O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Ac , que esteve num governo que quase levou o país a bancarrota, preocupado com as contas públicas, deve ser brincadeira com certeza e não é para levar a sério.

A sua ânsia de ser poder e, se necessário, juntar - se a forcas não democráticas já é um case of study.
 
Se pode ser falada no noticiário das 13h, também pode estar no fórum, deduzo. Quanto mais transparência, melhor. É do que este país precisa: transparência.
 
Cláudia, andas um pouco a Leste do que tem sido dito sobre os salários, mas repara que a Esquerda tem dito ainda pior que a Direita...

Acho que foi este ministro que recusou um cargo em que ia ganhar mais de 250 mil euro ano numa empresa pública, porque o salário era baixo. Não tenho a certeza, mas tem umas declarações interessantes.

Salário baixos? Para os outros... pois trata-se bem.

Se fosse alguém da Direita nestas andanças? Caía o Carmo e a Trindade...

Há cinco anos e meio, o então ministro da Economia Manuel Pinho chocou o País quando, numa viagem à China, apresentou os relativos baixos salários portugueses como uma vantagem comparativa de Portugal. Caiu o Carmo e a Trindade.
Há cinco anos e meio, o então ministro da Economia Manuel Pinho chocou o País quando, numa viagem à China, apresentou os relativos baixos salários portugueses como uma vantagem comparativa de Portugal. Caiu o Carmo e a Trindade. Houve quem sublinhasse, e bem, o ridículo de tentar impressionar os chineses com os baixos salários, mas mais relevante para este artigo foram as reacções indignadas contra a aposta nos baixos salários por parte dos partidos de direita.


http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/um_bom_salaacuterio_eacute_um_salaacuterio_baixo.html

O ex-ministro socialista avançou com um processo judicial contra o Novo Banco e o Fundo de Pensões do Banco Espírito Santo.

Manuel Pinho, economista, foi um dos independentes que integrou o Governo de José Sócrates em 2005

7.827.873,60 euros. Este é o valor da acção cível interposta por Manuel Pinho no início de Dezembro de 2014 na Comarca de Lisboa.

O ex-ministro de José Sócrates já tinha ameaçado avançar com um processo em tribunal contra o BES para receber uma reforma antecipada que terá sido prometida por Ricardo Salgado, antigo presidente do banco. O SOL tentou contactar Manuel Pinho, mas não foi possível até ao momento.

De acordo com uma notícia divulgada pelo Expresso, o ex-ministro recebia um vencimento mensal de 39 mil euros (14 meses por ano) pelo cargo de administrador da holding BES África.

http://www.sol.pt/noticia/121545/ma...hões-de-euros-ao-novo-banco-em-tribunal#close
 
Frederico, num país decente, alguém que ganha, num cargo de eleição, milhares de euros ao fim do mês, pagos com o dinheiro de todos nós e que diz que tem rendimentos diminuídos não podendo poupar, num país onde o salário mínimo é de 505€ (na altura talvez até ainda mais miseravelmente baixo), no dia a seguir estava na rua, voluntariamente ou obrigada. Alta, gorda, magro, baixo, homem, mulher, de esquerda, de direita, do raio que o parta. Isto, numa fulana que é Ministra das Finanças, reveste-se de especial gravidade. Se com milhares de Euros por mês não consegue gerir a vida dela de forma a poupar, como esperar que consiga gerir as nossas contas? Não consegue, óbvio. Provas? Não houve um único orçamento que não precisasse de orçamento rectificativo e não houve um ano, até agora, em que a porcaria do défice fosse cumprido. isto tudo, com os Portugueses a pagarem impostos como nunca. A leste andam os que ainda defendem indecências destas. Mas merecem isso e muito mais.
 
Frederico, num país decente, alguém que ganha, num cargo de eleição, milhares de euros ao fim do mês, pagos com o dinheiro de todos nós e que diz que tem rendimentos diminuídos não podendo poupar, num país onde o salário mínimo é de 505€ (na altura talvez até ainda mais miseravelmente baixo), no dia a seguir estava na rua, voluntariamente ou obrigada. Alta, gorda, magro, baixo, homem, mulher, de esquerda, de direita, do raio que o parta. Isto, numa fulana que é Ministra das Finanças, reveste-se de especial gravidade. Se com milhares de Euros por mês não consegue gerir a vida dela de forma a poupar, como esperar que consiga gerir as nossas contas? Não consegue, óbvio. Provas? Não houve um único orçamento que não precisasse de orçamento rectificativo e não houve um ano, até agora, em que a porcaria do défice fosse cumprido. isto tudo, com os Portugueses a pagarem impostos como nunca. A leste andam os que ainda defendem indecências destas. Mas merecem isso e muito mais.

Pior foi como referi alguém recusar mais de 250 mil euros por ano por achar pouco. E era do Governo do Sócrates. Acho que foi o Manuel Pinho, o Vince chegou a referir esse caso aqui no fórum.

Quanto ao cumprimento do défice neste momento só se conseguiria com mais austeridade. E isso não passa por aumentar impostos nem cortes cegos. As autarquias, institutos, ministérios, universidades, todos desperdiçam muito dinheiro. Ainda demoraremos muitos anos a corrigir esses problemas, se é que os vamos corrigir. Muitas destas instituições públicas têm autonomia, há muitos bloqueios jurídicos e teoricamente deveriam ser as chefias a ter a responsabilidade de gerir bem o dinheiro. Mas não o fazem. Há dias vi uma folha com os subsídios que a autarquia de onde sou natural oferece. E fiquei surpreendido, são valores injustificáveis, não tinha noção que havia tanto dinheiro a circular nas associações, colectividades, grupos locais... no passado estas associações viviam com as quotas dos sócios, e deveria ser assim, por uma questão de independência face ao poder político. São estes pequenos desperdícios que somados por todo o país fazem o défice. Por isso o discurso contra a austeridade é uma tremenda irresponsabilidade. Ser contra cortes cegos até é justificável se for apresentada a alternativa.
 
Estado
Fechado para novas mensagens.