ilegais continuam a ocorrer, são um dos flagelos da nossa floresta.
 
Governo vai acabar com fases de combate a incêndios
15/12/2017, 18:40
O Governo vai eliminar as fases oficiais de combate a incêndios, anunciou o ministro da Administração Interna. O objetivo é ter uma vigilância significativa durante todo o ano.


O Governo vai eliminar as fases de combate aos incêndios florestais na nova diretiva operacional a sair até ao final do ano, anunciou esta quinta-feira na Ericeira (Mafra) o ministro da Administração Interna.

“Na nova diretiva operacional que o Governo se comprometeu a apresentar até ao final do ano, um dos elementos novos é o desaparecimento de fases, porque, como dramaticamente vimos em 2017, as duas ocorrências de maior gravidade decorreram fora da chamada Fase Charlie [a mais crítica], uma em junho e outra em outubro”, afirmou Eduardo Cabrita, a dois dias de se completar seis meses desde o fogo de Pedrógão Grande.

“Temos de ter uma presença muito significativa ao longo de todo o ano e sobretudo uma grande flexibilidade na resposta do dispositivo”, em termos de meios aéreos, admitiu o governante.
http://observador.pt/2017/12/15/governo-vai-acabar-com-fases-de-combate-a-incendios/
 
CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
O tempo das árvores

Já sabemos que cada espécie tem o seu tempo até dar fruto e que vai levar alguns anos até vermos renascer a mancha florestal este ano perdida. De crescimento rápido, o eucalipto ganhou terreno entre 1995 e 2010 enquanto espécie arbórea predominante no mapa florestal português. Se não houver intervenção, será difícil as espécies indígenas voltarem a pintar de verde algumas das zonas mais afectadas

arvores.svg


https://www.publico.pt/2017/12/16/infografia/o-tempo-das-arvores-248
 
Plantação de Paulownias no meio do mato na zona de Viseu



"Hoje fomos visitar uma plantaçao de um amigo emigrante para ver como as Paulownias estavam... Estas Paulownias teem 1 ano..."





 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
Plantação de Paulownias no meio do mato na zona de Viseu



"Hoje fomos visitar uma plantaçao de um amigo emigrante para ver como as Paulownias estavam... Estas Paulownias teem 1 ano..."







A tal "estória" da Paulwonia... :facepalm:

Com tanta espécie autóctone interessante porquê inventar?
 
A tal "estória" da Paulwonia... :facepalm:

Com tanta espécie autóctone interessante porquê inventar?

O problema será o mesmo dos eucaliptos, pois com o crescimento rápido, depressa gera retorno.
E porque não investir em árvores autóctones, mas aí logo as pessoas dizem que não estão interessadas em plantar espécies para as proximas gerações poderem usufruirem, das mesmas.
 
  • Gosto
Reactions: luismeteo3
A tal "estória" da Paulwonia... :facepalm:

Com tanta espécie autóctone interessante porquê inventar?
Quando a pessoa que partilha estes registos no facebook é gerente de uma empresa cujo negócio se baseia na venda desta espécie de árvore. É normal que publicite o seu negócio.
Portanto cabe a quem faz a reflorestação decidir pela opção mais correcta.
 
Reflorestação do Pinhal de Leiria só avança no outono
Plano incide na recuperação dos danos causados no fogos.


img_818x455$2017_12_23_23_52_52_695428.jpg


A reflorestação do Pinhal de Leiria, devastado durante os incêndios de 15 de outubro, só vai avançar no outono do próximo ano. Até lá, o Governo espera agilizar a burocracia necessária e, no primeiro trimestre de 2018, conta ter pronto o plano de reflorestação para o pinhal. A garantia foi dada pelo secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que, na terça-feira, 19, marcou presença no pinhal para acompanhar os primeiros trabalhos de estabilização do terreno. Nas dunas sobranceiras ao vale do ribeiro de Moel, operacionais da GNR procediam à limpeza dos terrenos, enquanto consolidavam quatro hectares de solos arenosos com barreiras e plantavam espécies autóctones junto ao leito do rio - tais como salgueiros e freixos - que vão permitir firmar os terrenos. Miguel Freitas admitiu, na ocasião, que não vai ser fácil mudar mentalidades no que diz respeito à floresta. "Temos de fazer isto de forma a que seja interiorizado por esta população. É um choque psicológico", disse o governante.


www.cmjornal.pt/portugal/cidades/detalhe/reflorestacao-do-pinhal-de-leiria-so-avanca-no-outono?ref=portugal_outras
 
Ainda que possa faltar alguma coisa, eu creio que o artigo (que coloquei logo acima) tem uma qualidade bastante elevada (menciona inclusivamente a presença em locais surpreendentes de várias formações florísticas bastante raras).
Alguns bosques que poderiam ser votados ao esquecimento e extinguir-se sem darmos conta da sua presença, têm assim uma segunda oportunidade de reconhecimento e quiçá de conservação.
A listagem de endemismos e respectiva distribuição, a meu ver, valoriza ainda mais esta publicação.
Gostei também da referência à Província Gaditano- Onubo- Algarviense com a descrição de uma flora rica em endemismos paleomediterrânicos e paleotropicais, claramente um testemunho da presença permanente de espécies florais em algumas partes de Portugal continental, desde pelo menos, o período Terciário... Como tem sido mencionado, houve uma transição em várias partes da Europa, de uma vegetação Paleotropical para uma vegetação Mediterrânica e Atlântica, por exemplo... Na Europa, a zona onde permanece alguma flora de tipo Terciário, é muito marginal e localizada.
Neste trabalho também são mencionadas migrações naturais de espécies vegetais no nosso país,e quais as zonas chave utilizadas para efetuar essas migrações (e também é feita uma referência a quais as tendências actuais).
Em relação a Sintra, como é mencionado, devido à amenidade do clima, abrigou-se também uma flora de tipo reliquial... Fala-se da naturalização de espécies macaronésicas como a Persea indica e a Aichryson dichotomum (e diria eu, possivelmente também da Woodwardia radicans e da Myrica faia). Todas estas espécies eventuamente ocorreram no passado na Serra e podem ter sido «reintroduzidas», ora provenientes das nossas ilhas, ora de outros refugios situados em Portugal continental... Penso que seria interessante, por exemplo, fazer um estudo genético sobre os exemplares de Sintra, para tentar averiguar de onde procedem exatamente... Mas apenas foi pena não terem mencionado as espécies macaronésicas que possivelmente, não foram reintroduzidas na região de Sintra, pois sempre lá permaneceram, como Davallia canariensis, Asplenium hemionitis, Prunus lusitanica, Laurus nobilis, Dryopteris guanchica, entre outras.
Ainda não li o artigo todo, e tenho curiosidade para ver se são abordados alguns temas, como o caso da Serra do Valongo.
Outra nota positiva, apesar do rigor e complexidade, creio que os autores têm perfeita consciência das suas limitações e tal torna-se evidente em diversas partes da publicação (assim logo há espaço para progredir no futuro, sem receios e limitações de qualquer tipo).
 
Última edição: