Durante muitos anos a Esquerda trouxe na boca a economia paralela como salvação para o fim do défice.
O controlo é exagerado mas o défice continua.
Uma sopeira que leve a 5 ou 6 euros à hora, se for a declarar, para manter o rendimento, teria de levar a 10 euros à hora e perderia os clientes. Se declarar e mantiver o preço do serviço, passa a ficar com metade do rendimento, e aí se calhar compensa mais emigrar ou pedir apoios sociais. E é mesmo isto que tem acontecido, o fascismo fiscal e o excesso de regulamentação atiraram milhares para o desemprego ou para o RSI e para o sinistro negócio da pobreza, levado a cabo pelas IPSSs.
Um dia um Erasmus disse-me que pensava ir vender limonadas e batidos para os Aliados, para ganhar uns trocos, pois não via nada disso em Portugal, então expliquei-lhe o que era a ASAE...
A sopeira tem de ter o mesmo fascismo fiscal que um banco, cuja contabilidade é bastante complexa. Dá muito trabalho ir buscar o dinheiro às actividades financeiras e às empresas de fachada? pois dá mas não aceito que se perca dinheiro.
Tivemos NESTE GOVERNO fundações que receberam apoios financeiros sem suporte documental das actividades que pretendiam exercer. Como é que isto é possível?
