A uma escala diferente, claro, mas já ouvi que a transmissão de rádio em massa teve um efeito disruptivo nessa altura análogo ao das redes sociais hojeEntre 1933 e 1945 não existiam redes sociais na Alemanha.
A radicalização dos adolescentes e jovens adultos nos últimos 30 anos é um facto.Entre 1933 e 1945 não existiam redes sociais na Alemanha.
A radicalização dos adolescentes e jovens adultos nos últimos 30 anos é um facto.
Sim, foi exatamente isso que o meu familiar pensou quando quase bateu na mãe: "vendeste-me essa ideia esquerdista de que sou um homem branco privilegiado e afinal não sou, então toma aí um sopapo."A radicalização contemporânea tem contornos diferentes. Muitas vezes associada a jovens a quem "lhes venderam" (de forma ideológica) que são privilegiados. Mas por uma razão de factores, eles não se sentem privilegiados o que leva a essa radicalização muitas vezes com contornos de "porque tenho de ser empático com X e Y se não são empáticos comigo e ainda me vendem que sou um privilegiado porque sou homem e branco".
Sim, foi exatamente isso que o meu familiar pensou quando quase bateu na mãe: "vendeste-me essa ideia esquerdista de que sou um homem branco privilegiado e afinal não sou, então toma aí um sopapo."
Faziam coisas ligeiramente piores às mães dos outros.Esqueci-me que os nazis mandavam bater nas mães.
Acho que é em parte uma má reação de homens jovens ao movimento metoo e ao feminismo em geral, de adolescentes que passam os dias a ouvir na escola e das "elites" que são privilegiados mas eles não querem saber se as mulheres são despedidas por engravidar ou o que quer que seja porque isso não os afeta no dia-a-dia, e sentem que quem são discriminados são elesA radicalização contemporânea tem contornos diferentes. Muitas vezes associada a jovens a quem "lhes venderam" (de forma ideológica) que são privilegiados. Mas por uma razão de factores, eles não se sentem privilegiados o que leva a essa radicalização muitas vezes com contornos de "porque tenho de ser empático com X e Y se não são empáticos comigo e ainda me vendem que sou um privilegiado porque sou homem e branco".
Eu tenho a impressão de que proibir pessoas radicalizadas de aceder a um determinado conteúdo só as vai radicalizar ainda mais. E como para todas as proibições arranja-se sempre uma maneira de a contornar, ainda vai deixar essa radicalização mais "subterrânea"...Por isso, percebo a urgência do Governo em querer implementar medidas de proteção, mesmo reconhecendo que a solução deve equilibrar proteção com privacidade e educação familiar.
Portanto, a culpa dos homens se radicalizarem é porque as mulheres passaram a ter direitos? Como é que se resolve isso? Tirando os direitos delas? Ou atacando o real cerne do problema dos rapazes: falta de controlo emocional, frustração, socialização tóxica e, principalmente, ambientes digitais completamente desregulados e polarizadores.Acho que é em parte uma má reação de homens jovens ao movimento metoo e ao feminismo em geral, de adolescentes que passam os dias a ouvir na escola e das "elites" que são privilegiados mas eles não querem saber se as mulheres são despedidas por engravidar ou o que quer que seja porque isso não os afeta no dia-a-dia, e sentem que quem são discriminados são eles
Os jovens sempre foram "radicais". Há uns 15 anos atrás essa radicalização estava mais virada para a "esquerda", havendo também alguns radicalizados "à direita", mas que se abstinham de votar por não terem em quem o fazer (PNR não conta, a maioria das pessoas nem sabia que isso existia).Acho que é em parte uma má reação de homens jovens ao movimento metoo e ao feminismo em geral, de adolescentes que passam os dias a ouvir na escola e das "elites" que são privilegiados mas eles não querem saber se as mulheres são despedidas por engravidar ou o que quer que seja porque isso não os afeta no dia-a-dia, e sentem que quem são discriminados são eles
Tem de existir pelo menos algum nível de regulação e acompanhamento, tanto institucional como familiar. Neste momento, essa supervisão é insuficiente.Eu tenho a impressão de que proibir pessoas radicalizadas de aceder a um determinado conteúdo só as vai radicalizar ainda mais. E como para todas as proibições arranja-se sempre uma maneira de a contornar, ainda vai deixar essa radicalização mais "subterrânea"...
Tem de existir pelo menos algum nível de regulação e acompanhamento, tanto institucional como familiar. Neste momento, essa supervisão é insuficiente.
Eu não quero fazer juízos de valor, mas pegando na questão concreta de "os homens jovens radicalizam-se devido a questões de género" a resposta é (em parte) sim, olha resultados dum estudo norueguês:Portanto, a culpa dos homens se radicalizarem é porque as mulheres passaram a ter direitos? Como é que se resolve isso? Tirando os direitos delas? Ou atacando o real cerne do problema dos rapazes: falta de controlo emocional, frustração, socialização tóxica e, principalmente, ambientes digitais completamente desregulados e polarizadores.
Gritar, ser autoritário e transformar tudo em espetáculo passou a ser fixe, porque é o que se vê mais nas redes.