O Estado do País 2016

Acusar alguém de um verdadeiro crime (roubo, violação, peculato, corrupção, etc) sem provas é que deveria ser alvo de punição.

O actual artigo dos anos 80 sobre os crimes de difamação e calúnia é um aborto jurídico pois não especifica em que casos específicos se pode considerar que há crime. Conheço casos curiosos dentro de casais e famílias de ameaças de processos por causa de acusações de traição. É assim que os tribunais ficam entupidos e a Justiça lenta.

Estes novas regulamentações que tentam tornar o discurso público politicamente correcto são perversas e podem ser usadas como arma de vingança. A sua interpretação será sempre subjectiva e enviesada para um único lado. Se levadas à letra, boa parte dos grandes autores literários do passado deveriam sair das livrarias. O espaço da discussão pública não deve ser jamais alvo de regulamentações deste género. Mesmo que não concordemos, um homem deve ter o direito de criticar as mulheres e de achar que são diferente ontologicamente dos homens, e vice-versa. Um cristão deve ter o direito de dizer que o Islamismo é uma religião da espada e da morte, enquanto um muçulmano deverá ter o direito de achar que os cristãos isto ou aquilo. E quem quiser deve ter o direito de dizer que os homossexuais são promíscuos e não têm condições para adoptar crianças. Regulamentar dentro da cartilha do politicamente correcto é uma revisitação da Inquisição. Difunde o medo, cala, atrofia. É melhor que tal seja já denunciado, antes que o monstro cresça. Como no passado.
 
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O Alisuper faliu outra vez. Os algarvios sabiam que a empresa não era viável pois é visível o sobredimensionamento do sector no Algarve. Meteu-se a política a fazer pressão sobre a Banca e a empresa reabriu para falir de novo. Resta saber de quantos milhões será o buraco.

É por estas e por outras que a Banca portuguesa está falida. Se uma empresa vai à falência tem de fechar e ponto final. Se um negócio não tem lucros e aparece outra pessoa para fazer exactamente o mesmo com os mesmos empregados, o mesmo esquema e no mesmo local faz sentido que a Banca empreste dinheiro?
 
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As PMEs pelos vistos já esperneiam por causa da banca espanhola, dizem que não têm crédito. É preciso ter cuidado com estas notícias. A Banca portuguesa emprestava dinheiro a negócios sobredimensionados e de risco. Conheço casos de construtores algarvios que receberam empréstimos do BES depois da explosão da crise e agora as casas estão por vender. A Banca metia dinheiro em pequenos negócios em sectores sobredimensionados e em mega projectos de PINs no imobiliário que estão agora falidos. Os bancos estrangeiros sempre foram mais cuidadosos e exigiam mais garantias. Sendo assim, bendita banca espanhola.
 
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O PREC estoirou o capital em Portugal e a descolonização foi um desastre feito em cima do joelho. As elites nascidas na democracia, na sua maioria, foram construídas com crédito, fundos europeus, proteccionismo e promiscuidade com o Estado. Agora que a Banca portuguesa caiu, os fundos europeus secaram e a UE exige cada vez mais concorrência em sectores protegidos temo que possam preparar paulatinamente um discurso isolacionista que poderá atrasar Portugal durante décadas em relação ao Ocidente. Já há sinais que esse caminho está a ser trilhado. Apesar de todos os defeitos que aqui referi ao longo dos anos, a única opção que poderá garantir algum futuro será Pedro Passos Coelho.
 
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O jornal Independent passou a ser apenas digital e prevê um aumento nos lucros de 50%.

Nos EUA e no Reino Unido está a ser feita a transição imposta pelas novas tecnologias.

E por cá? Subtilmente Pinto Balsemão lança farpas ao Google. O Público quer mecenato estatal, ou seja, quer ser sustentado com subsídios dos nossos impostos. A imprensa local é sustentada com publicidades de empresas municipais e das autarquias. Parte da nossa imprensa era sustentada com publicidade do imobiliário.

As vendas do Correio da Manhã provam que quando se dá a um público o que ele quer, não há crise. O Correio da Manhã tem notícias, factos. A CMTV tem jornalistas no local em cima do acontecimento. Os outros jornais e TVs evoluíram para uma cultura de opinião e de facciosismo. O jornalismo do Público tem claramente uma linguagem à ISCTE com características próprias. Vende uma realidade paralela que não existe, feita de mulheres feministas, famílias lésbicas com crianças adoptadas, cabo-verdianos a viver em Cabo Verde que se dizem vítimas de racismo do homem europeu. O Público morreu e isso reflecte-se nas vendas. O DN não consegue ser melhor que o JN. Falhou.

A comunicação social portuguesa, grande arma de algumas grandes empresas, grandes escritórios de advogados, Santa Casa de Lisboa, do PCP, do BE e do PS, e também de alguma Direita, não está a conseguir adaptar-se ao digital. Veremos o que reserva o futuro, mas conhecendo o que a casa gasta, vejo nuvens negras no horizonte enquanto o PS estiver no poder com os radicais.
 
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O " Correio da Manhã " quer se goste quer não( e eu até nem sou grande apreciador) é o jornal mais moderno e mais próximo do que se faz na Europa atualmente. E o mais distante das garras do Estado, o que me agrada particularmente. É a prova que é possível dar às massas o que elas querem ler, sem ter que prestar vassalagem aos poderes instituídos.
 
Apesar de todos os defeitos que aqui referi ao longo dos anos, a única opção que poderá garantir algum futuro será Pedro Passos Coelho.

Estás otimista. Eu cá acho que ele já está a ser preparado para ser sacrificado. Há que acabar simbolicamente com a imagem da direita radical (especialmente com a polémica da MLA). E para tal há que cortar a cabeça da serpente. O PSD para ganhar mais eleitorado vai ter que regressar ao centro já de si com excesso de partidos. No fim do dia há que alimentar a máquina partidária voraz de lugares públicos.

Agora que a Banca portuguesa caiu, os fundos europeus secaram e a UE exige cada vez mais concorrência em sectores protegidos temo que possam preparar paulatinamente um discurso isolacionista que poderá atrasar Portugal durante décadas em relação ao Ocidente. Já há sinais que esse caminho está a ser trilhado.

O Marcelo é pró-europeu (algo que tem vindo a afirmar com muita frequência). O AC também o é. Mas como os seus aliados não são propriamente os mais europeus há que modificar o discurso. Infelizmente quando se fala sobre um 'animal político' (de vez em quando dirigido a AC e no seu tempo a Sócrates) isto é usado como elogio quando na maior parte das vezes não é nem deveria ser.

Quanto aos espanhóis, muito se fala do crescimento. O que é certo é que também vão falhar a meta do défice.
 
O Alisuper faliu outra vez. Os algarvios sabiam que a empresa não era viável pois é visível o sobredimensionamento do sector no Algarve.

entretanto, antes de falir vendeu as lojas mais rentáveis ao pingo doce na quinta do lago, vale do lobo e albufeira... isto de falir tem muito que se diga.
 
o alisuper foi retalhado entre o pingo doce e os franceses dos mosqueteiros... tal como já tinha sido retalhada outra empresa algarvia da zona de albufeira em 2007 pelo mesmo grupo francês.

o que ficou de "investimento" e "inovação"? caixas de supermercado.
 
o racional destas empresas é investir em "massa crítica" que é o mesmo que dizer mais de 10 mil habitantes.

Compram a marca que é popular na região e de imediato aplicam o racional: encerramento de várias lojas de proximidade.
O passo seguinte do racional é franchisar com alguém de modo a passarem os custos para outros.
 
a pequena loja do zé não tem crédito bancário: não tem as garantias que a tal banca inteligente sempre pede.

estes glutões da distribuição por outro lado têm barra livre na banca: pedem o que quiserem e até podem ter dívidas enormes sem as tais garantias serem acionadas.
 
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