Floresta portuguesa e os incêndios

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 20 Jul 2010 às 22:23.

  1. Pedro1993

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    Cumulonimbus

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    É verdade custa-me muito ver sobreiros literalmente no meio de terrenos onde estão sempre a serem gradados, até mesmo junto ao tronco, uma coisa que o Alfredo Sendim, da Herdade do Freixo do Meio, me disse á pouco tempo, é que as raízes dos sobreiros são muito superficiais, e uma vez cortadas pela grade de discos o sobreiro, nunca mais na vida dele volta a colocar raízes para esse local.
     
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  2. bandevelugo

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    É mesmo isso! Eu era capaz de apostar que do lado direiro, no montado rarefeito e velho, há menos sobreiros/azinhos pequenos, a nascer, que garantam a sobrevivência de árvores no futuro, do que no eucaliptal da esquerda da fotografia.

    O que estou a dizer é - como é obvio - especulativo, mas baseado no que vejo em muitos eucaliptais: estão cheios de outras árvores, pequenas e abafadas, mas mal se tirem os eucaliptos elas podem ganhar autonomia.

    Era importante que o Estado desse apoios para que os proprietários pudessem fazer esta transformação, aos poucos, e sem perderem rendimentos.
     
  3. Pedro1993

    Pedro1993
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    Cumulonimbus

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    Sim, concordo contigo, porque no ano passado cortaram aqui um eucaliptal aqui perto de mim, e eu nem imaginava que no final de tudo cortado iriam aparecer muitos sobreiros, claro que todos marrecos, mas estavam lá, e agora voltarem a serem ""engolidos", novamente pelos eucaliptos que voltaram a rebentar.
    Isto porque o eucaliptal desde que foi plantado nunca foi limpo, com corta-matos, ou com recurso a grades de discos pesadas, porque aí sim acredito que o cenário já era bem diferente.
     
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  4. luismeteo3

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  5. luismeteo3

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    Furacão

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    Incêndios. Aprovado modelo de transição dos meios áereos para a Força Aérea
    04.10.2018 às 20h09

    Os meios aéreos próprios do Estado afetos à Autoridade Nacional de Proteção Civil serão transferidos para a Força Aérea, ficando esta responsável por assegurar a sua operação e a manutenção, a partir de 1 de janeiro de 2019

    O Governo aprovou esta quinta-feira uma resolução que define o modelo de transição do comando e gestão centralizados dos meios aéreos de combate a incêndios rurais para a Força Aérea.
    ... https://expresso.sapo.pt/sociedade/...os-meios-aereos-para-a-Forca-Aerea#gs.u4hogHA
     
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  6. luismeteo3

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    Furacão

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    Quase 550 Incêndios desde registados desde 1 de outubro, número sem paralelo na última década
    5 out 2018 21:15

    A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou quase 550 incêndios entre 01 de outubro e as 18:00 de hoje, um número que causa "apreensão", pois, na última década, não há um registo semelhante no mesmo período.

    “Desde o início deste mês assistimos a um incremento do número de incêndios rurais, somando um total de 543. Praticamente 550 ignições desde 01 de outubro até às 18:00 de hoje. Diria que este número nos causa alguma apreensão, porque quando olhamos para o período homólogo dos últimos dez anos, não temos registo de um número tão grande de ignições”, afirmou o comandante Pedro Nunes, da ANPC.

    Em declarações à agência Lusa na sede da ANPC, em Carnaxide, concelho de Oeiras, durante um ‘briefing’ sobre a situação dos incêndios rurais, este comandante operacional referiu que hoje está a ser um dia “relativamente calmo”, associando essa situação ao “comportamento responsável e de cidadania” dos portugueses.

    Ainda assim, hoje registaram-se dois incêndios que chegaram a causar “alguma apreensão”: um no distrito de Coimbra, em Pampilhosa da Serra, e outro no distrito de Setúbal, em Alcácer do Sal.

    Nos próximos dias prevê-se a continuação de condições meteorológicas propícias ao aparecimento de incêndios.

    “Para os próximos dias as condições meteorológicas serão em tudo idênticas àquelas que temos vivido nestes primeiros dias de outubro, ou seja, vamos continuar com uma corrente de leste, que nos trará tempo quente e seco, favorável e propício ao desenvolvimento dos incêndios rurais”, alertou este comandante operacional da Proteção Civil.

    A fase crítica foi prolongada até 15 de outubro, o que impede a realização de qualquer tipo de queimadas.

    “Embora estejamos no mês de outubro, a ausência de precipitação – não tem chovido e está a potenciar e a agravar o risco de incêndio – não permite que as tradicionais queimas e queimadas, diria [que] ancestrais, do mundo rural, possam ser feitas de forma segura. Razão pela qual apelava às comunidades rurais que aguardem pela altura mais correta para fazerem estas queimas e queimadas, para as poderem fazer de forma segura”, frisou este comandante operacional.

    Este responsável da Proteção Civil apelou ainda a que os cidadãos mantenham um comportamento responsável.

    “Pedir a todos os portugueses que mantenham um comportamento adequando e seguro, como fizeram durante todo o verão, diria que quase de forma exemplar, fazendo jus à máxima: tolerância zero ao uso do fogo”, vincou Pedro Nunes, da Proteção Civil.
    https://24.sapo.pt/atualidade/artig...-outubro-numero-sem-paralelo-na-ultima-decada
     
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  7. Pedro1993

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  8. Serra do Açor

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    Concordo sempre e melhor de que o terreno despido em caso de chuvas fortes pois causa sempre deslizamentos , embora o alastramento do eucalipto em zonas onde nao existia seja grande , por outro lado temo que daqui a uns anos seja pessimo em caso de incendio.


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  9. Serra do Açor

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    Cumulus

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    O grande problema da nossa floresta e falo da minha zona e a desertificacao, ate a uns anos atras o pinhal estava cuidado e limpo era rezinado , a populacao residente ere em grande numero quase todas as casas tinham cabras e ovelhas , Durante o dia iam com as cabras para o mato , os rebanhos de ovelhas de maior dimensao tambem subiam Serra acima pelo meio dos pinhais , na passagem iam comendo , mais tarde era preciso ir ao mato para fazer a cama aos animais , tudo isto acabou ... Nao ha gente e este e o grande problema .
    Quem tem ovelhas rebanhos grandes por Norma ja tem estrados , ja nao corta mato para as camas.

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  10. frederico

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    Há dois ou três meses numa visita a Portugal resolvi dar um passeio de carro pela nacional e fui ao Porto. No caminho de regresso constatei que perto da nacional, talvez antes de chegar a Águeda, havia um tesouro. Um carvalho-alvarinho enorme, antigo, com uma bela copa, idêntico aos que se encontram em Inglaterra. Um milagre que tenha sobrevivido. Não muito longe havia um centro de jardinagem. Parei para comprar um alvarinho, pois o que tinha fora queimado por um familiar que embirrou com uma erva e aplicou herbicida perto da árvore. Quando perguntei à funcionária se tinha a árvore, respondeu que nem sabia o que era. Tentei com vários nomes, mas nada. Só conhecia o carvalho-americano... depois de muita paciência, a senhora lá percebeu o que procurava. Disse-me então que isso era árvore brava (percebi que seria vista ao nível de uma erva daninha) e que na zona dela cortavam tudo e só deixavam os eucaliptos e os pinheiros. Falei-lhe da importância histórica, cultural, ambiental do carvalho... ao menos acho que ficou convencida, mas disse: na minha terra cortam tudo, foram educados assim, não sobra nada!
     
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  11. Pedro1993

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    "O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, presidiu hoje, dia 10 de outubro, na biblioteca municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, à cerimónia de entrega de 15 novas viaturas aos vigilantes da natureza do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e à apresentação do projeto de melhoria das condições de visitação do Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios de Ourém/Torres Novas.
    Esta sessão contou ainda com a presença da Secretária de Estado do Ambiente do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, o Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, e o Presidente do Conselho Diretivo do ICNF, I.P., Rogério Rodrigues."





     
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  12. belem

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    Sim, o vento é forte na região, e mais se faz sentir porque existem poucas árvores para o parar.

    Para termos uma ideia do que acontece à floresta, nestes locais específicos, basta visitar alguns pinhais da zona de Cascais, e vemos que nos primeiros metros, existe um grande numero de árvores torcidas pelo vento, que depois consoante vamos entrando na mata, vão diminuindo e vão-se tornando gradualmente menos torcidas (porque o vento vai perdendo força) até se tornarem relativamente normais.
    Lembro-me que Gonçalo Ribeiro Telles, também já abordou este tema interessante e usou precisamente os pinhais dessa região, como exemplo.
    Aliás, mesmo em alguns locais do alto da Peninha, também existe essa gradação e em alguns casos, até com o carvalho-negral (mas apenas visível nas zonas mais altas e com um substrato mais enriquecido e húmido).
    Portanto, os locais específicos de plantio (e o tipo de espécies obviamente), deverão ser adequados às realidades microclimáticas e pedológicas do local.
    Penso também que será mais importante, pelo menos ao início, assegurar que as árvores consigam sobreviver, aos primeiros verões (usando restos de folhagem/ramos para tapar as árvores jovens), e que não será estritamente necessário, usar logo espécies de escalão climácico, mas sim espécies, que consigam de alguma forma criar sustentação e proteção (como pinheiros, carrascos, etc...) sobretudo nas orlas das zonas a florestar, para as espécies mais exigentes.
    Mas nestes assuntos, por vezes, não há ciência exata, e portanto as entidades competentes, terão que ir ao local averiguar o que se pode fazer (e também ver como as espécies ainda presentes, se conseguiram adaptar).
     
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    #1707 belem, 11 Out 2018 às 11:49
    Última edição: 11 Out 2018 às 12:13
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  13. jamestorm

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    Ola. Sabe o que se está a fazer na Serra para controlar o GRAVÍSSIMO problema das Acácias? Como sabem trata-se de uma espécie invasora que cria aglomerados impenetráveis e que devido à bioquímica dos seu sistema radicular impede a fixação de outras espécies. Alem que ser uma espécie visivelmente feia cria condições muito propicias à propagação de incêndio. Na zona da Lagoa já so se Vê esta espécie e é uma verdadeira bomba relógio... não vejo equipas no terreno tal como acontece na serra do Geres, onde se está a tentar controlar esta invasora. Seria muito bom para todo o ecossistema da Serra de Sintra se se começasse a tentar reverter este serio problema.


     
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  14. belem

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    Existe um problema grave com as acácias em Sintra sim (e não só, também com pitospóros, por exemplo), mas já foi pior e estamos a falar dos campos abertos da Peninha, onde não há assim tanta acácia.
    Mas por acaso creio que no setor florestal da Peninha, até já foi feito algum controle contra as acácias e com bons resultados (ainda que permaneçam alguns núcleos, sobretudo na parte mais baixa da floresta).
    Talvez sejam necessárias campanhas de erradicação mais frequentes e com um maior alcance, pois em outras partes da serra, existem ainda mais alguns «acaciais».
     
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    #1709 belem, 11 Out 2018 às 13:17
    Última edição: 11 Out 2018 às 13:25
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  15. Pedro1993

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    Pois, e até porque as acácias, o seu controle é feito através do descasque do tronco, o que para uma área grande que esteja invadida, é preciso sempre muita mão de obra, quase sempre feita por voluntários, aliás conheço através do facebook, o projecto do Cabeço Santo, e parece-me que eles tem feito um bom trabalho, e até mesmo em zonas com declive muito acentuado, é claro que acaba sempre por ser um trabalho demorado, e depois resta esperar que as acácias enfraqueçam, até ao ponto de secarem.
     
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