Floresta portuguesa e os incêndios

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 20 Jul 2010 às 22:23.

  1. Pek

    Pek
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    Cumulonimbus

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    Éste os gustará, aunque es un visor muy genérico y mejorable. A veces lo suelo utilizar para casos concretos. El criterio es claramente menos exigente que el del mapa de Inventario Forestal Español:

    Para un 30% FCC
    [​IMG]

    Para un 75% FCC:


    [​IMG]

    Disfruten:
    http://www.globalforestwatch.org/country/PRT


    Otro:
    [​IMG]

    Con más detalle: https://drive.google.com/file/d/0B_Y1RreYULdRR2Y0eFlfU2dRd0k/view

    Más información:

    [​IMG]


    Aquí abajo puedes ampliar directamente la imagen de arriba. La resolución es de 25 metros/pixel.
    Fuente de la imagen: Hansen/UMD/Google/USGS/NASA

    https://drive.google.com/file/d/0B_Y1RreYULdRR2Y0eFlfU2dRd0k/view


    Para interpretar el mapa:
    • El tono de color verde se corresponde con la cobertura arbolada. A colores más claros mayor cobertura
    • Colores amarillos, pérdida de masa forestal.
    El mapa representa la cobertura forestal arbolada en el año 2014 con respecto a la de 2000.
    El mapa muestra todas las coberturas, por lo que el monte forestal arbolado ralo y el disperso (≥ 5%) también se encuentra representado.
    La imagen de aquí abajo representa la masa forestal arbolada cuya fracción de cabida cubierta es mayor o igual al 20 % (FCC≥20%) en el año 2000:
    [​IMG]
    Para despejar alguna dudilla que pueda asaltar por los mapas antes expuestos, sería interesante leer el siguiente tuit de @ForestryNews:

    Ver imagen en Twitter
    [​IMG]


     
    Aristocrata, Thomar e luismeteo3 gostaram disto.
  2. Pek

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    Superficies, ganancias, pérdidas, porcentajes de cobertura... Hay de todo. Insisto en que es muy genérico y, en mi opinión, poco exigente en sus criterios (prefiero el Inventario Forestal Español. El mapa detallado de FCC que ponía antes), pero a falta de algo mejor... a disfrutar. Enlaces:

    http://www.globalforestwatch.org/map
    Tenéis datos y estadísticas detalladas de Portugal. Ejemplos:

    -Ganancias en 12 años:
    [​IMG]

    -Pérdidas en 12 años >30%FCC:
    [​IMG]

    - Superficie arbolada >75% FCC
    [​IMG]
    Podéis navegar, hacer zoom... Al gusto.

    Y el otro:
    http://earthenginepartners.appspot.com/science-2013-global-forest

    Un saludo
     
  3. belem

    belem
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  4. Pedro1993

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    No inicio desta semana, aqui a minha localidade ficou mais pobre, pois um vizinho meu, decidiu arrancar com a retroescavadora, uma habitat que era magnifico, foram carrascos talvez com mais de 40 anos, gingeiras e aroeiras, que tinham mais de 4 metros de diametro, nem um carrasco lá ficou para contar a história, nem mesmo os que estavam no terreno do vizinho, pois eles delimitavam ambos os terrenos, faziam um excelente sebe com mais de 50 metros de comprimento, ficaram lá agora a descoberto, umas dezenas de tocas de coelhos e de outros animais.
    A matéria organica que estava debaixo dos carrascos tinha mais de 40 centimetros de altura.
    Aliás que me dera a mim, que esses mesmos carrascos estivessem no meu terreno, pois, tenho de ser eu a plantar a tentar recriar essas mesmas condições, com a plantação de árvores autóctones, e com uma grande ajuda para criar um solo, rico e fértil.
    Esse tal terreno, agora até pena de ver, pois até parece que lá caiu uma bomba atómica, com as árvores todas arracadas, nem figueiras e oliveiras escaparam.
     
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  5. MSantos

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    E qual terá sido o objectivo de tamanho disparate?

    Andamos aqui a lutar para devolver alguma natureza às nossas terras enquanto outros destroem...
     
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  6. Aristocrata

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    Por aqui também tem sido um desbaste brutal das espécies adultas.
    Eucaliptos, carvalhos, plátanos, tudo o que for GRANDE, vai abaixo.
    No último ano, então, a razia é a condição artificial da coisas, por oposição à condição natural das coisas - preservar os espécimes mais antigos que sobram da corrida à madeira nas últimas décadas...Apetece-me dizer que 90-95% das espécies arbóreas do litoral norte tem menos de 20-25 anos.

    Tenho a opinião que a geração dos nossos pais, acima dos 60 anos de idade, apesar de ter convivido com um coberto vegetal arbóreo exuberante, não tem cultura ecológica nem senso comum - o que deixarão no futuro para a nossa e próximas gerações?
    Não são todos, como é óbvio, os responsáveis pela atual situação. Mas são os principais responsáveis por ela.
     
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  7. luismeteo3

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    Incêndios: Subsolo em Castelo de Paiva arde há 3 meses e preocupa população
    Jornal Económico com Lusa
    09:53
    Os resíduos de antiga mina do Pejão estão a arder há meses.


    Uma parte do subsolo da freguesia de Pedorido, em Castelo de Paiva, está a arder desde os incêndios que deflagraram em outubro por causa de resíduos de antiga mina do Pejão. A Câmara de Castelo de Paiva informou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a combustão, há vários meses, de resíduos de carvão da antiga Mina do Pejão que estão a lançar gases para a atmosfera.

    Gonçalo Rocha disse anteontem que a situação foi provocada pelo incêndio de 25 de outubro que destruiu mais de 60% da área do concelho e que o problema tem de ter uma solução rápida. Em declarações à Lusa, divulgadas na quarta-feira, um antigo funcionário das Minas do Pejão, em Castelo de Paiva, sublinhou hoje que a combustão provoca gases tóxicos.

    António Pinto, que mora na localidade de Pedorido, onde laboravam as minas, disse que a situação é “muito preocupante”, porque a combustão dos resíduos de carvão provoca gases, visíveis a olho nu, com substâncias que “podem ser nocivas para a saúde pública”, ao nível das doenças respiratórias.

    O ex-trabalhador da exploração mineira reforçou a preocupação com a proximidade de um lar de idosos, onde já se sentem os cheiros resultantes da combustão, defendendo, por isso, a título de prevenção, a evacuação do equipamento.

    A população de Pedorido está preocupada com o cheiro a enxofre e o fumo. “Logo a seguir ao incêndio deu-se conta de que a antiga mina do Pejão estava a arder”, explicou ao “Jornal de Notícias” o presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pedorido. O dirigente da instituição gestora do lar da freguesia alerta para o ambiente em que estão os utentes.
    http://www.jornaleconomico.sapo.pt/...a-arde-ha-3-meses-e-preocupa-populacao-254924
     
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  8. Pedro1993

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    O objectivo deste arranque, foi concerteza por pura limpeza total do terreno, e para criar mais um deserto.
    Pois as pessoas antigas, ainda tem a mania, que um terreno, por ter carrascos, silvas e outros pequenos arbustos, que o terreno está todo sujo, e daí, vai de cortar tudo a direito.
     
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  9. frederico

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    Em Franca e em Inglaterra nao mexem nem nas sebes nem nas galerias ripicolas. Em Portugal em algumas regioes os ultimos exemplares de algumas especies permanecem nas bermas de estradas ou em sebes e galerias. Alguns dos ultimos carvalhos do distrito de Evora estao a fazer sebe numa estrada junto a uma aldeia. E dos ultimos carvalhos em Aljezur e Odemira... tambem em sebe ou em galeria ripicola. Os unicos lodaos selvagens do sotavento algarvio ainda nao desapareceram porque estado dentro do PNRF... a junta tem andado cheia de vontade de corta-los, e estao la duas arvores centenarias! Temo que com a panca das limpezas que se avizinha por causa dos incendios muitas especies vao desaparecer, ate teremos extincoes.
     
  10. Pedro1993

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    Pois é nós aqui em Portugal, ainda temos muito a mania, de limpezas totais dos terrenos, e como dizes agora com as limpezas que irão ser levadas a cabo, como medida contra os incendios.
    Se não se proteger ainda das poucas espécies importantes e muito antigas que ainda existem, creio que dentro de muito pouco tempo, as nossas próximas gerações já não as vão poder ver.
    Aliás as proximas gerações também não lhes vejo muito interessadas, em conviver no meio da natureza, preferem antes estarem fechadas dentro de 4 paredes, "agarradas" aos tablet's e computadores.
     
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  11. frederico

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    A mentalidade dos mais velhos ja nao vai mudar, os portugueses sao muito conservadores nestas coisas... o que nasce espontaneamente no campo e bravo, daninho, ruim...

    Dos mais novos tambem nao se podera esperar muito. Pelo que vejo a tendencia sera para arrendarem as terras a espanhois ou a empresas de celulose, ou cortar tudo e mais alguma coisa para venderem a lenha.

    A alternativa seria as autarquias usarem apenas autocnes nos parques e jardins, e a criacao de pequenos parques municipais com autocnes em terrenos publicos abandonados. Mas tambem estamos longe disso com a panca das podas.
     
  12. belem

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  13. slbgdt

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    Vivendo eu numa zona rural não posso concordar.
    Ao pé de mim há uma mata do estado que tinha um belo Pinhal manso onde toda a gente ia as pinhas.
    Neste momento nesse monte há só e apenas mato.
    Como pode um estado legislar qdo ele próprio não cumpre?
    97% da floresta portuguesa está nas mãos de privados, na Europa do Sul é ao contrário.
    Um professor meu falou me que tem uns terrenos em S Pedro do Sul e pediu a Câmara para limparem que pagava.
    Mandaram no pastar.
    Por isso mesmo á solução esar no estado?
    Impossível...
    As celuloses além da limpeza vão usando o fofo controlado de inverno.
    É sem dúvida a melhor forma de limpar, principalmente no Pinhal, que devido a folhagem cria muita manta morta.
    Só mais uma coisa.
    Eu moro no litoral e há abandono da floresta.
    Imaginem então o interior onde os donos de segunda geração estão longe e não fazem ideia que têm matas.
    A única solução são cooperativas ou alguém com muito dinheiro criar maiores áreas e mais rentáveis.
     
  14. Pedro1993

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    Aos poucos já vão aparecendo algumas associações privadas de conservação da natureza, que gerem alguns hectares de terrenos, e talvez possa passar por aí, visto que conservas as espécies existentes, e ainda plantam muitas espécies autóctones.
    Conheci a Montis, atraves da sua página do facebook, e o trabalho deles parece-me expemplar, sempre é melhor existir alguém a gerir os terrenos, do que estarem sem proveito nenhum.
    Pois já se sabe que se nós estivermos á espera que o estado faça alguma coisa, mais vale esperar é sentado, e temos o bom exemplo do que aconteceu depois do incendio, em Ferraria de São João, em que a população se uniu, e cadastrou os terrenos em redor da aldeia, em que procederam ao arranque dos eucaliptos, e agoram plantaram arvores autóctones, como forma de proteger a aldeia contra o fogo.

    https://www.facebook.com/ferrariadesaojoao/

    https://www.facebook.com/montisacn/
     
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    #1244 Pedro1993, 13 Jan 2018 às 16:34
    Última edição: 13 Jan 2018 às 16:39
  15. frederico

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    Super Célula

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    Nos EUA cerca de 50% da floresta e publica.

    Em Portugal e Espanha ate ao inicio do seculo XIX parte da floresta estava nas maos da Igreja e ainda havia a floresta em terrenos comunitarios. Isso desapareceu e nao houve a alternativa, uma rede de floresta publica.

    Assim como temos monumentos preservados pelo Estado, deveriamos ter biodiversidade. E algo barato... mas que demora decadas e nao da votos.

    Precisamos de uma rede nacional de floresta publica 100% autocne.

    Reflorestar e barato mas exige tempo e paciencia. Colher sementes e bolotas, espalhar manualmente, ir limpando as terras de invasoras.

    Algumas areas mais degradadas tem duas solucoes. Ou ficam para mato e clareira, ou sera necessario entao plantar arvores jovens e garantir regadio nos primeiros anos no Verao... e isso ja mete outro tipo de gastos e problemas.
     

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