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28 Nov 2018
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Tópico de discussão sobre assuntos políticos, sociais e económicos de Portugal
 
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Neste cenário, surgiu uma indústria brutal de organização de eventos, que gira em torno de alguns agentes, e artistas: Tony Carreira e filhos, Carolina Deslandes, Dino Santiago, Nininho Vaz Maia, Syro, etc. Estamos a falar de artistas que produzem música ligeira comercial, e que à partida deveriam conseguir viver da venda de discos, streaming ou concertos pagos.
Isso simplesmente não acontece em Portugal, e não só não é de agora como não acontece só nas festas. Um artista musical em Portugal, para sobreviver, tem que ser incluído numa espécie de "elite intelectual", de um punhado de artistas que controlam todo o lobby artístico nos media. :buh: Este controlo quebrou em parte com as plataformas de streaming, onde já se vê o efeito nas rádios jovens e redes sociais, mas nas rádios generalistas e na TV ainda predomina a situação antiga. Ao mesmo tempo, as discográficas que antes tinham muita força estão completamente desatualizadas: nos dias de hoje há, mais do que nunca, uma possibilidade de internacionalização de um artista que há 20 anos simplesmente era impossível, mas não há um artista lusitano dos últimos 10 a 15 anos que seja conhecido fora de Portugal (talvez com exceção dos Napa, que ficaram famosos no Brasil neste último ano). E já nem falo dos artistas populares, onde a situação chegou ao ponto em que quase nenhum é conhecido cá dentro.:facepalm:

Portanto não, da forma como as coisas funcionam neste momento os artistas não conseguem sobreviver daquilo que fazem, tanto é que a maioria deles tem um outro trabalho só para conseguir ter dinheiro de jeito. E isso só irá mudar se houver uma alteração total de como funciona a indústria musical cá no burgo. Copie-se o exemplo de Espanha, nós temos muito a aprender com eles nesta questão. ->
 
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Isso simplesmente não acontece em Portugal, e não só não é de agora como não acontece só nas festas. Um artista musical em Portugal, para sobreviver, tem que ser incluído numa espécie de "elite intelectual", de um punhado de artistas que controlam todo o lobby artístico nos media. :buh: Este controlo quebrou em parte com as plataformas de streaming, onde já se vê o efeito nas rádios jovens e redes sociais, mas nas rádios generalistas e na TV ainda predomina a situação antiga. Ao mesmo tempo, as discográficas que antes tinham muita força estão completamente desatualizadas: nos dias de hoje há, mais do que nunca, uma possibilidade de internacionalização de um artista que há 20 anos simplesmente era impossível, mas não há um artista lusitano dos últimos 10 a 15 anos que seja conhecido fora de Portugal (talvez com exceção dos Napa, que ficaram famosos no Brasil neste último ano). E já nem falo dos artistas populares, onde a situação chegou ao ponto em que quase nenhum é conhecido cá dentro.:facepalm:

Portanto não, da forma como as coisas funcionam neste momento os artistas não conseguem sobreviver daquilo que fazem, tanto é que a maioria deles tem um outro trabalho só para conseguir ter dinheiro de jeito. E isso só irá mudar se houver uma alteração total de como funciona a indústria musical cá no burgo. Copie-se o exemplo de Espanha, nós temos muito a aprender com eles nesta questão. ->
De facto é estranho que Portugal nunca tenha tido artistas a entrar nos tops de vendas de países europeus ou da América Latina, ou nos tops world Music da Billboard. Não me ocorre ninguém que tenha tido discos de ouro ou de platina lá fora. Os Madredeus conseguiam casas cheias, penso que ainda venderam umas dezenas de milhar de discos, mas foi um fenómeno de uma bolha de um público muito específico, tal como a Dulce Pontes, que dentro de um certo público teve alguma projeção em Espanha. Tirando isto, temos um ou outro caso de artistas que tiveram grande sucesso, mas porque são emigrantes ou filhos de emigrantes, e foram lançados no estrangeiro, caso da Nelly Furtado ou do Nuno Bettencourt. A indústria discográfica portuguesa não tem uma cultura de marketing, de internacionalização, não tem uma estratégia nem nunca teve. Vive fechada para o mercado nacional mendigando apoios do Estado. A internacionalização da música teria um bom impacto no PIB, a exportação de bens culturais gera muita riqueza para a economia, teria mais impacto que toda a cultura e indústria de eucalipto nacional! Para se ver a má estratégia, ver o Salvador Sobral, depois da exposição da vitória foi gradualmente esquecido, não houve uma estratégia para manter o sucesso. Que música teve o Salvador nos últimos 5 a 6 anos que tenha feito sucesso dentro da sua bolha de fãs em Espanha e no resto da Europa? Não me ocorre nada.
 
Já agora, apesar da qualidade por vezes duvidosa, a exportação de ficção nacional tem tido algum peso. Curiosamente, essa estratégia de exportação partiu de um canal privado, a TVI, e do José Eduardo Moniz. A RTP tinha ficção nacional nos anos 80 ou 90, mas para consumo interno…

As novelas portuguesas têm sido exportadas para países europeus ou da América Latina e até asiáticos, contudo, a estratégia já está desactualizada e fora do mundo do streaming. Hoje em dia a ficção deve ter cenas impactantes que gerem reações nas redes sociais e partilhas, e isso não se vê na nossa ficção, que ainda vive no período 2000-2010. Os brasileiros, que estão muito à frente dos portugueses, já estão a pagar o preço de não se terem adaptado. Ainda assim, a ficção nacional consegue estar muito melhor que a música portuguesa, tendo algumas novelas ganho Emmys e destaque no estrangeiro. Esperemos que haja mais Ouros Verdes e Rabos de Peixe no futuro.

No Brasil o sector vive um momento de grande crise, devido à concorrência pesada das novelas turcas e das séries americanas e europeias das plataformas de streaming.
 
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https://www.rtp.pt/noticias/mundo/m...guesas-na-ucrania-em-tempo-de-guerra_n1708278



As famílias tugas podem estar descansadas porque o rearmamento proposto pelos bifes e françolas em nada contribuirá para a formalização de um acordo de paz a breve prazo.

O que se calhar é mesmo o objetivo.
 
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Todos os caças dos EUA necessitariam de abastecimento aéreo para atravessarem o Atlântico, sendo esta a principal utilidade diária das Lajes.

Os EUA têm várias centenas de abastecedores aéreos mas não é conveniente dedicar muitos para o Atlântico dada a presença global.



Mas aí volta-se ao mesmo. É um conflito em que se está em completa desvantagem, sendo a derrota certa.

 
As reuniões para debater as respostas aos EUA devem ser uma completa anedota.

Polacos vs Russos; Gregos e Cipriotas vs Turcos

Não faltam países que preferem ceder o território alheio do que perder o apoio dos EUA.
 
Ver anexo 28660
(Tracking poll da CNN/Pitagórica)

É a primeira vez em Democracia que vamos para uma eleição nacional com 5 potenciais vencedores (na prática 4, porque Ventura perde contra todos, por muito, numa 2ª volta).
O Cotrim ainda vai superar o Seguro, se a tendência continuar. Veremos... :intrigante:
 
Ver anexo 28660
(Tracking poll da CNN/Pitagórica)

É a primeira vez em Democracia que vamos para uma eleição nacional com 5 potenciais vencedores (na prática 4, porque Ventura perde contra todos, por muito, numa 2ª volta).
Uma 2ª volta entre Cotrim Figueiredo e AJS seria a mais interessante, na minha opinião.

Marques Mendes penso que poderá ter um resultado melhor, mas bem que podia ficar onde está porque já demonstrou a sua colagem ao PSD, o que não é benéfico, e acho que isso o pode estar a prejudicar também. O governo não está propriamente num bom caminho e se como candidato não se impõe, não me parece ser um bom PR porque já evidenciou que vai estender os tapetes a Montenegro.

Desde aos casos na saúde à notícia recente de que continuamos a bater recordes em termos de preços da habitação com mais um aumento perto de 20%, isto está o caos completo e a favorecer o mesmo do costume.

Infelizmente no caso de AV não me surpreendem estes resultados e que até podem vir a ser superiores porque muita gente tem vergonha de dizer que vota nele, principalmente os que respondem como indecisos. Tudo dependerá também da taxa de abstenção porque é onde costuma ir buscar muitos votos...

Cenário incerto e ao mesmo tempo, preocupante.
 
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A minha aposta é que Cotrim vai ultrapassar Seguro, ao captar votos que poderiam ir para Marques Mendes e Gouveia e Melo. Assim, a segunda volta deverá ser entre Ventura e Cotrim.

Seguro mostra-se muito limitado: dificilmente conseguirá crescer significativamente fora da sua base, a menos que consiga atrair o voto útil da esquerda, o que exigiria uma mobilização estratégica. O cenário ideal para os candidatos de esquerda seria algum tipo de desistência coordenada - talvez Jorge Pinto pudesse abrir espaço -, mas isso parece pouco provável.

Ventura mantém uma base sólida e muito leal, o que garante estabilidade na liderança, mas também limita o seu crescimento. A menos que surjam episódios extraordinários - desmaios, azias ou mesmo um "atentadozito" - é provável que o seu apoio se mantenha relativamente constante.