O Estado do país 2026

Sim, mas nenhuma com tão grande capacidade como a prevista para Girabolhos. E há na região a percepção, se verdadeira ou falsa não faço ideia, de que a construção da barragem da Aguieira nos 70s teve impacto na queda de neve na serra da Lousã, no Açor e partes da Estrela. Sendo de Poiares terás mais noção do que eu relativamente à veracidade disto, de qualquer das formas não tenho confiança nos EIAs feitos e aprovados naquela altura e julgo que talvez esse e outros aspetos merecessem ter sido mais tidos em conta na elaboração do estudo dada a importância económica dos mesmos.
Dois anos depois da inauguração da Aguieira nevou em Coimbra. Provavelmente, a percepção das pessoas no início da década de 1980, era que a nova albufeira tinha uma correlação positiva com a ocorrência de neve em Coimbra. A "percepção da população" tende a confundir causalidade com casualidade...
Consigo encontrar outras construções na zona de Coimbra, contemporâneas da Aguieira, que também "podem" ter tido influência na redução de neve na Lousã: troço da A1 entre Condeixa e Coimbra Norte, a ponte-açude, a ponte Edgar Cardoso na Figueira, etc.. Evidentemente que é parvo dizer-se que a conclusão da A1 provocou a redução da neve na Lousã, da mesma forma que o é afirmar-se que uma albufeira situada a uma cota 1000 metros inferior tem alguma influência nas condições climáticas no topo de uma serra.
Todos sabemos a razão para a redução de neve na Lousã, e não é certamente por causa da Aguieira que a temperatura média global aumentou várias décimas de grau desde 1980 até aos dias de hoje, nem é por causa da Aguieira que a ocorrência de siberianas na Europa se reduziu drasticamente.

Do que tenho visto ao longo dos anos, parte da população é a favor, a outra é contra, muitos como eu não sabem, e mesmo no poder local há diferentes perspectivas. A verdade é que o sector agrícola/vinícola é muito relevante nos concelhos de Nelas e Gouveia, e o turístico muito relevante no concelho de Seia. É também certo que o Douro tem várias barragens e não é por isso que o vinho deixou de ter qualidade. Mas também é certo que a envolvente à barragem da Aguieira se tornou com o tempo num eucaliptal contínuo e é uma zona com ocorrência extremamente frequente de nevoeiros, por isso algum impacto ela teve.
Da minha casa tenho vista para o vale do Mondego na zona de Penacova, já bem a jusante da Aguieira, e os nevoeiros são extremamente frequentes. Não é certamente por causa da Aguieira que ocorrem. Também no vale do Ceira é frequente a ocorrência de nevoeiros, tal como no vale onde se situam a Lousã e Miranda do Corvo. Junto à albufeira, por razões óbvias, são ligeiramente mais frequentes e demoram mais tempo a dissipar. Mas a influência da albufeira é limitada, não mais do que 10 km desde as suas margens.

Quase ninguém por aqui duvida da utilidade da barragem para o controlo das cheias no Baixo Mondego, as pessoas estão preocupadas é com o facto de isso poder afetar muito claramente a economia destes concelhos, que somados ainda têm mais de 45 mil habitantes. E isso parece-me perfeitamente legítimo. Tendo isso sido devidamente estudado (que como já tive ocasião de dizer, não sei se foi) seria útil que isso fosse devidamente explicado às populações, antes de se avançar à pressa com o projeto como se fosse um remédio miraculoso.
É ir perguntar aos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Mourão, Portel e Moura como estão a correr as coisas junto ao Alqueva. Dos vários impactes negativos que uma barragem traz, pequenos prejuízos à economia são amplamente compensados com um boom no turismo.
 
Quase pela porta do cavalo, e aproveitando-se do foco mediático apontado para as cheias, o PSD e o PS acabam de aprovar uma lei inacreditável, que, disfarçada de "protecção das crianças", obriga à autenticação por Chave Móvel Digital para acesso a uma panóplia de sites. A redacção da lei é suficientemente vaga para permitir várias interpretações, algumas das quais podem abranger a totalidade do conteúdo da web:

 
Na minha opinião sim, e comunica de forma simples e calma. Ela e a Ministra do Ambiente saem claramente por cima na gestão desta situação.
Aquando das autárquicas, tendo vivido muitos anos em Coimbra, já conhecendo Ana Abrunhosa há muitos anos, defendi que seria, de longe, a melhor escolha. Só vem confirmar o que já sabia.
 
Quase pela porta do cavalo, e aproveitando-se do foco mediático apontado para as cheias, o PSD e o PS acabam de aprovar uma lei inacreditável, que, disfarçada de "protecção das crianças", obriga à autenticação por Chave Móvel Digital para acesso a uma panóplia de sites. A redacção da lei é suficientemente vaga para permitir várias interpretações, algumas das quais podem abranger a totalidade do conteúdo da web:


No Reino Unido bloquearam os sites de pornografia e as apps de encontros para menores contudo em nome da privacidade estes sites passaram a ter tecnologia de reconhecimento facial da idade com inteligência artificial, se o dono da conta não passar neste teste uma alternativa é dar um cartão de crédito ou débito, que pode ser daqueles temporários, pois só maiores de 18 anos podem ter cartões destes.

Exigir chave móvel digital é abusivo e intrusivo, ainda mais num país que tem tradição de nestas coisas ser mais papista que o Papa, de ir além do que e necessário para controlar e limitar os cidadãos.
 
O MAI devia dividir-se em 3 ministérios. Ministério das Tempestades, Ministério dos Incêndios e Ministério das Polícias. A administração eleitoral podia ficar inserida no ministério das tempestades.

Assim, estes 3 ministros ficariam imunes às incidências uns dos outros. Se houvesse um grande incêndio, demitia-se só o ministro dos incêndios e mantinha-se os outros 2 ministros. Se um polícia batesse num cigano, o ministro das tempestades e o dos incêndios mantinham-se em funções e o ministro das polícias dava a cara e ia para a rua e por aí fora.
 
Dois anos depois da inauguração da Aguieira nevou em Coimbra. Provavelmente, a percepção das pessoas no início da década de 1980, era que a nova albufeira tinha uma correlação positiva com a ocorrência de neve em Coimbra. A "percepção da população" tende a confundir causalidade com casualidade...
Consigo encontrar outras construções na zona de Coimbra, contemporâneas da Aguieira, que também "podem" ter tido influência na redução de neve na Lousã: troço da A1 entre Condeixa e Coimbra Norte, a ponte-açude, a ponte Edgar Cardoso na Figueira, etc.. Evidentemente que é parvo dizer-se que a conclusão da A1 provocou a redução da neve na Lousã, da mesma forma que o é afirmar-se que uma albufeira situada a uma cota 1000 metros inferior tem alguma influência nas condições climáticas no topo de uma serra.
Todos sabemos a razão para a redução de neve na Lousã, e não é certamente por causa da Aguieira que a temperatura média global aumentou várias décimas de grau desde 1980 até aos dias de hoje, nem é por causa da Aguieira que a ocorrência de siberianas na Europa se reduziu drasticamente.


Da minha casa tenho vista para o vale do Mondego na zona de Penacova, já bem a jusante da Aguieira, e os nevoeiros são extremamente frequentes. Não é certamente por causa da Aguieira que ocorrem. Também no vale do Ceira é frequente a ocorrência de nevoeiros, tal como no vale onde se situam a Lousã e Miranda do Corvo. Junto à albufeira, por razões óbvias, são ligeiramente mais frequentes e demoram mais tempo a dissipar. Mas a influência da albufeira é limitada, não mais do que 10 km desde as suas margens.

Sinto-me elucidado. Obrigado pela explicação :)

É ir perguntar aos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Mourão, Portel e Moura como estão a correr as coisas junto ao Alqueva. Dos vários impactes negativos que uma barragem traz, pequenos prejuízos à economia são amplamente compensados com um boom no turismo.

Já há alguns anos que não vou para aquelas bandas mas da última vez que fui, tirando nas proximidades de Monsaraz não me pareceu que o impacto turístico fosse significativo. E não estou desconsiderar o efeito visual particularmente apelativo de um espelho de água na base de uma montanha (como seria o caso de Girabolhos).
 
Quase pela porta do cavalo, e aproveitando-se do foco mediático apontado para as cheias, o PSD e o PS acabam de aprovar uma lei inacreditável, que, disfarçada de "protecção das crianças", obriga à autenticação por Chave Móvel Digital para acesso a uma panóplia de sites. A redacção da lei é suficientemente vaga para permitir várias interpretações, algumas das quais podem abranger a totalidade do conteúdo da web:



O que está a assustar a malta é a CMD. Mas legalmente, pelo RGPD e pelas leis nacionais de proteção de dados, o Estado não está autorizado a recolher histórico de apps ou sites através da CMD. O papel da CMD seria apenas validar a idade, nada mais.

Apesar disso, percebo o risco. Seria importante que a CNPD tivesse recursos e capacidade para auditar o Estado e garantir que não há abuso.

O que me parece estranho é o Estado não investir mais em formar os pais para o controlo parental, que é uma área praticamente inexplorada e pouco discutida em Portugal. Fornecer ferramentas concretas e dar mais poder às famílias faria muito mais sentido, mesmo sabendo que há pais que não se interessam ou não acompanham, poderia ser uma solução mais educativa e menos intrusiva.
 
Aliás, pouco se fala sobre a saúde mental dos jovens, que têm mostrado sinais de radicalização crescente. Tenho um caso pessoal na família. Um adolescente que se identifica com ideologias extremistas (ama o Hitler e o Ventura) e já chegou a ameaçar familiares, situação em que tivemos mesmo de chamar a polícia.

Também conheço outro caso numa escola, em que um aluno interrompeu a aula a gritar slogans nazis e fez a saudação, com parte da turma a seguir.

Tenho mais exemplos destes e, embora comportamentos provocadores na adolescência sempre tenham acontecido, a incidência e intensidade parecem ser muito maiores hoje. E temos estudos recentes que confirmam esta tendência.

Por isso, percebo a urgência do Governo em querer implementar medidas de proteção, mesmo reconhecendo que a solução deve equilibrar proteção com privacidade e educação familiar.
 
Surpreendido que alguém ainda não tenha exigido a demissão de terceiro tendo em conta a rotura dos diques. Político é sempre o alvo fácil.

Malta que é afetada por tempestades de vento com bem mais frequência:

 
Última edição:
Aliás, pouco se fala sobre a saúde mental dos jovens, que têm mostrado sinais de radicalização crescente. Tenho um caso pessoal na família. Um adolescente que se identifica com ideologias extremistas (ama o Hitler e o Ventura) e já chegou a ameaçar familiares, situação em que tivemos mesmo de chamar a polícia.

Também conheço outro caso numa escola, em que um aluno interrompeu a aula a gritar slogans nazis e fez a saudação, com parte da turma a seguir.

Tenho mais exemplos destes e, embora comportamentos provocadores na adolescência sempre tenham acontecido, a incidência e intensidade parecem ser muito maiores hoje. E temos estudos recentes que confirmam esta tendência.

Por isso, percebo a urgência do Governo em querer implementar medidas de proteção, mesmo reconhecendo que a solução deve equilibrar proteção com privacidade e educação familiar.

Entre 1933 e 1945 não existiam redes sociais na Alemanha.
 
A justiça depende de quem se apanha -> https://www.noticiasaominuto.com/pa...-do-pagina-um-por-difamacao-de-gouveia-e-melo

Já em relação ao ex-bastonário da Ordem dos Médicos, o Ministério Público pediu a condenação pelo crime de difamação pelas considerações feitas sobre Miguel Guimarães num texto: "Sabemos que tem jeito e interesse para disciplinador-mor. Certamente teria um lugar adequado em certos países europeus na década de 30 do século XX ou talvez na Espanha do século XVI a coadjuvar o inquisidor".

Para o Ministério Público, Pedro Vieira "sabia que ao escrever o que escreveu sabia que estava a dizer que o assistente Miguel Guimarães teria um lugar adequado na Alemanha da década de 30 do século passado ou na Espanha do tempo da inquisição".

"Não poderia o arguido, até pela sua profissão e cultura geral aqui demonstrada na audiência, deixar de saber que a comparação que fez é aviltante, extremamente desonrosa e dessa forma feria de forma grave a dignidade e honra do assistente Miguel Guimarães", acrescentou.