O Estado do País 2015

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O Partido Socialista defende a consignação de 10% das aplicações do Fundo de Estabilização da Segurança Social à compra de casas devolutas ou de famílias em risco de insolvência.

A proposta dos socialistas foi defendida por Pedro Nuno Santos na quarta-feira, durante o debate de urgência marcado pelo maior partido da oposição sobre a recuperação da economia nacional.

"A nossa proposta vai no sentido de a Segurança Social investir mais em imóveis, recuperá-los e recolocá-los no mercado de arrendamento. O fundo deve poder também comprar prédios devolutos ou de famílias em situação de insolvência, de forma a que estas passem a pagar renda em vez de empréstimos ao banco", disse o deputado socialista ao i, acrescentando que "o Fundo de Estabilização pode conseguir mais rendimentos através da diversificação da carteira de investimentos".

Actualmente, cerca de 70% dos activos do FEFSS correspondem a dívida pública, numa estratégia implementada primeiro pelo governo de José Sócrates, em 2010, no auge da crise das dívidas soberanas, e seguida pelo executivo de Passos Coelho. Os dois partidos têm criticado sucessivamente esta política sempre que estão na oposição.

"Actualmente, apenas 1,45% do FEFSS está aplicado em imóveis", acrescentou Pedro Nuno Santos. "O PS pretende inverter essa tendência para os 10% e que seja o próprio fundo a reabilitar quando for preciso, uma vez que o próximo quadro comunitário tem apenas 300 milhões de euros para recuperação de imóveis, mas só na vertente da eficiência energética." Ou seja, depois de, durante anos, o FEFSS ter sido utilizado para financiar dívida pública, deverá agora, se os socialistas chegarem ao poder, reorientar as suas prioridades para apoiar o direito à habitação.

I

:rolleyes: Se o PS concretizar estas propostas, o dinheiro do fundo não vai durar muito. Os fundos de pensões devem ser investidos com a maior segurança possível. Nunca em especulação imobiliária e muito menos em ativos (imóveis) que necessitam de elevadas somas para a compra e subsequente recuperação (e isto nem contando com os inevitáveis atrasos e acumulação de custos).
 
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Na sequência de alguns comentários que veiculam nos orgãos de comunicação e até de alguns comentários já verificados neste forum, sobre as politicas virtuosas deste governo. O resultado está à vista... Basta ver a noticia de um Jornal até com bastantes referências de direita, Ou seja o País ficou mais pobre com este (des)governo!!!!!

Estou a comentar bastante tarde, mas...

Maior risco de pobreza entre os mais jovens ? Claro, o mundo não é para desleixados. O que cada vez mais se vê são jovens desempregados propositadamente, na delinquência e longe de terem uma formação e educação (coisas bem distintas) aceitáveis ! Poucas são as excepções. Qualifiquem-se. Tenho diversos cursos e formações, várias cartas de condução, tenho um trabalho qualificado e mesmo assim não pararei por aqui, estando a terminar um curso superior de momento. E mais farei.


Quanto ao que puseste a negrito, o País era melhor quando se vivia em déficit crescente ? É preferível viver bem mesmo sabendo que se tem dívidas ou viver com menos luxos mas sem elas ? Antes deste acerto de contas vivíamos na ilusão e quanto mais tarde se ajustassem, pior seria a situação crescente.


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«Os multimilionários portugueses são mais e estão mais ricos
Camilo Soldado

07/11/2013 - 18:21

No total, a fortuna dos 870 multimilionários portugueses aumentou 10 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros), apesar da crise económica que assola o país.»http://www.publico.pt/economia/noti...rtugueses-sao-mais-e-estao-mais-ricos-1611725


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Quanto a pobres vs. ricos, vou deixar aqui o que em tempos escrevi noutro local e despertou imensos ódios e incómodos:



O dinheiro é um mecanismo que serve para causar desigualdades. E ainda bem ! Tem o propósito de distinguir os mais inteligentes, empreendedores e calculistas e premiá-los por isso. Obsceno e grave é obrigarmos quem o é a sustentar os relaxados ou estúpidos. Era como termos, na escola, os bons alunos a fazerem os testes aos medíocres para lhes proporcionarem notas que não merecem. E, como em tudo, é óbvio que há pessoas que estão na margem da excepção e com as quais a vida não é justa e tiveram pouca sorte... Mas a vida é assim, não pode ser apenas justa. Vença o mais forte, o mundo não chega para todos. E ninguém diga que o dinheiro não é importante, senão ninguém trabalharia apenas para passar o tempo... Quem recusaria ser rico ? Criticar é invejar. Eu admiro positivamente quem o é. A EQUIDADE é justa. A igualdade não !



Alguns pontos de que vão falar e que já prevejo:

Heranças são justas ? As heranças existem porque alguém foi suficientemente capaz de criar riqueza e teve esse mesmo empreendedorismo e boa gestão, na maioria dos casos (senão o dinheiro teria sido esbanjado, no caso de maus gestores). E se as conseguiram transmitir aos seus filhos, é justo. Quem discordar da situação das heranças, prescinda também da sua.


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Sentir-me mal por estar melhor ? Às vezes podia sentir esse problema, mas já senti mais. Hoje chego à conclusão que quando uma pessoa ou um País não são auto-suficientes e gerem mal o dinheiro, só há uma estupidez ainda maior: financiar essas pessoas ou países. Ora, se são buracos sugadores de dinheiro, maus gestores e com más políticas de sustentabilidade, colocar neles dinheiro é um fundo perdido. E há muitas pessoas que são autênticos fundos perdidos. Existe queda de impérios ou pequenas finanças pessoais quando há má gestão, gasto excessivo ou corrupção. Sentir-me mal por estar melhor ? Às vezes podia sentir esse problema, mas já senti mais. Hoje chego à conclusão que tal como injectar dinheiro em bancos que dão prejuízo e vão falir na mesma, isto é comparável a pessoas que estão destinadas a gerir mal. Nem todos têm de o saber fazer. Mas peçam então a alguém que o faça por eles e que saiba fazer contas.


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Defesa e regalias sociais e quem lutou por elas: Tudo certo, aqui entramos em acordo. Mas que comparação tem isso com a riqueza ? Todos nós lutamos por direitos (que são iguais para todos) e quem o fez na rua fê-lo de boa vontade e com coragem mas outra coisa diferente são os rendimentos que cada um aufere. Não há manifestações na rua destinadas a cada escalão de IRS... E porque se luta por direitos ou se é melhor pessoa é-se necessariamente melhor gestor ou com apetência a ser rico ou simplesmente, nem que seja, tendência para acumular mais ?


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Há gente que nasceu pobre e não tem culpa: Certo, estamos de novo de acordo, embora apenas parcialmente... Onde é que o mundo é justo a 100 % ? Nenhum mecanismo é totalmente justo. E se todos fossem comunistas (que é o inverso então desta visão) também haveria outras tantas injustiças, mas invertidas. Era necessariamente melhor ? Então debrucemo-nos uns nos outros para sempre, porque somos todos coitadinhos e alguém nos vai ajudar. Há muitos exemplos de pessoas na lista dos mais abastados do País e do Mundo e que nasceram na pobreza, mas souberam dar a volta por cima. Isso não é linear. Nascer e morrer pobre não é para todos. Eu sou um rapaz muito simples e humilde e nem por isso deixo de acreditar num futuro desafogado, olhando-o com optimismo. Mas não podemos é ficar parados à espera que aconteça tudo e que venham ter connosco ! Obviamente que alguns de nós têm mais benefícios... É indiscutível. E viver em Lisboa, perto de tudo, também nos beneficia em oportunidades. Mais uma vez: Nenhum mecanismo é totalmente justo (infelizmente).


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Para quem acha que os ricos devem pagar percentagens de impostos maiores. Permitam-me discordar:


Então uma percentagem fixa não é igual para todos ? Se eu pagar 5 % a ganhar 500 € só pago 25 €, se ganhar 5000 € estou a pagar 250 €. É mais que justo e proporcional !
O que a generalidade defende é uma espécie de:
<500 € -> paga 5 %
>500 € -> paga 20 %

Então vejamos:
* Se eu ganhar 500 € e descontar 5 % fico com: 500-25 = 475 €.
*Mas... se eu ganhar 600 € e descontar 20 % (tenho maior vencimento, então vamos lá pagar exponencialmente mais), fico com 600 - 120 = 480 €.

Ena, então eu fiz mais pela minha vida, mas como «infelizmente» ganho mais e estudei mais, vou ficar a ganhar o mesmo que quem decidiu encostar-se à parede... É óbvio que os mais ricos têm de pagar mais, mas depois nascem estas injustiças, daí que a proporcionalidade seja a solução, mesmo que não muito linear. Senão eu opto por não fazer nada, porque alguém me vem salvar e pronto. E assim seríamos um mundo de não-trabalho. Os outros que ganhem, porque se eu ganhar pago...

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Mas e se um dia deixam de existir hospitais públicos ? Paguem seguros de saúde. Eu deixei de frequentar o hospital público porque acho menos vantajoso e cada vez será menos. No privado nem 15 minutos espero.
Atenção: eu defendo que TODOS TÊM DE PAGAR IMPOSTOS e proporcionais ao que ganham. Isso sim, é justo.

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Os ricos são avarentos e fazem circular pouco dinheiro aprisionando-o ? Mas...
-O esmagador bolo dos pobres também nunca ajudariam ninguém, mesmo que pudessem. Ou por serem pobres são melhores pessoas que todos os outros ? A qualidade das pessoas não se mede pelo dinheiro que têm e os pobres não são mais caridosos por o serem... Só se mede a capacidade de gestão financeira com base nesse aspecto, nada mais.

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Fracos vs. Fortes ? Na realidade eu concordo com o facto de sermos mesmo fracos, no geral. O mundo já tem pessoas a mais e se depender de mim não acrescentarei mais nenhuma ! No sentido em que caminhamos, a aumentar 1000 milhões de pessoas a cada 15 anos, os bens vão escassear. Mas não apoio (e abomino, até) a construção desses campos ! O próprio tempo é que ditará o nosso futuro, não há-de ser ninguém a ditar nada.

Eu não apoio a miséria, nem acho piada NENHUMA à desgraça dos outros, mas apenas digo que e´ algo que sempre acontecerá. O mundo perfeito e sem pobreza só acontece em sonhos e para haver gente a viver bem, tem de haver necessariamente quem pouco ou nada tenha. É um bolo repartido. Pura matemática. E cada um de nós, cada vez que se qualifica ou procura emprego e quer ser selecionado, procura defender-se a si e aos seus interesses ! Aprendam a gerir e a poupar.
 
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Vejo jovens a recusar trabalhos que acabam a ser feitos por imigrantes. Sei de um caso na região de Olhão/Tavira, procuraram trabalhadores para estufas no centro de emprego e toda a gente recusou, pagavam o salário que a lei manda... foram búlgaros. Conheço pessoas que estão com dívidas e sem emprego e recusaram.

No Algarve até já recusam limpezas e jardins. Não fossem os búlgaros, brasileiros, ucranianos ou georgianos...

No entanto com o salário mínimo aceitam de bom grado os trabalhos em centros comerciais. É mais chic.

Aí no Algarve vão morrer uma série de artes tradicionais que poderiam evoluir para indústrias locais e quem sabe algo mais. Sapateiros, latoeiros, costureiras, agricultores, carpinteiros, padeiros. O artesanato está a renascer lá fora graças ao comércio online. Por cá a malta prefere ver a Casa dos Segredos a aprender uma arte tradicional.
 
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O que eu vejo é cada vez mais precariedade e pobreza (escondida). E tudo porque há muita falta de emprego, já trabalho não falta para quem quer trabalhar. Só conheço pessoas, que estão ou estiveram na situação de desemprego. Quer tenham muitos estudos quer não têm, acabam mais cedo ou mais tarde por ir parar a fila do centro de desemprego. No actual contexto, já é complicado arranjar um simples emprego, quanto mais um emprego "topo de gama". Até aqui os melhores empregos eram no estado (função Pública). Aliás o estado foi sempre o mais e melhor empregador. Mas como sabemos o estado faliu. Fechou-se a torneira. A tendência é diminuir o número de funcionários públicos e manter um número mínimo necessário somente nos sectores chave da sociedade (educação, saúde, justiça). Vou dar o meu caso como exemplo. Eu tenho o 12.º ano, que pelos vistos já não está a chegar. Lá está, se houvesse muito trabalho, chegava e sobrava, mas pronto. Fui sempre um aluno razoável e acabei o secundário com notas suficientes para ingressar no ensino superior. Desde miúdo, que os meus pais e avós me incentivaram e claro faziam todo o gosto que eu desse "Doutor". Mas para mim foi algo, que nunca esteve muitos nos meus planos. Além disso noto, que hoje em dia ter um "canudo" não é mais sinónimo de uma vida boa e de um bom emprego para a vida. Por outro lado, vejo cada vez vejo mais licenciados a trabalhar nas caixas do supermercado a ganhar o salário mínimo, enquanto que o 12.º ano basta para se estar apto a semelhante trabalho. Conclusão: Acabei por não prosseguir estudos para desgosto da família. Agora estou a fazer uma formação profissional em secretariado, que é o que eu quero. Já que o 12.º ano não chega, há que ter uma profissão para daqui a um ano ou dois ingressar no mercado de trabalho, isto é se tiver sorte de encontrar emprego. Seja como for não se pode estar parado. Há que fazer alguma coisa e ver se isto melhora um pouco mais. Quero com isto dizer, que as coisas não são tão lineares assim. Infelizmente, está difícil para todos e assim vai continuar por mais 2/3 anos. Com isto que acabei de dizer, pareço pessimista, nada disso. Prefiro dizer que se trata de uma opinião/visão bastante realista e um pouco conformista. Bem haja a todos ;)
 
há trabalho não é o que se gosta, para serralheiros , soldadores e assim, sou serralheiro e trabalho não falta só que tem de se puxar pelo cabedal e em Portugal estes trabalhos sempre foram vistos como de mau estudante.
 
Vejo jovens a recusar trabalhos que acabam a ser feitos por imigrantes. Sei de um caso na região de Olhão/Tavira, procuraram trabalhadores para estufas no centro de emprego e toda a gente recusou, pagavam o salário que a lei manda... foram búlgaros. Conheço pessoas que estão com dívidas e sem emprego e recusaram.

No Algarve até já recusam limpezas e jardins. Não fossem os búlgaros, brasileiros, ucranianos ou georgianos...

No entanto com o salário mínimo aceitam de bom grado os trabalhos em centros comerciais. É mais chic.

Aí no Algarve vão morrer uma série de artes tradicionais que poderiam evoluir para indústrias locais e quem sabe algo mais. Sapateiros, latoeiros, costureiras, agricultores, carpinteiros, padeiros. O artesanato está a renascer lá fora graças ao comércio online. Por cá a malta prefere ver a Casa dos Segredos a aprender uma arte tradicional.

Se calhar, sei muito bem qual é a razão e se for onde eu penso que seja, então melhor mesmo estar quieto, porque não aconselho a ninguém e depois as notícias espalham-se e ninguém aceita e não vou criticar quem recusa porque existe n razões para isso. Mais não digo. Há que distinguir trabalho e outro nome.... No Centro Comercial, podes ganhar o salário mínimo mas tens outras condições e não queiras comparar o que não é incomparável.
 
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algarvio1980, não deve ser onde estás a pensar, o dono é amigo da minha família e as condições são razoáveis...

Quanto à falta de trabalho...

Não há nem vai haver com esta carga fiscal destrutiva e com o excesso de regulação que o mercado tem em Portugal. Supostamente o combate na fuga ao fisco deveria servir para aliviar quem cumpre, mas sempre achei essa conversa uma grande peta, pois o Estado quanto mais tem mais gasta. A verdade é que as PMEs estão excessivamente reguladas e atulhadas em impostos, mas há sectores que continuam a escapar-se, por exemplo, não percebo por que motivo as mais valias imobiliárias decorrentes da valorização de solos urbanos ou de expropriações para obras públicas não são taxadas a 100%, como sucede em parte da Europa. A valorização de solos é onde está boa parte da corrupção em Portugal, e aumentou exponencialmente as diferenças sociais e a dívida externa.

Nós temos um esforço fiscal que deve andar perto de 170% da média da UE, quando até deveríamos estar abaixo da média, dada a nossa situação periférica.

Resultados? Endividamento das PMEs, falta de investimento, emigração, desemprego.
 
Even a brief glance at the facts suffices. Portugal is no less bankrupt than Greece. The country’s government debt, at 124% of GDP, might be lower than in Greece. However, government debt is just one – even though important – part of the full debt picture.

On an aggregate level, Portugal’s overall debt level — at 381% of GDP when also including private households and non-financial corporations — is well above Greece’s total debt level (286% of GDP).

So while Greece’s problems mainly manifest themselves via government debt, Portugal suffers from too much debt in all three sectors of the economy.

The debt that keeps on growing
At the same time, debt continues to grow much faster than the Portuguese economy. Between 2008 and 2013, aggregate debt grew by 69 percentage points. In order to stop the debt growing faster than the country’s economy, the government sector alone would have to improve its fiscal position by 3.6% of GDP.

Given the overall status of the Portuguese economy and the debt problems of the private sector, that improvement is an impossible task. Trying to achieve it would push the economy into outright depression.

Given all these facts, it is all the more astonishing that the German Bundestag voted unanimously in favor of Portugal’s proposal to pay back loans from the IMF earlier.

Bundestag members did so with great pleasure. Why? Amidst the fraught negotiations in Brussels with the new Greek government about the extension of the Greek program, it was a welcome opportunity to claim that the European approach to the crisis with austerity and reform was indeed working.

For Portugal, it was a good deal, because it could replace relatively costly money from the IMF carrying interest around 4% with cheaper loans from the capital market. But Portugal’s refinancing itself in the markets is not really a sign of the success of the policy mix in Europe.

Given that the country’s creditors are mainly foreigners, Portugal cannot inflate the debt away. It is also in no position to grow out of its debt problem. Assuming a current account surplus of 0.9% (as achieved in 2013), it would take 128 years just to pay back all foreign debt.

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Portugal’s sober realities
Debt aside, Portugal faces other quite extraordinary challenges: It has the lowest birth rate in the Eurozone, has to contend with an exodus of the young people to other countries, the lowest overall level of qualifications of its population in Europe, as well as low productivity levels.

With just nine patents per one million inhabitants, Portugal performs better than Greece (with four patents per million). However, it lags significantly behind countries such as Italy with 70 and Germany with 277. What about competing on price alone? That is a difficult proposition for a European country with high debt levels.

Thus, I arrive at two conclusions: First, Portugal will never be in a position to serve its debt. Second, having access to the capital market is only the result of ECB policies and not the result of successful macro or micro policies pursued inside Portugal. But what will this lead to?

A Greek-style solution?
Until now, the Greek finance minister Yanis Varoufakis is one of the few asking openly for direct funding of the governments by the ECB. His proposal that the ECB buy up government bonds and exchange these into interest-free perpetuals still seems to be too creative to be broadly acceptable.

The higher the debt levels of European nations in crisis grow — and this is simple mathematics — the more visible it will become that this debt is out of control. Then, the pressure on the ECB to “fix” the problem with its balance sheet will become overwhelming.

When speaking about Greece, the media often claim that, thanks to the Eurozone’s extension of the program, the “bankruptcy of the country was avoided.” This is of course rubbish.


What was postponed was not the bankruptcy itself, but only the official declaration of Greece’s bankruptcy. Once Greece runs out of money, it won’t be a temporary liquidity issue (as it is perceived in the media), but the open declaration of an already well-known fact.

It is important to realize that essentially the same holds true for Portugal.


http://www.theglobalist.com/the-fairy-tale-of-portugals-successful-turnaround/
 
Portugal é apenas um sintoma:

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Guardian

Aqui e ali tenho lido artigos sobre a necessidade da realização de um jubileu de dívida. Semelhante discurso já vem desde a crise. E isto tem sido feito desde tempos bíblicos. Tendo em conta o gráfico acima, o cenário não será agradável quando o castelo de cartas começar a ruir (e quando os países desenvolvidos implodirem os emergentes vão logo a seguir).

De resto, e tendo em conta que o QE vai começar este mês, a Europa deve receber 60 mil milhões euros de entrada de capitais para aproveitar a inevitável subida das bolsas. Um recorde. Como tal, creio que a FED (ou outra entidade misteriosa) vai ter que compensar a eventual saída de fundos das bolsas americanas. Os mercados têm de continuar a subir e as obrigações a descer para os países não irem à falência. E felizmente a manipulação dos metais preciosos não é teoria da conspiração. O cartel de bancos é sempre o mesmo e vai tudo continuar a assobiar para o lado. Ao que parece investigar bancos prejudica a economia. Eu digo que o dano já está feito e a tendência é para piorar. Os bancos estão acima da lei.
 
Excertos retirados deste artigo:

http://observador.pt/2015/03/14/pau...stado-islamico-quer-ataque-ao-papa-francisco/

Para Paulo Rangel, a questão russa é o maior problema com que lida hoje a União Europeia – muito para lá do que se está a passar na Grécia. O problema tem duas dimensões, a primeira das quais é a crise na Ucrânia, defende o eurodeputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PPE, em entrevista ao Observador. O que aí vem é uma profunda divisão na UE, alerta:

“Sem dúvida que Putin tem um plano: fazer um anel à volta da Ucrânia, que faria com que este país praticamente deixasse de ter acesso ao mar. A ‘inteligência’ europeia já sabe que estes planos são verdadeiros. Não sei bem como é que vamos lidar com esta ameaça. Com o eixo ortodoxo, que vem de Chipre, Grécia e Bulgária, com o alinhamento surpreendente da Hungria, vai haver uma divisão na União Europeia.”

Um bocado difícil não? A Ucrânia tem uma costa assinalável. Mas na mesma já se fez simulações acerca da possível invasão russa da Ucrânia:

https://www.stratfor.com/analysis/gaming-russian-offensive

Da Ucrânia a Rússia já tem o que quer. Agora é gerir a situação e aplicar a política da terra queimada.

“Este é o grande jogo de Putin”, garante Rangel, que vê uma segunda dimensão problemática no que considera ser uma “interferência” da Rússia “nos processos eleitorais da maioria dos países europeus”. “Porque ele não tem dinheiro para financiar a Grécia, mas tem dinheiro para financiar partidos extremistas anti-europeus”, diz o social-democrata.

“Ele está dentro de cada Estado a incentivar as forças anti-europeias a terem uma voz de destaque. O caso de Marine Le Pen é o mais conhecido, o do Syriza entretanto tornou-se conhecido, mas isso está espalhado por muitos movimentos de extrema-direita e de extrema-esquerda, que são financiados pela Rússia e por Putin”.

Que medo. É preciso ter cuidado com os oligarcas que serão implantados após golpes de estado. A Le Pen quer sair do Euro. Isto é uma medida abominável e extremista. A Alemanha se pudesse expulsava a Grécia do Euro. Mas isso não é ser extremista.

Para terminar o artigo de fear-porn:

Porque essa é outra ameaça às portas da Europa. E com alvo definido, diz:

“O grande objetivo que o Estado Islâmico tem é Roma e o Vaticano – toda a inteligência europeia já sabe disto -, para desencadear um ataque ao Papa Francisco. Porque nesse dia a guerra santa estará criada, os cristãos vão sentir-se ressentidos e vão criar um sentimento anti-islâmico muito maior.”

Argumento emocional usando a religião. Também querem conquistar a península ibérica. Querer é uma coisa, fazer é outra. Mas voltando à afirmação anterior, é algo interessante:

Francisco: "Tenho a sensação que o meu pontificado vai ser breve"

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=29&did=181299

Papa admite ser assassinado mas tem medo da dor

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/359077/papa-admite-ser-assassinado-mas-tem-medo-da-dor

Se isto acontecer (é possível quem sabe?) não é por falta de dinheiro para proteção:

Várias centenas de milhões de euros estiveram guardados, e por declarar, em contas de diferentes departamentos do Vaticano, revelou esta sexta-feira o Cardeal George Pell, que dirige a novo secretariado da Economia do Papa Francisco.

O influente prelado australiano revelou esta divina surpresa numa entrevista à revista britânica Catholic Herald. “Descobrimos que a situação [financeira do Vaticano] era bem mais saudável do que parecia. Isto porque algumas centenas de milhões de euros estavam escondidos em diversas contas sectoriais e não apreciam contabilizados nos balanços orçamentais”, disse George Pell.

http://www.publico.pt/mundo/noticia...e-milhoes-de-euros-em-contas-secretas-1678540

Mas vá, fica o apelo habitual:

À partida para dois dias de reuniões à porta fechada com os cardeais de todo o mundo, o Papa Francisco pediu mais eficiência e transparência na Cúria, a administração central da igreja.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=4396699
 
É uma questão de tempo até observadores atentos notarem isto no supermercado:

Big brands and supermarkets are reducing the size of popular products without cutting prices in a surge of ‘shrinkflation’.

Everything from loaves of bread to frozen vegetables and chocolate bars are being reduced in size in what amounts to a stealth price rise for customers.

The ploy allows brands and supermarkets to protect profit margins without appearing to have raised prices.

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http://www.dailymail.co.uk/news/art...-brands-cut-size-products-not-price-them.html
 
Portugal é o único país europeu que não autoriza os Serviços de Informações a fazer escutas ou interceptar outras comunicações. Esta condição não nos deixa mais democráticos, mas sim mais vulneráveis

Aliás, sabe-se hoje que os atentados de 11/09 ou Charlie Hebdo se deveram a falhas da intelligence. Se o primeiro catapultou reformas significativas nos serviços norte-americanos, o segundo está a ter o mesmo efeito nos congéneres europeus. Porém, na “pole position” da intelligence europeia, Portugal parte em desvantagem: é o único país que não autoriza os Serviços de Informações a fazer escutas ou a interceder noutro tipo de comunicações, tornando o seu papel na detecção de potenciais ameaças um factor de somenos. Esta condição não nos deixa mais democráticos, mas sim mais vulneráveis.

Não se trata de um meio de obtenção de prova utilizado em processo penal – isso é deixado para os órgãos de policial criminal, coisa que os Serviços de Informações não são. Falamos da recolha de dados que afiram uma potencial ameaça. Dada a natureza críptica do terrorismo, o inimigo está muitas vezes escondido entre a população civil. A sua detecção é extremamente difícil e envolve um processo psicossocial de recolha de informações profundamente complexo – muitos não têm registo criminal, em alguns casos podem até ser altamente qualificados e estar bem inseridos. Esta tarefa torna-se mais hercúlea, ou tíbia, sem intercepção de comunicações ou a possibilidade de escutas. Não há identificação imediata da ameaça, logo um processo criminal não poderá ocorrer para se poder agir sobre tal. Dependemos, por isso, em larga medida, das informações dos nossos congéneres. Mas, e se ameaça nascer cá?

É preciso ver que as técnicas intrusivas de vigilância, como as escutas ou intercepção de outras comunicações, são a maneira mais eficaz na recolha de informações relacionadas com o terrorismo. Contudo, terá que haver sempre uma legitimação e controlo desse processo, para que não se degenere numa caça às bruxas. Tal poderá implicar, por exemplo, um conselho de juízes que fiscalize.

http://observador.pt/opiniao/escuchame/

Numa mesma crónica o estado de direito é criticado por impedir uma recolha de informação abrangente. Logo a seguir o estado de direito (neste caso os juízes) é indicado para regular o que impede. Mas publiquei este artigo dada a omnipresença da espionagem que inevitavelmente chegará ao retângulo (a realizada nacionalmente; a internacional já existe há muito). Em troca de uma vigilância omnipresente, a população devia pedir penas extraordinariamente pesadas para os abusadores do sistema. Por exemplo, já houveram agentes que usavam os serviços para espiar as companheiras. E ao contrário do que se possa pensar, os programas generalizados de espionagem NÃO são úteis contra o terrorismo.
 
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