O Estado do país 2026

De repente, a responsabilidade de haver ou não eleições passou a ser atirada para cima dos candidatos. Fico a pensar quem é que anda a construir estas narrativas e jogos de marketing que alimentam o Chega. Será um processo improvisado ou existe uma máquina afinada por trás, que todas as semanas escolhe o tema do momento e decide como explorá-lo politicamente? Estou genuinamente curioso e surpreendido com a eficiência.

 
-> https://rr.pt/noticia/pais/2026/02/...arente-do-restabelecimento-da-energia/458341/

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-> https://www.ren.pt/media/noticias/r...fraestruturas-afetadas-pela-depressao-kristin

O processo de recuperação é um processo interno, o que promove a contínua expressão de suspeições e teorias por parte de demasiados agentes públicos.

Como é um fenómeno novo, diferente do anterior apagão, as elétricas deveriam da próxima vez publicar ou dar a uma agência terceira para esta publicar a localização geográfica geral dos danos e das parcelas entretanto normalizadas. Dar prazos é sempre chato porque 1001 coisas podem causar atrasos e isso só contribuiria para mais críticas.

Obviamente que não é agradável estar na situação miserável mas acho que ainda não há noção da anormalidade do evento. Continua a haver a ilusão de a presença do chefe da ProCiv ou 'avisos' não especificados poderiam ter mudado o que quer que seja. Mesmo que as elétricas tivessem dedicado meios de forma preventiva, o trabalho continuaria a ser moroso.

Às vezes há dificuldade em perceber que a dimensão técnica ultrapassa a política. Como se costuma dizer "9 mulheres grávidas não fazem um filho num mês".

Entretanto desde anteontem estão também equipas da Electricidade da Madeira no terreno.


“Isto é mesmo um cenário complicado. É muito difícil, mesmo para quem está a coordenar é complicadíssimo. São muitas situações, a rede está literalmente no chão e está a ser reposta aos pouco, à medida que vai sendo possível”.

 
Ainda dizem que não há dinheiro.

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O tuga é aquele tipo quando as empresas dão lucro são os maiores, mas se aparece uma contrariedade vai logo de mão estendida a pedir ajuda ao Estado.

Se as empresas não têm seguro, não é o contribuinte que vai pagar o prejuízo, uns têm que cumprir a lei e depois existem os espertos que contornam a lei e ficam sempre à mama do estado. :D

Já agora, prédio novo que se vê dentro de água em Alcácer do Sal, aquilo não foi construído em leito de cheia? O que se vê é mau ordenamento do território, ora se Alcácer tiver influência com as marés vai assistir ao aumento do nível do mar, logo haverá tendência para as zonas ribeirinhas ficarem submersas.

Este país, esquece isso é o deixar construir em todo o lado, taparem linhas de água, em cima delas e depois chove demais é o ai Jesus.

Este país só pensavam nas secas, mas esqueceram que o clima Mediterrâneo no sul do país sempre foi assim e vá construir em todo o buraco e depois logo se vê.

Ainda sou do tempo, em que pelo Natal era raro não haver localidades em Santarém isoladas, mas a malta esquece isso.
 
Olha se era o Centeno a escrever isto... Ui.

 
A partir do dia de hoje a AD e a IL têm que começar a pensar como vão conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições, e como vão impedir que o PS recupere, e que o Chega comece a cair. E com a IL estagnada desde que Cotrim saiu da sua direção, há muito para reflectir. Deixo aqui umas sugestões a Montenegro:

- melhore e muito a comunicação;

- renove o Governo;

- aplique medidas urgentes na habitação e arrendamento que conduzam a uma queda dos preços no prazo de um a dois anos;

- estanque o crescimento da despesa pública, especialmente no poder local;

- crie uma comissão para reformas urgentes no sector da Saúde, que preste especial atenção à Grande Lisboa, Alentejo e Algarve;

- acelere e muito a aplicação prática das reformas na imigração e legisle com urgência a lei do regresso e da nacionalidade.
 
A partir do dia de hoje a AD e a IL têm que começar a pensar como vão conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições, e como vão impedir que o PS recupere, e que o Chega comece a cair. E com a IL estagnada desde que Cotrim saiu da sua direção, há muito para reflectir. Deixo aqui umas sugestões a Montenegro:

- melhore e muito a comunicação;

- renove o Governo;

- aplique medidas urgentes na habitação e arrendamento que conduzam a uma queda dos preços no prazo de um a dois anos;

- estanque o crescimento da despesa pública, especialmente no poder local;

- crie uma comissão para reformas urgentes no sector da Saúde, que preste especial atenção à Grande Lisboa, Alentejo e Algarve;

- acelere e muito a aplicação prática das reformas na imigração e legisle com urgência a lei do regresso e da nacionalidade.

Mais facilmente chega o Coiso ao poder.
 
Quem diria que teríamos uma afluência recorde às urnas. Não é necessariamente bom, como se sabe.

Pode ser. Não sabemos. É verdade que o Chegado vai todo ou quase mas a taxa de rejeição também deve ser elevada, se ainda não estiver tudo doido. Quando até o Cavaco vem dizer de sua justiça... Aguardemos. Muito calmo quando fui votar.