Impacto Ambiental de grandes obras


O avanço de um país não se mede pelas grandes obras, mede-se por todas as pequenas obras que realmente dão qualidade de vida a toda a população.

Proponho em alternativa uma estação de diligências em Leiria e a distribuição de alguidares pela população para se irem abastecer à linha de água mais próxima (e rezem para que chova, porque os rios não se podem "prender"). Também poderíamos voltar todos à agricultura de subsistência.

"Os transvases de ligação de bacias hidrográficas distintas, nomeadamente, do Douro e do Mondego para o Tejo e do Tejo para o Guadiana, com as denominadas "auto-estradas da água" (ex: ligação Sabugal-Meimoa), vão afectar populações e degradar, destruir e fragmentar habitas" e "vão permitir a transferência de poluição e de espécies entre estas bacias, provocando alterações nos seus ecossistemas", diz o comunicado do proTEJO.
Nem quero imaginar quando descobrirem que o transvase Sabugal - Meimoa já existe... Aquilo na Meimoa é uma zona de catástrofe, com "populações afectadas e e habitats degradados, destruídos e fragmentados", parece Chernobyl. Tal como no Roxo, em Vale do Gaio, Alvito, Odivelas,etc., todas as albufeiras que têm os habitats fragmentados pelo veneno que recebem do Alqueva.
 
Que conveniente aquela área do Pinhal das Freiras ter ardido, embora tenha sido, de facto, acidental (veículo que ardeu na A33).

 
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Este projecto não pode ir para a frente (entre outros): afecta o único Parque Nacional.





 
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Aeroportos, transformação de áreas residenciais ou mesmo rurais em áreas de diversão nocturna, grandes vias de circulação de veículos.
Se o ruído afecta as próprias populações humanas que têm a capacidade de compreender a sua origem e encetar medidas defensivas contra este tipo de agressão ambiental, o que podem fazer as populações não humanas a não ser...simplesmente migrarem ou extinguirem-se?
 
Quem adquiriu lojas, escritórios, ou habitações naquele "mamarracho" deve estar felicíssimo com a vista para o rio e o lava-pés todos os dias à entrada e saída.

Alcácer-foto Miguel Manso-Público.webp


Pormenor curioso: aquela antiga ponte, enquanto tudo à volta está debaixo de água, não foi galgada pela cheia. Contraste interessante entre engenheiros do passado e arquitetos do presente... :rolleyes:
 

" [...] a área de implantação do projecto Sophia incluir montados de sobro e azinho, bem como zonas abertas intercaladas com matos pouco densos. Estes espaços são considerados “fundamentais” para várias espécies, entre as quais a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti, criticamente ameaçada em Portugal), a cegonha-preta (Ciconia nigra), o tartaranhão-cinzento (Circus cyaneus), o sisão (Tetrax tetrax) e o cortiçol-de-barriga-preta (Pterocles orientalis). "

" O projecto tem gerado contestação tanto da população local como de autarcas, partidos políticos e organizações ambientalistas, que em Janeiro trouxeram a sua oposição a Lisboa, através de uma manifestação e uma petição entregue na Assembleia da República. No ano passado, os três concelhos directamente afectados pelo Sophia já se tinham manifestado contra o projecto. A Câmara de Idanha-a-Nova, por exemplo, afirma que não se revê na instalação da central solar Sophia nem na central homóloga projectada para a Beira, chumbada pela APA em 2025. "
 

" [...] a área de implantação do projecto Sophia incluir montados de sobro e azinho, bem como zonas abertas intercaladas com matos pouco densos. Estes espaços são considerados “fundamentais” para várias espécies, entre as quais a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti, criticamente ameaçada em Portugal), a cegonha-preta (Ciconia nigra), o tartaranhão-cinzento (Circus cyaneus), o sisão (Tetrax tetrax) e o cortiçol-de-barriga-preta (Pterocles orientalis). "

" O projecto tem gerado contestação tanto da população local como de autarcas, partidos políticos e organizações ambientalistas, que em Janeiro trouxeram a sua oposição a Lisboa, através de uma manifestação e uma petição entregue na Assembleia da República. No ano passado, os três concelhos directamente afectados pelo Sophia já se tinham manifestado contra o projecto. A Câmara de Idanha-a-Nova, por exemplo, afirma que não se revê na instalação da central solar Sophia nem na central homóloga projectada para a Beira, chumbada pela APA em 2025. "
Epah acho que já chega de megaprojectos solares ou serei eu um velho do Restelo...
Daqui a pouco para um pico de consumo que temos actualmente de 10.000MW teremos uns 50.000MW instalados, 5x mais e depois vem uma nuvem e "kaput" temos de importar...
Em nome do ambiente destrói-se ambiente e ficamos na mesma ou pior!
 
Boa noite.

O problema, recorrente, é que para cada investidor nesta área, o estado tem sempre de intervir para garantir rendimentos.
Ora, lá está, no fim pagamos todos estes investimentos, lucros incluídos.
Com a produção "off-shore" a ser incrementada, parece-me pouco inteligente apostar profusamente no solar, já que a energia eólica na costa permite maior disponibilidade energética no período noturno, e mesmo no diurno em caso de falta de sol.

Já temos na história a destruição de manchas verdes de norte a sul - mais gravoso no norte porque com menos insolação - em nome da aposta na DESCARBONIZAÇÃO. Um desastre que será escalpelizado no futuro.
 
Já temos na história a destruição de manchas verdes de norte a sul - mais gravoso no norte porque com menos insolação - em nome da aposta na DESCARBONIZAÇÃO. Um desastre que será escalpelizado no futuro.
Nas várias viagens que faço, principalmente apenas no Litoral Centro, cada vez fico mais estupefacto por encontrar grandes áreas dos belos campos de zonas rurais, que eram ou vinhedos, pomares, hortas, pastos ou simplesmente coberto vegetal que sustenta polinizadores, vida, biodiversidade, cobertos por manchas enormes de painéis solares! E isto em zonas que nem são claramente das que têm melhor insolação, não têm maior número de horas de sol, inclusive naquelas áreas mais litorais que durante os meses de maior insolação recebem a nebulosidade característica da entrada de ar marítimo pela nortada típica.
Somos um país de escassa área terrestre e ainda mais escassa área de elevada aptidão agrícola, sobretudo daquela sustentável, sazonal, que não precisa de ser protegida com estufas ou irrigada artificialmente de forma intensiva ou em que o solo se renova sem precisar de aditivos químicos. Cada vez mais estamos a perder essas áreas e as que sustentam a biodiversidade, por falta de planeamento, regras de expansão urbana e de proliferação de infraestruturas.
 
Continuamos com um poder político impreparado, incapaz.
Faz falta gente tecnicamente capaz para tomar decisões no lugar do costumeiro político, esse que na maior parte das vezes até sabe de leis mas não sabe do mundo real.
E fico-me por aqui porque muito haveria a dizer...:)