A Grécia tem uma Igreja Ortodoxa com um poder que a nossa ICAR não tem... nem há comparação possível... o Syriza, tanto quanto sei, não tocou na Igreja grega...
Sim são Igrejas com organizações hierárquicas diferentes.
Mas a questão fracturante da Grecia, será indiscutivelmente as questões sociais e o flagelo dos migrantes. Atenção em Portugal é facil ser-se muito pro-migrantes estamos cá longe, o problema não nos afecta direcamente e nem indirectamente.
Na Grécia o cenário é muito diferente, falamos de um pais estagnado economicamente, e com um Governo que incentivou a vinda dos Migrantes/refugiados, resultado falamos de um pais com cerca de 10 milhões de habitantes á beira do colapso económico e que tem entre as mãos a recepção de perto de 1 milhão de migrantes/refugiados.
Falamos de um pais que se fez em oposição ao Império otomano, com uma Igreja ortodoxa muito forte socialmente, e que vê-se com um Governo que incentivou a vinda de milhares e milhares de pessoas. Se isto não é um convite para o crescimento da extrema direita crescer então não sei o que é.
O syrisa não hostilizou a Igreja ortodoxa, mas na sua politica externa, está a promover o crescimento da extrema direita.
Isto para as nossas esquerdas torna-se complicado, pois viram no syrisa um género de guia espiritual e um modelo, e as nossas esquerdas acham que a extrema direita só cresce na Europa central ou do Norte, e o que vemos é que o pais que têm como modelo, além de ter perto de 10% de eleitorado que apoia partidos neo-nazis, atenção nem disfarçam, esse mesmo governo na sua politica externa das portas abertas que o BE, o PCP, o PS e até a falsa caridade católica da direita defendem cá em Portugal, está a convidar e a criar as condições necessárias para que a extrema direita cresça na Grécia e vamos ver nas próximas eleições, pois a Grécia é totalmente imprevisivel a nível politico.
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Pacificar países pobres e com instituições fracas é um bilhete só de ida. Uma coisa é o Kosovo. Estou mesmo a ver portugueses a ir para a Líbia combater a sério contra o EI. Mal os caixões começarem a chegar a casa e aparecerem vídeos com tugas decapitados a opinião fica logo negativa (daí a importância do ataque terrorista ocasional).
obras públicas para absorver muita gente - Plano Juncker).