O jornal Independent passou a ser apenas digital e prevê um aumento nos lucros de 50%.
Nos EUA e no Reino Unido está a ser feita a transição imposta pelas novas tecnologias.
E por cá? Subtilmente Pinto Balsemão lança farpas ao Google. O Público quer mecenato estatal, ou seja, quer ser sustentado com subsídios dos nossos impostos. A imprensa local é sustentada com publicidades de empresas municipais e das autarquias. Parte da nossa imprensa era sustentada com publicidade do imobiliário.
As vendas do Correio da Manhã provam que quando se dá a um público o que ele quer, não há crise. O Correio da Manhã tem notícias, factos. A CMTV tem jornalistas no local em cima do acontecimento. Os outros jornais e TVs evoluíram para uma cultura de opinião e de facciosismo. O jornalismo do Público tem claramente uma linguagem à ISCTE com características próprias. Vende uma realidade paralela que não existe, feita de mulheres feministas, famílias lésbicas com crianças adoptadas, cabo-verdianos a viver em Cabo Verde que se dizem vítimas de racismo do homem europeu. O Público morreu e isso reflecte-se nas vendas. O DN não consegue ser melhor que o JN. Falhou.
A comunicação social portuguesa, grande arma de algumas grandes empresas, grandes escritórios de advogados, Santa Casa de Lisboa, do PCP, do BE e do PS, e também de alguma Direita, não está a conseguir adaptar-se ao digital. Veremos o que reserva o futuro, mas conhecendo o que a casa gasta, vejo nuvens negras no horizonte enquanto o PS estiver no poder com os radicais.