O Estado do País 2015

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Podias e dizes. Alguém te impede? Ora aí está a maravilha da democracia. :)

Ninguém impede e ainda bem que assim é Cláudia! A chatice é estar sempre a relembrar que os extremos são mais iguais do que diferentes. Não te recrimino de seres esquerda ou de direita, cada um é como é. Mas o discurso da esquerda é sempre, mais do mesmo, tão repetitivo..

Quem é de esquerda tem um discurso do género:
- O estado tem sempre dinheiro, mas só o gasta nos ricos. Devia gastar-se mais na cultura e a empregar pessoas. Porque é que não trabalhamos todos para o estado, boa?!
- As medidas de austeridade foram um erro, aumentamos a nossa dívida. Soluções?? Tu deves ser de direita não?
- A austeridade é um objetivo de direita, nunca faltou dinheiro dos nossos credores, porque eles precisam de nós! As dívidas são para se ir pagando e se tal não for mais possível, são impagáveis. E se faltar dinheiro, saímos do euro e fabricamos a própria moeda.
- Os nossos credores são uns agiotas, só pensam no seu lucro. Temos de dizer basta! São eles os responsáveis, pela nossa situação.
- O fascismo de direita é ignorância, analfabetismo e miséria. Mas então e o comunismo fascista? Mau.. tu deves ser de direita, isso são calúnias!

Há um bloqueio mental eminente, logo que se pergunta por soluções que não passem por gastar mais. Gastar menos, com o que se tem, não é hipótese aceitável pois impede o progresso.
 
A propósito desta interminável discussão esquerda/direita, aconselho este livrinho infantil (mas que não faz mal nenhum aos adultos!)...

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Ao mesmo tempo que o PCP " negoceia " com o PS um acordo de governação , os seus 3 eurodeputados promovem no PE uma iniciativa para a saída de Portugal do euro.

Em que ficamos? Numa matéria fundamental , goste - se ou não da existência da moeda única, para a estabilidade económico - financeira do país, o PCP tem uma posição que é, no mínimo, muito ambígua.

Como é que Costa pode dizer que tem uma solução estável de governo, se um dos partidos que suporta essa coligação tem uma posição muito ambígua em relação a um tema fundamental ( traduzindo, que pode mexer com o nosso bolso)?

Fala - se de pp e dos seus ziguezagues, fale - se também do comportamento lamentável que estes partidos de esquerda estão a proporcionar.
 
Para os que dizem que é a partir da composição do Parlamento que deve surgir o novo Governo.
Inteiramente de acordo,
Mas deve ser feito as claras, ou seja, o PR deve nomear o líder do partido mais votado ( perante o PR, ac só representa um partido derrotado e não representa mais nada além disso, não tem nada que ser indigitado, vamos deixar - nos dê tretas) , esse partido ser apresentado a votação n AR e quem quiser, de forma democrática, que rejeite esse governo, mas apresente uma alternativa.

Tem é que ser feito as claras, para todos os portugueses tirarem as suas conclusões.

Já deu para perceber que ac está a tentar passar entre os pingos da chuva, a jogar nos bastidores e, se possível, ser indigitado quase sem se dar por isso.

NAO, o PR deve indigitar Passos Coelho, o seu governo ser submetido a votação na AR, os partidos de esquerda apresentar e aprovar uma moção de Censura ao governo recém - formado, apresentando uma alternativa.

Mas tudo feito as claras, para toda a gente ver as razões de uns e outros.

SEM JOGADADAS DE BASTIDORES.
 
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Ao mesmo tempo que o PCP " negoceia " com o PS um acordo de governação , os seus 3 eurodeputados promovem no PE uma iniciativa para a saída de Portugal do euro.

Em que ficamos? Numa matéria fundamental , goste - se ou não da existência da moeda única, para a estabilidade económico - financeira do país, o PCP tem uma posição que é, no mínimo, muito ambígua.

Como é que Costa pode dizer que tem uma solução estável de governo, se um dos partidos que suporta essa coligação tem uma posição muito ambígua em relação a um tema fundamental ( traduzindo, que pode mexer com o nosso bolso)?

Fala - se de pp e dos seus ziguezagues, fale - se também do comportamento lamentável que estes partidos de esquerda estão a proporcionar.

A posição do PCP e do BE não é ambígua, atenção! O plano tem de ser visto como um todo, o caminho faz-se caminhando, na persecução dos objetivos:

O PS faz parte do plano global dos respetivos comités centrais:
1) Sequestrar o PS, com a cenoura do poder;
2) Asfixiar o PS, com mais cedências: mais subsídios, mais aumentos, mais devoluções antecipadas;
3) A dívida já é suficientemente impagável? Ainda temos crédito?
3.1) Ainda não: Abrir mais os cordões à bolsa: Aumentar n.º de estágios, mais aumentos, mais despesas com culturas e afins;
3.2) Sim: Ótimo, passar ao ponto 4.
4) O Euro é demasiado forte e estamos sob ameaça dos credores, recusamos mais troikas. A solução é sair do euro já!
5) ..De volta ao escudo. É preciso mais dinheiro?
5.1) Sim: Emitir mais dinheiro.
5.2) Não: Aumentar os ordenados, para fazer face à desvalorização da moeda.
 
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obviamente que isto é um erro clamoroso para um exercício militar de uma aliança moderna e cheia de tecnologia... um compadre alentejano a olhar pra isto diria que «eu com os meus cavalos ou mulas» fazia melhor serviço.
 
Em 2009, quando ocorreu o chumbo do pec4 de Sócrates, lembro - me de ter ouvido alguém do BE ( um dos partidos que chumbou) , quando confrontado com a pergunta de um jornalista acerca do facto de poder provocar eleições antecipadas e os seus custos, ter respondido que a democracia tem alguns custos, como eleições ( também estou inteiramente de acordo) .

Contudo, hoje fiquei incrédulo com a afirmação da presidente do BE, que disse que indigitar PPC e uma perda de tempo. Não, eu não acho, a democracia também tem os seus custos, um deles é a perda de tempo que por vezes é necessária.

E no parlamento que se deve decidir a questão é não nos gabinetes, por muito que isso custe a costa e companhia.
 
Esta comissão política do PS está a tentar passar um atestado de atrasados mentais aos portugueses. Se não vejamos, está a negociar algo com partidos de extrema esquerda totalmente as escondidas, recusam - se a negociar sequer um mero acordo parlamentar com um partido estruturalmente próximo ( isso não é uma opinião, e um facto) , o que é quase inacreditável e prova que as suas reais intenções não são o desenvolvimento do país. depois começam a pressionar o PR com uma solução consumada, vão a Belém com um acordo totalmente obscuro e esperam vir de lá com a indigitação no bolso. Depois ( ao contrário do que ouco a esquerda a falar sobre as maravilhas do parlamentarismo), a Assembleia só tem que dizer ámen ao novo Governo, sem qualquer discussão relevante.
Viva a democracia ( mas só quando ela nos dá jeito) .
 
Não tenho grandes dúvidas que, se o governo de PPC for sujeito a votação parlamentar, alguns deputados do PS pelo menos estarão disponíveis para se abster.

Se isto é democrático?
Claro que sim, a Constituição diz que cada deputado representa, de acordo com a sua consciência, o povo português. E isto deve ser válido para a esquerda e direita. Aliás, eu acho que a disciplina de voto deveria ser terminantemente proibida e punida por lei.
Claro que isto colide com a visão socialista do espírito de grupo, que felizmente não a tenho.
 
Aquando da presidência de Sampaio, numas eleições regionais, nos Açores, saiu vencedor mas sem maioria absoluta, o PS. O PSD e o CDS, que juntos tinham uma maioria parlamentar, encetaram uma negociação e levaram essa solução ao PR. O mesmo recusou - a liminarmente, considerando que era democraticamente intolerável.

VIVA A DEMOCRACIA. ( mas só quando favorece a esquerda)
 
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