- No Porto gastaram 10 ou 12 milhões de euros no edifício transparente, um arquitecto amealhou bastante, e agora vão demolir parte do mamarracho. O edifício é vidrado, quente que se farta no Verão e gelado no Inverno. Nunca deveria sequer ter sido construído naquela localização. Mas fora uns milhões para o lixo.
- Em Cacela em 2010 destruíram a península, onde se tinham gasto uns milhões para a recuperar, nos anos 90. Agora a fortaleza e a igreja estão em risco, e ninguém quer gastar uns milhões para corrigir a asneira.
- todos os anos saem condenações do TEDH contra Portugal, por causa de malta que mete processos por se sentirem ofendidos e ganham, mas o TEDH entende que há direito à liberdade de expressão. Resultado, mais uma despesa anual para o tuga pagar.
- estima-se que mais de metade dos alunos demore anos extra para acabar as licenciaturas, há cursos onde a média superar os 5 anos; desconfio que se voltasse o ano zero, e se Setembro voltasse a ser para todos, isto atenuava; ninguém parece interessado em fazer alguma coisa, e são mais uns valentes milhões estoirados, para o Estado e para as famílias.
- abriram mais 40 vagas de Medicina em Aveiro e vão abrir outras tantas em Trás-os-Montes para servir uma região que já tem 5 cursos de Medicina público e um privado; estas vagas com boa vontade abriam nas faculdades já existentes, e não era necessário estar a pagar novos salários a regentes e assistentes, mais instalações; para mim, serão mais uns milhões estoirados; se era para abrir curso, abram em Évora, pois o Sul tem apenas dois cursos clássicos públicos.
- não há qualquer dia município em Portugal que não queira ter o seu “monumento” nas rotundas”; todas, aliás; eu que vivo no estrangeiro reparo que por cá não há nada disto, e as rotundas têm árvores e plantas, que não requerem nenhuma manutenção especial por parte de jardineiros; mas são mais uns milhões que todos os anos são estoirados.
- os passadiços estão na moda, custam milhões, a manutenção nem se fala, os outros países europeus têm trilhos, que são baratos e funcionais; a indústria dos passadiços suga uma fortuna todos os anos, e não há fim à vista; este Inverno muitos foram destruídos, outros serão no Verão com os incêndios, e mais milhões serão gastos na sua reconstrução.
Enfim poderia continuar o dia inteiro a mostrar como em Portugal se estoura dinheiro, e como se poderia cortar e muito na despesa, sem tocar em salários e pensões. Há quem diga que isto tudo somado pode dar perto de 10 mil milhões por ano. O suficiente para termos combustíveis a preços de Espanha, e ainda ter excedente.