O Estado do País 2016

anunciados grandes industriais como os Mellos, o Amorim... a deixarem buracos na caixa quando têm seguramente dinheiro para o pagar.
 
A CGD é boa para ter contas à ordem. Pelo menos é a minha experiência. Durante muito tempo fui cliente e nunca me cobraram comissões. Anuidade do cartão, só depois de fazer 25 anos e até me davam juros (pequeninos, claro) pelo dinheiro que tinha à ordem. No início os juros eram anuais e depois passaram a mensais. Para aplicar dinheiro, os juros sempre foram uma anedota, mesmo quando estavam mais altos. Quanto aos restantes bancos, já fui cliente de vários. Quase tudo é passível de negociação. Banco onde eu tenha aplicado algum dinheiro que se veja, que se atreva a cobrar-me comissões ou anuidade do cartão. Assim que vencesse, mudava logo. De vez em quando tentam, principalmente com a anuidade do cartão, mas um telefonema de dois minutos aviva-lhes a memória em três tempos e passados uns dias o dinheiro é devolvido.
 
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Por falar em comissões...

Cabe-me fazer a ressalva que entre todos os bancos a CGD é o unico que não cobra absolutamente nada nas contas de serviços mínimos bancários, contas especificas dirigidas a clientes em situações precárias... desemprego etc... a Caixa não cobra comissões a pensionistas ou jovens até aos 25 anos, nos restantes casos e desde que haja domiciliação de vencimento também não cobra.
Isso do cliente frequente (BCP)... só cai quem quer... conta 1,2,3 (Santander) tratam de impingir selvaticamente cartões de crédito e planos de saúde na abertura de conta... também só cai quem quer...
Anuidades de cartões... todos os bancos têm os seus precários que são autorizados pelo regulador e têm de aplicar, a CGD não cobra aos jovens até 25 anos e pensionistas desde que os utilizem, nos restantes casos pagam um valor que ronda neste momento os 18€ + IS.
Fiquei surpreso com o último post da Claudia que diz resolver tudo com um telefonema (!!!) porque acha que é ela a definir o que deve ou não pagar por um SERVIÇO que o banco lhe presta (!!!) com base no seu envolvimento (!!!), quando está tudo definido num precário que pode consultar na internet ou exposto balcão do seu banco... cliente difícil... :lol::lol::lol:
 
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Fiquei surpreso com o último post da Claudia que diz resolver tudo com um telefonema (!!!) porque acha que é ela a definir o que deve ou não pagar por um SERVIÇO que o banco lhe presta (!!!) com base no seu envolvimento (!!!), quando está tudo definido num precário que pode consultar na internet ou exposto balcão do seu banco... cliente difícil... :lol::lol::lol:

Cliente difícil? Não, muito fácil. Não aplico dinheiro em nenhum banco sem que deixe claro que, dado que vão ficar com o meu dinheiro por períodos mais ou menos longos, não admito que me cobrem taxas, taxinhas, comissões e anuidades de cartões. É óbvio que não me refiro a aplicações de 500€. Isso fica sempre claro antes de subscrever seja o que for. Nos depósitos a prazo não tenho tido queixa de comissões, mas a anuidade do cartão acontece sempre. Como disse, nada que um telefonema anual rápido, a avivar-lhes a memória, não resolva. A única coisa que pago é a anuidade de um cartão que tenho de uma conta à ordem. Apenas e só. E mantenho: grande parte dessas coisa é bastante negociável. Mas atenção, aprendi com o meu pai. Já fui anjinha.
 
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Cliente difícil? Não, muito fácil. Não aplico dinheiro em nenhum banco sem que deixe claro que, dado que vão ficar com o meu dinheiro por períodos mais ou menos longos, não admito que me cobrem taxas, taxinhas, comissões e anuidades de cartões. É óbvio que não me refiro a aplicações de 500€. Isso fica sempre claro antes de subscrever seja o que for. Nos depósitos a prazo não tenho tido queixa de comissões, mas a anuidade do cartão acontece sempre. Como disse, nada que um telefonema anual rápido, a avivar-lhes a memória, não resolva. A única coisa que pago é a anuidade de um cartão que tenho de uma conta à ordem. Apenas e só. E mantenho: grande parte dessas coisa é bastante negociável. Mas atenção, aprendi com o meu pai. Já fui anjinha.

Tudo conforme o precário certo? É que o que escreveu agora sim faz sentido.
 
Tudo conforme o precário certo? É que o que escreveu agora sim faz sentido.

O preçário é para quem não negoceia, como já disse. Não o consulto e não quero saber dele para nada, a não ser se estivermos a falar unicamente de contas à ordem. Nos depósitos a prazo ou outro tipo de aplicações, a partir de um montante que considere razoável, não pago coisa nenhuma a não ser os meus impostos. Obviamente que se quiser aplicar 500 Euros, isso não me dá o mesmo poder de negociação do que se aplicar 50000€. Daí nas contas à ordem ter de pagar a anuidade do cartão.
 
Mas de que tipo de comissões falamos? Comissões há muitas .... :)
Se é por ex. de contas à ordem, nenhum banco cobra 20€ de comissão por mês, muito menos a CGD, que se calhar deveria cobrar mais dada a situação em que está... afinal toda a banca nos últimos anos subiu comissões para todo o tipo de serviços.
Depois depende dos produtos subscritos em cada banco e alguma capacidade negocial para evitar ou diminuir comissões.

Duma simples conta ordenado sem nenhumas regalias e com cartão de débito e nem tem plafond associado para casos urgentes como muitos fazem quando abrem uma conta ordenado num banco, meras comissão de manutenção + IS. Não cobramos comissões, pois não cobraram durante 6 meses, depois começaram por 10 €, fui ao banco ah e tal é o novo preçário e depois fiquei pasmado quando num mês fizeram 2 comissões de manutenção e limparam 20 € fui ao banco é normal, ai é normal então vou levantar o dinheiro e meter noutro, a funcionária muito amável respondeu levante mas prepare-se que vai pagar mais.

Abri noutro banco e até agora (já vão mais de 2 anos), só pago a anuidade do cartão de resto tudo conforme o acordado na altura que abri conta.
 
http://economico.sapo.pt/noticias/i...maio-pela-primeira-vez-desde-2013_252243.html

grafico_actividade_economica.jpg


Ena, a gerigonça está em plena travagem e já é o 6ª mês consecutivo sempre a descer. Rumo a mais um resgate. :pray:

Com a direita era sempre a subir, com a esquerdalha é sempre a afundar e agora, as esganiçadas e comunadas nada dizem, pois é, não os convém, mas a culpa é da direita, estes valores não reflectem o OE2016 mas sim o OE2014. :huhlmao:
 
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Ena, a gerigonça está em plena travagem e já é o 6ª mês consecutivo sempre a descer. Rumo a mais um resgate. :pray:

Com a direita era sempre a subir, com a esquerdalha é sempre a afundar e agora, as esganiçadas e comunadas nada dizem, pois é, não os convém, mas a culpa é da direita, estes valores não reflectem o OE2016 mas sim o OE2014. :huhlmao:


A extrema -esquerda foi domesticada... :lol::lol::lol:
 
A situação da banca não está fácil em nenhum deles, ao contrário do que muita gente pensa, depositar lá dinheiro à ordem acaba por ser mesmo um encargo para eles dadas as taxas de juro historicamente baixas, até negativas.
E também não é tão simples como já referiram aqui, simplesmente dizer ,olhe, vou embora para outro lado, não pago comissões. Convém criar uma boa relação com um banco, ter um bom histórico de confiança entre as partes e simplesmente fechar uma conta e ir para outro é começar quase do zero, e geralmente para o novo que vamos é tudo sorrisos e facilidades ao início, para depois voltar ao mesmo ponto de partida :)
O ideal é mesmo negociar no próprio banco, com algum bluff pelo meio.

Nunca cheguei a mudar o dinheiro de banco nenhum por causa disso, porque sempre que me tentaram 'rapinar', depois de reclamar me devolveram o dinheiro em poucos dias. Mas fá-lo-ia sem problema assim que a aplicação vencesse. Se me enganam, não contam mais comigo. Se é assim com as pessoas, quanto mais com entidades bancárias. Se não podem cumprir, não prometam. Agora comprometem-se com uma coisa e a meio do jogo mudam as regras? Não. Uma vez uma espertalhona num banco disse-me algo como: 'pode mudar mas nos outros bancos acontece a mesma coisa que isto é como nas operadoras de telemóvel'. Eu mostrei-lhe o CC e disse-lhe que até podia ser, mas que se fosse o caso, então ia por os trocos na 'estranja'. Se de lá veio, para lá pode voltar. Problema resolvido.
 
Imaginemos que em Portugal havia um referendo sobre a permanência de Portugal na UE. Teríamos o PCP e o BE a fazer campanha pelo Não, o PS dividido e a ala saudosista da Direita salazarista que está refém sem partido político mas representada por políticos como Manuel Monteiro a fazer também campanha pelo Não. Uma minoria estará assim contra a UE. Mas no Reino Unido uma minoria representada pelo UKIP e pela ala ultra-conservadora do Partido Conservador conseguiu mobilizar o eleitorado manipulando dados falsos e usando o medo contra os imigrantes, com o apoio da comunicação social tablóide. Essa minoria ao longo de anos conseguiu virar a opinião pública britânica. Tentarei desmontar os argumentos usados contra a UE e que teriam eco em Portugal.

1) A UE matou a agricultura portuguesa.

Quando ocorreu o 25 de Abril de 1974 Portugal tinha uma agricultura de Terceiro Mundo. No interior cerca de 50% da população trabalhava na agricultura. A actividade em Portugal ocupava demasiado espaço, ao ponto de em momentos da nossa História quase todo o território nacional ter estado ocupado por actividades agrícolas e pela pastorícia. Tal sucedeu na primeira metade do século XX, após as campanhas do trigo que tiveram início no final do século XIX. O objectivo era tornar Portugal auto-suficiente em cereais. Salazar em 1916 criticou a cultura do trigo, afirmando que seria mais rentável apostar na produção de frutas, flores e hortícolas. As campanhas do trigo foram o maior desastre ecológico da nossa História, e depois dos solos estarem esgotados veio a emigração.

Após 1974 e com a instabilidade política e económica que se seguiu a agricultura não se desenvolveu. Portugal entrou na CEE com uma agricultura de Terceiro Mundo. Pouco produtiva, ocupava demasiado espaço. Os agricultores na sua maioria eram analfabetos ou tinha baixa escolarização. Em vastas áreas do país a área cultivada era demasiado reduzida para ser rentável a mecanização. Os nossos vinhos ou azeites não tinham a qualidade dos italianos, franceses ou mesmo espanhóis e gregos. Tínhamos um atraso de décadas em relação aos nossos vizinhos da Europa do Sul. E não havia muito capital para modernizar. O mercado fundiário não tinha dinamismo, e havia também uma certa casmurrice, resistência da população em relação à modernização e à mudança. Como seria de esperar, Portugal não aguentou a concorrência dos vizinhos, especialmente de Espanha, após a entrada na CEE.

Hoje em dia é comum dizer-se que o «campo está todo abandonado» e «importamos o trigo». Contudo, nunca produzimos tanto e com tanta qualidade. A agricultura está mais produtiva, emprego menos gente e ocupa menos área. Modernizou-se. E ainda há muito trabalho a fazer, por exemplo, na floresta. Quanto ao trigo, não temos muitos solos com condições para o produzir. E depois, qual é o problema? Exportamos vinhos, azeite, cortiça, pasta de papel, frutas. E importamos cereais.

2) A UE matou as pescas.

As cotas servem para gerir os recursos marinhos. Nas últimas décadas graças ao desenvolvimento tecnológico tornou-se muito mais fácil localizar cardumes. Se não houvesse gestão destes recursos, haveria uma extinção de algumas espécies. A sardinha, por exemplo, ficaria extinta. As cotas que a UE impõe servem para proteger os recursos para as gerações vindouras. Os barcos que tínhamos nos anos 80 eram velhos e não estavam preparados para competir com a frota espanhola. A modernização aumentaria a capacidade de captura e era necessário prevenir o esgotamento dos recursos. O nosso mar é genericamente pobre, ao contrário do que se diz por aí. E com 10 milhões de almas, e com um consumo tão elevado de peixe, dos mais elevados do mundo, teremos sempre de importar peixe.

(continua)
 
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O RU tem todos o direito a decidir, democraticamente, se quer ou não continuar na UE. A UE não é uma prisão. Agora, como em tudo na vida, a uma decisão, seguem-se as consequências. E têm de estar preparados para elas. Como nós, nas nossas vidas, cada vez que tomamos decisões importantes.
 
PRÍNCIPE DA PONTINHA CRIOU O SEU PRÓPRIO REINO E LUTA PELA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL


“Antes príncipe louco do que madeirense enganado”. A frase é do auto-denominado Príncipe da Pontinha, o homem que comprou o rochedo situado a cerca de 70 metros da ilha da Madeira e que proclamou a sua Independência de Portugal.

O ZAP tentou, sem sucesso, falar com Renato Barros, mas, em declarações ao site Business Insider, ele acusa o Estado português de o querer “roubar”. Estou a tentar evitar o sangue e a guerra, mas o governo português e a comunidade internacional não levam a sério as minhas pretensões”, lamenta.

:lmao:
 
Não há tempo a perder com loucos, essas parvoíces ocupam espaço mediático e depois não se discute o importante, distraem do que interessa ao país.

Quanto ao Reino Unido o que está a suceder é grave, demonstra como uma minoria radical aliada a meia dúzia da barões da comunicação social consegue manipular a opinião dos mais pobres e com menos escolaridade, e dos mais velhos, apelando à xenofobia e ao saudosismo. Se perderem uma hora na internet facilmente constatam que a campanha do Vote Leave nas redes sociais é brutal, o dobro ou o triplo da actividade. O Vote Leave tem voluntários 24 horas por dia com várias identidades virtuais por pessoa a escrever comentários nos jornais e fóruns online. Existem boatos que isto já sucedeu em Portugal em anos recentes, perfis falsos criados para escrever comentários a favor do PS e do PCP nos jornais online portugueses e em fóruns da internet, meses antes da campanha eleitoral.

Se o Vote Leave consegue mudar radicalmente a opinião de um país com esta estratégia, alguém nos garante que Le Pen não conseguirá fazer o mesmo no futuro? Temos de estar muito atentos. Amigos ingleses no ano passado diziam-se que o Remain venceria facilmente, que o Farage era um louco racista sem hipóteses, o público em geral não via qualquer ameaça no UKIP. O resultado do veneno espalhado está à vista, um homem com problemas mentais assassinou brutalmente uma MP do Labour conhecida pela sua luta contra a xenofobia e pelo acolhimento de crianças sírias. Estes movimentos radicais de extrema-direita e extrema-esquerda têm lançado sementes em toda a Europa, não têm sido combatidos e destruídos à nascença, não basta a experiência do comunismo na URSS, do fascismo em Itália, do nazismo na Alemanha, do franquismo em Espanha e do salazarismo por cá? Estes extremismos andam a brincar com o fogo e podem abrir uma caixa de Pandora que lançará o caos e a guerra na Europa.