O eventual governo de António Costa não será de esquerda, será um governo PS. Todos os anteriores governos PS foram apelidados pelos partidos da extrema esquerda como "de direita", não sei porque anda tanta euforia à esquerda por haver outro governo PS.
Os acordo parlamentares que os partidos de esquerda assinaram hoje com o PS oscilam entre o frágil (BE) e o desacordo total (PCP). Pessoalmente quero que Costa seja empossado Primeiro Ministro, pelo que espero que Cavaco não leia o (des)acordo PS-PCP.
Como diz o
@Vince o eventual governo PS é legítimo, mesmo representando apenas 32% do eleitorado, sendo único no mundo, pois é constituído exclusivamente pelo 2º partido mais votado. Por outro lado, é um embuste democrático a argumentação de que ele resulta do voto popular. Isso só aconteceria se o governo integrasse o Bloco e/ou CDU, aí poderia dizer-se que a votação nos partidos do governo era superior à da Coligação que sustenta o governo agora deposto. Neste modo o governo represente unicamente o 2º partido mais votado e que nem conseguiu atingir um terço dos votos expressos.
Exemplo (entre muitos) do embuste que nos estão a vender é a reversão das privatizações. Com excepção da TAP, que o PS sempre defendeu que deveria manter a maioria do capital público, e da EGF (o amigo Coelho já não está na Mota Engil), o programa eleitoral do PS nunca previu nenhuma reversão de privatizações já concretizadas, sendo que uma delas (barragens) até foi feita por outro governo socialista, onde António Costa era o nº 2. Este não é um ponto menor, vai custar centenas de milhões de euros aos contribuintes, e constava apenas de programas de governo sufragados por menos de 20% dos eleitores que foram votar.