Floresta portuguesa e os incêndios

Podes crer que planto autoctones! Ainda este mês plantei mais 40 medronheiros e 28 pinheiros mansos... Se surgir um incendiário e mandar tudo para o espaço é pena, mas paulownias também vão para o espaço, ou achas que não?

E qual é a principal utilidade da madeira de paulownia? Ou da espécie em si? Eu não sei, mas sei para que servem algumas das espécies autóctones, que se não servirem para mais nada servem para, pelo menos, contribuir para manutenção da biodiversidade... Já a paulownia... :rolleyes:

Trata-se de uma espécie de crescimento rápido (ainda mais rápido que o eucalipto) que provavelmente deve contribuir para a exportação de nutrientes e consequente empobrecimento do solo devido ao ciclo de corte demasiado rápido...

Paulowinia? Não obrigado...

Nem mais, faço das tuas palavras minhas, já plantei agora á pouco cerca de 20 sobreiros, vários sanguinhos-das sebes, e ainda vou plantar mais de 20 medronheiros.
 
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Tem um projeto de reflorestação? Lousada tem 15.000 árvores nativas para oferecer.

Após os trágicos acontecimentos que marcaram este verão, a autarquia de Lousada comprometeu-se a fundo com a floresta Portuguesa, prometendo não dar tréguas aos movimentos solidários e ambientais.

O sucesso das ações locais Plantar Lousada no seu Quintal e Plantar Lousada no Natal levou o Município de Lousada a querer ir mais longe e foram adquiridas mais árvores nativas para oferta. Desta vez numa campanha aberta a todo o País: Árvores Nativas Para Todos.

Os interessados em receber árvores para projetos de reflorestação deverão apenas submeter uma candidatura simples até 31 Janeiro 2018, usando o formulário próprio, indicando os propósitos e locais de plantação, e as árvores que pretendem plantar.

- Lista de espécies disponíveis para oferta:



Nome comum
Nome científico

1

Amieiro

Alnus glutinosa

2

Bétula

Betula celtiberica

3

Castanheiro Bravo

Castanea sativa

4

Lódão

Celtis australis

5

Cipreste (Cedro)

Cupressus sempervirens

6

Faia

Fagus sylvatica

7

Freixo-comum

Fraxinus angustifolia

8

Carvalho-negral

Quercus pyrenaica

9

Carvalho-alvarinho

Quercus robur

10

Sobreiro

Quercus suber

11

Borrazeira-preta

Salix atrocinerea

12

Salgueiro-branco

Salix salviifolia

13

Pinheiro Manso

Pinus pinea

14

Medronheiro

Arbutus unedo

15

Azevinho

Ilex aquifolium
 
Nem mais, faço das tuas palavras minhas, já plantei agora á pouco cerca de 20 sobreiros, vários sanguinhos-das sebes, e ainda vou plantar mais de 20 medronheiros.

Eu já tenho o pequeno terreno todo plantado, agora é deixar crescer! :D

Este ano já deu para apanhar algumas pinhas dos pinheiros maiores, no futuro penso em comercializar. ;)

Tive que insistir nos pinheiros-mansos, são mais resistentes que os sobreiros. Os sobreiros que tinha plantados e semeados morreram praticamente todos durante os últimos dois Verões, só os de regeneração natural se safaram.
 
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Las bosques de la Península Ibérica y los incendios de 2017:

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Impressionante a diferença de área ardida e a dimensão dos incêndios entre Portugal e Espanha. :(
 
Não sei em que baseia esse mapa, mas algumas imagens de satélite parecem evidenciar, que não nos dá conta de toda a área florestada em Portugal (em particular na zona Norte, Centro e em algumas zonas fronteiriças):

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Áreas ardidas a negro (provavelmente antes do incêndio no pinhal de Leiria).

Mais imagens da satélite:

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Galiza e um pouco do Norte de Portugal:

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Impressionante, na minha opinião, o esforço concertado (em Portugal) de populares, municípios e associações ambientais, em plantar floresta autóctone! Espero que o mesmo aconteça na Galiza.
Já há uns anos, que também planto espécies autóctones e acho que vale muito a pena e algumas até nos podem dar um grande retorno.

A servir também de inspiração, aqui vão umas imagens de uma floresta portuguesa que existe (dizem alguns autores) desde há 1 milhão e 800 mil anos:

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laurissilva.jpg


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Não sei em que baseia esse mapa, mas algumas imagens de satélite parecem evidenciar, que não nos dá conta de toda a área florestada em Portugal (em particular na zona Norte, Centro e em algumas zonas fronteiriças):

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Áreas ardidas a negro (provavelmente antes do incêndio no pinhal de Leiria).

Mais imagens da satélite:

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Galiza e um pouco do Norte de Portugal:

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Impressionante, na minha opinião, o esforço concertado (em Portugal) de populares, municípios e associações ambientais, em plantar floresta autóctone! Espero que o mesmo aconteça na Galiza.
Já há uns anos, que também planto espécies autóctones e acho que vale muito a pena e algumas até nos podem dar um grande retorno.

A servir também de inspiração, aqui vão umas imagens de uma floresta portuguesa que existe (dizem alguns autores) desde há 1 milhão e 800 mil anos:

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Laurissilva_da_Madeira_07.jpg


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Hola, Belem

La fuente la pone en el mapa: es el Joint Research Centre de la Agencia Europea del Medio Ambiente y la Comisión Europea. El mapa está basado en esta publicación de 2012 que liberó varios mapas. Se ha utilizado principalmente éste, con un grado de precisión del 88,6% y el 90,8% con respecto a las bases de datos VISVAL y LUCAS (que hacen referencia a las bases de datos estadísticas de cada uno de los países de la UE en lo referente a uso y cubierta del suelo, y a 5193 puntos de validación previamente interpretados):

JRC-Forest-Map.jpg


Algunos aspectos importantes:

- Hay que pensar que se trata de mapas a escala europea y que, pese a su razonable precisión anteriormente expuesta, presentan fallos. En concreto, según los autores, la menor precisión en los mapas de esta publicación se da en España, Irlanda y Finlandia, siendo máxima en Centro Europa: "FMAP2006 performed best in central Europe (e.g. Germany, Austria and France), while the lowest accuracies occurred in Spain, Ireland and parts of Finland."
- No entran las dehesas ni zonas forestales o arboladas con porcentajes de ocupación bajos.
- Si bien la publicación es relativamente reciente (2012) los mapas tienen cierto desfase temporal (2000 y 2006) con respecto a la actualidad, aunque es un tiempo no excesivo tratándose de bosques. Además estas temporalidades son lógicas al basarse en mapas de usos del cuelo y CORINE, en ortofotomapas completos y en bases de datos cerradas de anualidades pasadas, ya que se necesita tener toda la información fuente completa y bien cerrada para empezar con el estudio o el nuevo mapa basado en ella. Puede pasar bastante tiempo. Pongo el ejemplo de lo que hacemos en el centro de investigación en que trabajo: terminamos en 2013 el mapa de usos del suelo y CORINE Land Cover basado en la orto de 2007 (con retoques posteriores). Es lo normal.

En otro orden de cosas, resulta esencial diferenciar entre bosque, masa arbolada y superficie forestal porque la gente lo confunde y no es lo mismo. Pongo ejemplos de esto:

- Superficie forestal y superficie arbolada. Utilizo el mapa de Castilla y León:

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Todo lo que sale pintado es forestal, pero hay que diferenciar entre lo que es arbolado (mayor o igual al 20% de su fracción de cabida cubierta), de las zonas con arbolado ralo, arbolado disperso y desarbolado. Se ve muy bien la enorme diferencia entre las zonas 1 y 2 (mayormente desarboladas o con arbolado disperso) con respecto a la 3 (, Completamente arbolada. Son los enormes bosques de Pinus sylvestris de Soria y Burgos), Nada que ver.


Aún lo vemos mejor en el siguiente mapa. Con respecto a las zonas arboladas (mayor o igual al 20% de su fracción de cabida cubierta) también pueden establecerse categorías que muestran diferencias muy claras:

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Dentro de las zonas arboladas, la cobertura y densidad de los bosques de Gerona, Navarra, mitad norte de Barcelona o Soria nada tiene que ver con los de otras zonas, Son bosques maduros, climácicos, bosques de verdad.

Fijaos en el caso de Muniellos en Asturias y su comparación con otros:

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Muniellos es un bosque Reserva Integral de la Biosfera. Un bosque virgen. Nada que ver con otras zonas boscosas o arboladas:

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O en el bosque de Irati en Navarra:
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Fijaos en la gran calidad de los bosques navarros. Irati

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Zonas de reserva integral virgen de hayedo-abetal (Fagus sylvatica y Abies alba)
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O los de Gerona y norte de Barcelona:

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Montseny:

montseny.jpg



Luego un último detalle. Mucho ojo con asociar superficies verdes por satélite de no excesiva resolución con bosques. Un ejemplo es la zona de Cantabria, una de las zonas de gran verdor en Europa incluso en años secos como éste. Imagen TERRA del 12 de agosto de 2017 y comparación con la zona del entorno de Lugo en Galicia en la misma fecha e imagen y con la zona de Nantes en la costa atlántica francesa (imagen del día 21 de agosto de 2017):

Cantabria:

image-download


Lugo y su entorno:
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Nantes:
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Pues bien, dejo una imagen de la realidad boscosa de, por ejemplo, esta zona cántabra que señalo:

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Casi ningún bosque:

puerto_lunada_.jpg


lunada10.jpg


Zona eminentemente ganadera:
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Un saludo
 
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Obrigado pelas imagens e explicações.

É bom saber que em Espanha, sempre há algum conhecimento sobre os bosques maduros locais que ainda existem. Há que preservá-los e documentá-los.

Aqui em Portugal, a ideia com que fico é que infelizmente existe pouco conhecimento sobre os bosques maduros (com a excepção de uns poucos, que por alguma razão, ficam perto de alguma estrada (Mata do Solitário, Mata da Margaraça, Mata da Albergaria, etc, etc...).

Eu sei que alguns mapas que mostram a vegetação verde, não significa que tudo aquilo seja floresta. Por isso adicionei outros.

Outra coisa importante: a Peninsula Ibérica, originalmente, não era toda uma floresta!
Existiam diversos tipos de habitat distintos... E certas zonas, por exemplo, são muito rochosas para serem zonas florestais ideais.
A ideia que era tudo uma floresta fechada, é uma ideia criada pelo Homem, que é importante desmistificar.
 
Última edição:
Obrigado pelas imagens e explicações.

É bom saber que em Espanha, sempre há algum conhecimento sobre os bosques maduros locais que ainda existem. Há que preservá-los e documentá-los.

Aqui em Portugal, a ideia com que fico é que infelizmente existe pouco conhecimento sobre os bosques maduros (com a excepção de uns poucos, que por alguma razão, ficam perto de alguma estrada (Mata do Solitário, Mata da Margaraça, Mata da Albergaria, etc, etc...).

Eu sei que alguns mapas que mostram a vegetação verde, não significa que seja tudo floresta. Por isso adicionei outros.

Outra coisa importante: a Peninsula Ibérica, originalmente, não era toda uma floresta! Existiam diversos tipos de habitat diferentes... E certas zonas, por exemplo, são muito rochosas para serem zonas florestais ideais.
A ideia que era tudo uma floresta fechada, é uma ideia criada pelo Homem, que é importante desmistificar.

Sendo que a Mata da Margaraça ardeu quase por completo em Outubro... :(
 
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Obrigado pelas imagens e explicações.

De nada :thumbsup:

Outra coisa importante: a Peninsula Ibérica, originalmente, não era toda uma floresta! Existiam diversos tipos de habitat diferentes... E certas zonas, por exemplo, são muito rochosas para serem zonas florestais ideais.
A ideia que era tudo uma floresta fechada, é uma ideia criada pelo Homem, que é importante desmistificar.

Completamente de acuerdo: zonas pantanosas, humedales, parameras, roquedos, zonas de montaña, estepas... Había de todo. Sirva por ejemplo el caso de los Pirineos:

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Las zonas en blanco son de alta montaña, por encima del límite de la vegetación boscosa, y, como vemos, son más numerosas que los bosques en superficie. Además se ve que las densidades y coberturas en general no son muy elevadas. El clima de montaña no permite grandes densidades ni coberturas salvo en zonas bajas protegidas puntuales.

Puedo poner el entorno de la Raia por si os interesa:
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Sí, esos mapas son interesantes, en el centro de investigación solemos trabajar habitualmente con ellos :) Pero, ojo, son mapas de proporciones territoriales, no de distribución real. No es lo mismo. Y otros son de superficie forestal total, que tampoco es lo mismo. Recuerdo, de mayor a menor superficie:

1. Superficie forestal: Todo
2. Zonas forestales no desarboladas: Toda la superficie forestal menos las superficies desarboladas
3. Zonas arboladas: Aquellas cuya Fracción de Cabida Cubierta supera el 20%. La FCC es el grado de recubrimiento del suelo por las copas de los árboles.
4. Bosques genéricos: FCC >30%. Criterio variable, puede ser un valor superior
5. Bosques bien formados: FCC 40-80%
6. Bosques maduros y vírgenes: FCC 80-100%
 
De nada :thumbsup:



Completamente de acuerdo: zonas pantanosas, humedales, parameras, roquedos, zonas de montaña, estepas... Había de todo. Sirva por ejemplo el caso de los Pirineos:

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Las zonas en blanco son de alta montaña, por encima del límite de la vegetación boscosa, y, como vemos, son más numerosas que los bosques en superficie. Además se ve que las densidades y coberturas en general no son muy elevadas. El clima de montaña no permite grandes densidades ni coberturas salvo en zonas bajas protegidas puntuales.

Puedo poner el entorno de la Raia por si os interesa:
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Sí, esos mapas son interesantes, en el centro de investigación solemos trabajar habitualmente con ellos :) Pero, ojo, son mapas de proporciones territoriales, no de distribución real. No es lo mismo. Y otros son de superficie forestal total, que tampoco es lo mismo. Recuerdo, de mayor a menor superficie:

1. Superficie forestal: Todo
2. Zonas forestales no desarboladas: Toda la superficie forestal menos las superficies desarboladas
3. Zonas arboladas: Aquellas cuya Fracción de Cabida Cubierta supera el 20%. La FCC es el grado de recubrimiento del suelo por las copas de los árboles.
4. Bosques genéricos: FCC >30%. Criterio variable, puede ser un valor superior
5. Bosques bien formados: FCC 40-80%
6. Bosques maduros y vírgenes: FCC 80-100%

Interessantes dados, obrigado.
E sim, eu sei que alguns mapas mostram a proporção de floresta por território e isso deve ser tido em conta.
 
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