O Estado do País 2016

Um dos grandes problemas em Portugal é que parte da direita é uma falsa direita.
Dividem - se entre a Cunha para arranjar um emprego para o filho no Estado ( estão a marimbar - se para o empreendedorismo) e as visitas à sacristia para rezar o terco. E ainda por cima, têm vergonha de dizer que não são de esquerda. Se algum idiota da esquerda radical, com as suas ideologias esquizofrénicas, lhes chama reaccionários, encolhem os ombros e amocham.

Faz falta em Portugal uma direita que promova o empreendedorismo, que ande menos atrás dos padres e que não tenha vergonha de enfrentar qualquer idiota da esquerda radical, tratando - os como devem ser tratados, como uns idiotas.
 
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A Direita não tem um corpo doutrinário coerente. No último Governo de Passos as PMEs sentiram muito o aumento dos impostos e instalou-se um clima de medo e de sentimento de perseguição. Não se pode fazer isto ao eleitorado base e em parte por isso a Coligação não teve a maioria. A ausência desse corpo doutrinário e o desnorte também se devem um pouco à morte do Sá Carneiro e do Adelino Amaro da Costa...

EDIT: muitos desses empreendedores fazem negócios... com o Estado, vendendo serviços a empresas municipais e Misericórdias, ou criam empresas para captar fundos... muita vão à falência quando se acaba a mama. Para isto servem as jotas...
 
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E há muitos falsos empreendedores, atenção. Que vivem às custas do Estado e não da promoção do seu negócio, como deveria ser.

Em Portugal, em parte também por culpa do PSD, está paulatinamente a instalar - se uma cultura ditatorial no Fisco e na Segurança Social. E, na SS, com a agravante da mesma ter nascido como uma contribuição e de atualmente ser um imposto ( sejamos honestos, alguém acredita que vamos receber as nossas pensões mais ou menos como os pensionistas de hoje, como nos tentam impingir, para angariar receita para o Estado, os senhores do regime, alguns com literatura e tudo?).

Não sei onde isto vai parar, mas é sempre bom recordar que o " Estado Novo " nasceu como um experimentalismo na cobrança coerciva de impostos, em grande parte devido à bancarrota do país provocada pelo desastre que foi a atabalhoada implantação da República e respetivo desastre e substituição de elites que se seguiu ( que pretendiam apenas poder e se estavam marimbando para os valores da República).

Deja vu?
 
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Portugal nunca teve muita cultura de trabalho, há várias explicações para este fenómeno, mas com os Descobrimentos instalou-se na capital uma corte que se habituou a viver à grande sem esforço. Esta cultura de elites permaneceu com altos e baixos até hoje. São homens e mulheres de todo o país que caem na capital nas grandes empresas do Regime, Ministérios, institutos, escritórios de advocacia, Ordens, etc, e vivem sugando o resto do país. Lisboa (e não os alfacinhas, não os habitantes da cidade) é um eucalipto que «seca» a província mais do que nunca, agora que perdeu África ou Macau, e que o dinheiro da Europa já não pinga como no passado.
 
Em Portugal nunca se jogou tanto como agora nos chamados jogos sociais, as crianças compram jogo e jogam e ninguém pede o BI. Em Inglaterra é impossível comprar jogo legal sendo menor, quem aparentar ter menos de 25 anos tem de apresentar BI senão não pode jogar nem apostar e a lei é respeitada. Em Portugal qualquer puto compra jogo, e mais, há pessoas viciadas sem recursos que chegam a gastar centenas de euros em jogos da Santa Casa todos os meses.

Eu não tenho nada contra o jogo desde que haja prevenção, acho que o negócio deve ser totalmente liberalizado mas não deve haver tolerância com menores que jogam ou com o vício, como se faz em Inglaterra.

Mas em Portugal toda a gente fala mal dos casinos mas ninguém toca na Santa Casa. O jogo da Santa Casa é muito pior que o dos casinos, pois as probabilidades são desastrosas, do ponto de vista matemático não há comparação possível, mas esta aura de boa fama é ridícula e mostra o quão infantilizados, ingénuos e alienados estão os portugueses.

O dinheiro dos jogos sociais é sugado de todo o país para ser gasto praticamente apenas na capital, em Lisboa, nos Ministérios e na Santa Casa da capital. É justo? Não é, trata-se de um mecanismo nojento para sacar dinheiro aos mais pobres e menos informados para gastar na capital com a desculpa do «social», sim desculpa pois já pagamos um SNS, uma SS e uma escola pública com os nossos impostos, portanto metam o social da SCML num certo sítio.
 
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Portugal nunca teve muita cultura de trabalho, há várias explicações para este fenómeno, mas com os Descobrimentos instalou-se na capital uma corte que se habituou a viver à grande sem esforço. Esta cultura de elites permaneceu com altos e baixos até hoje. São homens e mulheres de todo o país que caem na capital nas grandes empresas do Regime, Ministérios, institutos, escritórios de advocacia, Ordens, etc, e vivem sugando o resto do país. Lisboa (e não os alfacinhas, não os habitantes da cidade) é um eucalipto que «seca» a província mais do que nunca, agora que perdeu África ou Macau, e que o dinheiro da Europa já não pinga como no passado.

Portugal e Grecia são os paises do chamado 1º mundo que mais centralizam o poder em redor de uma unica cidade.
Actualmente o ditado: "para lá do Marão mandam os que lá estão" já não se aplica desde dos finais dos anos 90, que através de futebois, desunir para reinar, que o poder regional que o Norte do pais possuia e influencia que exercia no pais foi mirrando, bem como um sentido de pertença e uma entidade colectiva que o Norte tinha de forma muito vincada. Como sulista e lisboeta admito que existe, nos lisboetas, no sul do pais um tabu, e um complexo, diria um consenso silencioso que advém e muito penso que o aconteceu no pos- 25 de Abril, os portugueses não tem bem a noção do quão perigosa foi a situação do pos-25 de Abril e o quão perto tivemos de o pais se dividir literalmente ao meio e não foi de todo as rivalidades futebolisticas que determinaram essa situação, acho que essa situação criou um trauma colectivo, no Sul, Lisboa em geral, que fez com que Lisboa fosse reproduzindo cada vez mais um poder centrado em si, capaz de captar todos quadros, todas as actividades para seu redor, e de facto de uma forma diria muito silenciosa, inteligente, sobrevesiva, discreta, mirrar o Poder e a autonomia que existia principalmente na cidade do Porto quer a nivel cultural, economico,elites, que de facto se olharmos para a sua historia o desenvolvimento da cidade do Porto e a sua afirmação principalmente na época vitoriana e no inicio do seculo XX, é uma historia exactamente oposta á cidade Lisboa, pois o Porto cresce sempre ou praticamente sempre com a ausência de Estado, ao contrário de Lisboa que cresce por ser a cidade de Estado.
Hoje em dia, com um total controlo dos media pelo Poder lisboeta, pelo iman de atração que Lisboa exerce de trazer quadros políticos de todo o pais, e com o mirrar do que era o Norte, nos anos 60,70,80, acho praticamente impossível que essa situação se inverta. Que o Norte perdeu uma oportunidade única de se ter afirmado como uma região autónoma altamente industrializada, com clusters que passariam pelo têxtil, moda, vinhos,etc, que poderia estabelecer uma forte ligação dada a proximidade geográfica com o Norte de Espanha, e que teria um paradigma diferente de um pais muito virado para o funcionalismo publico isso não tenho a mais qualquer tipo de duvida, mas foi uma situação considero irreversível, Hoje em dia infelizmente o Norte do pais é talvez a região mais pobre do pais olhando para o PIB per capita, quando no meu entender poderia ser a mais prospera. Esta realidade ou a culpa não pode ser de todo, dada apenas a Lisboa, antes pelo contrário, o Norte ao contrário do que acontecia á uns anos e do que reza a sua historia que antes da formação de Portugal, nunca pertenceu ao mesmo espaço que o centro e sul do pais, o Norte desuniu-se imenso, vive muito no entender de facções, liga em demasia a rivalidades futebolistas inúteis, que acabam por estranho que pareça desunir a própria região, e sejamos sinceros quem faz Lisboa aquilo que é e o Poder que tem, sempre foram as pessoas do Norte do pais, portanto a culpa principal no meu entender da situação diria de enclave que o Norte pode atravessar deve-se e muito a uma falta de união, a uma falta de revindicação das suas populações, longe vão os tempos dos anos 70 em que ai sim Lisboa tremeu com o Poder do Norte do pais, e tinha de tremer pois o Norte não é Madeira nem os Açores não têm 250,300 mil habitantes, o Norte demograficamente corresponde praticamente a 40% da população portuguesa, tem um Poder regional muito maior que por exemplo tem a Escocia no Reino Unido.
E acho que em Portugal, talvez por o que se passou nos anos 70, no pos 25 de Abril que foi de facto uma situação muito perigosa, muito mesmo, muito mais que o que nós podemos pensar, o pais poderia caso as potencias assim o decidissem poderia ter-se dividido ao meio, e essa é um parte da Historia contemporanea de Portugal que não é contada, acho que devido a esse trauma, que o povo portugues não o encara, fez que isso não se passou, devido a esse trauma, em Portugal confunde-se por exemplo uma simples reforma administrativa regional, com uma declaração unilateral de independência, tipo Catalunha.
 
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O poder do Norte mirrou à medida que subia a carga fiscal e que o país estatizava a economia e promovia a morte das PMEs. O socialismo sabe que não vence eleições em Portugal se não encher a FP e se não matar as PMEs, o socialismo quer é dependentes para assegurar o poder.
 
O Norte fez uma oposição à Ditadura via Bispo do Porto. Mas queria uma democracia liberal ao estilo europeu. Não queria socialismo. Foi também do Norte que veio a grande contestação contra o PREC pela voz do Bispo de Braga. O Porto é historicamente uma cidade muito liberal e dada ao comércio e nunca teve o conservadorismo e o obscurantismo de algumas áreas rurais do Norte. Penso que será também do Norte que virá a queda deste geringonça. Muito povo que votou PS diz que foi traído quando o PS se ligou ao PCP.
 
O Norte fez uma oposição à Ditadura via Bispo do Porto. Mas queria uma democracia liberal ao estilo europeu. Não queria socialismo. Foi também do Norte que veio a grande contestação contra o PREC pela voz do Bispo de Braga. O Porto é historicamente uma cidade muito liberal e dada ao comércio e nunca teve o conservadorismo e o obscurantismo de algumas áreas rurais do Norte. Penso que será também do Norte que virá a queda deste geringonça. Muito povo que votou PS diz que foi traído quando o PS se ligou ao PCP.

Sim mas o crescimento da cidade do Porto, impulsionou o crescimento principalmente do Litoral Norte, que de facto nos seculos XVIII, XIX e que a região assume uma dinâmica, muito progressista em muitos aspectos e inovadora.
Se existe uma cidade que foi anti-Salazarista foi sem duvida a cidade do Porto basta só vemos de onde vinha a força do General Sem Medo(é essa força que digo que hoje mirrou bastante) ,aliás o Salazar tinha uma mala pata com o Norte e especialmente com o Porto, com a cidade do Porto o Salazar fez o atentado de atirar o Palácio de Cristal abaixo, que basicamente foi um dos primeiros certames do pais no final da era Vitoriana, para construir um pavilhão desportivo.Mas lá está o anti-salazarismo portuense, nada tinha haver com o que anti-salazarismo comunista, ou melhor tinham objectivos totalmente opostos.
A situação actual é diferente até porque esta direita não é assim tão diferente desta esquerda como nós á 1ª vista podemos achar, principalmente nesse aspecto descentralizador. Teria de ressurgir outras lógicas politicas que parecem estar totalmente extintas no nosso pais.
 
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A decadência do Porto já é antiga.

Vê-se bem na arquitectura da cidade. Nos anos 80 já estava muito decadente. O auge foi talvez no século XIX. A cidade recebeu também muito dinheiro dos imigrantes no Brasil. Não faltam palacetes dessa época, muitos fechados há décadas. O Porto é considerado a Detroit da Europa. Neste momento há uma fuga maciça de jovens para Lisboa e para a emigração. O PREC matou os grandes grupos empresariais e a indústria ainda não estava preparada para a CEE, só agora é que veio uma modernização com 30 ou 40 anos de atraso.
 
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A decadência do Porto já é antiga.

Vê-se bem na arquitectura da cidade. Nos anos 80 já estava muito decadente. O auge foi talvez no século XIX. A cidade recebeu também muito dinheiro dos imigrantes no Brasil. Não faltam palacetes dessa época, muitos fechados há décadas. O Porto é considerado a Detroit da Europa. Neste momento há uma fuga maciça de jovens para Lisboa e para a emigração. O PREC matou os grandes grupos empresariais e a indústria ainda não estava preparada para a CEE, só agora é que veio uma modernização com 30 ou 40 anos de atraso.

Sim eu diria até a 1ª metade do seculo XX, o Porto ai mexia muita coisa, tinha um dinamismo económico impressionante para os parametros nacionais. Mesmo nos anos 60, as ruas do Porto impunham respeito, a partir dai sim concordo entrou em decadência, no meu entender por muitas culpas próprias, não soube de facto aproveitar a embalagem que tinha e começou a entrar em decadência generalizada.
Mas atenção o mal ou bem do Porto, reflecte-se em toda a região do Litoral Norte ai não há nada a fazer, e é ai que acho que o povo do norte descaracterizou-se perdeu aquele sentido de união que tinha, está muito embrulhado, em rivalidades, em micro conflitos, que o fazem desperçar, o facto de muita gente no Norte não reconhecer o Porto como a capital ou centro do Norte, prejudica a própria região, o Porto pode ser por a lei natural das coisas a capital economica natural da região Norte, e Braga ser a capital administrativa, acho que um Galego não se chateia de Compostela ser a capital administrativa, Vigo a financeira e Corunha a cultural, acho que o Norte perde-se muito nessas picardias . Vejamos de Aveiro a Viana do Castelo são 170 kms isso não é nada, de Braga ao Porto são 50 kms, por vezes actualmente o povo do Norte fala como um tipo de Guimarães fosse muita diferente de um de Viana do Castelo, falta união sentido de pertença colectiva e isso perdeu-se, para mim não faz sentido Minho e Douro Litoral serem consideradas regiões destintas, ok existem ligeiras diferenças não digo o contrário, mas são mínimas, e falamos aqui de uma area de uma centena de kms2, o que é rigorosamente quase nada, mas a organização administrativa anterior que determinava a região entre Douro e Minho, no meu entender fazia muito mais sentido que a actual.
 
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Parece-me que o Porto aproveita mal a Galiza mas o Estado também tem muita culpa. A auto-estrada que liga Viana ao Porto não deveria ter portagens, o comboio para Vigo deveria ser mais rápido, a UP poderia ter vagas só para bons alunos galegos...

Agora discute-se muito a saída de vôos da TAP do Porto, em parte o Norte tem razão, muitas pessoas são obrigadas a apanhar os aviões em Lisboa...

O Norte também não gostou da privatização da ANA, o aeroporto FSC queria-se privado e nas mãos de empresários do Norte.

Notem que o Porto foi a primeira grande cidade portuguesa a eleger um independente, Rui Moreira.
 
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