O Estado do País 2016

Aos poucos, a geringonça vai adotando a estrutura programática do Governo Sócrates. Já toda a gente sabe ( pelo menos quem gosta de reflectir) aonde isso nos levou. Acho que não é preciso fazer um desenho.

É para fazer justiça à reposição salarial e pensões, dizem os iluminados da esquerda.

Mas por que diabo eu tenho que pagar mais 7 ou 8 cêntimos quando meto combustível ou pagar mais imposto quando Peco um crédito ou lá o que vier a seguir, para que um indivíduo qualquer que é funcionário público ou pensionista ficar com uma vida mais regalada.
Se o país não tem dinheiro, não devia ter havido reposição salarial nenhuma. Ponto final, parágrafo.

Quando veio a Troika, a retenção na fonte para prestação de serviços passou para 25 %. Muitas pessoas tiveram um rombo mensal significativo.
Quando é que a geringonça vai repôr a taxa anterior, repondo também rendimento a essas pessoas?

Pois é, tirando alguns fanáticos de esquerda, qualquer pessoa minimamente inteligente compreende que as reposições salariais não vieram repôr qualquer justiça social. Puseram foi outros a pagar pelas regalias de alguns. E obviamente com.o intuito de ter mais votos nas próximas eleições. E agradar a movimentos sindicalistas. ( para quando a revisão da lei relativa à liberdade sindical, para que estas organizações não abusem de greves e coisas do género, prejudicando gravemente o país, e sem responder criminalmente por isso? ) .

Além do mais, nem sequer se coloca a questão que a geringonça ajudou os pobres, pois o grosso dos benefícios foi para quem já estava bem.ou razoavelmente instalado.

Para os pobres ficaram os cafés e a sopa.
 
Já para não falar de medidas de cosmética , como a proibição de penhora de casas de família.
Isso exemplifica exemplarmente o comportamento típico das esquerdas. Fazem de conta que estão a ajudar os mais desfavorecidos, mas na realidade, o efeito prático dessa medida é quase zero, pois a penhora apenas é suspensa, até ser esgotadas todas as possibilidades de penhora com outros bens. Mas, se for mesmo assim insuficiente, a penhora prossegue e lá se vai a casa de família na mesma. Nisto não há alteração, foi isto que os senhores da geringonça " esqueceram - se " de dizer aos mais desfavorecidos.
Se bem que não conheço muitos pobres com moradias com valor de 500 mil euros...
 
se servisse para ir buscar casas aos bancos que já estão construídas, que não têm compradores e que são casas a preços aceitáveis para entregar às camaras municipais que precisam de habitação social não era má ideia.

ou para construir parques nómadas para as comunidades ciganas muito estigamtizadas em portugal.
 
Angola pede ajuda ao FMI. A piada da situação é isto:

"Com o objectivo de desenhar políticas macroeconómicas e reformas que restaurem o crescimento económico forte e sustentável, de fortalecer a moldura institucional que suporta as políticas económicas, de lidar com as necessidades da balança de pagamento, e manter um nível adequado de reservas internacionais, o Governo pediu o apoio do FMI para complementar a atempada resposta ao declínio dos preços do petróleo", lê-se num comunicado do Ministério das Finanças.

O documento não anuncia qual o valor da assistência financeira, centrando-se antes na assunção de um conjunto de compromissos políticos que passam pelo aumento da transparência das contas públicas, maior diversificação económica e pela promessa de um reforço da aposta nas áreas da agricultura, pescas, minas, educação, serviços financeiros, água, serviços básicos e saúde.

Com o título 'Angola está empenhada na diversificação económica com o apoio do FMI', o texto assume que "o Governo está consciente da forte dependência que o sector petrolífero representa para a vulnerabilidade das finanças públicas e para a economia, mais globalmente", argumentando que os esforços para diversificar a economia começaram "há muitos anos".

"A curto prazo, os nossos esforços de diversificação vão estar focados na agricultura e pescas, minas, educação, serviços financeiros, água, saneamento básico e sectores da saúde", lê-se no texto governamental, argumentando que “a expansão destes sectores é uma ferramenta importante na melhoria do emprego em todo o país, particularmente nas áreas rurais".

Vamos por partes:

- O FMI na prática não contribui diretamente para a diversificação da economia porque os seus planos na generalidade são sempre os mesmos, envolvendo: 1- Desvalorização cambial; 2- Aumento de impostos; 3- Cortes nos programas sociais/investimento público; 4- Promoção da exportação dos produtos;

- Que outros produtos conhecidos Angola exporta? Diamantes? Borracha? Café? Não é com isso que vai crescer muito;

- O FMI preconiza a abertura da economia ao investimento externo. O investimento em 'saúde, educação ... serviços básicos' geralmente é feito pelo Estado numa perspetiva de retorno a médio/longo prazo. O FMI nunca teve nem tem esse objetivo. O que acontece quando se esmaga a procura interna e se abre a economia ao exterior é que as multinacionais compram o que é relevante e o resto é deixado a apodrecer (especialmente num país corrupto e pobre como Angola). Convenhamos, saúde e educação privada num país pobre não dá muito lucro. E não é com o FMI que o angolano comum vai ter acesso a isso;

- Para que Angola desenvolva a sua indústria tem que importar muito menos. A comida é um bom exemplo. Mas como na economia está tudo interligado, Portugal ia/vai sofrer. Mas isso parece-me inevitável:

Kwanza com maior queda em 14 anos

http://economico.sapo.pt/noticias/kwanza-com-maior-queda-em-14-anos_238882.html

Angola terá de aceitar desvalorizar a moeda para permitir investimento externo

http://www.angonoticias.com/Artigos...ar-a-moeda-para-permitir-investimento-externo

Claro que desvalorizar a moeda só funciona quando os outros não fazem o mesmo. Como no mundo desenvolvido (onde estão os principais consumidores) as taxas de juro estão a zero com tendência para ir para o negativo, é apenas e só uma corrida até ao fundo.
 
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Custa assim tanto ver os programas anteriores antes de criticar? Até vou buscar um 'moderno':

Ukraine Unveils Reform Program with IMF Support

IMF Survey: What are the main elements of Ukraine’s economic reforms?

Maintain a flexible exchange rate to restore competitiveness and foster accumulation of reserves, and focus monetary policy on domestic price stability. Going forward, support competitiveness by keeping public and minimum wage increases in line with productivity growth.

Meet near-term fiscal obligations and gradually reduce the fiscal deficit. Stabilize budget revenue and embark on a medium-term fiscal adjustment path that distributes the burden of adjustment equitably.

Achieve a self-sustained energy sector and reduce its fiscal drain by eliminating Naftogaz’s deficit by 2018 as a key benchmark toward the goal of energy independence.

Implement comprehensive structural reforms, including in the areas of public procurement and tax administration, to help reduce corruption, improve the business climate, and on this basis, achieve high and sustainable growth.

http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2014/NEW043014A.htm

The Ukrainian government is letting its national currency, the hryvnya, lose value in hopes a weaker currency will help kick-start the economy.

http://www.rferl.org/content/ukraine-currency-devaluation-hryvnia/25241253.html

Ukraine Floats Currency. It Sinks.

http://www.bloombergview.com/articles/2015-02-05/ukraine-floats-currency-it-sinks-

At the same the cabinet plans to cut government funding of Naftogaz in 2015 by 5.8 percent to 29.7 billion hryvnia.

The changes also see a cut in pensions for retired people by 15 percent. Moreover, pension payments for people working in the tax, customs and regulatory bodies, will be suspended. The job tenure for people working in hazardous and heavy industries will be gradually increased from 20 years to 25 years for men and from 15 years to 20 years for women.

The amended budget provides for increasing the rent charged for gas production from 20 percent to 70 percent.

At the same time Ukraine’s national commission responsible for controlling energy and utilities has more than doubled the cost of gas to average consumers. Thus, gas used for heating will jump 230 percent to about $132 per 1,000 cubic meters.

The price for gas used in cooking and heating water is expected to skyrocket from $43 to $263 per 1,000 cubic meters.

https://www.rt.com/business/237157-ukraine-cuts-budget-imf/

Em 2015 a Ucrânia cresceu 9.9%... para baixo. Quando forem publicados os planos para Angola aí compara-se com o que escrevi. Criticar por criticar não. Já de vez, tens é que mandar um mail à Largarde para mostrar a tua indignação. Isto para ti é impensável. As economias não estão interligadas:

FMI. Recuperação da economia global está "demasiado lenta, demasiado frágil"

http://rr.sapo.pt/noticia/50988/fmi..._global_esta_demasiado_lenta_demasiado_fragil

O FMI acerta na doença (o péssimo crescimento). Erra no diagnóstico (excesso de regulação; até parece que na China o problema é esse). Há dívida a mais e procura a menos. E não se pode ir à bancarrota sem arrastar inúmeros países. Porque é que os juros não sobem no mundo desenvolvido?
 
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se a venda falhar não há alternativa à resolução...

esta expressão dá pra muitas leituras. Há quanto tempo é que o banco estava pra venda?
 
Há quanto tempo é que a ministra das finanças cessante sabia que tinha de vender o banco?
Durante quanto tempo é que o governo da caranguejola teve um administrador no banco que não fazia nada?
 
Enquanto o PS vai receber Dragui de braços abertos, os seus amigos da geringonça do BE vão promover uma manifestação contra a sua presença, alegando que o BCE é responsável pela má situação na Europa.

Realmente, quem ouve estes tipos a falar deve pensar que a Europa é um antro de pobreza e os europeus em geral uns pedintes.

Como sempre, a esquerda radical alienada da realidade.

Vistos também os amigos deles, prefiro mil vezes, o Dragui, a Lagarde, o FMI, o BCE ao Maduro, Lula, Iglesias, Tsipras e ao amigo Norte - coreano do PCP.

Safa...
 
Faro é o destino favorito dos irlandeses para este Verão.

http://www.irishmirror.ie/lifestyle/travel/portugal-top-choice-irish-holidaymakers-7694092

Acrescento que Portugal já ultrapassou a Grécia e a Itália estando apenas atrás de Espanha e da França como destino favorito dos britânicos.

Tudo isto foi possível em parte porque não houve a desejada proibição encapotada dos alojamentos locais com regulamentos infernais proposta pelos hoteleiros que agora têm promessa do PS de ver a lei revista. E também foi possível graças às companhias low cost, à Ryanair, Easy Jet ou Monarch. Não, não foi nem de longe nem de perto trabalho da TAP. Aliás, se não fosse a UE será que teríamos low cost em Portugal?

Estamos a colher os frutos de decisões de Adolfo Mesquita Nunes. Não se trata apenas de uma fuga do Médio Oriente e da Turquia. O turismo cresceu mais em Portugal que em Espanha, França ou Itália. Houve mudanças internas e no mercado.

Mas manter-se-á tudo assim. Não. O PS poderá vir a estragar tudo. Espero não estar enganado nuns palpites que tenho.

Não foram os grandes eventos que fizeram a diferença no turismo. Nem o dinheiro que ia para as Direcções Regionais de Turismo. Foi o trabalho de privados que nem sequer são portugueses e uma ajudinha de um sec. de Estado do CDS que «comprou» artigos em revistas e jornais internacionais e lançou legislação menos restritiva. Foi o mercado e a sua liberalização. Não foram regulamentações, empresas bandeira públicas nem organismos públicos.
 
Os problemas do Banif começaram segundo se sabe hoje quando os ladrões do BPN começaram a entrar no Banif.

Nenhum desses gestores da caixa foi votado favoravelmente por alguém "da minha área política".
Alguns desses gestores só sabiam comprar robalos na praça do peixe e ainda por cima sem regatear o preço.

Ainda ontem o PCP entrou com uma proposta para se acabar com os offshores... claro que o capitalismo não vai deixar, precisa deles pra continuar a saquear.
 
está a formar-se uma bolha hosteleira. Convém rebentar a bolha.
Repara na baixa de lisboa.


Em relação á febre do Turismo, só acho que um pais equilibrado não vive só exclusivamente só do turismo, até porque se fosse assim a Grécia seria o pais mais equilibrado e evoluído da Europa, acho que Portugal está a uns anos para cá a ser descoberto pelo mundo do turismo, está nos roteiros e éramos sem duvida um tesouro por descobrir, mas não somos uns únicos o mesmo se está a passar na Croácia, e não se passa em outros países nomeadamente no Cáucaso devido a questões e conflitos e instabilidade politica, Portugal beneficia de sermos um pais extremamente seguro, sermos um pais Ocidental, sermos um Povo ocidental e beneficiamos pelo facto o turismo ter aumentado significativamente e paralelamente a isso existirem vários países do sul do mediterrâneo e em África, Medio Oriente onde devido a questões de segurança tornou-se quase proibitivo viajar, á aqui uma junção de factores que nos fez ter este boom e estou convencido que veio para ficar.
Agora uma cidade, uma região, um pais não vai empregar todos os seus jovens em tucks-tucks ou a venderem pasteis de nata, por isso acho que existe uma obsessão com o Turismo por parte de certos autarcas que parecem que querem copiar modelos 3ºs mundistas, até porque existe sempre um lado menos positivo no turismo, e Portugal não pode nem deve se prestar a esse lado.
O modelo que deveríamos copiar seria sem duvida o do Norte e Centro de Itália, Norte e centro de Itália é uma região turística por excelência tem oferta turística que não mais acaba, mas não se esgota de todo no turismo, é uma potencia industrial, logística e uma potencia agrícola e o facto de ser uma potencia industrial ajuda a potencializar o turismo, ou seja, eles vendem os Ferraris, o design, a moda, os seus vinhos, os seus queijos ao mesmo tempo que vendem o turismo, resultado? desemprego baixíssimo, população com um nivel de brutal, grandes acessos logísticos e de transporte, aquilo sim é uma região mais que equilibrada. Era esse exemplo que deveríamos copiar não um turismo canibal, um turismo de 3º mundo, um turismo onde os turistas chegam e dizem " oh my god" esta parece uma cidade fantasma, cheia de edifícios abandonados e onde vêm crianças a pedir esmola, e pessoas despejadas das suas casas, isso não, esse modelo é errado.
Agora o que Portugal deveria fazer era ter mais auto-europas, investir na agricultura e articular isto tudo com o Turismo. O Grande Porto, não vai viver só de turismo, a cidade do Porto não vai viver só do turismo, tem de atrair multinacionais, por exemplo ligadas ao textil, á moda, o Porto poderia ser a capital da Moda( caso Lisboa deixe, não se melindre e não tenha ciumes como normalmente e parvamente tem) por exemplo tem essa possibilidade, o que acho é que um pais num todo não viverá só do turismo , só de uma actividade senão a medio prazo sermos uma Cuba dos anos 50 ou um Nordeste Brasileiro ou uma Geórgia da Europa ocidental( bom vinho sol, monumentos e povo miserável), acho que Portugal merece muito mais que isso.
 
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Mas olha, Agreste, que os apreciadores de economias mais fechadas e adeptos de partidos únicos e de uma sociedade mais socialista, como Putin, Assad e membros do PC chinês, também são apreciadores de off - shores.

Eu era capaz de jurar também que o grosso dos problemas do Banif surgiram aquando do desaparecimento de Horácio Roque ( o BANIF era muito o seu banco, o banco de um homem só) e os seus herdeiros se envolveram numa luta fratricida.

Essa conversa da gestão privada versus gestão pública da Banca e dos BPN ' s já enjoa. A esquerda radical sempre com a cassete e alienada da realidade. Todos os Bancos têm tido falta de liquidez, por muitas razões diferentes. A CGD tem sido das que tem tido diversas injecções de capital. E têm uma enorme vantagem, tem o melhor accionista do mundo, os contribuintes. Sempre que são chamados a reforçar capital, não têm voto na matéria, pagam e não bufam. Se não, já sabem qual é o resultado.