O Estado do País 2016

sem perspectivas de futuro não há interesse em existir para além de nós...
sem salários não há maternidade...
sem pagamento de impostos não há hospitais públicos...
sem estado não há lei nem ordem...
 
O meu comentário ia no sentido de criticar esse adiamento que se vai agravando ao longo dos anos. As pessoas não podem fazer muito porque por vezes acabam por ser vítimas do sistema que se montou.

Em Inglaterra não vejo esse adiar na mesma dimensão que existe em Portugal e portanto parece que não são meros sinais dos tempos mas sim um problema estrutural de Portugal e já agora da Espanha também.
 
Oh Agreste,

os gregos e os romanos consideravam um dever social ter filhos quando se é saudável. Se a sociedade me fez, um dia terei de retribuir. Essa do «direito a não ter filhos»... é legítimo e como sou muito liberal aceito, mas não deixo de achar uma ideia perigosa.
 
«sem estado não há lei nem ordem...»

Conheces mesmo Portugal? Em vastas regiões do país durante séculos o Estado praticamente não chegou. Dois exemplos: aldeias comunitárias do Norte e ilha do Corvo. E havia uma «ordem natural» e espontânea nas sociedades que até funcionava muito bem e a chegada do Estado em alguns aspectos até atrapalhou.
 
Ehehe!!! Só neste país, mesmo! E eu, de facto, parece que tenho propensão a ir parar a estes redutos comunistas: há dez anos atrás estava eu precisamente em Avis a trabalhar... Mas como só lá estive um ano, acabei por não me aperceber bem do modo de funcionamento daquela pequena comunidade... Mas lembro-me muito bem da D. Leonor Xavier! Acho que toda a gente a conhece em Avis!
 
Avis tem a particularidade de não ter elevadores ocultos de modo a que o presidente da câmara possa abandonar o edifício sem ser notado.
Também não tem Ruis Moreiras que só quando lhes convém descobrem que os privados vão para onde dá lucro ou subsídio.
 
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Num dia marcado pela subida a pique das ‘yields’ da dívida pública portuguesa, o primeiro-ministro garantiu "fazer tudo para evitar riscos orçamentais".

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-esta-preocupado-com-subida-dos-juros_242300.html

Franco-German central bankers call for creation of eurozone treasury

http://www.telegraph.co.uk/finance/...s-call-for-creation-of-eurozone-treasury.html

Credit Suisse Group AG plunged to a 27-year low as a selloff across the industry compounded doubts about Chief Executive Officer Tidjane Thiam’s restructuring plans.

“It’s a lack in trust in the ability of banks to earn as much as they once did,” said Benno Galliker, a trader at Luzerner Kantonalbank AG. “There’s still decent money but not as much as they once did. They can’t take as much risk as they once did.”

http://www.bloomberg.com/news/artic...des-to-17-year-low-amid-selloff-overhaul-woes

There is no need to worry about the European economy and its banks, according to European Economics Commissioner Pierre Moscovici.

Moscovici said Europe was witnessing a “solid” recovery even as a global stock rout deepened and bank stocks in Europe were down 29 percent this year.

http://www.bloomberg.com/news/artic...scovici-says-european-banks-economy-are-solid

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http://www.marketwatch.com/





As recession fears mount in the U.S., Fed Chair Janet Yellen conceded there's a "chance" of a downturn ahead.

She also said the central bank is studying whether negative interest rates would help should conditions worsen.

http://www.cnbc.com/2016/02/11/fed-chair-yellen-theres-always-some-chance-of-recession.html

Ouro - Preço por grama

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Mais estímulos do BCE parecem-me inevitáveis.

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By the rules of the ECB's QE programme, in the event of a "junk" rating, Portuguese debt would no longer be eligible for purchase under its quantitative easing (QE) programme or the central bank's landmark "Outright Monetary Transactions" scheme.

"The only way to prevent this is for Portugal to sign up to a new bail-out program, even if precautionary, so just a credit line rather than a full bail-out," said Federico Santi at political risk consultancy Eurasia Group.

(...)

"Ultimately it is only the ECB that is holding Europe together," says David Folkerts Landau, chief economist at Deutsche Bank.

http://www.telegraph.co.uk/finance/...-debt-crisis-coming-back-to-haunt-Europe.html

A volatilidade dos mercados não se limita à governação Costa. Portugal é um país periférico e frágil. Sofrerá sempre mais e mais cedo que muitos outros.
 
Última edição:
Não adianta o costa esquivar-se, com a treta da perturbação dos mercados! Os juros dívida portuguesa a 10anos chegaram a subir 23% para uma taxa de 4.53%. Ora em espanha, itália e grécia, subiram apenas poucochinho (décimas)!
 


“Queremos melhorar a imagem dos mercados de Portugal como país, como economia e em relação à dívida pública e privada. Isso requer um compromisso e uma ação muito fortes a nível orçamental”, referiu o ministro em declarações recolhidas após a reunião do EcoFin, que aprovou o Orçamento do Estado 2016 de Portugal.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/centeno-na-cnbc/

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“São medidas que não atingirão os rendimentos das famílias seja por via do corte de salários ou penões, seja por aumento de impostos sobre o rendimento”, afirmou António Costa, justificando que “temos de prevenir riscos e reforçar a confiança”. Onde irá o Estado buscar mais dinheiro? Aos impostos especiais sobre o consumo, justificou.

http://www.dinheirovivo.pt/economia...-de-salarios-ou-pensoes/#sthash.xmP8vGay.dpuf

Relembrando...

O secretário-geral do PS considera que, "felizmente", já nem os mercados financeiros "dão ouvidos" ao primeiro-ministro e à ministra das Finanças, contrapondo que reina a "tranquilidade" nas instituições internacionais perante a formação de um executivo socialista.

http://www.tvi24.iol.pt/politica/antonio-costa/felizmente-os-mercados-ja-nao-dao-ouvidos-a-passos
 
Última edição:
Se os grandes meios de comunicação internacional caem em cima de Portugal como caíram da Grécia estamos tramados. Afastará investidores e turistas e manchará a nossa imagem durante muitos e longos anos. Será uma desgraça para a nossa débil economia. Serão como hienas em cima de nós se nos pusermos a jeito. E Costa está a pôr-se, todo o filme à Syriza de braço-de-ferro com Bruxelas, as declarações parvas sobre o Reino Unido, as contradições de Centeno, as esganiçadas de Esquerda radical que se dizem feministas, tudo isto começa a cheirar a América Latina.
 
A paróquia de São Martinho das Moitas, em São Pedro do Sul, foi multada em 6.300 euros por prestar apoio social a mais seis pessoas do que estava habilitada pela Segurança Social. O Centro Paroquial ainda recorreu para o Tribunal de Trabalho de Viseu, que baixou o valor da contra-ordenação para 2.500 euros. Um valor “desproporcional”, considera o padre responsável.

O caso foi denunciado esta semana pela imprensa local. E foi também uma denúncia, feita em dezembro, que conduziu a uma inspecção a esta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Os inspetores concluíram que o Centro Paroquial prestava apoio a mais seis pessoas do que estava habilitado e que nos contratos assinados pelos utentes não constavam informações sobre os seus direitos.


O padre Ricardo Correia recorreu para o Tribunal do Trabalho e conheceu agora a decisão: tem que pagar uma multa, mas de 2.500 euros. Em declarações à rádio VFM, em Viseu, o sacerdote disse desconhecer que não podia ajudar mais de 30 pessoas. Quanto aos direitos dos utentes, afirma que estes constam no regulamento da instituição que é entregue a cada beneficiário.

O presidente das Instituições Particulares de Solidariedade Social, ouvido pela TSF, considera o caso “estranho”. Ainda assim, tenta entender a decisão:

Pode a Segurança Social argumentar que estão a utilizar equipamento que foi financiado por dinheiros públicos e, portanto, não podem prestar apoio senão ao abrigo das condições impostas pela Segurança Social. Pode também acontecer que a instituição – penso que não é o caso – prestasse apoio domiciliário sem ter propriamente condições para o prestar. É de facto muito estranho”, disse Lino Maia.

Instituição ajuda idosos isolados
O Jornal de Notícias foi falar com três irmãs que beneficiam do apoio do Centro Paroquial. Têm entre 62 e 69 anos, são cegas e vivem na freguesia de Covas do Rio.

Desde a morte da mãe, há mais de dez anos, que as três beneficiam do serviço de refeições e de limpeza do Centro Paroquial. Mas como não sabem ler nem escrever, não assinaram qualquer papel. E terá sido um destes casos que a IPPS relatou no recurso entre no tribunal.

http://observador.pt/2016/02/12/paroquia-multada-6-300-euros-ajudar-pessoas/
 
Batalha das previsões económicas para o crescimento em 2015 com corte de impostos e devolução de rendimentos, versão italiana:

Abril de 2014 - 1.3% (governo)

Maio de 2014 - 1% (governo)

Setembro de 2014 - 0.1% (OCDE)

Abril de 2015 - 0.7% (governo)

Maio de 2015
- 0.7% (FMI)

Setembro de 2015 - 0.9% (governo); Setembro de 2015 - 0.7% (OCDE)

Dezembro de 2015 - 0.8% (governo)

Realidade -> 0.7%

Nevertheless, the data also confirms that Italy recovered in 2015 year after three consecutive years of negative growth - -2,8% in 2012, -1,7% in 2013 and -0,4% in 2014. The last time Italy had had a year of positive growth was in 2011, when GDP rose 0.6%.

http://www.ansa.it/english/news/bus...015_117d3c41-d249-4184-82e1-f8c6f1ba85a4.html

Não me parece que a dívida italiana vá descer muito:

Italy’s budget deficit target is likely to be set at 2.6 per cent this year and 2.2 per cent next year, though if the EU allows extra leeway for countries on the front lines of the migrant crisis, it could rise to 2.4 per cent.

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/be89be62-734b-11e5-bdb1-e6e4767162cc.html

Portugal e Itália têm uma grande diferença (o que pode prevenir grandes flutuações):

Italy has the lowest share of public debt held by non-residents of all eurozone countries.

According to data from the Bank of Italy, in 2014 the share of public debt detained by foreigners has dropped to 35.6%. This is well below the levels of 2006, when 51.4% of national debt was held in foreign hands.

http://www.italy24.ilsole24ore.com/art/public-finance/2014-11-14/debito-133828.php?uuid=ABjEdvDC

In the third quarter of 2015 the General Government deficit/GDP ratio was 2.4%

http://www.istat.it/en/archive/deficit

Se bem que é expectável que hajam mais resoluções de bancos:

The slowdown will put further pressure on Italian prime minister Matteo Renzi, who has been battling to save a banking system lumbering under €201bn (£156bn) of bad loans, the equivalent 12pc of the country's entire economic output.

http://www.telegraph.co.uk/finance/...oses-new-headache-for-embattled-eurozone.html

Ainda assim, o que é que um português diria a um italiano (ou vice-versa)?

 
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