Monitorização Criosfera - 2008

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Re: Seguimento Criosfera 2007

Lakes under glaciers a key to sea level rise

Western Greenland Ice Growing; Still Global Warming

Greenland's Sermitsiak reported, “The ice between Canada and southwestern Greenland has reached its highest level in 15 years.” Denmark's Meteorological Institute used satellite images to track the southward expansion of the ice and when the paper asked how these findings “fit in with” continual reports of Arctic ice “melting at a record rate due to increasing temperatures,” global warming was, of course, affirmed.
 

AnDré

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22 Nov 2007
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Odivelas (140m) / Várzea da Serra (900m)
Re: Seguimento Criosfera 2007

Apesar de ter nevado na Grécia e Turquia, a área de gelo no hemisfério norte, já está a sofrer uma quebra! Esperemos que recupere agora no final do mês e durante o mês de Março!:hehe:




No hemisfério Sul, continuamos um uma anomalia positiva, embora esta seja cada vez menos significativa.:confused:

Já agora, da mesma foram que existe esta página na internet que nos dá os valores da área do gelo em ambos os hemisferios, não haverá por aqui algo que nos indique a variação do volume desse gelo? É que isso sim, era de valor. Mas também percebo que seja algo dificil (se calhar ainda impossivel) de medir. Até porque os satélites não nos dão essa informação.:confused:

Mas se existêm estações que medem a variação da profundidade do gelo na Gronelância e na Antarctica, pode ser que os dados estejam disponiveis on-line. Alguém sabe de alguma coisa?:rolleyes:
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Antarctic glaciers surge to ocean

UK scientists working in Antarctica have found some of the clearest evidence yet of instabilities in the ice of part of West Antarctica.

If the trend continues, they say, it could lead to a significant rise in global sea level.
The new evidence comes from a group of glaciers covering an area the size of Texas, in a remote and seldom visited part of West Antarctica.
The "rivers of ice" have surged sharply in speed towards the ocean.
David Vaughan, of the British Antarctic Survey, explained: "It has been called the weak underbelly of the West Antarctic Ice Sheet, and the reason for that is that this is the area where the bed beneath the ice sheet dips down steepest towards the interior.



Destas alterações é que a imprensa não gosta de falar...:rolleyes:
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Humans and Nature to Blame for Arctic Meltdown

16471.jpg





Ice-free coastal waters in February considered exceptional, even in Southern Finland


1135234008823.jpeg
 

Minho

Cumulonimbus
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6 Set 2005
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Melgaço
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Interessante... uma coisa que já não se via há muito tempo....

Os dois polos a aumentarem a superfície de gelo ao mesmo tempo. Reparem como no ano passado o polo norte já tinha iniciado a curva descendente..

current365zh0.jpg




current365southsc2.jpg
 

Minho

Cumulonimbus
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Melgaço
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Abrandamento da cobertura de gelo no Hemisfério Norte

current365uc6.jpg




Em grande forma continua o Hemisfério Sul, continua bem lançado com uma anomalia positiva, pode 2008 vir a bater recordes...

current365southzj3.jpg




.
 

LUPER

Nimbostratus
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20 Nov 2005
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Aveiro
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Provavelmente a mistura das moléculas de carbono com o oxigénio do ar ... isto para ser politicamente correcto ... :lmao::lmao::lmao::lmao:



:lmao::lmao::lmao::lmao: Tb estou inclinado para ai. CO2 esse grande papão da humanidade.

Mas alguem já viu alguma noticia de que se quebram records de quantidade de gelo no Polo sul? Que o HS teve mais um não Verão? Dá que pensar não dá?:confused:
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Será que vamos passar a ter apenas um polo :confused: (gelado) que valerá por dois.

Penso que é meteorologicamente impossivel pois afinal são os polos que fazem com que tenhamos um clima "equilibrado".
 

LUPER

Nimbostratus
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Aveiro
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

O Artico neste momento está com uma area gelada de 13,817,188 km2 (Abril 11, 2008), o que significa que desde 2003 este é o valor mais elevado, juntamente com o ano de 2003 que tinha nesta data um valor de 13,950,938 Km2.

De referir que em relação a igual data no ano passado a superficie gelada era de 13,159,688Km2, o que representa cerca de 5% de superficie gelada a mais.

AMSRE_Sea_Ice_Extent.png


Irei actualizando estes valores ao longo da epoca de degelo e tentarei fazer a ligação com a influência directa que isso terá no nosso clima. :thumbsup:
 

Rog

Cumulonimbus
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6 Set 2006
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Norte Madeira (500m)
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Oceano Antárctico está a arrefecer
Expedição científica a bordo do navio Polarstern terminou na semana passada

Polarstern em viagem num ambiente fantástico
O mar profundo da Antárctida está a arrefecer, o que pode estar a estimular a circulação das massas de água oceânicas. Esta é a primeira conclusão da expedição a bordo do "Polarstern", uma iniciativa do Instituto alemão Alfred Wegener para a Investigação Polar e Marinha que terminou na semana passada em Punta Arenas, no Chile. Segundo os investigadores, as imagens de satélite recolhidas durante o Verão antárctico revelam a maior extensão de gelo marinho alguma vez registada.

O objectivo da expedição Polarstern ANT-XXIV/3 era investigar a circulação oceânica e estudar os ciclos oceânicos de materiais que estão dependentes dela. Os principais projectos a bordo eram o CASO (Climate of Antarctica and the Southern Ocean) e o GEOTRACES, parte do programa oficial do

Ano Internacional Polar para o Antárctico

Imagem de trabalho da expedição que terminou a semana passada
Sob a direcção de Eberhard Fahrbach, oceanógrafo no Instituto Alfred Wegener, 58 cientistas de dez países estiveram a bordo do navio de investigação PolarStern, entre 6 de Fevereiro e 16 de Abril. Estudaram as correntes oceânicas, a distribuição de temperatura, os níveis de sal e fizeram análises das substâncias na água do mar antárctico.

"Queríamos investigar o papel do oceano austral no clima do passado, presente e futuro", disse Fahrbach. Segundo o responsável, o afundamento das massas de água no oceano antárctico está relacionada com as alterações da região, tendo por isso um papel determinante no clima global.
26108.jpg


Impacto do Oceano Antárctido no clima global

"Enquanto o último Verão árctico foi o mais quente registado, tivemos um Verão frio, com o gelo marinho a atingir o máximo alguma vez registado no Antárctico. Esta expedição deve dar-nos as bases para compreender os desenvolvimentos opostos que estão a ocorrer nos dois pólos", salientou Fahrbach.
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No âmbito do projecto GEOTRACES, a equipa verificou a diminuição da concentração de ferro, tendo medido a quantidade mais pequena alguma vez detectada no oceano. Segundo os investigadores, como o ferro é um elemento vital para o crescimento das algas, que assimilam CO2 do ar, esta diminuição da concentração de ferro pode servir de argumento contrário à posição que acredita que a extensão dos oceanos aumenta o sequestro de dióxido de carbono.

Rede autónoma de observação e medição

De acordo com os responsáveis, como as alterações oceânicas só se tornam visíveis após vários anos e diferem espacialmente, os dados recolhidos durante a expedição não serão suficientes para determinar consequências e desenvolvimentos a longo prazo.

Segundo os cientistas, as lacunas de informação só podem ser preenchidas com a ajuda de sistemas de observação autónomos, colocados no fundo do oceano ou à deriva, capazes de recolher sistematicamente informação ao longo dos anos.

"Para contribuir para o Sistema de Observação do Oceano Austral ancorámos, no âmbito de uma cooperação internacional, 18 estações de observação e restaurámos outras 20. Com 65 sistemas flutuantes, capazes de recolher informações debaixo do gelo e com uma duração de vida até cinco anos, construímos uma rede de medição única e abrangente", salientou Fahrbach.

Para chamar a atenção do público, em particular da geração mais nova, interessada em ciência e sensível aos processos ambientais, estiveram a bordo do navio duas professoras alemãs. "Trazemos para casa muitas impressões desta expedição e vamos ser capazes de passar uma imagem mais real das regiões polares e do seu impacto na Terra quando falarmos com os nossos alunos", disse Charlotte Lohse, uma das contempladas com a participação na expedição.

Fonte: CiênciaHoje
 

LUPER

Nimbostratus
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20 Nov 2005
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Aveiro
Re: Seguimento Criosfera 2007/2008

Oceano Antárctico está a arrefecer
Expedição científica a bordo do navio Polarstern terminou na semana passada

Polarstern em viagem num ambiente fantástico
O mar profundo da Antárctida está a arrefecer, o que pode estar a estimular a circulação das massas de água oceânicas. Esta é a primeira conclusão da expedição a bordo do "Polarstern", uma iniciativa do Instituto alemão Alfred Wegener para a Investigação Polar e Marinha que terminou na semana passada em Punta Arenas, no Chile. Segundo os investigadores, as imagens de satélite recolhidas durante o Verão antárctico revelam a maior extensão de gelo marinho alguma vez registada.

O objectivo da expedição Polarstern ANT-XXIV/3 era investigar a circulação oceânica e estudar os ciclos oceânicos de materiais que estão dependentes dela. Os principais projectos a bordo eram o CASO (Climate of Antarctica and the Southern Ocean) e o GEOTRACES, parte do programa oficial do

Ano Internacional Polar para o Antárctico

Imagem de trabalho da expedição que terminou a semana passada
Sob a direcção de Eberhard Fahrbach, oceanógrafo no Instituto Alfred Wegener, 58 cientistas de dez países estiveram a bordo do navio de investigação PolarStern, entre 6 de Fevereiro e 16 de Abril. Estudaram as correntes oceânicas, a distribuição de temperatura, os níveis de sal e fizeram análises das substâncias na água do mar antárctico.

"Queríamos investigar o papel do oceano austral no clima do passado, presente e futuro", disse Fahrbach. Segundo o responsável, o afundamento das massas de água no oceano antárctico está relacionada com as alterações da região, tendo por isso um papel determinante no clima global.
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Impacto do Oceano Antárctido no clima global

"Enquanto o último Verão árctico foi o mais quente registado, tivemos um Verão frio, com o gelo marinho a atingir o máximo alguma vez registado no Antárctico. Esta expedição deve dar-nos as bases para compreender os desenvolvimentos opostos que estão a ocorrer nos dois pólos", salientou Fahrbach.
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No âmbito do projecto GEOTRACES, a equipa verificou a diminuição da concentração de ferro, tendo medido a quantidade mais pequena alguma vez detectada no oceano. Segundo os investigadores, como o ferro é um elemento vital para o crescimento das algas, que assimilam CO2 do ar, esta diminuição da concentração de ferro pode servir de argumento contrário à posição que acredita que a extensão dos oceanos aumenta o sequestro de dióxido de carbono.

Rede autónoma de observação e medição

De acordo com os responsáveis, como as alterações oceânicas só se tornam visíveis após vários anos e diferem espacialmente, os dados recolhidos durante a expedição não serão suficientes para determinar consequências e desenvolvimentos a longo prazo.

Segundo os cientistas, as lacunas de informação só podem ser preenchidas com a ajuda de sistemas de observação autónomos, colocados no fundo do oceano ou à deriva, capazes de recolher sistematicamente informação ao longo dos anos.

"Para contribuir para o Sistema de Observação do Oceano Austral ancorámos, no âmbito de uma cooperação internacional, 18 estações de observação e restaurámos outras 20. Com 65 sistemas flutuantes, capazes de recolher informações debaixo do gelo e com uma duração de vida até cinco anos, construímos uma rede de medição única e abrangente", salientou Fahrbach.

Para chamar a atenção do público, em particular da geração mais nova, interessada em ciência e sensível aos processos ambientais, estiveram a bordo do navio duas professoras alemãs. "Trazemos para casa muitas impressões desta expedição e vamos ser capazes de passar uma imagem mais real das regiões polares e do seu impacto na Terra quando falarmos com os nossos alunos", disse Charlotte Lohse, uma das contempladas com a participação na expedição.

Fonte: CiênciaHoje


Aí está uma noiticia despedida de preconceitos e que retratata aquilo que nós aqui já tinhamos falado, que a Antartica está a arrefecer, globalmente, claro. :thumbsup: