O Estado do país 2026

Para que fique claro:

Se há "medo do socialismo", Ventura tem sido nos últimos anos muito mais socialista que Seguro;

Se há vontade de reformar, o Chega tem sido a principal muleta ao PS de Pedro Nuno Santos (não só entre 2024 e 2025, como também na actual legislatura, o grupo parlamentar do PS foi escolhido por PNS) para bloquear todas as tentativas de reforma mais importantes na AR. Seguro, não sendo propriamente um reformista, pertence a uma ala do PS que pede algumas;

Se os tempos são de mudança na configuração das alianças internacionais, é importante que o PR não seja uma trumpette e não "durma" com aliados de Putin na Europa;

Se há medo de voltar à "corrupção de Sócrates e Costa", nada como eleger uma das poucas pessoas do PS que sempre demonstrou algum desconforto com essas duas criaturas. É mais difícil combater os colegas de partido, do que a oposição;

Se há algum problema táctico em apoiar Seguro, lembrem-se que um eleitor que vote Ventura no dia 8 estará mais propenso a votar nele num futuro próximo. Consigo compreender que Montenegro, enquanto PM, não se pronuncie, os restantes têm que se pronunciar.

Estes são os motivos para votar Seguro, e é isto que tem que ser dito. Não é por "vir aí o fascismo" ou Ventura ser "um perigo para a Democracia". Se formos por aí, Ventura terá mais que 40%.
 
Para que fique claro:

Se há "medo do socialismo", Ventura tem sido nos últimos anos muito mais socialista que Seguro;

Se há vontade de reformar, o Chega tem sido a principal muleta ao PS de Pedro Nuno Santos (não só entre 2024 e 2025, como também na actual legislatura, o grupo parlamentar do PS foi escolhido por PNS) para bloquear todas as tentativas de reforma mais importantes na AR. Seguro, não sendo propriamente um reformista, pertence a uma ala do PS que pede algumas;

Se os tempos são de mudança na configuração das alianças internacionais, é importante que o PR não seja uma trumpette e não "durma" com aliados de Putin na Europa;

Se há medo de voltar à "corrupção de Sócrates e Costa", nada como eleger uma das poucas pessoas do PS que sempre demonstrou algum desconforto com essas duas criaturas. É mais difícil combater os colegas de partido, do que a oposição;

Se há algum problema táctico em apoiar Seguro, lembrem-se que um eleitor que vote Ventura no dia 8 estará mais propenso a votar nele num futuro próximo. Consigo compreender que Montenegro, enquanto PM, não se pronuncie, os restantes têm que se pronunciar.

Estes são os motivos para votar Seguro, e é isto que tem que ser dito. Não é por "vir aí o fascismo" ou Ventura ser "um perigo para a Democracia". Se formos por aí, Ventura terá mais que 40%.

Não existe "medo do socialismo" em Portugal. Existe medo de ser o Partido Socialista a liderar o socialismo em Portugal. O mindset da sociedade portuguesa é, por natureza, socialista e assistencialista.

Seguro está a colocar uma espécie de cordão sanitário...no PS. Parece-me inteligente e espero que não caia na tentação de fazer o contrário. O partido vai querer capitalizar esta semi-vitória, algumas figurinhas bem vistas dentro do partido (mas não tanto fora dele) vão ter a tentação de começar a aparecer nos próximos dias.

Chega e IL captam, cada um à sua maneira, os eleitores mais jovens (< 40 anos) que estão fartos de ser o cú da Europa. Não interessa tanto o modo ou a ideologia, querem uma espécie de interruptor em relação ao passado, não querem daqui a 5/10/15 anos continuar a ser o país do triste fado de ser o cú da Europa. Portanto não me espantaria que 60 ou 70% das pessoas que votaram Cotrim, votassem em Ventura.
 
Aconteceu o pior cenário, isto para quem votou Cotrim de Figueiredo, o meu caso.

De um lado temos o candidato do NIM, que desconfio que vai ser mais um ao estilo Marcelo na Presidência da República, que vai com certeza obstaculizar, vetar ou enviar para o tribunal constitucional projectos reformistas para o país, e do outro temos um candidato que não está interessado em ser presidente da república, utilizando este acto eleitoral (que é de cariz mais pessoal) para se legitimar e sobretudo se consolidar como o principal líder da Direita.
 
Até parece que no PS não há charlatoes ( há e não são poucos).
Há em todos os partidos e o de André Ventura já demonstrou que de gente séria, tem pouco.

Entre Democracia e Autocracia, a escolha deveria ser óbvia e a eleição do Presidente da República não é sobre partidos.
 
Bom saber que o Cotrim, mesmo derrotado, tem um sentido de estad...

Ah, o quê?!

Para além de não apoiar ninguém, retorna à mesma retórica anti-PS? Como se não tivesse grande problema com os cheganos?

Não! Quem diria?

O discurso do Cotrim foi estupendo. Muitos parabéns a quem o escreveu, até mais ou menos a 6:15.

O resto é uma mistura de queixume, azedume e falta de noção. O almirante teve 695 mil votos mesmo com o apoio do PSD a candidato terceiro, por exemplo. Quem quisesse votar nele, teria votado. Duh, não?

Portugal na última década teve um comentador que se moderou. Um futuro PR com constantes recados ideológicos e pressão hierárquica como se estivéssemos num regime presidencialista poderia/poderá não ser tão bom como muita gente pensa. Em certas ocasiões seria/será uma autêntica república das bananas.

De qualquer das formas, a equipa de sonho da direita é mais ou menos esta:

PR - PPC
PM - Ventura
Ministro da 'Reforma do Estado' - JCF

O resto do governo seria basicamente apêndices.
 
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Até parece que no PS não há charlatoes ( há e não são poucos).
Até parece que sou um defensor do PS. O PS está pejado de charlatões e aldrabões, mas não me parece que Seguro seja um deles - para além de que o facto de ter feito parte da oposição interna do partido durante o socratismo e o costismo dá-me ainda mais incentivos em votar nele, independentemente do partido onde milita (que nem devia de ser tema de discussão em presidenciais, mas pronto, é o que é). Já Ventura... o que é que eu hei de dizer que não tenha sido dito em relação a ele? :wacko:
 
Os líderes partidários, as principais figuras dos partidos e os titulares de cargos do governo não devem dar indicação de voto. Essa indicação será dada por figuras de 2a e 3a linha dos partidos ou pelos mandatários.

Um eventual apoio do governo a Seguro, favorece e valida a semântica de André Ventura e não o seu contrário. O eleitorado da direita democrática é diferente do eleitorado de esquerda, pouco dado a comportamento de "rebanho" e também não são particularmente sensíveis a pedidos desta natureza. Pode até ser contraproducente.
 
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Se não houver bronca, as legislativas ocorrerão em 2029.

Que consequências efetivas têm a 'derrota' da AD nas presidenciais na gestão imediata e diária do país? Especialmente quando na segunda volta há Seguro vs Ventura? A proeminência do Chega não é de agora.

Na sua vasta maioria, são análises para encher chouriços. Não será preciso muito tempo para ser um dado histórico com discutível relevância.



Eleições anormalmente competitivas e fragmentadas não deram vitória ao Ventura.

Posso também ser comentador na TV?
 
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Mais ou menos -> https://acores.rtp.pt/radio/resulta...e-em-todas-as-ilhas-a-excepcao-de-sao-miguel/

Toda a gente tem um evento inusitado, que se destaca de outros, com um chegano e cá deixo a minha experiência.

Não me lembro qual a foi a eleição em questão (mas realisticamente é irrelevante) mas numa certa manhã, num ginásio local, estava um tipo (que é segurança privado e fisiculturista) a barafustar prolongadamente.

'As pessoas têm o que merecem, não votam Ventura', 'As mulheres deles (vocês, continentais) merecem ser violadas' entre outras intervenções.

O que é que o típico, mediano votante do Chega verdadeiramente quer?
Para esbater o Chega a curto prazo é preciso um líder que mediatize dominância. Que humilhe por exemplo o Sócrates, que mostre estatísticas de policiamento/deportações, que arranje uma alternativa tão chocante como a castração química, etc.

Quando o Chega ficar sem bandeiras e ficar restrito às banalidades, a ameaça eventualmente diminui. Mas ninguém quer ficar associado a determinadas ações nacionalistas não consensuais.

Pode-se não gostar do diagnóstico mas é essencial perceber o problema e porque é que o mesmo persiste.
 
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