Tópico de discussão sobre assuntos políticos, sociais e económicos de Portugal
Isso simplesmente não acontece em Portugal, e não só não é de agora como não acontece só nas festas. Um artista musical em Portugal, para sobreviver, tem que ser incluído numa espécie de "elite intelectual", de um punhado de artistas que controlam todo o lobby artístico nos media.Neste cenário, surgiu uma indústria brutal de organização de eventos, que gira em torno de alguns agentes, e artistas: Tony Carreira e filhos, Carolina Deslandes, Dino Santiago, Nininho Vaz Maia, Syro, etc. Estamos a falar de artistas que produzem música ligeira comercial, e que à partida deveriam conseguir viver da venda de discos, streaming ou concertos pagos.


De facto é estranho que Portugal nunca tenha tido artistas a entrar nos tops de vendas de países europeus ou da América Latina, ou nos tops world Music da Billboard. Não me ocorre ninguém que tenha tido discos de ouro ou de platina lá fora. Os Madredeus conseguiam casas cheias, penso que ainda venderam umas dezenas de milhar de discos, mas foi um fenómeno de uma bolha de um público muito específico, tal como a Dulce Pontes, que dentro de um certo público teve alguma projeção em Espanha. Tirando isto, temos um ou outro caso de artistas que tiveram grande sucesso, mas porque são emigrantes ou filhos de emigrantes, e foram lançados no estrangeiro, caso da Nelly Furtado ou do Nuno Bettencourt. A indústria discográfica portuguesa não tem uma cultura de marketing, de internacionalização, não tem uma estratégia nem nunca teve. Vive fechada para o mercado nacional mendigando apoios do Estado. A internacionalização da música teria um bom impacto no PIB, a exportação de bens culturais gera muita riqueza para a economia, teria mais impacto que toda a cultura e indústria de eucalipto nacional! Para se ver a má estratégia, ver o Salvador Sobral, depois da exposição da vitória foi gradualmente esquecido, não houve uma estratégia para manter o sucesso. Que música teve o Salvador nos últimos 5 a 6 anos que tenha feito sucesso dentro da sua bolha de fãs em Espanha e no resto da Europa? Não me ocorre nada.Isso simplesmente não acontece em Portugal, e não só não é de agora como não acontece só nas festas. Um artista musical em Portugal, para sobreviver, tem que ser incluído numa espécie de "elite intelectual", de um punhado de artistas que controlam todo o lobby artístico nos media.Este controlo quebrou em parte com as plataformas de streaming, onde já se vê o efeito nas rádios jovens e redes sociais, mas nas rádios generalistas e na TV ainda predomina a situação antiga. Ao mesmo tempo, as discográficas que antes tinham muita força estão completamente desatualizadas: nos dias de hoje há, mais do que nunca, uma possibilidade de internacionalização de um artista que há 20 anos simplesmente era impossível, mas não há um artista lusitano dos últimos 10 a 15 anos que seja conhecido fora de Portugal (talvez com exceção dos Napa, que ficaram famosos no Brasil neste último ano). E já nem falo dos artistas populares, onde a situação chegou ao ponto em que quase nenhum é conhecido cá dentro.
Portanto não, da forma como as coisas funcionam neste momento os artistas não conseguem sobreviver daquilo que fazem, tanto é que a maioria deles tem um outro trabalho só para conseguir ter dinheiro de jeito. E isso só irá mudar se houver uma alteração total de como funciona a indústria musical cá no burgo. Copie-se o exemplo de Espanha, nós temos muito a aprender com eles nesta questão.![]()
https://www.haaretz.com/israel-news...ampaigns/0000019b-9ed8-d171-adbb-bfdf5e1d0000
https://www.flash.pt/the-mag/detalh...aula-e-ljubomir-stanisic-dao-grito-de-revoltaO Cotrim ainda vai superar o Seguro, se a tendência continuar. Veremos...Ver anexo 28660
(Tracking poll da CNN/Pitagórica)
É a primeira vez em Democracia que vamos para uma eleição nacional com 5 potenciais vencedores (na prática 4, porque Ventura perde contra todos, por muito, numa 2ª volta).

Uma 2ª volta entre Cotrim Figueiredo e AJS seria a mais interessante, na minha opinião.Ver anexo 28660
(Tracking poll da CNN/Pitagórica)
É a primeira vez em Democracia que vamos para uma eleição nacional com 5 potenciais vencedores (na prática 4, porque Ventura perde contra todos, por muito, numa 2ª volta).