@Orion
O mais engraçado, é que isto nem sequer é verdade. A não ser que tivesses acrescentado a expressão 'em Portugal'. O que não falta por essa Europa fora (sim, a democracia vai um bocadinho para lá das nossas fronteiras) são exemplos que desmentem essa afirmação. Alguns deles nos países Nórdicos que, como todos sabemos, são um atraso de vida e um péssimo exemplo de cidadania e civilização. Aconselho o estudo da relação entre os vitoriosos eleitorais e quem governa na Dinamarca, na Noruega, no Luxemburgo, na Bélgica...

Como toda a gente sabe os partidos que conseguiram 1/5 dos votos e que tentam chegar ao poder de qualquer maneira é que são verdadeiros democratas.
De resto é simples, teremos um governo minoritário enquanto durar. O PS sabe bem que se tentar forçar eleições antecipadas será simplesmente arrasado. Formar um governo à esquerda seria desrespeitar a maioria dos eleitores (em democracia penso que quem é mais votado forma governo... é um principio básico).
No fundo muito drama que não vai resultar em nada... Apenas uma tentativa gorada de assalto ao poder. No fundo aquilo que todos à sua maneira gostam.
Mas tem sentido o PR dar iniciativa aos partidos derrotados para formar governo?
Só com a conversa destes dias, se amanhã houvesse novas eleições, o PS já perderia mais uns largos milhares de votos da parte dos socialistas do centro que acham surreal esta conversa toda de governos com PCP, e outros tantos para a extrema-esquerda por acharem que já não é necessário voto útil no PS pois podem fazer parte da solução.
Cláudia, mas isso é uma evidência, são países muito avançados, quem nos dera estar ao nível deles.
A questão que se coloca não é essa, a questão que se coloca é de uma potencial coligação entre dois blocos com programas inequivocamente opostos.
O povo, democraticamente, disse que não queria a coligação a governar em maioria absoluta, sendo assim, respeitando a vontade popular, a coligação DEVE estabelecer um acordo com o PS, ideologicamente mais próximo, e fazendo algumas cedências, como é óbvio. E o PC e o BE, se quiserem ter uma postura mais construtiva, também poderiam cooperar, o BE , por exemplo, tem algumas ideias interessantes na ecologia, mas se calhar já estou a pedir muito.
P.S. E equívoco meu ou, pelo que li, até encaravas a hipótese de votar Marcelo?
Mas tem sentido o PR dar iniciativa aos partidos derrotados para formar governo? E faz sentido serem os derrotados a governar? O PSD e oCDS-Partido PopularCDS-PauloPortas (no fim de contas aquele partido é um one man show) é têm de decidir o que querem fazer e depois arcar com as consequências.
Vira o tabuleiro ao contrário. E o PS tivesse ganho e PSD/CDS a tentasse o mesmo golpe? Seria gritos de fascismo, distorção da democracia e outras coisas. É simplesmente mau perder. Individualmente não venceram e agora tentam distorcer o que os portugueses querem. Tenham dó. Tenham a mesma coluna vertebral (tu que muito abordas isso) de admitir a derrota e tentar convencer os portugueses de que merecem mais votos.
É um circo autêntico. O BE e o PCP que tanto criticam as mudanças de opiniões dos outros estão a fazer o mesmo. Que eu saiba quem votou no PS não votou no BE nem no PCP. As outras variantes também se aplicam. E que tal um referendo?![]()
Ora aí é que está! Logo no dia a seguir às eleições, ouvi, alto e bom som, num local público, a seguinte afirmação: "Vivo num país de anormais. Como é possível terem votado naqueles fascistas?"1 - O Presidente da República chama o líder do partido mais votado para formar governo. Nada mais normal, mas para a esquerda é um escândalo. Nem vale a pena perder tempo a discutir se o PS tem mais deputados que o PSD sozinho (ainda por definir com os votos da emigração), o que interessa é que os dois partidos da coligação PaF concorreram com o mesmo programa eleitoral, que foi o mais votado, logo tem que ser o seu líder a ser indigitado como Primeiro Ministro. A isto chama-se Democracia, e num país normal não incomodaria ninguém. [...]
Paulo Portas escolheu o duelo com o seu preferido parceiro de governo para se afirmar como candidato a primeiro-ministro. E deixou pela primeira vez a indicação de que, para si, o importante é que haja governo de maioria (à direita) - "é isso que o Presidente quer".
Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará. E afirmou-se, a cada ponto do debate, mais competente do que Passos, merecedor portanto de ser mais votado do que ele.