O Estado do País 2016

Eu ando muitas vezes a pé, faz bem à saúde. Para trabalhar, é que não dá muito jeito e nem toda a gente tem empregos das 9 às 5, com 200 subsídios e coisas do género.

Eu gosto imenso quando vejo os privados darem lucro. Só é pena ser algo tão raro em Portugal, pois temos um Estado sanguessuga que explora até ao tutano os privados, para oferecer 1000 regalias aos dependentes do Estado.
 
Toda a gente sabe que a banca portuguesa não é propriamente a melhor. E toda a gente assume que a banca alemã é a melhor. Como já abordei várias vezes, a realidade nem sempre corresponde à fantasia:

Two banks, JPMorgan and Deutsche Bank, account for about 20 per cent of total global derivatives exposure. Each has more than $50tn potentially at risk. The current market capitalisation of JP Morgan is about $200bn (roughly its book value); that of Deutsche, $23bn (about one third of book value). From one perspective, Deutsche Bank is leveraged 2,000 times. Imagine promising to buy a house for $2,000 with assets of $1.

Mas já há conversações para dar mais uma garrafas de oxigénio ao banco germano. Felizmente para o DB, os alemães têm algumas poupanças que servirão para salvar, ou tentar, o sistema financeiro. Novamente, os bancos, globalmente, são esquemas ponzi que precisam de crédito em permanente expansão. Quando a emissão de crédito pára, cai tudo.
 
e há muitos e bons motivos para andar a pé... ou de bicicleta que gasta o mesmo combustível.

Os transportes têm de ter preços mais baixos para transportarem mais gente e não serem concessionados a privados para explorarm o preço mais alto e o lucro garantido.

Quando fores a Aljezur vai a pé ou de bicicleta, e limpo e ecológico e demoras o mesmo do que de carro.

Ontem, fui a Ayamonte abastecer o carrito e comprar alguns bens alimentares e poupei cerca de 45 €.

Em Ayamonte, mais parecia que estava em Olhão com o pessoal conhecido que estava lá, até pessoal de Faro vi por lá.

Se em Portugal houvesse inteligência política, coisa que neste governo não abunda nem nunca irão ter, baixavam o ISP nas zonas fronteiriças e colocavam o combustível ao mesmo preço que na Espanha e o pessoal abastecia cá, mas quem tudo quer tudo perde, já se sabe que os milhões vão para os cofres dos espanhóis.

Aqui, em Portugal, acaba-se com a gasolina 95 e o gasóleo e passaram para a gasolina 95 simples e o gasóleo simples, de forma, a baixarem os preços dos combustíveis, mas como a trupe mudou aumenta-se o ISP de forma a sacar o mesmo dinheiro como se fossem gasolina 95 e gasóleo, qualquer dia mete-se uma água mijona no depósito do carro em vez de gasolina e aumentam ainda mais os impostos porque isso é muito barato.

Se a A22 não tivesse portagens até o pessoal de Portimão ia a Espanha abastecer.
 
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O PM manda- nos andar a pé, de bicicleta ou na carreira. O ministro da economia diz que quem mete combustível em Espanha não tem civismo ou é anti - patriota. Por muito menos, caiu o carmo e a trindade com PPC, que disse que alguns professores licenciados desempregados ( e que nunca arranjarao emprego por cá) deveriam procurar novos horizontes.

E ainda dizem que não temos uma comunicação social de esquerda. A estes que estão agora no poder podem dizer tudo o que lhes der na gana. Os portugueses estão anestesiados,só quando estiver em vias de ocorrer novo resgate é que vão despertar.

À esquerda quase tudo é tolerado...:disgust:
 
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Gasóleo este fim-de-semana a 0,899 cêntimos o litro em Cartaya, e a 0,98 cêntimos em Ayamonte.

As cidades ao Domingo à tarde tinham vida. Bares cheios de jovens em Huelva, pinhais antes de Punta Umbria cheios com pessoas a praticar desporto e a passear.

As cidades do sotavento algarvio estão mortas. As principais casas nocturnas fecharam. Os jovens para sair vão para o barlavento. O desemprego no Inverno é brutal. Os mais qualificados partem e não voltam. O turismo está todo voltado para a Terceira Idade. O aproveitamento turístico dos centros de Olhão, Tavira e VRSA está parado devido a heranças indivisas, falta de capital e décadas de congelamento das rendas. Não há crianças. Ruas inteiras de vilas e cidades ficarão despovoadas nos próximos 10 a 15 anos.
 
Algarvio, também fui a Ayamonte e poupei mais de 50 euros. Só na farmácia poupei mais de 40 euros em champô para a dermatite. Em Portugal custa quase 15 euros, em Espanha o mesmo produto nem 3 euros custa. Um gel de banho para peles com dermatite ou psoríase chega a ser 10 euros mais barato na farmácia espanhola. Medicamentos para cães e gatos podem ser 3 vezes mais baratos. Andam a gozar com nossa cara em Portugal.

Com 15 euros em Espanha comprei um kit completo para lavar o carro, gel, esponja, panos, spray para tirar os mosquitos, lavei o carro depois em casa e o gel ficou com o frasco quase cheio para as próximas vezes. Em Portugal o mesmo kit custa o dobro do preço.
 
Eu resido a cerca de 30/ 35 km da Galiza. Estou a pensar, quando tiver tempo, comprar algumas coisas por lá. E acho muito bem, ficando em conta para a sua bolsa, que as pessoas vão lá fazer compras. E considero - me patriota. Patriotas era o que deviam ser os atuais governantes, não governando apenas para uma parte da população, como estão a fazer.
Frederico, mesmo em zonas do Litoral, estão " mortas " e adormecidas boa parte do ano. Já não é só no interior.
 
Esse movimento de consumidores poderia ser em sentido contrário, e até já foi em tempos recentes. Portugal é muito mais pobre que Espanha, deveria ter impostos muito mais baixos. Os espanhóis têm mais recursos naturais e começaram a modernizar a indústria, a agricultura e o turismo décadas antes de Portugal. Contudo têm pontos fracos que nós não sabemos explorar para enriquecermos.
 
Sim, já houve alturas que os espanhóis vinham cá. Mas atenção que há zonas em Espanha mais pobres do que outras. Madrid, Catalunha, Euskadi, por exemplo são bastante mais ricas do que a Estremadura, a Andaluzia ou a Galiza, por exemplo.
 
Sei que o que vou escrever dá polémica.

O Algarve e o Alentejo são culturalmente diferentes entre si e por sua vez diferentes do Norte do país. O Minho até anos recentes tinha das cidades mais jovens da Europa, e os índices de fertilidade eram elevados. O Litoral Norte tem uma densidade populacional muito elevada e desemprego elevado em algumas profissões. Por sua vez no Sul continua a haver carência de médicos, enfermeiros, professores, operários. Em várias cidades algarvias recorre-se a mão-de-obra de imigrantes enquanto no Norte o desemprego é persistente.

Penso que se algum dia a natalidade voltar a aumentar tal sucederá no Norte do país. E não no Algarve ou no Alentejo.

A questão que coloco é se o Estado não deveria estimular (incentivar e não «obrigar») migrações internas para as áreas despovoadas do Sul. Estes movimentos migratórios internos são comuns em vários países europeus mas não se vêem muito por cá.
 
James a Extremadura é pobre e não é. Em termos de PIB é pobre mas tal compreende-se, é basicamente uma região agrícola. Curiosamente há quem diga que foi a região de Espanha que menos sentiu a crise. A Catalunha não percebe que num país enorme como Espanha haverá zonas que terão vocação agrícola e serão mais «pobres» e outras com vocação para os serviços ou indústria mais ricas. Tal não sucede porque as pessoas da Extremadura ou da Andaluzia sejam preguiçosas ou ignorantes e os catalães sejam mais trabalhadores ou inteligentes. É apenas explicado pela organização económica do país em termos territoriais, o que é mais adequado para cada região. Zonas com portos são melhores para a indústria, zonas costeiras, a Extremadura não tem acesso ao mar nem a canais. A Andaluzia litoral também é muito mais rica que a interior. Se considerarmos apenas os concelhos do litoral andaluz, o PIB não deve diferir do catalão.
 
Está em curso a Quarta Rev. Industrial.

No futuro os estudantes universitários só irão à univ. para terem aulas práticas e para serem avaliados. Poderão ir apenas um ou dois dias por semanas ou estar semanas sem ir pois as aulas serão via stream. Tal permitirá uma poupança brutal às famílias em alojamento e deslocações. Os professores terão mais tempo para preparar material de estudo e para fazerem investigação científica.

Em várias profissões o trabalho será feito a partir de casa. Tal já sucede nos EUA ou no Reino Unido. Conheço em Inglaterra pessoas que vão à empresa apenas um ou dois dias por semana. Trabalham a partir de casa e assim poupam o valor da renda e poupam tempo e em deslocações.

A sociedade e as instituições portuguesas não estão preparadas e Portugal dentro de 10 anos será novamente um país atrasado. Mas esta é a oportunidade para repovoar o Sul e o interior com migrações internas. Vários empregos urbanos terão os dias contados.

Acrescento que a explosão do comércio digital ainda não se deu em Portugal. Nos EUA, faliram inúmeros centros comerciais mas em contrapartida muitas pessoas vivem hoje das vendas online e trabalham a partir de casa ou do escritório.
 
Sei que o que vou escrever dá polémica.

O Algarve e o Alentejo são culturalmente diferentes entre si e por sua vez diferentes do Norte do país. O Minho até anos recentes tinha das cidades mais jovens da Europa, e os índices de fertilidade eram elevados. O Litoral Norte tem uma densidade populacional muito elevada e desemprego elevado em algumas profissões. Por sua vez no Sul continua a haver carência de médicos, enfermeiros, professores, operários. Em várias cidades algarvias recorre-se a mão-de-obra de imigrantes enquanto no Norte o desemprego é persistente.

Penso que se algum dia a natalidade voltar a aumentar tal sucederá no Norte do país. E não no Algarve ou no Alentejo.

A questão que coloco é se o Estado não deveria estimular (incentivar e não «obrigar») migrações internas para as áreas despovoadas do Sul. Estes movimentos migratórios internos são comuns em vários países europeus mas não se vêem muito por cá.


Já se tentou, por exemplo, com médicos, com benefícios fiscais, incentivos financeiros, mas sem grande resultado.
Mas com a instalação de empresas, até tem resultado em algumas zonas.
 
James a Extremadura é pobre e não é. Em termos de PIB é pobre mas tal compreende-se, é basicamente uma região agrícola. Curiosamente há quem diga que foi a região de Espanha que menos sentiu a crise. A Catalunha não percebe que num país enorme como Espanha haverá zonas que terão vocação agrícola e serão mais «pobres» e outras com vocação para os serviços ou indústria mais ricas. Tal não sucede porque as pessoas da Extremadura ou da Andaluzia sejam preguiçosas ou ignorantes e os catalães sejam mais trabalhadores ou inteligentes. É apenas explicado pela organização económica do país em termos territoriais, o que é mais adequado para cada região. Zonas com portos são melhores para a indústria, zonas costeiras, a Extremadura não tem acesso ao mar nem a canais. A Andaluzia litoral também é muito mais rica que a interior. Se considerarmos apenas os concelhos do litoral andaluz, o PIB não deve diferir do catalão.

Sim, por vezes as estatísticas enganam. No Norte, por exemplo, é oficialmente das regiões mais pobres da Europa, mas na prática não é bem assim. Há muitas famílias com bastante dinheiro e propriedades, para além de uma economia paralela pujante, que não aparece nas estatísticas.
 
Aconteceu algo curioso na nossa tão amada casa da democracia, o senhor deputado do PAN e grafo SENHOR ora homem e como todos nós é incompetente em higiene feminina (e bem pois a coisas que um homem não deve saber) conseguiu que os copos menstruais ( o nome explica tudo) fossem taxados a 6% até aqui nada de mal até de louvar o problema é que tal objecto já era taxado a taxa mínima há 5 anos. Pois a empresa que os vende fez uma exposição ao fisco que por incrível que pareça foi aceite, mais uma prova que andam a dormir no hemiciclo