O Estado do País 2015

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Famílias vão menos ao supermercado e gastam mais nos cafés e restaurantes

Nos primeiros seis meses do ano, as famílias portuguesas colocaram no carrinho do supermercado menos 0,9% de produtos em comparação com o mesmo período de 2014. Deslocaram-se ainda menos vezes às lojas e há uma pequena mudança de comportamento: pela primeira vez desde 2012 estão a consumir mais fora de casa, nos cafés e restaurantes.

Há três anos, com as alterações na lista de bens com IVA, a aplicação de um imposto de 23%, em vez de 13%, à restauração e os cortes nos rendimentos, as famílias reduziram os gastos fora do lar, optando por cozinhar mais. Há, agora, sinais de mudança nos dados recolhidos pela Kantar Worldpannel, embora ainda seja preciso esperar para ver se a tendência é sólida. Certa é, para já, uma redução de 3,8% na quantidade de comida e bebida adquirida nos hipers e supermercados no primeiro semestre.

Paulo Caldeira, director de desenvolvimento de negócio na empresa de estudos de mercado, explica que as famílias frequentaram menos as lojas e, quando foram, compraram em mais quantidade. Ainda assim, o volume não foi suficiente para compensar a redução de visitas. Em média, os portugueses deslocaram-se 60,7 vezes, valor que compara com as 61,6 vezes registados em 2014 e as 63,7 vezes em 2011.

A Kantar identifica as alturas do dia em que as famílias consomem os produtos que compram nas prateleiras e, no primeiro semestre, concluiu que houve uma redução de 19% destas ocasiões no período após o jantar, de 20% no lanche da tarde e de 10% no pequeno-almoço, o que pode indicar uma transferência destes momentos para gastos em cafés. “Dentro de casa os momentos de consumo estão a cair”, continua o responsável, revelando que as ocasiões destinadas à confecção de comida recuaram 5%. “Em termos globais, as categorias de produtos que mais perdem [com esta mudança] são a carne e os legumes e o bacalhau”, detalha.

No carrinho de compras há também mais predominância de artigos relacionados com momentos de prazer: doces (4,9% de crescimento em volume), artigos de beleza (0,2%) e alimentos já preparados ou convenientes para cozinhar, como as massas refrigeradas (0,3%). É um consumidor “guloso, vaidoso, preguiçoso” que emerge, comenta Sónia Antunes, directora da Kantar.

As promoções ordenam

As promoções continuam a marcar o rumo e a definir escolhas. No primeiro semestre, em cada 100 compras 56,9 incluíram, pelo menos, um produto com desconto. Isto representa um aumento significativo em comparação com o mesmo período do ano passado (51%). Em 2014, as famílias pouparam em média 67 euros graças às promoções. “Considerando que o gasto médio por compra é de 25 euros, quer dizer que podemos trazer três cestas grátis por ano”, exemplifica Sónia Antunes. Com o reforço em campanhas seguido por todos os operadores da grande distribuição, aumentou também a percentagem média de desconto: de 29% em 2013 para 32% em 2014.

Este cenário ajuda a explicar o reforço da liderança das marcas de fabricante, em oposição às da grande distribuição. Depois de anos a crescer, os produtos comercializados com a marca dos supermercados voltaram a reduzir a sua quota de mercado entre Janeiro e Junho de 2015, face ao período homólogo: de 37,3% para 34,4%. Já as marcas detidas pela indústria do grande consumo valem 65,5% do mercado.

As vendas feitas através da Internet registaram algum dinamismo. “Quem comprava, tinha deixado de o fazer nos últimos tempos mas hoje nota-se uma recuperação de clientes”, diz Sónia Antunes. Em Portugal, apenas 0,6% dos gastos com bens de grande consumo são feitos online, uma percentagem bastante abaixo de países como o Reino Unido (6%), França (4,3%) ou Alemanha (1,4%). A Coreia do Sul é o país do mundo onde se compra mais na Internet produtos típicos dos supermercados (13,2%).

Em jeito de conclusão, Sónia Antunes refere que as famílias estão “fixadas nas promoções”, vão menos às compras, mas aproveitam cada ocasião para incluir produtos com desconto no carrinho. Ao mesmo tempo, preferem artigos práticos e convenientes para cozinhar e estão a consumir mais fora de casa.

As perspectivas para 2015 são optimistas. Apesar da contracção de 0,9% registada no primeiro semestre em termos globais, a directora da Kantar Worldpanel refere que “as últimas semanas apresentam sinais positivos”. “Globalmente quase todos os sectores estão ligeiramente positivos”, repete, alertando que os acontecimentos na Europa e no mundo podem influenciar as estimativas.

Prevê-se estabilidade no consumo de combustível e em alimentos para animais, por exemplo, e crescimentos nos produtos frescos e bebidas. Esta última categoria está mais dependente de fenómenos como o clima. Um Verão quente é sinónimo de aumentos de vendas de sumos e cerveja.

Fonte: Publico

Pelo menos, no Algarve, é vê-los cheios e a facturarem que nem moscas, mas no final lá vem queixarem-se da crise e do IVA, :rolleyes:
 
a certificação internacional do inglês não serve pra nada a não ser que emigres para a américa do norte ou austrália onde esse documento é necessário para a licença de trabalho. No nivel etário em que é proposto é um negócio, uma aldrabice para alguém ganhar dinheiro.

o exame é obrigatório, a liberdade de cada um ensinar também está ai... e então? porque é que os resultados são cada vez piores? porque é que o investimento diminui?

É tudo uma questão de escala. Primeiro fecha na Amareleja e vão todos pra Moura. Depois fecha em Moura e vão todos para Beja... depois fecha em Beja e vão todos para Évora... depois fecha em Évora e vão todos pra Lisboa.
 
É tudo uma questão de escala. Primeiro fecha na Amareleja e vão todos pra Moura. Depois fecha em Moura e vão todos para Beja... depois fecha em Beja e vão todos para Évora... depois fecha em Évora e vão todos pra Lisboa.

Então segundo a tua lógica é melhor ter 2 ou 3 alunos em cada escola? Se não há crianças nas aldeias o que querias? :rolleyes:

Quando se faz é porque se faz, quando não se faz é porque não se faz... Este tem sido problema da esquerda em Portugal, é só dizer mal por dizer, mas ideias construtivas? Pois... zero...
 
O problema do exame de Inglês no nono ano não é o exame de Inglês em si. É a negociata (sim, só pode ser uma negociata e um dia há-de ser explicada ou então não) com Cambridge. Este ano sucederam coisas do arco da velha. Cambridge elabora os exames (até porque não há no ME quem possa fazê-lo, pelos vistos), requisita professores do ensino público para os vigiar e corrigir e ainda exige que eles sejam certificados por eles. Ou seja, este ano, colegas faltaram a aulas nas suas turmas na escolas pública para embarcarem nestas andanças vergonhosas. Alguém que me explique porque não pode ser tudo isto feito com meios públicos até porque os exames nacionais de 11º e 12º anos de Língua Inglesa, naturalmente bem mais complexos, abrangentes e fundamentais para o prosseguimento de estudos, são elaborados como todos os outros exames nacionais. E não me venham com a história da certificação que isso é patético nesta idade e com o nível de língua em causa. Já agora, o exame do ano lectivo passado era inenarrável dada a sua facilidade extrema. Devo dizer que apesar de não ter votado nesta corja que nos (des)governa e de me sentir frequentemente envergonhada por ela, fiquei bastante entusiasmada quando soube que o MdE seria Nuno Crato, sobre quem tinha expectativas elevadas. Deduzo que para não destoar muito dos colegas tinha de revelar-se um flop mas também não era preciso tanto. O início deste ano lectivo foi exemplificativo...
 
A Educação é uma valente bolha mantida artificialmente pelo Estado em prejuízo das famílias que estoiram as poupanças.

Nunca se gastou tanto dinheiro em explicações. Algo de grave se passa nas escolas, pois num passado recente os programas até eram mais exigentes (anos 80) e só iam para explicadores os alunos com muitas dificuldades. Eu acho que tem a ver com a má organização dos horários, cada turma deveria ter a sua sala e não trocar de sala, as aulas deveriam ter pelo menos uma hora e meia e nunca deveria haver furos nos horários dos alunos, por outro lado tem de se arranjar uma maneira de avaliar os professores, e as turmas não deveriam ter mais de 25 alunos, não funciona na prática por muito que digam o contrário.

Os livros escolares são uma roubalheira, e é algo que poderia ter solução fácil, se fossem lançados em PDF com um preço justo. Assim cada livro poderia custar menos de 10 euros, e os alunos só imprimiam à medida das necessidades.

Os guias de preparação para exames poderiam ser editados pela Imprensa Nacional, com toda a matéria sujeita a avaliação. Um aluno que estudasse pelo guia deveria ter todo o conhecimento necessário para poder ter 20.

Nas Universidades no futuro as aulas teóricas terão um fim, bem como os seminários, pois as aulas serão gravadas e disponibilizadas com password aos alunos nas páginas das faculdades, os seminários poderão ser em live stream e os alunos só necessitarão de ir às faculdades para ter as aulas práticas, com organização poderão ter apenas 2 dias de aulas o que se traduzirá em poupanças em transportes, maior disponibilidade de tempo para estudar e para trabalhar. Infelizmente a mentalidade portuguesa ainda não está preparada para esta revolução. Os professores teriam muito a ganhar pois teriam mais tempo livre para fazerem investigação.

O Estado continua a não disponibilizar informação acessível a todos, bem clara, sobre a empregabilidade de cada par estabelecimento/curso, os jovens continuam a ir ao «engano» mesmo para cursos da área da Saúde como enfermagem ou Medicina Dentária, depois não têm emprego e naturalmente são obrigados a emigrar.
 
Então segundo a tua lógica é melhor ter 2 ou 3 alunos em cada escola? Se não há crianças nas aldeias o que querias? :rolleyes:

Quando se faz é porque se faz, quando não se faz é porque não se faz... Este tem sido problema da esquerda em Portugal, é só dizer mal por dizer, mas ideias construtivas? Pois... zero...

E se o Estado quiser tranformar Bragança numa cidade com 100 mil habitantes? Se Palencia tem, porque não pode ter Bragança?

Porque é que a Amadora tem de ter 200 mil?
 
Os livros escolares são uma roubalheira, e é algo que poderia ter solução fácil, se fossem lançados em PDF com um preço justo. Assim cada livro poderia custar menos de 10 euros, e os alunos só imprimiam à medida das necessidades.

o que te leva a pensar que os livros iriam custar 10 euros? o mercado atual de 80 milhões evaporava-se?

«Cada ministro que chega muda substantivamente o currículo das principais disciplinas. É impossível vender manuais que estão impressos se o currículo da disciplina se alterou. Existe um enorme custo de comercialização dos manuais escolares, porque as editoras têm de concorrer para conseguir que os seus produtos sejam escolhidos por esta ou aquela escola.»
 
o que te leva a pensar que os livros iriam custar 10 euros? o mercado atual de 80 milhões evaporava-se?

«Cada ministro que chega muda substantivamente o currículo das principais disciplinas. É impossível vender manuais que estão impressos se o currículo da disciplina se alterou. Existe um enorme custo de comercialização dos manuais escolares, porque as editoras têm de concorrer para conseguir que os seus produtos sejam escolhidos por esta ou aquela escola.»


As editoras são fáceis de pôr na ordem, basta a Imprensa Nacional começar a lançar os livros escolares.

Se desaparece o mercado dos livros escolares, que não é mais que uma bolha artificial, mantida pelo sistema, as famílias ficam com 250 a 500 euros no bolso todos os anos, por cada criança ou jovem. Esse dinheiro entrará na mesma na economia.
 
tu fizeste uma migração interna pra estudar. Não foi por culpa de nenhum estaline.

E quantos vivem no interior do país e não querem estudar nas universidades do interior e preferem ir para Lisboa ou Porto, para estarem longe das famílias e terem muito mais liberdade do que estudassem perto de casa. No Algarve, se quiseres ir para a Universidade se viveres em Sagres ou mesmo em Aljezur de onde tu és natural, não sei como também fizeste essa migração interna e tiveste que vir para Faro.

Não sei, como fazes a tua vida em Faro e não foste para Aljezur, assim que acabaste os estudos.

Até eu, tive que migrar para ir estudar para Faro e cheguei a trabalhar em Faro, a culpa tinha o Estaline, mas agora faço a minha vida em Olhão e sou muito mais feliz sem enfrentar as filas de trânsito todas as manhãs para entrar em Faro, lá lixei o Estaline. :rolleyes: :lol:
 
O Estado há uns anos tentou reduzir vagas de cursos no litoral e aumentar no interior e teve como resultado um aumento do número de alunos das privadas de Lisboa e do Porto.

Nem todos, eu sou de natural de Lisboa e fui estudar Eng. Florestal para Bragança, no IPB a maioria dos alunos são do Litoral, principalmente do Minho, embora haja alunos de todo o País, mesmo dos Açores e da Madeira. E para já alunos não vão faltando.

E se o Estado quiser tranformar Bragança numa cidade com 100 mil habitantes? Se Palencia tem, porque não pode ter Bragança?

Porque é que a Amadora tem de ter 200 mil?

E achas que os estado devia fazer isso? Criar por exemplo gulags no Interior para todos os desempregados e obrigar as pessoas a ir para lá? :rolleyes:

Infelizmente Bragança não tem 100mil habitantes, aliás fazem falta cidades dessa dimensão no Interior, mas infelizmente não há forma de inverter a tendência de despovoamento que o Interior tem sofrido, sem medidas "à soviética", que obviamente não sou apologista, não sei como se pode inverter este ciclo.
 
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As cidades espanholas de média dimensão como Cáceres, Badajoz ou Ourense têm incomparavelmente mais vida que as cidades portuguesas do interior. Seja Verão seja Inverno as ruas e praças estão cheias de jovens e de vida, há pessoas na rua a conviver, há bares cheios. As cidades portuguesas do interior são tristes e estão sem jovens. Os velhos portugueses são tristes e aborrecidos, por comparação com os de outros países que nos visitam. O interior está assim mas o problema não está só nas políticas de Lisboa, está na cabeça das pessoas, está na mentalidade dos portugueses.
 
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As cidades espanholas de média dimensão como Cáceres, Badajoz ou Ourense têm incomparavelmente mais vida que as cidades portuguesas do interior. Seja Verão seja Inverno as ruas e praças estão cheias de jovens e de vida, há pessoas na rua a conviver, há bares cheios. As cidades portuguesas do interior são tristes e estão sem jovens. Os velhos portugueses são tristes e aborrecidos, por comparação com os de outros países que nos visitam. O interior está assim mas o problema não está só nas políticas de Lisboa, está na cabeça das pessoas, está na mentalidade dos portugueses.

Tenho que discordar contigo, falando de Bragança, exemplo que conheço bem já que vivi lá alguns anos, o que não falta é gente na rua ou animação noturna com bares e festas, para isso muito contribuem os 7000mil estudantes do IPB, numa cidade que deve ter uns 30mil habitantes o numero de estudantes é muito significativo e contribui de forma muito positiva na economia da cidade, se algum dia o IPB fechar quase que podem fechar Bragança também, já que é única forma de a cidade estar sempre cheia de jovens, o que está a faltar é fixar alguns desses jovens que estudam no Interior, nas cidades do Interior.
Pelo menos nas cidades universitárias Interior Norte e centro, como Bragança, Vila Real, Viseu ou Covilhã malta jovem vinda do Litoral a estudar e a permanecer nestas cidades não falta, infelizmente a permanência nestas cidades é temporária, já que quando acabam os seus cursos, a malta jovem vai toda embora, inclusive os que são naturais do Interior.

O IPB foi considerado o melhor politécnico do País pelo segundo ano consecutivo, para além de ser a 7ª melhor instituição de ensino superior em Portugal, mesmo estando numa região ultra periférica despovoada e com pouca massa critica. Este instituto é um dos motivos que me faz ter alguma esperança quanto ao futuro de Trás-os-Montes, e tenho orgulho em me ter formado nesta academia.

http://www.tvregioes.com/videos/ipb-entre-os-10-melhores-institutos-do-pais-tvregioes/
 
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