O Estado do País 2015

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Naturalmente Marcelo não terá o meu voto.
Estou indeciso entre Sampaio da Nóvoa e Edgar Silva esperando pela apresentação da candidatura de forma oficial.
 
@Orion

O mais engraçado, é que isto nem sequer é verdade. A não ser que tivesses acrescentado a expressão 'em Portugal'. O que não falta por essa Europa fora (sim, a democracia vai um bocadinho para lá das nossas fronteiras) são exemplos que desmentem essa afirmação. Alguns deles nos países Nórdicos que, como todos sabemos, são um atraso de vida e um péssimo exemplo de cidadania e civilização. Aconselho o estudo da relação entre os vitoriosos eleitorais e quem governa na Dinamarca, na Noruega, no Luxemburgo, na Bélgica...

Mas tem sentido o PR dar iniciativa aos partidos derrotados para formar governo? E faz sentido serem os derrotados a governar? O PSD e o CDS-Partido Popular CDS-PauloPortas (no fim de contas aquele partido é um one man show) é têm de decidir o que querem fazer e depois arcar com as consequências.

Vira o tabuleiro ao contrário. E o PS tivesse ganho e PSD/CDS a tentasse o mesmo golpe? Seria gritos de fascismo, distorção da democracia e outras coisas. É simplesmente mau perder. Individualmente não venceram e agora tentam distorcer o que os portugueses querem. Tenham dó. Tenham a mesma coluna vertebral (tu que muito abordas isso) de admitir a derrota e tentar convencer os portugueses de que merecem mais votos.

É um circo autêntico. O BE e o PCP que tanto criticam as mudanças de opiniões dos outros estão a fazer o mesmo. Que eu saiba quem votou no PS não votou no BE nem no PCP. As outras variantes também se aplicam. E que tal um referendo? :lol:
 
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Como toda a gente sabe os partidos que conseguiram 1/5 dos votos e que tentam chegar ao poder de qualquer maneira é que são verdadeiros democratas.

De resto é simples, teremos um governo minoritário enquanto durar. O PS sabe bem que se tentar forçar eleições antecipadas será simplesmente arrasado. Formar um governo à esquerda seria desrespeitar a maioria dos eleitores (em democracia penso que quem é mais votado forma governo... é um principio básico).

No fundo muito drama que não vai resultar em nada... Apenas uma tentativa gorada de assalto ao poder. No fundo aquilo que todos à sua maneira gostam.

O PCP já clarificou o "chegar ao poder de qualquer maneira": Não aprovará qualquer proposta de PSD e CDS. São 17 votos que estes partidos não terão. O que vai fazer o PS, não sei.

O PS já disse o que vai fazer?

Formar um governo à esquerda só será possível depois de um governo PSD+CDS ser rejeitado na assembleia. Isso ainda não aconteceu.

Esta ideia também é interessante: os eleitores do PSD e do CDS acham que o PS está refém da sua vontade apesar de só ter menos 3 ou 4 deputados que o PSD. Ainda não perceberam nada... está no adn desta coligação desde o início o desprezo pelos outros. É como lavrar um campo de batatas.
 
Mas tem sentido o PR dar iniciativa aos partidos derrotados para formar governo?

Não é nada disso que está em causa. Só há outra solução se a 1ª não tiver os votos que pretende ter. E se não tiver... que pode o Presidente fazer? Não aceitar o governo que ele queria? Ele não pode dissolver o parlamento, esse poder ele já não tem.
 
Só com a conversa destes dias, se amanhã houvesse novas eleições, o PS já perderia mais uns largos milhares de votos da parte dos socialistas do centro que acham surreal esta conversa toda de governos com PCP, e outros tantos para a extrema-esquerda por acharem que já não é necessário voto útil no PS pois podem fazer parte da solução.

Não consigo perceber porque é que é tão dificil o PS votar à direita e ao mesmo tempo parece tão fácil votar à esquerda. Porque é que durante 3 horas de reunião, aparentemente não se falou de nada se os tiveram ali na frente... porque não pagaram o resgate do coitado do PS armadilhado?

Se alguma coisa estas eleições provaram é que o centro não existe. Não há lá votos nenhuns. E isso é mérito do governo anterior.

E isso também é um aviso para os "Marcelos".
 
Cláudia, mas isso é uma evidência, são países muito avançados, quem nos dera estar ao nível deles.

A questão que se coloca não é essa, a questão que se coloca é de uma potencial coligação entre dois blocos com programas inequivocamente opostos.

O povo, democraticamente, disse que não queria a coligação a governar em maioria absoluta, sendo assim, respeitando a vontade popular, a coligação DEVE estabelecer um acordo com o PS, ideologicamente mais próximo, e fazendo algumas cedências, como é óbvio. E o PC e o BE, se quiserem ter uma postura mais construtiva, também poderiam cooperar, o BE , por exemplo, tem algumas ideias interessantes na ecologia, mas se calhar já estou a pedir muito.

P.S. E equívoco meu ou, pelo que li, até encaravas a hipótese de votar Marcelo?

É uma evidência? Não parece quando se diz taxativamente que quem ganha é quem governa quando simplesmente isso não é assim e existem, mundo fora, vários exemplos disso mesmo e em países muito mais civilizados que o nosso. Quis apenas rectificar uma coisa que não correspondia, de todo, à verdade.
O que deve ou não acontecer pouco importa. O que importa é o que vai acontecer. Nem sempre são a mesma coisa. E a democracia apresenta hipóteses. Não há só um caminho. Podemos concordar ou discordar, mas não deixam de ser legítimas.
Quanto às Presidenciais, não faço a menor ideia de quem irá merecer o meu voto. Ainda não sei. Não sei quem mais se apresentará, se alguém desistirá ou não, nem as circunstâncias do país em Janeiro. Se a pergunta é no sentido de eu excluir totalmente a hipótese de votar em Marcelo? Não, não excluo. Se é provável que vote nele? Não me parece. De qualquer modo, julgo que pior PR do que Cavaco Silva não será. Aliás, acho que isso seria difícil para não dizer impossível. Tem uma coisa que valorizo nas pessoas em geral: é culto. Aquele ar de superstar é que já não me agrada tanto, mas pessoas perfeitas não existem.
 
1 - O Presidente da República chama o líder do partido mais votado para formar governo. Nada mais normal, mas para a esquerda é um escândalo. Nem vale a pena perder tempo a discutir se o PS tem mais deputados que o PSD sozinho (ainda por definir com os votos da emigração), o que interessa é que os dois partidos da coligação PaF concorreram com o mesmo programa eleitoral, que foi o mais votado, logo tem que ser o seu líder a ser indigitado como Primeiro Ministro. A isto chama-se Democracia, e num país normal não incomodaria ninguém.

2 - Um Primeiro Ministro indigitado apresenta o seu governo na AR. A oposição aprova uma Moção de Rejeição do Programa de Governo e o governo não é empossado. O Presidente da República chama o líder do 2º partido mais votado para formar governo. A acontecer, seria tudo normalíssimo. A maioria dos deputados rejeita o governo proposto, isto é Democracia, os deputados foram eleitos democraticamente. Se o líder do 2º partido mais votado consegue aprovar o seu governo na AR, é também a democracia a funcionar. Não há qualquer razão para chamar a isto Golpe de Estado.

3 - Na minha opinião, continuo a achar extremamente improvável um governo PS com bênção do Bloco e da CDU. O PS está a usar esta ameaça como chantagem sobre o vencedor das eleições. Sendo assim, o PSD se for inteligente não negoceia com o PS. Manda para a Comunicação Social algumas cedências menores (presidência da AR, reposição dos feriados, adopção por gays, ...) e diz que já cedeu o máximo. Apresenta o governo ao PR e à AR e o PS que decida o que quer fazer.
Se o PS aprovar a Moção de Rejeição e posteriormente fizer governo com apoio ou participação da extrema esquerda, PSD e CDS ficam na poltrona à espera da inevitável maior maioria absoluta de sempre na História democrática portuguesa, nas eleições que se seguiriam à zanga das comadres. Os partidos da Direita terão mais a ganhar em ir agora para a oposição, do que ficarem toda a legislatura sob a a ameaça de um PS moribundo. A ver se têm a inteligência de perceber isso.
 
Mas tem sentido o PR dar iniciativa aos partidos derrotados para formar governo? E faz sentido serem os derrotados a governar? O PSD e o CDS-Partido Popular CDS-PauloPortas (no fim de contas aquele partido é um one man show) é têm de decidir o que querem fazer e depois arcar com as consequências.

Vira o tabuleiro ao contrário. E o PS tivesse ganho e PSD/CDS a tentasse o mesmo golpe? Seria gritos de fascismo, distorção da democracia e outras coisas. É simplesmente mau perder. Individualmente não venceram e agora tentam distorcer o que os portugueses querem. Tenham dó. Tenham a mesma coluna vertebral (tu que muito abordas isso) de admitir a derrota e tentar convencer os portugueses de que merecem mais votos.

É um circo autêntico. O BE e o PCP que tanto criticam as mudanças de opiniões dos outros estão a fazer o mesmo. Que eu saiba quem votou no PS não votou no BE nem no PCP. As outras variantes também se aplicam. E que tal um referendo? :lol:

Mas quem é que disse isso? Aliás, essa questão nem sequer se coloca. A única pessoa a ter sido chamada a Belém foi PPC e o recado foi claro. Pelo que li, o encontro de segunda-feira entre Costa e CS foi um pedido de Costa, pelo que essa história de o PR dar a iniciativa aos partidos derrotados é ficção.
Se a esquerda se unisse e assim quisesse, a coligação não governaria. Isto não é uma opinião, desejo ou previsão. É um facto. Claro que isso tem consequências para todos os envolvidos. Mas o seu oposto também tem. O que eu quis dizer e tu não percebeste ou não quiseste perceber, é que é possível, sim, quem ganhar não governar sem que tal implique um golpe de estado. Foi o PR que disse que queria uma solução estável e duradoura. Se não for possível alcançar isso, há alternativas. Agradem-te elas ou não. Aliás, é isso mesmo a democracia. Já agora, em 2011 quem votou PSD também não votou CDS-PP e tiveram que levar com eles. Como já disse, não votei PSD em 2011 por uma série de motivos (votei em branco, já agora), mas não seria algo impossível de acontecer. No entanto, jamais votaria em qualquer solução que incluísse o CDS-PP.
 
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1 - O Presidente da República chama o líder do partido mais votado para formar governo. Nada mais normal, mas para a esquerda é um escândalo. Nem vale a pena perder tempo a discutir se o PS tem mais deputados que o PSD sozinho (ainda por definir com os votos da emigração), o que interessa é que os dois partidos da coligação PaF concorreram com o mesmo programa eleitoral, que foi o mais votado, logo tem que ser o seu líder a ser indigitado como Primeiro Ministro. A isto chama-se Democracia, e num país normal não incomodaria ninguém. [...]
Ora aí é que está! Logo no dia a seguir às eleições, ouvi, alto e bom som, num local público, a seguinte afirmação: "Vivo num país de anormais. Como é possível terem votado naqueles fascistas?"
Esta frase foi proferida por uma pessoa que se diz "Comunista" e que vota no, segunda a mesma, único partido com uma verdadeira história de luta e, logo, com legitimidade democrática - não sei o que isto quer dizer, mas foi o que ouvi - (o PCP). Diz-se, portanto, democrata. E aqui está a sua "democracia": Não aceita o resultado das eleições! Insulta os seus compatriotas apelidando-os de "anormais"... Enfim, vivo numa das zonas mais Vermelhas do país, estou habituado a ouvir muita retórica sobre a esquerda e a sua "superioridade moral" (dizem eles...). Foi a única zona do país em que fui diretamente e sem rodeios apelidado de "reacionário" apenas porque não partilho do "ideal comunista". Acresce o facto, terrível para estes meus amigos Alentejanos, de eu ser natural de Viseu (o outrora famoso "Cavaquistão"... como é possível vocês lá no Norte gostarem tanto desse homem que tanto mal fez e faz ao país?, dizem-me amiúde.)
E mais não digo... ainda temos que crescer no que ao entendimento da democracia diz respeito. Em especial os autointitulados "Pais da Democracia"...
 
Ora recuemos, pois então, a 2011 e atentemos nas palavras desse grande democrata, agora Vice PM de Portugal, chamado Paulo Portas. A posteridade tem destas coisas.

Paulo Portas escolheu o duelo com o seu preferido parceiro de governo para se afirmar como candidato a primeiro-ministro. E deixou pela primeira vez a indicação de que, para si, o importante é que haja governo de maioria (à direita) - "é isso que o Presidente quer".

Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará. E afirmou-se, a cada ponto do debate, mais competente do que Passos, merecedor portanto de ser mais votado do que ele.


http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1851772&page=1
 
Porque se diz que uma imagem vale mais de mil palavras.
"Oh tempo volta pr'a trás..."

 
Vamos a factos reais, números concretos:

Abstenção: 43,00%
Brancos: 1,61%
Nulos: 2,09%

Total votos invalidos: 46,7%
Total votos válidos: 53,3%

Somados os votos de todos os partidos com assento parlamentar, e subtraídos os votos daqueles que não têm assento parlamentar, quanto resulta?

No mínimo, resulta na vontade dos portugueses em querer um governo com minoria, representado pelo vencedor nas eleições. Esperam que os restantes partidos defendam os seus ideais, mas que sejam responsáveis, que haja consensos, que respeitem a vontade popular, que levem Portugal a bom porto.

É essa é que é essa, a verdade verdadeira!

Não há maiorias absolutas, todos juntos são minoria!
 
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