O Estado do País 2015

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Ou seja, um governo sem poderes, em gestão, não é um papão. Um governo de maioria parlamentar de esquerda e é o fim do mundo em cuecas. Talvez o melhor seja um governo em gestão eternamente. Poupa-se nas eleições e tudo.
Continuemos sempre a variar como fizemos nos últimos 41 anos: ora este, ora o outro. Afinal de contas tem corrido tão bem, para quê mudar?
 
Thanks, @David sf . Era apenas para satisfazer a minha curiosidade relativamente à tua convicção.
Não me parece que o James ache que é estratégia ou não teria usado o argumento das cedências para tentar uma aproximação ao PS. Ou é uma coisa ou outra. As duas não serão certamente.
 
Paulo Morais a marcar pontos. Quanto a Marcelo, tudo fixe.

O candidato presidencial Paulo Morais pediu hoje a Marcelo Rebelo de Sousa para abdicar do cargo de conselheiro do estado por entender que a entrada na corrida a Belém é incompatível com cargos políticos.
 
O quinteto que representa o partido mais perdedor das últimas eleições e que tem andado a passear por Lisboa a procura de mais fiéis para a sua religião diz que as 23 medidas propostas pela coligação são insuficientes . Já para não falar de um partido mais minoritário querer impor - se a um partido com mais votos ser um pouco estalinisya ( mas este quinteto com certeza aprecia Marx e Estaline) , mas o que eles querem é depois dizer aos netos que estiveram no Governo, mesmo sem saber como nem porque foram lá parar.

Para os democratas de esquerda que estão sempre a falar do Norte / Centro da Europa, e verdade que eles negoceiam muito ( cá ainda não vi ninguém a negociar), são muito desenvolvidos, por isso acham o marxismo - leninismo um conto de crianças e fazem negociações com partidos próximos do seu programa político. O facto do PS se querer coligar com partidos muitíssimo longe do seu programa apenas significa que quer o poder puro e duro caído do céu.
 
Os juros da dívida de longo prazo subiram.
E um momento histórico, pois trata - se do primeiro grande feito da grande coligação de esquerda que vai mudar Portugal ( para pior, como é óbvio) .

Eu até propunha que todos os votantes que votaram PS, bloco e PC pagassem este gigantesco custo acrescido que o país vai ter que suportar. Mas claro que, como grandes patriotas de esquerda que são, não se importam minimamente de fazer isso.
 
"O governo grego já enviou para o Parlamento um novo pacote de reformas que têm de ser aprovadas durante esta semana. Só a aprovação do Parlamento, que deverá acontecer no sábado, garante à Grécia uma tranche do terceiro resgate no valor de 2.000 milhões de euros."

O próximo governo de Portugal terá de manter uma economia minimamente sustentável - com todas as medidas que isso implica. Caso contrário: dívidas e falência! Penso que todos se lembram das imagens da Grécia com filas intermináveis para levantar uns eurinhos no multibanco...
Será que o BE e o PCP têm a noção do tipo de campanha que fizeram e das incompatíveis e incomensuráveis cedências que têm de fazer para formar governo com o PS? E aquele assunto de "fora com o Euro", abaixo a UE, "Troika rua", NATO nunca mais??
Bom espero, sinceramente, que haja bom entendimento entre todos e que o primado do interesse nacional seja efectivamente valorizado. Só assim os sacrifícios que passamos não terão sido em vão. Importa que não haja mais comissões de FMI's e etc. para governar a nossa casa, nem resgates. Juizinho portanto!
 
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Eu pensava que, após toda a gente ter observado in loco o gigantesco e vergonhoso embuste político que foi o syrisa na Grécia, as pessoas ( e os políticos em especial) teriam assimilado isso é ganho algum juízo. Mas não contava com o crónico analfabetismo funcional de grande parte da população, que nos impede de evoluir.

Já agora, para quem fala na legitimidade política desta CP do PS, convém lembrar a forma a mesma CP chegou ao poder no PS. Passando por cima dos estatutos, disseram a Seguro para se ir embora, não esperando pelo próximo congresso e nem se dando ao trabalho de convocar um congresso extraordinário ( que não seria difícil de convocar) . Só espero que a ala mais responsável e democrática do partido não perca tempo e os despache depressa.
 
Seria curioso,embora eu não defenda soluções não democráticas pois para isso já temos a esquerda, saber as consequências que teria se os deputados eleitos pela coligação recusasse tomar os seus lugares na AR ( falta de quórum, por ex. ) . ..

Eu não defendo soluções que enterrem mais o país ( para isso já temos a maioria de esquerda que vai enterrar mais o país) mas ouvi dizer que há gente dentro dos partidos da coligação disposta a ir por esse caminho e outros.
 
O jogo começa a ficar mais sério....
próximos capítulos dentro de momentos...

Passos quer "ponto final": o país não pode ficar "refém de um jogo político-partidário"

"Não vamos virar o resultado das eleições do avesso", diz o líder do PSD. Passos não vai ter mais reuniões com o PS "para fazer de conta ou simular que se está a alcançar algum resultado".

O líder do PSD "não vai aceitar que o país fique refém de um jogo político-partidário" e pede um "ponto final" nas negociações entre partidos: quem ganhou as eleições foi a coligação PSD/CDS e não o PS.

À margem de uma reunião da Concertação Social, esta quarta-feira, Pedro Passos Coelho rejeitou o que diz ser a "chantagem política" feita pelo PS, PCP e Bloco de Esquerda.

O primeiro-ministro recusa participar num jogo "que inverte ou perverte" o resultado das eleições de 4 de Outubro.

"Talvez seja altura de pôr um ponto final naquilo que o país tem vindo a assistir de forma atónita. Dá a impressão que o PS ganhou as eleições e está a fazer diligências para formar Governo", afirmou.

"Está na altura de dizer de forma audível que o Partido Socialista perdeu as eleições", diz Passos, que pede "humildade" ao PS. “As eleições tiveram um vencedor conhecido, a coligação Portugal à Frente."

"Já tive duas reuniões com o PS e não tenciono ter mais nenhuma para fazer de conta ou simular que se está a alcançar algum resultado, pois o PS não deu contributo nenhum", acusou o chefe de governo.

"Não vamos virar o resultado das eleições do avesso. Não vou governar com o programa do Partido Socialista."

Aludindo aos resultados da votação nos círculos da Europa e Fora da Europa, que serão conhecidos esta quarta-feira, Passos foi peremptório: "Fecha-se o processo eleitoral e, a menos que haja uma surpresa muito significativa, que não é expectável, a coligação deve ser chamada pelo Presidente da República para constituir governo."

Patrões e sindicatos estão reunidos para apresentação de informação prévia sobre o Conselho Europeu de 15 de Outubro, com a presença do primeiro-ministro.

Os líderes do PSD, PS e Bloco de Esquerda estarão na quinta-feira em Bruxelas, palco de uma cimeira de líderes da União Europeia, mas com as atenções centradas na situação política em Portugal.

Num contexto de impasse político em Portugal, na sequência das eleições legislativas de 4 de Outubro, Passos, António Costa e Catarina Martins reunir-se-ão com as respectivas famílias políticas europeias, antes do início dos trabalhos do Conselho Europeu, no qual Passos representará Portugal enquanto primeiro-ministro em exercício.

http://rr.sapo.pt/noticia/36805/pas..._o_pais_tem_vindo_a_assistir_de_forma_atonita
 
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