O Estado do País 2015

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Tendo a concordar consigo ClaudiaRM ... O único ponto que pus aqui em discussão é que legislar apenas não é suficiente ... é necessário um enorme trabalho na mudança de mentalidades e isso só se consegue com melhor educação no berço e na escola ... Esse ponto muitas vezes parece que passa ao lado das pessoas ... Em várias áreas no país trata-se as coisas superficialmente e não se vai ao âmago das questões ... Talvez por isso tenhamos tantos atrasos estruturais e tenhamos de legislar ao invés de eliminar de vez ...

Um bom 2016 para si e que Portugal seja um cantinho um pouco mais evoluído ... é o que todos nós queremos ... Mulheres e Homens ...

Eu percebi isso perfeitamente no seu post. E concordo em absoluto. Tomara eu que o nosso código penal pudesse prescindir de uma quantidade enorme de leis que seriam perfeitamente dispensáveis se o civismo e a educação fossem a norma. Infelizmente não é possível fazê-lo. No caso em concreto em discussão, o factor casa/educação é essencial. Mas num país com os números de violência doméstica que temos, com crianças a crescerem com agressões e insultos entre os progenitores, não é assim tão surpreendente que muitos achem que gritar uns impropérios de índole sexual não seja problema nenhum. Ainda hoje ouvi que "as gajas deviam era ficar contentes por alguém as achar boas e as querer comer"... Obrigada e um bom 2016 para si também.
 
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Isso é uma pergunta a sério ou é uma 'Orionice'? É só para saber se respondo ou ignoro.

Por acaso tem um bocadinho de ambas. E felizmente a parte da 'Orionice' não invalida a parte da pergunta a sério.

A tua indignação só se manifestará quando a provocação for dirigida a ti? Ou a 'educação' será aplicada a qualquer um? Vês? Tudo perguntas sérias e relevantes.

A segunda parte da tua intervenção (a parte do ignorar) é bastante interessante e devia ser aplicada mais vezes nos piropos. Legislar especificamente sobre os piropos está ao mesmo nível das bocas foleiras que se ouve um pouco por todo o lado todos os dias (na rua, a conduzir...) e que realisticamente pouco ou nada vai mudar. Ontem, na minha cidade, uma mulher, ao recuar para sair de um estacionamento, ia atropelando um turista. Este, indignado, bateu no carro dela e esbracejou várias vezes (no caso não falou). A condutora, vendo isto, lançou um olhar de surpresa e sem paciência para o turista fez-lhe um manguito. Eu cá acho que este ato devia ser criminalizado. Má condução e pouca educação ao mesmo tempo. E nem vou falar nos possíveis danos para o turismo dos Açores (esse turista vai falar mal a outras pessoas - sim, é uma 'Orionice' isso mas não deixa de ter uma ponta de veracidade).

Eu nem tenho grande opinião sobre os trolhas. Quando era pequeno ouvia de tudo. Desde: "a tua mãe já chegou a casa" até "aquela rapariga é boa, vai atrás dela). O trabalho que se vai ter para processar as pessoas pelos piropos vai pelo caminho dos excrementos caninos. Na teoria está lá mas na prática nada faz.

Os processos contra os piropos, a meu ver, vão ter a mesma adesão que os processos dos homens contra o abuso das mulheres. Entre o gozo coletivo e os elevados custos para tão poucos resultados, poucos casos deverão ser realisticamente concretizados. Para terminar, deixo mais uma 'Orionice' mas que, novamente, não deixa de ter a sua ponta de verdade. Eu cá acho que deveriam haver mais movimentos feministas. E quanto mais se despirem, melhor. Não há nada melhor para combater o sexismo do que a nudez. Ao que parece dá muito poder e é uma arma política. Claro que os homens que compram as revistas com as mulheres nuas são nojentos e a desvalorização da mulher enquanto objeto sexual é uma aberração machista.
 
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Algarve: Deputados do PSD recusam abandono dos investimentos na linha ferroviária

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Os deputados Cristóvão Norte e José Carlos Barros, do PSD, eleitos pelo círculo de Faro, questionaram o governo sobre o alegado abandono nos investimentos previstos para a linha ferroviária do Algarve.

Em causa, está uma notícia do jornal Público, segundo a qual a eletrificação dos troços da linha ferroviária do Algarve Vila Real de Santo António/Faro e Tunes/Lagos já não teria lugar, ao contrário do que tinha sido previsto pelo anterior governo, e a construção da ligação ferroviária direta ao Aeroporto Internacional de Faro seria cancelada.

Os parlamentares sociais-democratas recordam que, no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas publicado em agosto de 2015, e nos documentos seus predecessores, estão previstos investimentos na ordem dos 55 milhões de euros no âmbito dessas intervenções.

“A ser verdade o teor da notícia, o corredor ferroviário do Algarve ficaria privado de qualquer investimento até 2020, circunstância severamente penalizadora para o fortalecimento de uma política de mobilidade na região, fator reconhecidamente crítico - até hoje com evoluções insatisfatórias -para o desenvolvimento de condições de afirmação regional”, referem Cristóvão Norte e José Carlos Barros.

Para os deputados do PSD, a rede de transportes e infraestruturas deve ser reforçada e valorizada, até porque o atual estado de conservação da linha ferroviária na região “conduz a uma limitação de capacidade e reduções de velocidade, sendo amplamente reconhecida a obsolescência técnica de parte da rede e do material circulante”.

Os sociais-democratas exigem, assim, que o governo se comprometa a cumprir o PETI, no que diz respeito ao conjunto de intervenções definidas para a linha ferroviária do Algarve, questionando, em caso negativo, qual é a sua estratégia “para o reforço da mobilidade na região”.

Fonte: Região Sul

O Algarve em 2020, vai continuar a ter comboios do século XIX. :angry: Uns investem, quando vão outros desinvestem. Ridículo este país de bananas.

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Não admito esse argumento. É um argumento de quem nunca sofreu na pele aquilo a que se refere. Ou seja, porque nunca sofri violência doméstica ou fui violada, devo é dar graças a Deus e pensar, cada vez que porco me diz nojeiras que podia ser pior? Por essa ordem de ideias, ninguém neste país devia queixar-se do que quer que seja. Afinal de contas há sítios no mundo em que tudo é pior. Conversa da treta. Da treta machista.

Quem lhe disse.
Já fui vitima sim e várias vezes desde de muito jovem. Sempre que vou a um mercado comprar peixe as peixeiras não me perdoam.:cool:
 
Por acaso tem um bocadinho de ambas. E felizmente a parte da 'Orionice' não invalida a parte da pergunta a sério.

A tua indignação só se manifestará quando a provocação for dirigida a ti? Ou a 'educação' será aplicada a qualquer um? Vês? Tudo perguntas sérias e relevantes.

A segunda parte da tua intervenção (a parte do ignorar) é bastante interessante e devia ser aplicada mais vezes nos piropos. Legislar especificamente sobre os piropos está ao mesmo nível das bocas foleiras que se ouve um pouco por todo o lado todos os dias (na rua, a conduzir...) e que realisticamente pouco ou nada vai mudar. Ontem, na minha cidade, uma mulher, ao recuar para sair de um estacionamento, ia atropelando um turista. Este, indignado, bateu no carro dela e esbracejou várias vezes (no caso não falou). A condutora, vendo isto, lançou um olhar de surpresa e sem paciência para o turista fez-lhe um manguito. Eu cá acho que este ato devia ser criminalizado. Má condução e pouca educação ao mesmo tempo. E nem vou falar nos possíveis danos para o turismo dos Açores (esse turista vai falar mal a outras pessoas - sim, é uma 'Orionice' isso mas não deixa de ter uma ponta de veracidade).

Eu nem tenho grande opinião sobre os trolhas. Quando era pequeno ouvia de tudo. Desde: "a tua mãe já chegou a casa" até "aquela rapariga é boa, vai atrás dela). O trabalho que se vai ter para processar as pessoas pelos piropos vai pelo caminho dos excrementos caninos. Na teoria está lá mas na prática nada faz.

Os processos contra os piropos, a meu ver, vão ter a mesma adesão que os processos dos homens contra o abuso das mulheres. Entre o gozo coletivo e os elevados custos para tão poucos resultados, poucos casos deverão ser realisticamente concretizados. Para terminar, deixo mais uma 'Orionice' mas que, novamente, não deixa de ter a sua ponta de verdade. Eu cá acho que deveriam haver mais movimentos feministas. E quanto mais se despirem, melhor. Não há nada melhor para combater o sexismo do que a nudez. Ao que parece dá muito poder e é uma arma política. Claro que os homens que compram as revistas com as mulheres nuas são nojentos e a desvalorização da mulher enquanto objeto sexual é uma aberração machista.

Isso dos trolhas e diria dessa visão classista também tem muito que se diga.
Se o mal de muitas mulheres fosse os piropos dos trolhas onde a mulher é diria encostada à parede, humilhada não é por os trolhas de esquina é bem mais no top. Mas ai secalhar a indignação já não é tanta,pois até muitas das vezes dá jeito mas isso já é outra história.
Não deixa de ser irónico ver alguma esquerda com um discurso classista contra o proletariado dos trolhas. Como dizia o outro a verdadeira nova burguesia mudou de mãos e ela está na esquerda.
 
Ontem fez 93 anos que a URSS foi oficialmente formada (30 de Dezembro de 1922). Durou 69 anos (até '91). Tanta década depois, há esforços redobrados para se formar outra federação alguns quilómetros ao lado. De facto, a história repete-se vezes sem conta. Entre outros motivos associados à dissolução...

These congresses could be legitimately described as parliaments, and they engaged in vigorous debate over the economic and political future of the country. From 1989, conflicts developed between the parliament of the U.S.S.R. and those of the individual republics, mainly over the respective powers of the centre (the U.S.S.R. government) and the republics. These conflicts were exacerbated by the resurgence of ethnic nationalism and increasing demands for autonomy and even for full independence. Following the abortive coup of August 1991, in which the CPSU was heavily implicated, the party itself was abolished.

... estiveram problemas económicos e o excessivo controlo central sobre povos muito diferentes (no caso da URSS nações do leste europeu e do centro da Ásia). No princípio todos devem ter achado boa ideia. Depois mudaram de opinião. A integração europeia ainda está no primeiro terço e já há tanto problema (sem surpresa nenhuma, os mesmos da URSS, economia e autoritarismo). Mas ainda há muita coisa por concretizar. Mesmas ações, mesmas consequências. É tudo uma questão de tempo.

 
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Ontem, dia 30 de Dezembro de 1922, fez 93 anos que a URSS foi oficialmente formada. Durou 59 anos (até '91). Tanta década depois, há esforços redobrados para se formar outra federação alguns quilómetros ao lado. De facto, a história repete-se vezes sem conta. Entre muitos outros motivos associados à dissolução...



... estiveram problemas económicos e o excessivo controlo central sobre povos muito diferentes (no caso da URSS nações do leste europeu e do centro da Ásia). No princípio todos devem ter achado boa ideia. Depois mudaram de opinião. A integração europeia ainda está no primeiro terço e já há tanto problema. Mas ainda há muita coisa por concretizar. Mesmas ações, mesmas consequências. É tudo uma questão de tempo.


Mas o mundo agora também está muito mais globalizado do que à 50 -100 anos atrás, o que traz problemas acrescidos ao " orgulhosamente sós. "
 
Por acaso tem um bocadinho de ambas. E felizmente a parte da 'Orionice' não invalida a parte da pergunta a sério.

Se tu não consegues distinguir entre o direito à liberdade de expressão (dar uma opinião sem vomitar obscenidades, impropérios e nojices) e a ofensa e a coacção sexual, não sou eu que te vou explicar até porque já será tarde, naturalmente. Quanto ao resto do post, 'Orion's ramblings, as usual', com o qual nem vou perder tempo.
 
Os processos contra os piropos, a meu ver, vão ter a mesma adesão que os processos dos homens contra o abuso das mulheres. Entre o gozo coletivo e os elevados custos para tão poucos resultados, poucos casos deverão ser realisticamente concretizados.

Fico, portanto, a saber, que os homens vítimas de crimes por parte de mulheres não deveriam ter o direito de se queixarem, porque há quem vá gozar com eles e porque 'fica caro' para os resultados atingidos. Por favor, 2016, sê mais generoso comigo em paciência e boa vontade que isto está difícil...
 
Ontem, dia 30 de Dezembro de 1922, fez 93 anos que a URSS foi oficialmente formada. Durou 59 anos (até '91). Tanta década depois, há esforços redobrados para se formar outra federação alguns quilómetros ao lado. De facto, a história repete-se vezes sem conta. Entre outros motivos associados à dissolução...



... estiveram problemas económicos e o excessivo controlo central sobre povos muito diferentes (no caso da URSS nações do leste europeu e do centro da Ásia). No princípio todos devem ter achado boa ideia. Depois mudaram de opinião. A integração europeia ainda está no primeiro terço e já há tanto problema (sem surpresa nenhuma, os mesmos da URSS, economia e autoritarismo). Mas ainda há muita coisa por concretizar. Mesmas ações, mesmas consequências. É tudo uma questão de tempo.




Achava-se que com o o fim da URSS acabava-se com o Grande Urso Imperialista Russo, pois bem a realidade está a demonstrar que a Russia está a renascer depois de ter sido humilhada de várias formas, com o fim da URSS, a Russia dá sinais que está a renascer e ficará mais forte que nunca, está a demonstrar que não foi o bolchevismo que fez o Império Soviético, mas a grande nação russa que fez a URSS. E atenção á crescente subida da extrema direita na Europa de Leste, central e até ocidental, pois toda ela é pro-Putin e pro-Russia, os lideres da extrema direita europeia adoram veneram o Putin, o Putin é como fosse o seu guia espiritual. Com crescentes crises, incapacidades da Europa resolver seja o que for no seu espaço, sempre mergulhada em indecisões a Russia poderá vir a dar resposta a estes problemas e aumentar a sua influência na Europa.
Uma coisa sei aquele Povo, aquela nação, está pré-destinada para a conquista e para ser uma Grande Potencia, seja com a capa da URSS ou outra.
 
Se tu não consegues distinguir entre o direito à liberdade de expressão (dar uma opinião sem vomitar obscenidades, impropérios e nojices) e a ofensa e a coacção sexual, não sou eu que te vou explicar até porque já será tarde, naturalmente. Quanto ao resto do post, 'Orion's ramblings, as usual', com o qual nem vou perder tempo.

Eu fiz algumas perguntas curtas e relevantes. Ouviste o piropo e eu perguntei se ameaçaste com um processo. Não é esse o intuito da lei?

A liberdade de expressão, em teoria, envolve a liberdade para ofender. Depois, o ofendido pode ir para tribunal, entrando-se já numa outra vertente (aparentemente sei mais sobre a liberdade de expressão do que tu).

Quanto ao 'Orion's ramblings' eu já tendo a ignorar. A lista de justificações para evitar responder é longa. Acrescento a expressão em inglês ao 'cansaço'.

Fico, portanto, a saber, que os homens vítimas de crimes por parte de mulheres não deveriam ter o direito de se queixarem, porque há quem vá gozar com eles e porque 'fica caro' para os resultados atingidos. Por favor, 2016, sê mais generoso comigo em paciência e boa vontade que isto está difícil...

Novamente, há muita distorção por aí. Onde me viste escrever que os homens não têm o direito de se queixar? Onde me viste escrever que as mulheres não têm o direito de se queixar? Eu escrevi que realisticamente não espero muitas queixas devido a questões culturais e ao rácio esforço vs resultados. Aproveito a oportunidade para deixar um reparo (recorrente) Eu repeti algo sem escrever que os outros estão a ler mal. Isso é algo que te caracteriza.

Por fim, volto ao 'Orion's ramblings'. Do meu entendimento, um rambling é quando se fala, fala (ou no caso se escreve, escreve) sem se expressar algo de novo. E nesse departamento, felizmente para mim, estás muito à frente da minha humilde pessoa.
 
Em Portugal os bancos não se afundaram porque andaram a especular com derivados e outros produtos especulativos, como sucedeu noutros países. Também não rebentou em Portugal nenhuma bolha imobiliária, como em Espanha. O que sucedeu em Portugal foi algo diferente: a construção de castelos em cima de areia e a ideia de que o futuro resolveria os problemas do presente.

Primeira questão: como é que construímos castelos em cima de areia? Porque o capitalismo português não tem capital, tem dívida. O capital que existia foi em boa parte destruído com as nacionalizações e, quando chegaram as privatizações, estas foram suportados por dívida. Sendo que esse processo começou exatamente na banca, o primeiro setor a ser privatizado, o que por isso mesmo começou por atrair os melhores quadros, o que se dizia ser dos mais modernos da Europa.

Segunda questão: como é que se pensou que o futuro resolveria sempre os problemas do presente? Porque se começou a emprestar no pressuposto de que as garantias dos empréstimos se iriam valorizar, como sempre sucedera no passado, e isso deixou de acontecer. Pelo contrário, começaram a desvalorizar, processo que a crise acelerou dramaticamente. Grande parte dos créditos foram dados no setor imobiliário, no pressuposto de que as casas e os terrenos se valorizariam, como sempre sucedera no passado, e ocorreu o contrário.

Uma parte dos enormes buracos que surgiram na banca vêm destas avaliações erradas, da excessiva dependência do negócio do imobiliário (porque se não tivemos uma bolha especulativa a rebentar, tivemos mesmo assim uma espécie de “furo lento” a esvaziar…), de uma má avaliação dos riscos e dos planos de negócios, e por aí adiante. Foi aí que se criaram as chamadas “imparidades” que têm vindo a ser cobertas ano atrás de ano. Isto para além da fraude e do compadrio, que assumiram as mais diversas formas mas que, mesmo somando tudo, não dá para chegar a valores tão elevados. (Uma excelente explicação detalhada de todo este processo pode ser lida no Expresso de 24 de Dezembro.)

http://observador.pt/opiniao/os-buracos-da-banca-andaram-par-os-do-pais/

 
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