Ainda só está no início é certo, e a maior parte destes novo-esquerdistas entusiasmados que temos por aqui nem devem sonhar de como as coisas na esquerda, mesmo esquerda, funcionam mesmo. Desde as dissidências do PCP há décadas às dissidências mais recentes no Bloco por exemplo, sempre foi uma atribulada história de "limpezas étnicas". Mesmo no Bloco, todas as pontes que foram criando acabaram em ruptura abrupta, desde um Sá Fernandes até a um Rui Tavares. É um longo historial de facadas e traições, até pessoas como o Daniel Oliveira que fundaram o Bloco com o Miguel Portas foram corridos porque estavam a ter demasiada notoriedade.
O primeiro-ministro, António Costa, defendeu que é do “estrito interesse nacional” que Portugal possa sair do procedimento por défice excessivo e comprometeu-se, nesse objetivo, a não aumentar despesa nem diminuir receita até ao fim do ano.
Relativamente ao défice deste ano, António Costa assegurou que não irá acontecer nada que mude o objectivo estabelecido pelo Governo de Passos Coelho.
“É do estrito interesse nacional que nada aconteça nestes próximos 29 dias que possa perturbar um objetivo que todo o país comunga, que é que o país possa sair do procedimento por défice excessivo. Portanto, este Governo nos próximos 29 dias tudo fará para nem diminuir receita nem aumentar despesa relativamente ao ponto em que estávamos no dia em que tomámos posse. Aquilo que desejo é que em nome do interesse nacional, que Portugal possa viver sem estar sujeito às regras do procedimento excessivo", disse, desvalorizando o cepticismo do PCP e do BE sobre as regras europeias.

Não foste tu, Cláudia, que disseste já várias vezes que interessa é o governo que está em funções e não o anterior?

@Vince Mas o que pretendes é um país melhor (independentemente de quem o 'comanda'), ou a 'regresso ao passado'. Há 4 anos não votei na Coligação. Ainda assim, não deixe de, durante um tempo considerável, ter esperança nesse governo. Aliás, tenho sempre. A não ser que seja um governo com o que caiu há pouco. Mas quando muda a agulha, tenho sempre esperança. Tem acabo é sempre mal.
@james Parafraseio Montenegro. O país está melhor, as pessoas é que não. No papel talvez estejamos melhor, sim. No que conta, nível de vida das pessoas que cá vivem (não é isso mesmo o que faz um país?), não, estamos muito longe de estar melhor. Só estaremos melhor quando a dita melhoria no papel se reflectir no quotidiano das pessoas. Antes disso, não.