Floresta portuguesa e os incêndios

É por isto que eu disse que se deve levar estas reportagem com uns grãos de sal.

As falsas “provas” da TVI sobre o incêndio da Mata Nacional de Leiria

https://observador.pt/especiais/as-falsas-provas-da-tvi-sobre-o-incendio-da-mata-nacional-de-leiria/

O que mais me marcou depois de ler, foi este trecho:

Aos 6:30 min. diz-se que “este primeiro incêndio da Légua teve mão criminosa e começou a ser planeado logo no dia 12”. Na verdade, foi no dia 12 que o fogo ocorreu, tendo vindo a reacender no dia 15. Da mesma forma, o segundo foco de incêndio na Burinhosa desenvolveu-se também como reacendimento de uma ocorrência desse dia pouco antes das sete horas da manhã. Ou seja, caso as duas ignições tivessem sido efetivamente extintas, esta reportagem não existiria e a MNL ainda lá estaria. A crónica incapacidade do sistema nacional de combate a incêndios no que toca às operações de rescaldo é bem conhecida e está bem documentada.

E já não são os primeiros a dizer. Os bombeiros portugueses são incompetentes nas operações de rescaldo dos incêndios. Seja por falta de meios, formação ou as duas, há incompetência.

E qual é a lógica de usar vasos de resina como agente incendiário, deixando a suposta evidência física do crime, que diligentemente foi entregue às autoridades, quando o uso de banais acendalhas de lareira, ou pedaços de carvão molhados com um qualquer combustível, produziria o mesmo efeito, sem deixar provas incriminatórias facilmente identificáveis?

Ou será que os incendiários se deram ao trabalho de partir os pinheiros e colocar os vasos de resina sobre o local da fratura no tronco? Arealidade técnica indica outros fundamentos, baseados no facto de na zona inicial de um incêndio ocorrerem danos com severidade e características heterogéneas, que não resultam da grande quantidade energia gerada, mas sim da baixa velocidade de propagação do fogo e elevado tempo de exposição dos objetos ao calor. Deste modo, o vaso de barro teria necessariamente de apresentar danos por recozimento e uma coloração correspondente, que não se observam.


As interpretações avançadas nesta reportagem sobre as causas e motivações das ignições ocorridas na região da MNL em 2017, os métodos supostamente usados para atear o incêndio de 15 de Outubro, o comportamento e efeitos do fogo, e a capacidade dos putativos incendiários para prever a ocorrência de condições meteorológicas excecionais com semanas de antecedência, não passam de especulação amadora, ignorante e intelectualmente desonesta. Esperemos que as entidades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária, sobre quem recai a competência para a investigação dos incêndios rurais praticados a título de dolo, consigam apurar os factos e deles se retire conhecimento útil para ajudar a prevenir a recorrência deste tipo de eventos. E que o jornalismo que não quer ser parte da solução, pelo menos não seja parte do problema.
 
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Pode indicar-me um link/ofício com informação da camara gavião sobre essa recolha? Procurei mas não encontrei era para mostrar à camara da minha terra se existir.
O que deveria ser feito é um plano do tipo em que em 3 meses, março-abril-maio, uma autarquia divulgava um calendário com mapa dizendo que hoje passariam neste caminho florestal e proprietários interessados deveriam depositar residuos à beira desse caminho, amanhã outro caminho etc
Que seja do meu conhecimento não vi isso feito em lado nenhum.
Não tenho ofício nenhum. Simplesmente, como não sabia o que fazer com os sobrantes e como não tenho meios para fazer a limpeza total dos terrenos, entrei em contacto com os serviços da câmara e resolvi a situação. Daqui a umas semanas irão fazer esse serviço. Em relação aos folhetos, posso enviar por e-mail se quiser.

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Não encontro nada sobre recolha de resíduos/sobrantes florestais no site da camara de gavião http://www.cm-gaviao.pt/pt/ o que contradiz um bocado a sua afirmação de que está tudo muito bem informado

Referiu também o email da Administração tributária

Teor desse email:

AxrAPXt.png




JJikuzp.gif


WSIKDsc.gif



Acho que percebe que o email é confuso e um pouco enganador quer no texto quer na infografia em relação a cortar as árvores dentro dos 50/100 metros, tem que se reler com atenção para perceber que não se tem que cortar as árvores todas

Esse email confuso foi enviado para milhões de pessoas usando a autoridade tributária em vez da administração interna, o que até pareceu bastante intimidatório, se isso tudo não é incompetência não sei o que é.

Nem sei o que mais surpreende se a incompetência se aqueles que aparecem logo a dizer que tá tudo bem.



Tão confuso que muitas camaras de imediato publicaram outros, repare nas diferenças


XrCUjEE.png
 
Não encontro nada sobre recolha de resíduos/sobrantes florestais no site da camara de gavião http://www.cm-gaviao.pt/pt/ o que contradiz um bocado a sua afirmação de que está tudo muito bem informado

Referiu também o email da Administração tributária

Teor desse email:

AxrAPXt.png




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Acho que percebe que o email é confuso e um pouco enganador quer no texto quer na infografia em relação a cortar as árvores dentro dos 50/100 metros, tem que se reler com atenção para perceber que não se tem que cortar as árvores todas

Esse email confuso foi enviado para milhões de pessoas usando a autoridade tributária em vez da administração interna, o que até pareceu bastante intimidatório, se isso tudo não é incompetência não sei o que é.

Nem sei o que mais surpreende se a incompetência se aqueles que aparecem logo a dizer que tá tudo bem.



Tão confuso que muitas camaras de imediato publicaram outros, repare nas diferenças


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Nem vou entrar em diálogo acerca deste assunto. Eu sei bem o que me disseram por parte do gabinete do ambiente da câmara. Se tem dúvidas ligue. Tão simples quanto isto. Se não acredita isso já não é problema meu. Os sapadores da câmara de Gavião não só vão limpar os sobrantes dos meus terrenos como vão limpar o que eu não consigo limpar.

Essa conversa de treta comigo não pega, estamos no séc XXI e só é parvo quem quer.


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Nem vou entrar em diálogo acerca deste assunto. Eu sei bem o que me disseram por parte do gabinete do ambiente da câmara. Se tem dúvidas ligue. Tão simples quanto isto. Se não acredita isso já não é problema meu. Os sapadores da câmara de Gavião não só vão limpar os sobrantes dos meus terrenos como vão limpar o que eu não consigo limpar.

Essa conversa de treta comigo não pega, estamos no séc XXI e só é parvo quem quer.


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Não é preciso entrar neste assunto, mas acho que não vale a pena tapar o sol com a peneira acerca da forma mal estruturada através da qual o governo fez a divulgação da lei, e atenção que não estou aqui a defender cores políticas, até porque este assunto dos incêndios e floresta é transversal a todos os governos. Eu não me esqueci do Primeiro-ministro a dizer aqui em Tondela que era para cortar tudo nas faixas dos 50 e 100m. É que ao início os propósitos da defesa ambiental foram totalmente esquecidos. Esse mail das finanças é mais um sintoma da divulgação estapafúrdia da lei e segundo o principio que já citei "quanto mais limpares menos hipóteses tens de pagar multa", e como a floresta não passa de um conjunto de multas, há que cortar tudo e esquecer os propósitos da biodiversidade e do equilíbrio dos ecossistemas e sublinhe-se que não estou a dizer que a limpeza não é necessária, no entanto tem que ser consciente!

O que as câmaras fizeram depois, é altamente variável, aqui em Tondela por exemplo não me chegou cá nenhum folheto.Sei que ocorreram meia-dúzia de ações de sensibilização, as quais foram até insuficientemente divulgadas no que confere às datas, isto é ninguém me notificou por carta/mail ou o que fosse de quando elas iam ocorrer, houve alguma divulgação, do meu ponto de vista insuficiente, em redes sociais... E como tal pergunto uma série de coisas, e quem não tem redes sociais (ainda que possa ser uma minoria) ou simplesmente não lê os posts do munícipio? Estiveram nessas ações todos os que vão ter de fazer limpezas? E quantos é que se interessaram? E quantos tem consciência ambiental e vão ler as leis? Leis essas que podiam estar muito melhores construídas do ponto de vista científico, mas nem comento mais as suas lacunas.

Agora quem diz Tondela diz outros municípios por certo, estou para ver dentro dos próximos tempos como vai ser a divulgação do plano de defesa florestal, é que costuma nem ser divulgado...

Dir-me-ás que só não sabe quem não quer... pois é, só que é graças a estes e aos mal informados que as atrocidades na limpeza continuam.

E embora estejamos no séc. XXI, a ignorância continua a existir, caso contrário não haveria por aí a quantidade de clareiras, árvores e arbustos cortados como se nada fosse. A única coisa que tenho a dizer é: continue-se a fazer estes abates malucos que vamos num lindo caminho, daqui por uns anos estaremos cá para colher os frutos!
 
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Tudo bem Roma e Pavia não foram feitos num dia e não foi essa a mensagem que quis passar, obviamente que a reforma da floresta não pode ser feita em 5 meses, mas recorde-se que o governo só se tem focado sobretudo na floresta e gestão de combustível ao redor das casas e aglomerados populacionais por isso, considero isto um foco de atuação relativamente curto (não desprezando o trabalho árduo que está a decorrer na sua implementação, por mais incorreta que possa ser), e que como tal devia estar melhor planeado do ponto de vista científico, afinal não era esse um dos objetivos do trabalho do eng. Tiago Oliveira? E já que referes aí o termo "às três pancadas", pois bem, parece-me que é o sintoma que estas leis refletem. Aliás foi algo feito tão às três pancadas, que o próprio governo logo no início se atrapalhou todo e veio dar mais tarde o dito por não dito relativamente ao corte radical destas áreas de 50m e afins. Tratou-se de algo que o governo quis fazer de imediato para conter os ânimos e que na minha opinião constituem muitas lacunas como já temos vindo a comentar neste tópico, ainda assim é melhor que o que estava... Deste modo é evidente que terás a tua razão, porque quando com medidas aparentemente simples existem lacunas, como seria se já se estivesse a planear o resto, mas eu nem discuto isso.

Relativamente às minhas sugestões que dei em cima, penso que seriam escusadas, se a lei tivesse sido implementada de outra forma, alertando para as questões de defesa ambiental, coisa complicada de incutir neste país infelizmente. É que o incentivo foi na prática amedrontar as pessoas, "ou limpas ou pagas uma multa" assim como "quanto mais limpares menos probabilidade tens de pagar uma multa", o que na minha opinião levou e está a levar a exageros. Creio que a situação poderia estar diferente se a lei tivesse como um dos postulado a defesa do ambiente e a sua divulgação neste âmbito, apelando que se cortassem as coisas conscientemente e advertindo para os impactos negativos que isso poderia causar no caso de se fazer um abate excessivo. Não sei ao certo o que foi destacado nas ações de sensibilização, mas porque não foi criado um guia de espécies de interesse à nossa floresta e divulgado, seria assim tão trabalhoso? Estas coisas que refiro iriam provavelmente acordar alguns para estes problemas. Legislar relativamente a herbicidas, reconheço que seria algo complicado, ou melhor o estado nem se quer estava para se meter nessa guerra, uma vez que surgiria um grande descontentamento por parte dos proprietários, já que nem tão pouco está para dar apoios à limpeza dos terrenos, e como o dinheiro é infelizmente o motor de várias ações do homem, nem vale a pena entrar nesta discussão. Da mesma forma que o estado não está para legislar acerca do reaproveitamento destes espaços porque seria obrigado a dar incentivos monetários. No entanto eles mais tarde ou mais cedo vão ser confrontados com esta questão devido aos famosos distanciamentos entre copas, porque quem é que está para andar a limpar várias vezes ao ano, sem qualquer incentivo? Ainda no que toca a isto do reaproveitamento, também não me parecia ser algo assim tão complicado se o estado junto das autarquias tivesse dinamizado campanhas de implementação e fornecimento de espécies úteis aos nossos ecossistemas e ao retardamento dos incêndios, cada uma faria uma requisição justificada do que precisaria, acho que infelizmente o estado gasta dinheiro em coisas mais fúteis do que propriamente com isto.

Em todo o caso cada proprietário é que saberá o que quer, até porque o estado não vai indemnizar quem devido as estas leis perdeu a produtividade, ou seja cabe a cada um decidir se quer que a sua propriedade passe a ter algum sentido e rendimento e seja sustentável e ecológica (que são conceitos que não existem para a maioria), ou se deseja que seja mais um monte de terra plantado ao sol, no qual de x em x tempo, gasta uns trocados para colocar herbicida... Não seria melhor reutilizar esses solos de outra forma, para quem ainda tem hipóteses de o fazer e assim proteger mais o ambiente?

Rematando este assunto e regressando à ideia inicial, evidente que é impossível atuar em todas as áreas da floresta neste curto espaço de tempo, mas receio que nos anos seguintes, estas políticas se fiquem por aqui, o que seria continuar a condenar a floresta ao abandono e à falta de planeamento. Espero que esse recurso à legislação que já existe termine em breve, e que estas leis recentes sejam reformuladas, porque do meu ponto de vista não é o caminho certo a seguir para as nossas florestas.

Caro Neves, sobre o que referiu "Não sei ao certo o que foi destacado nas ações de sensibilização, mas porque não foi criado um guia de espécies de interesse à nossa floresta e divulgado, seria assim tão trabalhoso?", há uns meses um colega meteonauta colocou aqui no Meteo.pt o link para este interessante manual, que eu próprio há uns anos indiquei: http://www2.icnf.pt/portal/florestas/gf/prdflo/ssp-arb-indig

Tem toda a razão, anda tudo um bocado descoordenado, tipo barata tontas, parece que os ministérios não falam uns com os outros...
 
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A verdade é que a limpeza por aqui está a ser de tal ordem que pela primeira vez (os meus pais tem 55 anos) não vamos cumprir a tradição de colocar os Maios na porta de casa, limparam tudo :lol::lmao::lmao:, não está a sobrar nada, e olhem que é uma proeza no ano passado bem como nos outros anos haviam para dar e vender tal era a quantidade e facilidade com que se encontravam.
Já agora também acho que eram considerados invasoras, mas não tenho a certeza:huh: .
 
Isto é chover no molhado, pois para mim ninguém me tira da ideia que se este incêndio , como os de 15 de Outubro tivessem acontecido dentro da extinta fase Charlie, e apesar de todas as exceções meteorológicas dos mesmos, grande parte destes acontecimentos catastróficos não teriam acontecido! Independentemente disso tudo, existe uma coisa que os Portugueses tem o direito! A verdade total.

Relatório da Proteção Civil sobre Pedrógão diz que houve documentos apagados!
https://www.jn.pt/nacional/interior...s-9298913.html?utm_source=Push&utm_medium=Web


 
Isto é chover no molhado, pois para mim ninguém me tira da ideia que se este incêndio , como os de 15 de Outubro tivessem acontecido dentro da extinta fase Charlie, e apesar de todas as exceções meteorológicas dos mesmos, grande parte destes acontecimentos catastróficos não teriam acontecido! Independentemente disso tudo, existe uma coisa que os Portugueses tem o direito! A verdade total.

Relatório da Proteção Civil sobre Pedrógão diz que houve documentos apagados!
https://www.jn.pt/nacional/interior...s-9298913.html?utm_source=Push&utm_medium=Web

Pedrógão Grande: Governo nega ter escondido relatório da auditoria interna da Proteção Civil
2 mai 2018 10:32

O Governo afirmou hoje que o relatório da auditoria interna da Proteção Civil sobre o fogo de Pedrógão Grande foi enviado, em novembro, para o Ministério Público e que não escondeu o documento.

“É falsa a informação de que o Governo tenha ‘escondido’ o relatório desde novembro”, afirma o Governo num comunicado hoje divulgado, referindo estar a esclarecer uma notícia do jornal Público com o título “Inspeção revela que houve provas do combate ao incêndio que foram apagadas ou destruídas”.

Segundo o Ministério da Administração Interna, os documentos em causa “foram remetidos ao Ministério Público, junto da comarca de Leiria, no dia 20 de novembro, para efeitos de investigação, estando assim abrangidos pelo segredo de justiça”.
... https://24.sapo.pt/atualidade/artig...atorio-da-auditoria-interna-da-protecao-civil
 
Não é preciso entrar neste assunto, mas acho que não vale a pena tapar o sol com a peneira acerca da forma mal estruturada através da qual o governo fez a divulgação da lei, e atenção que não estou aqui a defender cores políticas, até porque este assunto dos incêndios e floresta é transversal a todos os governos. Eu não me esqueci do Primeiro-ministro a dizer aqui em Tondela que era para cortar tudo nas faixas dos 50 e 100m. É que ao início os propósitos da defesa ambiental foram totalmente esquecidos. Esse mail das finanças é mais um sintoma da divulgação estapafúrdia da lei e segundo o principio que já citei "quanto mais limpares menos hipóteses tens de pagar multa", e como a floresta não passa de um conjunto de multas, há que cortar tudo e esquecer os propósitos da biodiversidade e do equilíbrio dos ecossistemas e sublinhe-se que não estou a dizer que a limpeza não é necessária, no entanto tem que ser consciente!

O que as câmaras fizeram depois, é altamente variável, aqui em Tondela por exemplo não me chegou cá nenhum folheto.Sei que ocorreram meia-dúzia de ações de sensibilização, as quais foram até insuficientemente divulgadas no que confere às datas, isto é ninguém me notificou por carta/mail ou o que fosse de quando elas iam ocorrer, houve alguma divulgação, do meu ponto de vista insuficiente, em redes sociais... E como tal pergunto uma série de coisas, e quem não tem redes sociais (ainda que possa ser uma minoria) ou simplesmente não lê os posts do munícipio? Estiveram nessas ações todos os que vão ter de fazer limpezas? E quantos é que se interessaram? E quantos tem consciência ambiental e vão ler as leis? Leis essas que podiam estar muito melhores construídas do ponto de vista científico, mas nem comento mais as suas lacunas.

Agora quem diz Tondela diz outros municípios por certo, estou para ver dentro dos próximos tempos como vai ser a divulgação do plano de defesa florestal, é que costuma nem ser divulgado...

Dir-me-ás que só não sabe quem não quer... pois é, só que é graças a estes e aos mal informados que as atrocidades na limpeza continuam.

E embora estejamos no séc. XXI, a ignorância continua a existir, caso contrário não haveria por aí a quantidade de clareiras, árvores e arbustos cortados como se nada fosse. A única coisa que tenho a dizer é: continue-se a fazer estes abates malucos que vamos num lindo caminho, daqui por uns anos estaremos cá para colher os frutos!

Peço desculpa, mas não podemos estar sempre a arranjar pretextos para certo tipo de acções como "Negligência" ou "Ignorância". Isso é precisamente o que o homem tem feito ao longo de centenas de anos para se desculpar a si das duas próprias acções. O folheto que recebi está 120% perceptível para qualquer pessoa. A única dúvida que tive foi de facto o que iria fazer com os sobrantes, peguei no telefone e o assunto ficou resolvido em menos de 5 minutos. Se existem Câmaras Municipais que não fazem o seu trabalho ( e eu conheço muitas) então já estamos a falar de coisas distintas. Se eu não sei o que fazer, alguém vai ter de me explicar, o problema é que existem pessoas que não estão para se chatear e fazem a 1ª cosia que lhes apetece ou seja, cortam árvores só porque sim e põem-se a fazer queimadas quando SABEM perfeitamente que tal é proibido salvo indicações da ANPC ou dos Bombeiros. Existem pessoas na aldeia onde se situam os meus terrenos que têm 70+ anos sem saber ler nem escrever e foram pedir informações directamente à junta de freguesia.

Quanto à Lei, meu caro, isto é típico do Zé Português, ou é porque ardeu e não há leis, ou é porque há leis mas não se percebe nada e como não se percebe nada, toca a fazer o que nos apetece. Entendo perfeitamente, que tenha sido tudo feita em cima do joelho e as pessoas andem um pouco confusas, mas caramba, ganhem juízo e façam a coisa mais simples. Falem.
 
Que demagogia, meu Deus! No meu Concelho que é a Batalha, ninguém anda amedrontado! As autoridades ajudam as pessoas que a pedirem! :facepalm:

Se achas que as mortes são fruto da demagogia...

No teu concelho as coisas podem funcionar bem, infelizmente a realidade não é essa em todo o lado. Se não não se viam sobreiros cortados e demais atentados que se têm visto por aí...
 
Se achas que as mortes são fruto da demagogia...

No teu concelho as coisas podem funcionar bem, infelizmente a realidade não é essa em todo o lado. Se não não se viam sobreiros cortados e demais atentados que se têm visto por aí...
As pessoas andam a cortar o que não devem porque já o queriam fazer e se aproveitam. Como em tudo há Câmaras e organismos que funcionam e outros que não. A lei é a lei e é clara. A confusão foi criada porque aproveita a muitos!
 
Esta campanha corte de matos/árvores foi mal delineada desde o inicio, isto é um facto indesmentível. Seja desde a forma como foi divulgado, até à forma como está a ser executado, quando até o próprio Primeiro Ministro vem dizer "antes cortar a mais do que a menos", está tudo dito sobre a forma como tudo isto foi conduzido. É claro que cidadão informados vão correr atrás da informação, mas infelizmente a maioria não o fez nem o vai fazer.

Com todo este aparato acredito que a probabilidade de arderem casas, ou outras infraestruturas diminuiu, pelo menos no próximo Verão, no entanto nada foi feito de concreto com vista ao aumento da eficácia do combate ou da diminuição do número de ocorrências, ou seja quando as condições de 2017 repetirem vamos voltar a ter 500mil hectares ardidos ou mais ainda. :(
 
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