Frederico, num país decente, alguém que ganha, num cargo de eleição, milhares de euros ao fim do mês, pagos com o dinheiro de todos nós e que diz que tem rendimentos diminuídos não podendo poupar, num país onde o salário mínimo é de 505€ (na altura talvez até ainda mais miseravelmente baixo), no dia a seguir estava na rua, voluntariamente ou obrigada. Alta, gorda, magro, baixo, homem, mulher, de esquerda, de direita, do raio que o parta. Isto, numa fulana que é Ministra das Finanças, reveste-se de especial gravidade. Se com milhares de Euros por mês não consegue gerir a vida dela de forma a poupar, como esperar que consiga gerir as nossas contas? Não consegue, óbvio. Provas? Não houve um único orçamento que não precisasse de orçamento rectificativo e não houve um ano, até agora, em que a porcaria do défice fosse cumprido. isto tudo, com os Portugueses a pagarem impostos como nunca. A leste andam os que ainda defendem indecências destas. Mas merecem isso e muito mais.