O Estado do País 2015

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Primeiramente, obrigada pelas 'recomendações', mas podes ficar com elas. Podem fazer-te falta.

Nada a agradecer. Mas a sério, não te preocupes com a felicidade dos outros, especialmente a minha :)

Segundo, indignar-me com um eventual governo proveniente de esquerda em quem o povo votou? Era o que mais faltava! Indigna-me tanto ou tão pouco como a eleição do governo em 2011: nada. Este governo indigna-me agora porque passou 4 anos a aldrabar. Em 2011, não me indignou coisa nenhuma, apesar de não terem ido coligados a eleições. Mesmo que não tivessem tido mais votos, ainda assim, como disse na altura e muito bem Paulo Portas, poderiam ter governado na mesma dado que juntos tinha maioria parlamentar.

Tecnicamente o povo não votou num governo de esquerda. Isso 'só existe na tua cabeça'. O que me leva a isto:

Relativamente ao tal governo PS/PC/BE, sinceramente, e posso estar enganada, acho que só existe mesmo na tua cabeça. Ainda hoje voltei a ouvir que o que está em cima da mesa é apoio parlamentar que é, na verdade, o que faz sentido. Se colocados perante a inevitabilidade de ter de escolher entre um governo da coligação e um do PS, preferem o do PS, isso parece-me lógico. Eu abomino o que a coligação fez nos últimos 4 anos e a forma como o fez, mas se tivesse de escolher entre um governo do PNR ou do PCTP-MRPP e eles, escolhia-os a eles. É o chamado mal menor.

O que eu escrevi é que há possibilidade de um governo com essa composição. Se vai acontecer ou não transcende-me. É indiferente a forma como o PS se junta aos de esquerda. Vai dar bronca na mesma.

Quanto ao rejubilo, não lhe chamaria isso. Agora divertimento pelo pânico, medo do bicho papão e repúdio pela aplicação da democracia na sua plenitude, tenho tido muito. Aliás, politicamente nunca me diverti tanto, confesso. Só a cara do Portas ontem foi um prato cheio.

Não está muito longe do rejubilo. Novamente, se fosse o contrário qual seria a tua opinião (o PSD/CDS a tentar uma maioria)? Quanto à cara do PP, se tem medo, não devia. Fazer teatro, entalar o PS e depois esperar pela implosão dos concorrentes. Claro que entre o primeiro passo e o último muita coisa pode acontecer no país. Mas pronto, discordar é normal. O Tsipras prometeu, nada cumpriu e continua lá. Uns são heróis outros são mentirosos e devem-se demitir.
 
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Exactamente a mesma. Sem tirar nem pôr. A mim não me importam os carrascos. Importam-me os danos das suas acções.

Espero estar enganado, corrige-me se estiver a interpretar mal..

Terias portanto a mesma posição perante quaisquer partidos que tivessem governado os últimos 4 anos com a troika (nossos credores), considerados carrascos pelas suas ações nas medidas de austeridade.

Então isso faz de ti, uma admiradora do syriza, certo?

Onde está o syriza agora? E o que é que está a desenvolver agora? Quanto tempo perdeu a grécia?

Sabes o que é austeridade para mim? É passar a viver com aquilo que temos, de forma a deixar de estar nas mãos dos credores.

Não leves a sério as facilidades que a oposição nos oferece agora. Das 2 uma, ou são mentira, ou vão-nos conduzir novamente à troika, ou pior..

Sei que não é assim que pensas!
 
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Cláudia, não é a Constituição que faz uma democracia, o Estado Novo também tinha uma, já temos constituições desde 1820, passaram por ditaduras e tempos mais democráticos. Além disso, a Constituição tem um valor temporal relativo, só o direito à vida e pouco mais e que é imutável, de resto pode haver sempre alterações ordinárias ( de 5 em 5 anos) ou extraordinárias.

Também disse que todas as soluções eram legítimas( vai ver atrás num post que coloquei) , mas tenho feito críticas à solução proposta, mas isso é a democracia a funcionar, não achas?

Enquanto for esta a Constituição em uso, é esta que nos rege e é esta que aqueles que elegemos juram cumprir. Para uns isso pode não ter significado, para mim tem. Quando e se ela for alterada, deixará de ser esta e passará a ser outra. LaPalissadas.
Obviamente que sim. Desde que não se diga que é um golpe de estado e idiotices semelhantes. Isso seria apenas ignorância da realidade ou então desonestidade intelectual, ainda que dentro daquilo que a liberdade de expressão, felizmente, nos concede.
 
Espero que essa de admirador de ditaduras não tenha sido para mim. Eu acho que primeiro se devia formar a nova AR, negociava - se depois a formação do governo e por fim havia a votação e que cada um assumisse as suas responsabilidades.

Até o Sócrates governou durante 2 anos com o apoio do PSD, chegou a um ponto que estava-se a ver qual era o desfecho final e deitou-se o Sócrates a abaixo, isto sim, é a democracia a funcionar. Nessa altura, porque razão o PCP e o BE não se juntaram ao Sócrates para fazer maioria.

A coligação até no círculo da emigração ganhou, de facto muito estranho com todos que emigraram e foram votar neles. :intrigante:

Os 38% que votaram na coligação em Portugal e os outros que votaram no estrangeiro devem ser muito ignorantes, sadomasoquistas, burros, analfabetos porque votaram numa coligação que só vê a austeridade à frente, mas mesmo assim ainda conseguiu ganhar as eleições em Portugal e no círculo da emigração, ele há com cada português estúpido por aí.

Agora, com a esquerda patriótica no poder a austeridade acaba da noite para o dia, vai ser tudo em crescimento, os salários vão disparar, o consumo dispara para níveis nunca dantes vistos. :huhlmao: Ui, já estou a ver o meu salário subir pelo menos, para uns 1500 € menos que isso é pouco. :huhlmao: Até os sindicatos aplaudem de pé e gritam agora sim, acaba-se com a exploração dos trabalhadores, deve ser deve.

Anda por aí, muito português que ainda acredita no Pai Natal, deve ser pelo Natal estar a aproximar-se. :D
 
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@Orion A maioria é de esquerda. Não é uma opinião. É aritmética. A coligação só governa se a esquerda quiser e deixar (e tem todo o direito a fazê-lo). O resto é conversa.
Heróis? Temos 15 anos, é? Eu nunca defendi o Syriza. Nem sei se fosse Grega se teria votado neles. Não faço ideia, mesmo. Teria de viver lá, pelo menos, para poder ter alguma ideia. O que eu defendi e continuo a defender, foi a coragem do povo Grego em mudar de rumo. Em arriscar. Admiro isso nas pessoas. Pelo contrário, desagrada-me a cobardia, a resignação, o deixa andar, o medo. Sou das que defende que quando estamos mal temos de arriscar mesmo ou nunca saberemos. Se correr mal, é a vida. Também corre mal quando não o fazemos. São os Gregos que têm de viver com as consequências das suas decisões. Mas ninguém lhes pode tirar o direito de decidirem. E foi isso que fizeram várias vezes nos últimos tempos. Kudos to them.
 
acontece que quem tem a maioria é a esquerda

Diz Assis que “não há uma esquerda em Portugal, há várias esquerdas”.

a coligação, são arrogantes e ainda têm o rei na barriga so que agora não tem maioria

No entanto Francisco Assis diz que tem notado uma “arrogância” por parte de alguns setores da esquerda que fazem pressão sobre quem não pensa da mesma maneira. “[Temos sido] vítimas de uma pressão inaceitável de outros setores muito arrogantes que querem colocar isto no plano moral ou noutros planos. [Estamos a ser] violentamente atacados”.

http://observador.pt/2015/10/14/resultados-finais-das-eleicoes-podem-trazer-surpresas/
 
Espero estar enganado, corrige-me se estiver a interpretar mal..

Terias portanto a mesma posição perante quaisquer partidos que tivessem governado os últimos 4 anos com a troika (nossos credores), considerados carrascos pelas suas ações nas medidas de austeridade.

Então isso faz de ti, uma admiradora do syriza, certo?

Onde está o syriza agora? E o que é que está a desenvolver agora? Quanto tempo perdeu a grécia?

Sabes o que é austeridade para mim? É passar a viver com aquilo que temos, de forma a deixar de estar nas mãos dos credores.

Não leves a sério as facilidades que a oposição nos oferece agora. Das 2 uma, ou são mentira, ou vão-nos conduzir novamente à troika, ou pior..

Sei que não é assim que pensas!

Teria a mesma posição, quaisquer que fossem os carrascos a sangrarem este país como ele foi sangrado nos últimos 4 anos. Tens todo o direito a acreditar que não havia alternativa e que a austeridade tinha que ser esta que foi imposta da maneira como o foi. Eu nunca acreditei e continuo a não acreditar. E o PPC, a julgar pelas cedências de ontem, afinal parece que também não.
Quanto ao Syryza, já disse o que pensava no último post. Mas posso acrescentar que deve ser, e será, certamente, julgado pelo seu povo quando terminar o seu mandato. Da última vez que os Gregos se pronunciaram, sabiam bem o que lá vinha. E foram claros. Daqui por 4 anos, julgo, lá estarão para se pronunciarem outra vez.
Pois não!
 
@Orion A maioria é de esquerda. Não é uma opinião. É aritmética. A coligação só governa se a esquerda quiser e deixar (e tem todo o direito a fazê-lo).

Não existe uma "maioria de esquerda". No que toca a questões estruturantes e de regime (as que interessam, o resto são fait-dîvers) os programas do PS e dos partidos da extrema esquerda são totalmente antagónicos, pelo que nunca se pode dizer que há uma maioria de qualquer um dos lados. Há mais semelhanças estruturais entre o programa do PNR e o da CDU, do que entre o programa do PS e do Bloco.

Isto não retira a legitimidade de forças políticas antagónicas se unirem para formar governo. Basta ver a coligação Nacional-Socialista que governa a Grécia.
 
Deves pensar que esses deputados que te faltam são os mesmos do CDS que o Cavaco Silva comprou em 1985 para irem para o governo dele... alguns andam ai a dar lições de credibilidade e honra.


A mim não me faltam esses deputados, de certeza.

Eu também acho que o Paf merecia a maioria absoluta e o pan merecia ter 2 deputados e o PS também deve achar que merecia mais votos.

Em relação às irregularidades alegadas, conheces as regularidades em detalhe? E se conheces, sabes se são passíveis de tornar o ato eleitoral nulo ou são meramente circunstanciais que não implicam a nulidade do ato?
 
Já agora, por curiosidade, alguém sabe o número de votos total dos círculos da emigração?
 
Então o PS é de direita, @David sf ? Se é, podem então, perfeitamente, entender-se com a coligação e fazer um bloco central de extraordinário sucesso.
 
O PS não sabe muito bem o que é, mas de certeza que não está do mesmo lado da barricada que o PCP e o Bloco.

Já o mesmo problema não tem o PSD, felizmente. Que há muito deixou a Social Democracia para trás. Levaram a coligação demasiado a sério e transformaram-na numa fusão.
 
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