O Estado do país 2026

Estando nós num fórum de meteorologia e por causa das alterações climáticas, é bom ter noção que fazer um enorme desconto do preço dos combustíveis acaba por desincentivar as pessoas a escolher um carro elétrico numa altura em que muitos sugerem exatamente o contrário. Eu não tenho uma posição dogmática sobre o assunto, até porque o meu carro é a gasolina e dava-me um jeitaço o desconto :D Mas é importante termos noção que uma decisão certamente popular como "vamos lá baixar o impostos dos combustíveis" acabará por ter esse efeito perverso
 
ZURICH, April 17 (Reuters) - It will take about two years to recover the energy output lost in the Middle East from the ‌conflict there, Fatih Birol, the head of the International Energy Agency, was quoted as saying on Friday in an interview with the Neue Zuercher Zeitung newspaper.

"That will vary from country to country. In Iraq, for example, ⁠it will take much longer than in Saudi Arabia. However, we estimate it will take approximately two years overall to reach pre-war levels again," Birol told the Swiss newspaper.
 
A dessalinizadora do Algarve é uma das maiores vigarices de sempre. 100 milhões para produzir 16 hm3 de água. Isso seria o custo de uma barragem na Foupana que poderia armazenar, com um paredão alto como se usa em Espanha, mais de 150 hm3. Alguém vai lucrar e muito à custa dos contribuintes.
 
A propósito da legislação laboral, vamos reflectir sobre a Dinamarca:

- não há indemnização para despedimentos, desde que os empregados sejam avisados com 4 meses de antecedência;

- após o despedimento têm três meses para encontrar emprego, durante esse tempo recebem apoios;

- existem ainda outros apoios para quem DESCONTA em termos de habitação social, saúde, medicamentos, etc.;

- o Estado Social dinamarquês depende de uma economia rica, onde haja baixos níveis de corrupção, confiança, respeito pela propriedade privada, flexibilidade laboral e concorrência económica;

- a Dinamarca é governada pelo centro-esquerda que tem impostos regras muito duras para a imigração, o Governo considerou após estudos económicos que os imigrantes de países extra-europeus, a longo prazo, trazem grandes prejuízos para o Estado Social e são um fardo para os contribuintes em geral;

- já agora, os estudantes universitários têm sempre direito à residência e recebem um pequeno salário, mas se reprovarem de ano são corridos da universidade (e em alguns países europeus têm de devolver todo o dinheiro que receberam).

Em suma, a Dinamarca tem regras que a sociedade portuguesa não aceitaria, mas que são fundamentais para o sucesso económico do modelo social-democrata em vigor no país.
 
A propósito da legislação laboral, vamos reflectir sobre a Dinamarca:

- não há indemnização para despedimentos, desde que os empregados sejam avisados com 4 meses de antecedência;

- após o despedimento têm três meses para encontrar emprego, durante esse tempo recebem apoios;

- existem ainda outros apoios para quem DESCONTA em termos de habitação social, saúde, medicamentos, etc.;

- o Estado Social dinamarquês depende de uma economia rica, onde haja baixos níveis de corrupção, confiança, respeito pela propriedade privada, flexibilidade laboral e concorrência económica;

- a Dinamarca é governada pelo centro-esquerda que tem impostos regras muito duras para a imigração, o Governo considerou após estudos económicos que os imigrantes de países extra-europeus, a longo prazo, trazem grandes prejuízos para o Estado Social e são um fardo para os contribuintes em geral;

- já agora, os estudantes universitários têm sempre direito à residência e recebem um pequeno salário, mas se reprovarem de ano são corridos da universidade (e em alguns países europeus têm de devolver todo o dinheiro que receberam).

Em suma, a Dinamarca tem regras que a sociedade portuguesa não aceitaria, mas que são fundamentais para o sucesso económico do modelo social-democrata em vigor no país.

Na Dinamarca, o trabalhador despedido pode receber 90% do salário que auferia durante até dois anos. Em Portugal, com os salários que conhecemos, é de 65%. O tecto máximo está nos mil trezentos e qualquer coisa. Na Dinamarca é de praticamente 3 mil Euros. Se é para comparar, comparemos, então.
 
Na Dinamarca, o trabalhador despedido pode receber 90% do salário que auferia durante até dois anos. Em Portugal, com os salários que conhecemos, é de 65%. O tecto máximo está nos mil trezentos e qualquer coisa. Na Dinamarca é de praticamente 3 mil Euros. Se é para comparar, comparemos, então.
Têm PIB per capita para isso. Nós não, ainda estamos na fase em que temos de acumular riqueza, e não o fazemos. Nem digo apanhar a Dinamarca, mas para chegar ao nível de Espanha ou Itália em dez a quinze anos teríamos de crescer assim uns 3% ao ano. E isto nem com o turismo passa pelos vistos dos 2%.
 
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Têm PIB per capita para isso. Nós não, ainda estamos na fase em que temos de acumular riqueza, e não o fazemos. Nem digo apanhar a Dinamarca, mas para chegar ao nível de Espanha ou Itália em dez a quinze anos teríamos de crescer assim uns 3% ao ano. E isto nem com o turismo passa pelos vistos dos 2%.

Então, sejamos inteligentes, e não comparemos o que não é comparável. Muito menos de forma leviana. O termo é Flexicurity e não é por acaso. Por cá só querem a parte do Flexi porque a parte do curity custa dinheiro.
 
Se fosse o Montenegro começaria a rever, de forma séria, a sua estratégia política, porque esta estratégia de desviar as atenções dos problemas reais do país (que apenas têm ficado piores com este Governo) com discussões sobre idiotices já começa a não funcionar para uma percentagem relevante da população.
https://www.publico.pt/2026/04/17/p...rias-associativas-edificios-publicos-2171608#

Depois não se espantem que o PS, depois de toda a porcaria que fizeram durante os governos do Costa e da enorme derrota que levaram nas eleições de há um ano, esteja a liderar as sondagens neste momento. Sinceramente nunca pensei que o PS fosse recuperar de forma tão rápida depois dos resultados que tiveram há não assim tanto tempo nas legislativas, mas é uma tendência que se verifica em todas as últimas sondagens realizadas: :unsure:
https://executivedigest.sapo.pt/son...ira-vez-desde-as-legislativas-chega-em-queda/
 
Sinceramente nunca pensei que o PS fosse recuperar de forma tão rápida depois dos resultados que tiveram há não assim tanto tempo nas legislativas

Não há qualquer mérito do PS ou de Carneiro nisso. Apenas demérito e incompetência do governo. Não há estado de graça nem simpatia nem ideologia que valha, governe quem governar, quando falta o dinheiro para as coisas básicas do dia-a-dia. Ou Montenegro percebe isso rapidamente ou vai piorar em três tempos.
 
Não sou economista nem gestor mas parece-me que uma redução do imposto sobre os combustíveis e o IVA zero em bens de primeira necessidade consegue ser ajustado no Orçamento de Estado e ainda assim não ter défice algum no final do ano, ou ter um défice ínfimo. Nestas coisas o PS costuma ser mais inteligente que o PSD, sempre foi assim, e o PSD continua a não aprender com os erros do passado. Além disso não é momento para alterar a legislação laboral, com uma guerra e crise de subida dos preços, essas coisas mudam-se em estados de graça.
 
Não há qualquer mérito do PS ou de Carneiro nisso. Apenas demérito e incompetência do governo. Não há estado de graça nem simpatia nem ideologia que valha, governe quem governar, quando falta o dinheiro para as coisas básicas do dia-a-dia. Ou Montenegro percebe isso rapidamente ou vai piorar em três tempos.
Eu discordo um pouco, o Carneiro tem o mérito de ser visto (um pouco como o Seguro) como um totó que não faz mal nem bem, ao contrário do Pedro Nuno Santos de quem uma parte significativa da população não gostava
 
Eu discordo um pouco, o Carneiro tem o mérito de ser visto (um pouco como o Seguro) como um totó que não faz mal nem bem, ao contrário do Pedro Nuno Santos de quem uma parte significativa da população não gostava

Já eu acho que se o líder do PS, neste momento, fosse PNS, as sondagens estavam melhores para o PS. Nunca saberemos quem tem razão. À medida que o tempo vai passando e o governo nada vá fazendo para ajudar o cidadão comum, o PS, se quiser ser visto como alternativa séria, terá de ser antagonista e não o que tem sido até agora.
 
Se o PS voltasse agora ao poder, seria um Governo de curta duração e perigoso, que poderia abrir portas a uma vitória do Chega. O núcleo duro do PS continua com as mesmas ideias polémicas próximas do Bloco. Há uns tempos ouvi a Isabel Moreira defender o regresso da manifestação de interesses, suspeito que a bandalheira na imigração voltaria de uma forma ou de outra, apesar da UE agora estar em cima. Mas eles arranjariam uma maneira de tentar contornar a legislação comunitária e o novo sistema de controlo de entradas no Espaço Schengen. Voltariam também as guerras culturais, como:

- quotas para minorias no Superior;

- compensações pelo colonialismo;

- devolução de peças museológicas;

- temáticas LGBT;

- linguagem inclusiva;

- quotas para minorias e mulheres em empresas;

- e muitas outras…

O PS mudou apenas de líder mas não mudou de ideias, as pessoas que lá estão são as mesmas e não têm a habilidade política de Costa, seria um governo muito mais radical em algumas temáticas.

Por muito má que seja a AD, é a melhor opção que temos enquanto o PS não mudar por dentro. E isso para já não vai acontecer tão cedo. A alternativa é correr o risco de ver o Chega a ganhar eleições, algo que para já não ocorre porque eles não conseguem ter bons resultados no Litoral Norte e Centro.
 
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Vou buscar as pipocas e assistir aos próximos capítulos das alterações às heranças indivisas. Esta será uma das leis mais impopulares de sempre em Portugal, mas é um mal urgente e necessário. Meio país está ao abandono porque os herdeiros não se entendem, e morrem sem se entenderem. Será uma revolução se a lei avançar e haverá uma explosão de ódios e desavenças, contudo, temos de crescer como povo e acabar com esta mentalidade atrasado e boçal. Cada um deve aprender a construir a sua vida sem contar com heranças.
 
Pelo que vejo na comunicação social cheira-me que há umas movimentações subtis para num futuro próximo substituir o líder do PS. Quem será o próximo líder? Duarte Cordeiro? Medina? Ou teremos o regresso de Pedro Nuno Santos? O PS está com receio das consequência de ficar muito tempo longe do poder…
 
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