Floresta portuguesa e os incêndios

Subsidiar o carvalho como se faz com o eucalipto poderia aumentar lucros da floresta

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Um "fundo de futuros" para as espécies autóctones e a fileira de negócio do incêndio.

Se queremos construir um território que fixe a população, que seja de futuro, que seja seguro, que produza riqueza, temos de plantar floresta autóctone, usar agricultura, com um plano por regiões, que revele o potencial de cada território, criar uma estrutura ecológica dentro desse plano e propor aos proprietários várias hipóteses de ocupação sustentável do território.

João Marques da Cruz é crítico da forma como o ser humano, ao longo do século XX, com a industrialização, mergulhou na ilusão de que não precisa da natureza.

“Acredita-se que a alimentação provém da América do Sul ou de outro sítio qualquer e que a floresta pode ser uma monocultura contínua, gerando-se, nas pessoas, um desprezo pelo território, que deu origem ao êxodo rural para as cidades. O que se passou no ano passado não foi pontual, tem acontecido todos os anos, mas foi mais visível devido à gravidade."

https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/fundo-de-futuros-para-carvalho-9004
 
Comandante de Faro já esteve envolvido noutros incêndios polémicos

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Vítor Vaz Pinto esteve no combate às chamas em Pedrógão Grande, em 2017, e em São Brás de Alportel, em 2012. Os dois alvos de críticas fortes. Vítor Vaz Pinto é o atual Comandante Distrital de Faro, mas para trás fica um percurso envolto em polémica e ligado a grandes incêndios. Nascido em 1963, Vítor Norberto de Morais Vaz Pinto é licenciado em Proteção Civil e, de acordo com a informação disponibilizada em Diário da República, assumiu por diversas vezes o Comando Distrital das Operações de Socorro (CODIS) de Faro. Foi assim, por exemplo, entre junho de 2005 e março de 2011. Nesse ano sobe a Comandante Operacional Nacional em regime de substituição, cargo que ocupou até 2012. Acabou por ser substituído por José Manuel Moura depois de um ano particularmente negro no que toca a incêndios e de uma polémica.
No verão desse ano, um incêndio também no Algarve, mas no concelho de Tavira e que rapidamente alastrou a São Brás de Alportel lavrou durante cinco dias consecutivos. Falta de coordenação, bombeiros parados e desconhecimento levaram Vítor Vaz Pinto a abandonar lugar e a admitir ter tomado decisões erradas no combate aos incêndios. “Nós pensávamos que na quinta-feira de manhã o incêndio estaria dominado. Eu enganei-me, essa avaliação foi minha”, referiu Vítor Vaz Pinto em 2012. Chegou mesmo a afirmar que os meios de combate chegaram, em alguns casos, demasiado tarde.
Sai do Comando Nacional e volta ao CODIS de Faro. No ano passado é chamado a coordenar os meios durante o incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande. Decisões da Autoridade Nacional de Proteção Civil que mereceram fortes críticas devido ao desconhecimento de alguns comandantes no que diz respeito às condições de terreno.
Vítor Vaz Pinto volta agora à ribalta com o incêndio na Serra de Monchique que desde sexta-feira lavra com intensidade. Sem que as chamas cedam o comando das operações passa agora diretamente para o Comandante Nacional, Duarte da Costa.

Record TV Europa
 
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Mais de um ano depois do grande incêndio de Pedrógão Grande, ainda arrepia passar na estrada nacional 236-1, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, que ficou conhecida como a estrada da morte. Muito já foi limpo, mas os sinais do fogo ainda estão bem visíveis.
O eucalipto ganha força e volta a dominar a paisagem. Daqui a uns anos volta a repetir-se a mesma tragédia, aqui ou noutro lado qualquer, e talvez aí repensem a gestão da floresta portuguesa.
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Em vários pontos são visíveis parques de madeira queimada. A foto não mostra a real dimensão destas enormes pilhas de madeira.

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Cámara térmica única en España que facilita la localización de personas afectadas por incendios

(Vídeo)


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El nuevo sistema incorpora un doble sensor, con una cámara de infrarrojos radiométrica de alta definición y cámara de zoom HDTV. Su gran sensibilidad térmica capta hasta las más pequeñas diferencias de temperatura en la zona del siniestro; mientras, el sensor de infrarrojos permite observar ‘puntos calientes’ imperceptibles para el ojo humano.

Además, las imágenes pueden cargarse en tiempo real en el sistema de predicción de incendios forestales, lo que facilita conocer con más exactitud cuál va a ser el comportamiento del foco o focos del incendio, lo que sin duda “permite a los equipos de extinción una actuación más rápida, eficiente y segura”, ha señalado el vicepresidente Rollán.
Comunidad Madrid
 
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E pronto, depois de Monchique Portugal já é o país da UE como maior área ardida, nisto somos sempre os campeões, ano após ano! :facepalm: Só os 27mil hectares de Monchique , ultrapassam os 21mil de sucessivos incêndios na Suécia, e os 19mil em Inglaterra! Agora culpem quem quiserem! O certo é que desde 2003 e 2005 mudou tudo dentro da ANPC , tivemos mais três ou quatros governos depois disso, e acontece o fatídico ano de 2017! Passado um ano do mesmo, podemos passar na zonas atingidas pelos grandes incêndios , e perceber que facilmente daqui por 7 a 10 anos teremos novos grandes IF iminentes! Meus caros, enquanto não resolvermos o grave e eterno problema que temos a nível de ordenamento florestal no nosso país, isto vai ser mais dos mesmo! Vejam como exemplo as fotos em cima do membro @DaniFR :maluco:

Desperdiçámos 2003,2005 e 2017 segue.lhe o mesmo caminho! :buh:
 
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Atenção que o que está no video não é um verdadeiro bosque autóctone! Dá para reconhecer alguns bordos (Acer pseudoplatanus) que são autóctones e carvalhos americanos (Quercus rubra) e coníferas (possivelmente pseudotsugas) que não são autóctones.
 
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Atenção que o que está no video não é um verdadeiro bosque autóctone! Dá para reconhecer alguns bordos (Acer pseudoplatanus) que são autóctones e carvalhos americanos (Quercus rubra) e coníferas (possivelmente pseudotsugas) que não são autóctones.

Pois eu bem me parecia, que nem todas as árvores que estavam no video, aliás dá para identificar, quer pelos seus troncos, ou pelo tipo de folhagem, mas penso que a mensagem que querem passar, era mesmo pela quantidade de manta morta presente no solo, e de rápida decomposição como é o caso das Quercus.
 
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