O Estado do País 2016

A Grécia tem uma Igreja Ortodoxa com um poder que a nossa ICAR não tem... nem há comparação possível... o Syriza, tanto quanto sei, não tocou na Igreja grega...

Sim são Igrejas com organizações hierárquicas diferentes.
Mas a questão fracturante da Grecia, será indiscutivelmente as questões sociais e o flagelo dos migrantes. Atenção em Portugal é facil ser-se muito pro-migrantes estamos cá longe, o problema não nos afecta direcamente e nem indirectamente.
Na Grécia o cenário é muito diferente, falamos de um pais estagnado economicamente, e com um Governo que incentivou a vinda dos Migrantes/refugiados, resultado falamos de um pais com cerca de 10 milhões de habitantes á beira do colapso económico e que tem entre as mãos a recepção de perto de 1 milhão de migrantes/refugiados.
Falamos de um pais que se fez em oposição ao Império otomano, com uma Igreja ortodoxa muito forte socialmente, e que vê-se com um Governo que incentivou a vinda de milhares e milhares de pessoas. Se isto não é um convite para o crescimento da extrema direita crescer então não sei o que é.
O syrisa não hostilizou a Igreja ortodoxa, mas na sua politica externa, está a promover o crescimento da extrema direita.
Isto para as nossas esquerdas torna-se complicado, pois viram no syrisa um género de guia espiritual e um modelo, e as nossas esquerdas acham que a extrema direita só cresce na Europa central ou do Norte, e o que vemos é que o pais que têm como modelo, além de ter perto de 10% de eleitorado que apoia partidos neo-nazis, atenção nem disfarçam, esse mesmo governo na sua politica externa das portas abertas que o BE, o PCP, o PS e até a falsa caridade católica da direita defendem cá em Portugal, está a convidar e a criar as condições necessárias para que a extrema direita cresça na Grécia e vamos ver nas próximas eleições, pois a Grécia é totalmente imprevisivel a nível politico.
 
Última edição:
A extrema-direita na Grécia tem muito mais apoiantes (como já uma vez alguém disse, "há um sentimento de uma maioria silenciosa") do que se possa pensar (mesmo dentro de sectores do próprio, como por exemplo juízes e polícias), muito mais do que aquilo que a comunicação social (aqui e na Europa) transparece ("ah e tal, existem lá uns fulanos nazis, mas nada de preocupante"). E não pensem que tão cedo a Grécia se vai esquecer da enorme humilhação mundial que sofreu pelas mãos dos alemães (com especial relevância o Sr. Schauble) no Eurogrupo. Certamente que esta factura eles irão "cobrar" algures no futuro.

Há maneiras e maneiras de se lidarem com as situações. Se é certo que a atitude de confrontação da Grécia não foi a melhor atitude (apesar de se compreenderem as razões que levaram a isso), a Alemanha baixou de nível ao responder na mesma moeda. Quando o espírito da Europa foi haver solidariedade e paz, e não confrontação e tensões permanentes (ainda por mais numa área geopolítica estratégica como a Grécia, que a Alemanha parece negligenciar).
 
  • Gosto
Reactions: Topê
A extrema-direita na Grécia tem muito mais apoiantes (como já uma vez alguém disse, "há um sentimento de uma maioria silenciosa") do que se possa pensar (mesmo dentro de sectores do próprio, como por exemplo juízes e polícias), muito mais do que aquilo que a comunicação social (aqui e na Europa) transparece ("ah e tal, existem lá uns fulanos nazis, mas nada de preocupante"). E não pensem que tão cedo a Grécia se vai esquecer da enorme humilhação mundial que sofreu pelas mãos dos alemães (com especial relevância o Sr. Schauble) no Eurogrupo. Certamente que esta factura eles irão "cobrar" algures no futuro.

Há maneiras e maneiras de se lidarem com as situações. Se é certo que a atitude de confrontação da Grécia não foi a melhor atitude (apesar de se compreenderem as razões que levaram a isso), a Alemanha baixou de nível ao responder na mesma moeda. Quando o espírito da Europa foi haver solidariedade e paz, e não confrontação e tensões permanentes (ainda por mais numa área geopolítica estratégica como a Grécia, que a Alemanha parece negligenciar).

Para termos uma ideia do que é a Grécia politicamente, a Grécia tem cerca de 10 milhões de habitantes, se contabilizarmos por alto existem tantos vontantes num Parido neo-nazi assumido, na Grecia como praticamente os votantes do PCP e Bloco juntos, e repito a Aurora Dourada é um Partido declaradamente Neo-Nazi é mais ultra que por exemplo a Frente Nacional em França que tem feito um esforço tremendo para se afastar do nazismo, tentando-se colocar num espaço já mais polite.
Isto dá-nos a ideia do que é a Grecia, é um pais politicamente extremando, que nada tem haver com a nossa realidade, é por isso que esta posição da nossa esquerda que vê a Grecia como um exemplo é de quem desconhece totalmente a realidade daquele pais.
Os Gregos não têm só velhas questões com os alemães, têm um problema muito mais umbilical, que mexe quase com os alicerces existenciais daquele pais, esse problema chama-se Turquia e porque não dize-lo o próprio Islão, lembremos que a Grécia tem muito mais muçulmanos que Portugal cerca de 600 mil muçulmanos numeros oficiais, coloquemos mais umas centenas de milhares com estas vagas e não foi possível a construção de uma mesquita em Atenas, porque o povo não o permitiu.
É por isso quando comecei a ver o Syrisa a abrir, a abrir, politicas, totalmente anarquas para a entrada de migrantes/refugiados, pensei logo para mim que aquela posição iria ser o principio do fim do governo Syirisa na Grécia.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: frederico
Ser refém de partidos é uma coisa complexa. Ser apartidário é achar que Paulos Portas, Loureiros, Armandos Varas, Sócrates, Macedos, etc, são muito possivelmente trafulhas e merecem ser investigados até às últimas consequências ou no mínimo questionar a sua ética. Ser refém de partidos é achar que o Sócrates é o anti-cristo mas calar a boca sobre Relvas. É saltar em cima de Jorge Coelho mas ficar de boquinha calada sobre Paulo Portas. É chamar Armando Vara de trafulha, mas fazer vista (ouvido?) grosso às escutas onde Marques Mendes aparece a fazer uns favores. É relembrar Fátima Felgueiras e esquecer Valentim Loureiro. É criticar Narciso Miranda e arranjar desculpas para anos de dívidas de PPC à Segurança Social. Ou vice-versa. Pertencer a um partido não é muito diferente de pertencer a uma religião. Ou as pessoas dizem que são de uma religião qualquer mas não são praticantes e isso significa que, na verdade, não são coisa nenhuma pois estão a marimbar-se para os preceitos da mesma, ou são praticantes e são, obrigatoriamente, hipócritas (no sentido em que escolhem da religião o que lhes interessa e ignoram o que não dá jeito).
 
  • Gosto
Reactions: Prof BioGeo
Os casos de Relvas não têm a dimensão dos casos de Sócrates. É uma formiga ao lado do elefante. Mais... no caso Relvas ele foi afastado e o PSD não falou em cabalas. O Min. da Educação tirou-lhe o diploma. O PSD não andou a atacar a Justiça nem a comunicação social. Ninguém mudou leis à pressa para salvar Miguel Relvas. São casos diferentes.

Em relação ao Portas... já cheira mal há muitos anos... por algum motivo nunca foi atacado a sério na CS como têm sido outras pessoas do PSD e do CDS. Mas não pensem que está morto politicamente. A raposa é velha e matreira e a vergonha é nula.
 
Há muitos anos que se previa esta «invasão» de imigrantes. A Europa tem sido muito negligente na defesa das fronteiras a Leste e na vigilância do Mediterrâneo. Não sou contra os imigrantes muçulmanos mas tem de haver muito controlo e limites senão a extrema-direita vai voltar ao poder e destruir de novo a Europa. A UE começou a agir muito tarde... no futuro terá de gastar mais dinheiro em acções humanitárias e no controlo das fronteiras. E intervir mesmo que seja militarmente em países do Médio Oriente e do Norte de África, para assegurar a paz nesses territórios.
 
Já tive uma namorada grega. Conheço gregos e cipriotas gregos. Há nas elites quem julgue que parte da Turquia deve ser grega. Os cipriotas gregos querem o Norte da ilha de volta. A UE não pode permitir que se abra a caixa de Pandora entre gregos e turcos.

Os gregos são pessoas amistosas e calorosas mas com alguma altivez e vaidade. Confiam demasiado na sorte e são uma boa companhia. As gregas são mulheres muito, muito interessantes. São um povo especial que tem de ser lidado com pinças.
 
  • Gosto
Reactions: Topê
E intervir mesmo que seja militarmente em países do Médio Oriente e do Norte de África, para assegurar a paz nesses territórios.

Isso de facto tem funcionado tão bem :D Pacificar países pobres e com instituições fracas é um bilhete só de ida. Uma coisa é o Kosovo. Estou mesmo a ver portugueses a ir para a Líbia combater a sério contra o EI. Mal os caixões começarem a chegar a casa e aparecerem vídeos com tugas decapitados a opinião fica logo negativa (daí a importância do ataque terrorista ocasional).

O Estado não tem vocação para administrar devidamente nada. Basta ver, mesmo com o melhor acionista do mundo a contribuir obrigatoriamente , a porcaria de serviço prestado ( salvo raras excepções) de hospitais, escolas, transportes públicos e por aí fora ( em todos os aspectos) .

O Estado deveria mostrar um ato de inteligência e humildade e entregar toda a gestão dos seus serviços ( excepto departamentos de segurança nacional) aos privados, que sabem gerir muito melhor.
Ficávamos todos melhor servidos e ainda mais protegidos da Praga deste sindicalismo, que nos atormenta.

Por diversos motivos a política nunca atrairá/manterá os melhores.

Quanto às privatizações... estas não são a panaceia para tudo. Até parece que isso por si só vai impedir as PPP's ruinosas, os ajustes diretos estranhos...

Os partidos políticos são empresas que precisam de receitas. Receitas essas que em parte vêm dos votos. Só aí já há um conflito de interesses. Nem sempre a verdade é popular. Ora, face à utilização do dinheiro do contribuinte para tão pobre serviço prestado, a solução poderia ser a privatização dos partidos. Banir as contribuições públicas. Tudo viria dos privados. Do outro lado do Atlântico há isso. O serviço é melhor? Nem por isso.

Um outro exemplo é os bancos. Na perspetiva da direita a gestão pública é sempre ruinosa. Dão o exemplo das inúmeras empresas públicas. Na perspetiva da esquerda, a gestão privada também é ruinosa (BES) e só está interessada no lucro. São perspetivas. Todos os bancos estão falidos. Porque é que a CGD não estaria também? À esquerda não interessa denunciar a corrupção no estado porque não quer sequer conceder que na gestão pública há também muito desperdício (daí que investigações na CGD não são convenientes). À esquerda não interessa muito uma otimização do sistema. O tamanho do orçamento equivale à qualidade do serviço. Isso nem sempre é verdade.

A demonização da gestão pública é interessante. É porque muitos gestores públicos trabalharam no setor privado e o contrário também se aplica. A competência profissional varia assim tanto?

Os partidos políticos/governos serão sempre um meio para um fim. E isso acontecerá sempre independentemente do seu tamanho (porque têm o poder de gerar e implementar decisões). Mesmo que se privatize os reguladores, continuará a haver corrupção.

Empobrecimento competitivo. É um termo que acabei de ler e descreve perfeitamente o resultado da globalização/competividade com países pobres (e estou a excluir os problemas inerentes ao capitalismo). Claro que o processo nunca será pacífico nem suave. A robotização é o derradeiro aumento da produtividade. Fazer mais com menos. Incluindo com trabalhadores (e consequentes consumidores). O desemprego estrutural (geral porque numa economia há sempre quem esteja melhor e outros pior) está para ficar. Com todos os problemas que dai advirão (e a solução encontrada é sempre a mesma -> obras públicas para absorver muita gente - Plano Juncker).
 
Última edição:
EN125 é a via mais perigosa de Portugal

Na estrada morreram 66 pessoas, de 2010 a 2015.

A Estrada Nacional 125 é atualmente considerada pelo Governo como a única "estrada da morte do País". Combater esta realidade é um dos objetivos do protocolo para implementação de um Plano Intermunicipal para a Segurança Rodoviária no Algarve, ontem assinado em Faro.

"A EN125 é neste momento conhecida no País como [a via] mais perigosa que temos, as outras ‘estradas da morte’ já não o são, felizmente, já são autoestradas", referiu ontem o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, durante a assinatura do protocolo.

Além da EN125, onde, entre 2010 e 2015, morreram 66 pessoas vítimas de acidentes de viação, Jorge Gomes destacou também a A22, que igualmente tem registado uma "sinistralidade rodoviária grave". No mesmo período, 19 pessoas perderam a vida nessa via.

Fonte: CM

Esta notícia diz tudo, então a A22 que quase ninguém anda por lá, em 5 anos morreram 19 pessoas numa auto-estrada, na EN125 morreram no mesmo período 66 pessoas. Ou seja, tendo a EN125 muito mais tráfego que a A22 acho que a A22 é bem mais perigosa que a EN125. Aliás, a EN125, é perigosa porque quem circula por lá, não respeita traços contínuos, não respeita limites de velocidade e nem respeitam os outros. Pode ser, que a carta de pontos, venha acalmar os condutores, se eu fosse polícia e andasse na 125 como eu ando todos os dias, já tinha tirado a carta a uns quantos com ultrapassagens quase assassinas. O condutor português tem falta de educação, de civismo e pensa que a estrada é a pista do autódromo de Portimão e depois acontece n acidentes que acontecem por culpa humana.
 
Ser refém de partidos é uma coisa complexa. Ser apartidário é achar que Paulos Portas, Loureiros, Armandos Varas, Sócrates, Macedos, etc, são muito possivelmente trafulhas e merecem ser investigados até às últimas consequências ou no mínimo questionar a sua ética. Ser refém de partidos é achar que o Sócrates é o anti-cristo mas calar a boca sobre Relvas. É saltar em cima de Jorge Coelho mas ficar de boquinha calada sobre Paulo Portas. É chamar Armando Vara de trafulha, mas fazer vista (ouvido?) grosso às escutas onde Marques Mendes aparece a fazer uns favores. É relembrar Fátima Felgueiras e esquecer Valentim Loureiro. É criticar Narciso Miranda e arranjar desculpas para anos de dívidas de PPC à Segurança Social. Ou vice-versa. Pertencer a um partido não é muito diferente de pertencer a uma religião. Ou as pessoas dizem que são de uma religião qualquer mas não são praticantes e isso significa que, na verdade, não são coisa nenhuma pois estão a marimbar-se para os preceitos da mesma, ou são praticantes e são, obrigatoriamente, hipócritas (no sentido em que escolhem da religião o que lhes interessa e ignoram o que não dá jeito).



Tu falas muito, mas nunca te vi a criticar ninguém de esquerda.

Falas dos outros, mas tu és igual.

E, para quem se diz tão apartidária, estranho uma tão grande coincidência de posições com o bloco.
 
Tu falas muito, mas nunca te vi a criticar ninguém de esquerda.

Falas dos outros, mas tu és igual.

E, para quem se diz tão apartidária, estranho uma tão grande coincidência de posições com o bloco.

É a tua opinião e tens tanto direito a ela como eu à minha.
Fui e sou uma gigantesca crítica de Sócrates e de muitos dos que o rodeiam, apesar de reconhecer que nem tudo foi mau principalmente no seu primeiro mandato. Claro que podemos debater se ele era/é de esquerda, tal como muito boa gente no PS.
Quanto à coincidência de posições com o Bloco, no que diz respeito ao temas chamados fracturantes (que normalmente só o são para os beatos e beatas obcecados com a intimidade alheia!), é total. Mas, nesse aspecto, também é total com a quase totalidade dos deputados do PS e até de bastantes do PSD, alguns dos quais tiveram até os 'cojones' suficientes para quebrarem disciplina de voto e de irem contra o 'grande líder' em algumas situações. Na questão Europeia, por exemplo, não encontro coincidência. Talvez apenas no facto de o que eles acham que deve acontecer, eu temer que seja uma inevitabilidade. Mas, vá lá, passaste de insinuar que era do PC (partido no qual nunca votei nem equaciono votar), para insinuar que sou do BE (partido no qual votei uma vez). Está a melhorar. Até porque só faltam uns dois ou três nos quais votaria estando na plena posse das minhas faculdades mentais.
Ainda bem que tocas na questão das aparentes contradições: é que tu adoras falar na literacia alheia enquanto pontapeias a torto e a direito o teu próprio idioma. Não é que seja preciso ser-se um Lobo Antunes para darmos a nossa opinião, mas o mínimo que se exige ao criticarmos a literacia alheia (dos que votam de forma diferente de ti - fica sempre subentendido nos teus posts) é não darmos pontapés na gramática... Eu estou à vontade para falar. Acho que temos um problema enorme de literacia e que ele é transversal. Assim como de civismo. E acho que isso explica em boa parte o estado do país. Defendo que os governos que temos tido não são senão o reflexo do povo e que enquanto esperarmos que sejam os governos a mudar tudo e nós não mudarmos, continuaremos na 'cepa torta', como se tem visto.
 
É a tua opinião e tens tanto direito a ela como eu à minha.
Fui e sou uma gigantesca crítica de Sócrates e de muitos dos que o rodeiam, apesar de reconhecer que nem tudo foi mau principalmente no seu primeiro mandato. Claro que podemos debater se ele era/é de esquerda, tal como muito boa gente no PS.
Quanto à coincidência de posições com o Bloco, no que diz respeito ao temas chamados fracturantes (que normalmente só o são para os beatos e beatas obcecados com a intimidade alheia!), é total. Mas, nesse aspecto, também é total com a quase totalidade dos deputados do PS e até de bastantes do PSD, alguns dos quais tiveram até os 'cojones' suficientes para quebrarem disciplina de voto e de irem contra o 'grande líder' em algumas situações. Na questão Europeia, por exemplo, não encontro coincidência. Talvez apenas no facto de o que eles acham que deve acontecer, eu temer que seja uma inevitabilidade. Mas, vá lá, passaste de insinuar que era do PC (partido no qual nunca votei nem equaciono votar), para insinuar que sou do BE (partido no qual votei uma vez). Está a melhorar. Até porque só faltam uns dois ou três nos quais votaria estando na plena posse das minhas faculdades mentais.
Ainda bem que tocas na questão das aparentes contradições: é que tu adoras falar na literacia alheia enquanto pontapeias a torto e a direito o teu próprio idioma. Não é que seja preciso ser-se um Lobo Antunes para darmos a nossa opinião, mas o mínimo que se exige ao criticarmos a literacia alheia (dos que votam de forma diferente de ti - fica sempre subentendido nos teus posts) é não darmos pontapés na gramática... Eu estou à vontade para falar. Acho que temos um problema enorme de literacia e que ele é transversal. Assim como de civismo. E acho que isso explica em boa parte o estado do país. Defendo que os governos que temos tido não são senão o reflexo do povo e que enquanto esperarmos que sejam os governos a mudar tudo e nós não mudarmos, continuaremos na 'cepa torta', como se tem visto.


É curioso que eu, nos meus tempos de ensino básico e secundário, sempre fui dos melhores nas turmas onde andei a Português ( e no ensino público) . Os meus professores com certeza que estavam todos errados.

Mas já percebi que não consegues ter uma conversa com ninguém sem insultar o interlocutor , com assuntos que nem sequer tem relação.

Eu, se quisesse, também podia enumerar uma série de defeitos que também já vi que tens. Mas não te vou dar esse gozo, consulta um psicólogo, pode ser que te ajude.

Fica bem.
 
Acho que temos um problema enorme de literacia e que ele é transversal. Assim como de civismo.

Nunca deixa de ter piada constatar que, vezes sem conta, alguém extremamente preponente do respeito comum tem tão pouca tolerância a opiniões contrárias alheias. Por acaso tens mais jeito para a política (de sarjeta) do que pensas. Vejo em ambas as situações intelecto mal usado :)

Sim, o meu naipe de orionices (seja lá o que isso for na tua mente) é bastante diverso :D
 
Nunca deixa de ter piada constatar que, vezes sem conta, alguém extremamente preponente do respeito comum tem tão pouca tolerância a opiniões contrárias alheias. Por acaso tens mais jeito para a política (de sarjeta) do que pensas. Vejo em ambas as situações intelecto mal usado :)

Sim, o meu naipe de orionices (seja lá o que isso for na tua mente) é bastante diverso :D

Não tenho interesse em entrar em diálogo contigo, sendo honesta, pelo que esta é a minha única resposta. Não porque tenha algo contra ti, mas apenas porque já não tenho pachorra. A minha intervenção neste tópico era mesmo apenas para dizer o que disse sobre o partidarismo. No entanto, tendo em conta o que citaste, não sei o que o facto de achar que há um enorme défice de civismo e uma elevada taxa de iliteracia (nas mais diversas áreas!) neste país, tem a ver com a tolerância (ou falta dela) a opiniões contrárias. Sou obrigada a concordar com a tua última frase. O que não é obrigatoriamente mau...
Quanto à minha outra intervenção, há um limite para a quantidade de vezes que é possível ler-se críticas à iliteracia alheia fazendo-o com erros de palmatória. Ao fim de uns meses, já não se aguenta. Já começava a ver setas e luzinhas de néon a piscarem apontando o óbvio...
 
Não tenho interesse em entrar em diálogo contigo, sendo honesta, pelo que esta é a minha única resposta. Não porque tenha algo contra ti, mas apenas porque já não tenho pachorra. A minha intervenção neste tópico era mesmo apenas para dizer o que disse sobre o partidarismo. No entanto, tendo em conta o que citaste, não sei o que o facto de achar que há um enorme défice de civismo e uma elevada taxa de iliteracia (nas mais diversas áreas!) neste país, tem a ver com a tolerância (ou falta dela) a opiniões contrárias. Sou obrigada a concordar com a tua última frase. O que não é obrigatoriamente mau...
Quanto à minha outra intervenção, há um limite para a quantidade de vezes que é possível ler-se críticas à iliteracia alheia fazendo-o com erros de palmatória. Ao fim de uns meses, já não se aguenta. Já começava a ver setas e luzinhas de néon a piscarem apontando o óbvio...

Novamente, é quase deprimente o quão rápido a situação denegera. Mais parece uma entrevista do Trump :D Esse é que chama burro, gordo, preto, baixo e outros termos a qualquer um que o contraria :D

Há formas e formas de lidar com as coisas. Não tenho dúvidas que sabes isso (a dificuldade reside na implementação). No caso, e do que tenho lido (e sou leitor ávido :D) a 'literacia' diz respeito ao passado das doutrinas económicas representadas pelos partidos que obtiveram uma maioria da votação popular (a dita geringonça). Os termos podem ser mais ou menos criticáveis mas não acho que tenha chegado ao ponto de serem escritos 'burros', 'idiotas' (não escrevo 'vaca voadora' porque não é um insulto habitual mas pode-se começar uma tendência :D) e muito menos criticar a ortografia ou sintaxe.

Nunca vi insultos ajudarem num entendimento nem na clarificação do que quer que seja. A desumanização (nas suas várias vertentes) geralmente precede os conflitos. De pessoas com pouca instrução ainda se entende. De poucas com mais instrução (e que defendem valores mais racionais) nem por isso.

Política é como o futebol. Apela às reações básicas. Mas sempre que se puder evitar degenerações situacionais há que o fazer :D
 
Última edição: