Angola turns to IMF for bailout amid oil price fallout
http://www.ft.com/cms/s/0/732e5b5a-fc24-11e5-a31a-7930bacb3f5f.html
A última tranche do empréstimo do FMI de 2009 foi dada a Angola em
2012. Portanto, o novo empréstimo servirá, em parte, para cobrir o antigo. Mesmo na altura já havia suspeitas de dinheiro desaparecido:
A report published by the fund in October raised alarm, saying it had identified a discrepancy of $32 billion in government funds thought to be linked to Sonangol and spent or transferred from 2007-10.
Como já é hábito, as previsões do FMI são uma comédia. Em 2014, Angola ia crescer 5.5% em 2015. Em Agosto de 2015 esse crescimento foi reduzido para os
3.5%. Previsão mantida em
Outubro do ano passado. Em Abril de 2016 mais um resgate.
Pior que o FMI só mesmo o governo de Angola, que em Novembro de 2014 previa um crescimento em 2015 de
9.7%.
O petróleo deve continuar baixo. As empresas
mesmo falidas continuam a produzir. Deve ser a expectativa de quando a concorrência desaparecer o preço sobe e a exploração fica rentável. O problema é que poucos querem fechar a empresa. Como o preço do petróleo não é o reflexo da procura, não duvido que algures deve haver alguma aldrabice para o manter mais ou menos elevado. É do interesse de muita gente.
Ainda no FMI, as
regras mudaram por causa da Ucrânia. Os países caloteiros podem continuar a receber empréstimos. Supostamente (mas não ponho as mãos no fogo) isto servirá para todos: Gregos, Portugueses, Angolanos... Já no último resgate já se falava do congelamento dos funcionários públicos e alterações no IVA. Como escrevi, a intervenção do FMI é sempre igual.
Não sei como é que o resgate em Angola é bom sinal para os portugueses (como tenho visto nas notícias). Até parece que as exportações portuguesas vão aumentar num país que vai esmagar a procura interna. Mas que sei eu? Não sou 'economista'. Mais
barbaridades estão por aí como esta (até parece que o FMI tem o poder de alterar isso tudo diretamente):
Entre as medidas a aplicar deverão estar a criação de um melhor ambiente de negócios, o combate à corrupção, melhor gestão de dinheiros públicos e a melhor seleção dos investimentos públicos.
Claramente, os ucranianos não receberam a mensagem.