O Estado do país 2026

A factura dos estragos do mau tempo é maior do que se diz, fiquei com essa impressão quando estive no Algarve. O dinheiro não chega para tudo e temos para trás uma década de corte no investimento público através das cativações, agora vamos pagar a factura.

Do outro lado da fronteira a situação é muito pior e há estradas onde já nem se pode circular, tal é o mau estado. Não aconselho a ninguém a estrada de El Granado a Las Herrerias. E muito cuidado nas auto-estradas, há troços cheios de buracos. Em Espanha também têm estado com cativações, mas pelo menos Costa não fazia défices.
Pior, que em Olhão, duvido. Há 3 buracos, taparam 1 e deixaram 2. Circula lá todos os dias com o teu carro, em Olhão e no concelho que vais chorar com o gasto que vais ter pneus, amortecedores, foles, sinoblocos, suspensões. Até vais achar que as estradas espanholas são do 1° mundo

A sorte é que nunca mais choveu, senão dizia-te que tinha sido atingida pelo Irão.
 
Em Faro, é a loucura :D A sorte foi não estar nenhuma criança na escola.

 
Fico com a sensação que os Governos:

- têm medo de acabar de vez com as heranças indivisas e os edifícios devolutos;
- têm medo de facilitar os despejos de quem não cumpre;
- têm medo de acabar de vez com as rendas congeladas;
- têm medo de atacar o problema das construções ilegais.

Um bando de medrosos.
 
Rita Matias decidiu apresentar a jovens estudantes, na Futurália, a teoria da "Grande Substituição", um mito com origem literal no pensamento nazi. O irónico é que a própria Rita é neta de uma goesa.

Isto está a escalar para um terreno perigoso, e é difícil perceber como é que este tipo de propaganda pode ser difundido sem qualquer problema.

 
Rita Matias decidiu apresentar a jovens estudantes, na Futurália, a teoria da "Grande Substituição", um mito com origem literal no pensamento nazi. O irónico é que a própria Rita é neta de uma goesa.

Isto está a escalar para um terreno perigoso, e é difícil perceber como é que este tipo de propaganda pode ser difundido sem qualquer problema.



A divulgação destes dados do INE devia ser proibida ou pelo menos criar um quadro legal que permita que quem anda a divulgar dados do INE tenha que cumprir pena.
 
Rita Matias decidiu apresentar a jovens estudantes, na Futurália, a teoria da "Grande Substituição", um mito com origem literal no pensamento nazi. O irónico é que a própria Rita é neta de uma goesa.

Isto está a escalar para um terreno perigoso, e é difícil perceber como é que este tipo de propaganda pode ser difundido sem qualquer problema.



Esperemos que a criança que vem a caminho não saia à bisa ou será outra a contar para a estatística das cores. Por outro lado, esperemos que também não saia ao pai, que faz parte de outra estatística que, pelo menos oficialmente, também não é aprovada pelo partido da gestante.
 


É uma verdade absoluta e há muito que identifiquei esta questão. Pode ser encarado como normal face ao mercado, o problema é que há um lado "ordinário" e especulador. Posso falar de um caso onde conheço bem o mercado imobiliário que é Matosinhos. É uma zona onde os imóveis são caros e a câmara passou a ser uma fábrica de IMT.s. Sempre, mas sempre, que há alguma estagnação na compra e venda de imóveis, aparecem umas notícias caídas do céu, tipo esta.


Não tenho dúvidas que estas notícias têm o alto "patrocínio" autárquico. Mercado a estagnar? É preciso transaccionar, transaccionar, transaccionar. Já agora, Matosinhos é liderado por uma popular socialista.
 
Rita Matias decidiu apresentar a jovens estudantes, na Futurália, a teoria da "Grande Substituição", um mito com origem literal no pensamento nazi. O irónico é que a própria Rita é neta de uma goesa.

Isto está a escalar para um terreno perigoso, e é difícil perceber como é que este tipo de propaganda pode ser difundido sem qualquer problema.


A Futuralia é uma feira de emprego. Estará a Rita Matias a recrutar vereadores autárquicos para o Chega, cargo onde parece estar a ocorrer uma "grande substituição"? Porque caso não seja isso, não consigo vislumbrar o motivo para se discutir política naquele local específico.

Sobre a alegada grande substituição, os portugueses o que têm a fazer para a contrariar é terem filhos. Pode-se (e deve-se) restringir a entrada descontrolada de emigrantes, mas uma vez que entram não se pode proibi-los de terem filhos...
 
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Segunda, quarta, sexta e domingo exige-se simplificação e rapidez.

Terça, quinta e sábado exige-se rigor e comprovativos burocráticos.



Como se o Montenegro na altura tivesse muita opção realista.
 

Portugal entre os três países da UE onde menos se usam transportes públicos


Ainda assim, mesmo sendo dos países onde menos se usa, é o caos. Não temos transportes públicos com uma oferta generosa e funcionam mal.
Tenho tido várias experiências ao longo dos anos, e em regiões diferentes, para perceber que esta é a realidade.


- Apanho três transportes públicos para ir para o trabalho e muitas das vezes vamos como sardinhas enlatadas, exceto no barco que é por lugares sentados, mas muitos na hora de ponta têm lotação esgotada.
- Raramente vou de carro para Lisboa, mas quando vou, este ano tenho notado um aumento do trânsito para a Ponte 25 de abril.
- No Alentejo, quando estudava em Portalegre, tinha um autocarro às 07h e de regresso apenas às 17:20h ou 18:15h. Pagava 80€ por mês e só podia fazer a viagem Arronches - Portalegre e vice versa. Obviamente quando tirei a carta optei pelo carro para me deslocar. Acho que agora está um pouco diferente, mas era péssimo e cheguei a andar em autocarros onde chovia.
- Quando estudei em Leiria, exceto às sextas e domingo, nunca tinha autocarro direto. Cheguei a fazer viagens de quase 10h ao fazer escala em Lisboa quando de carro eram 2h.

Em relação às grandes cidades, com tudo centralizado em Lisboa e Porto e com uma crise de habitação em completo descontrolo, acaba por haver um efeito dominó devido ao facto das pessoas serem empurradas para a periferia. Sem reforço da oferta, não há milagres.
Já aqui referi a situação do metro de Lisboa. Em vez de ser expandido para a periferia, é construída uma linha circular e a pouca expansão prevista é para zonas da cidade onde cada vez vive menos gente. Estes projetos dão a entender que se pensa mais na melhor mobilidade dos turistas do que da própria população.

Não usufruo da Fertagus, mas segundo consta é todos os dias um cenário de 3º mundo.

Definitivamente estamos num poço sem fundo em muitos aspetos.
 
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A Futuralia é uma feira de emprego. Estará a Rita Matias a recrutar vereadores autárquicos para o Chega, cargo onde parece estar a ocorrer uma "grande substituição"? Porque caso não seja isso, não consigo vislumbrar o motivo para se discutir política naquele local específico.
Também não percebo o que partidos políticos estão lá a fazer. Que me lembre não era assim.
 

Portugal entre os três países da UE onde menos se usam transportes públicos


Ainda assim, mesmo sendo dos países onde menos se usa, é o caos. Não temos transportes públicos com uma oferta generosa e funcionam mal.
Tenho tido várias experiências ao longo dos anos, e em regiões diferentes, para perceber que esta é a realidade.


- Apanho três transportes públicos para ir para o trabalho e muitas das vezes vamos como sardinhas enlatadas, exceto no barco que é por lugares sentados, mas muitos na hora de ponta têm lotação esgotada.
- Raramente vou de carro para Lisboa, mas quando vou, este ano tenho notado um aumento do trânsito para a Ponte 25 de abril.
- No Alentejo, quando estudava em Portalegre, tinha um autocarro às 07h e de regresso apenas às 17:20h ou 18:15h. Pagava 80€ por mês e só podia fazer a viagem Arronches - Portalegre e vice versa. Obviamente quando tirei a carta optei pelo carro para me deslocar. Acho que agora está um pouco diferente, mas era péssimo e cheguei a andar em autocarros onde chovia.
- Quando estudei em Leiria, exceto às sextas e domingo, nunca tinha autocarro direto. Cheguei a fazer viagens de quase 10h ao fazer escala em Lisboa quando de carro eram 2h.

Em relação às grandes cidades, com tudo centralizado em Lisboa e Porto e com uma crise de habitação em completo descontrolo, acaba por haver um efeito dominó devido ao facto das pessoas serem empurradas para a periferia. Sem reforço da oferta, não há milagres.
Já aqui referi a situação do metro de Lisboa. Em vez de ser expandido para a periferia, é construída uma linha circular e a pouca expansão prevista é para zonas da cidade onde cada vez vive menos gente. Estes projetos dão a entender que se pensa mais na melhor mobilidade dos turistas do que da própria população.

Não usufruo da Fertagus, mas segundo consta é todos os dias um cenário de 3º mundo.

Definitivamente estamos num poço sem fundo em muitos aspetos.

Uma medida simples que se usa noutros países, é criar passes "off-peak". A regra é simples. Os +65 só beneficiam de transporte gratuito fora das horas típicas casa-trabalho-casa. Continuam a ser livres de usar transportes nas horas de ponta, mas se o quiserem pagam como os outros.
 

Portugal entre os três países da UE onde menos se usam transportes públicos


Ainda assim, mesmo sendo dos países onde menos se usa, é o caos. Não temos transportes públicos com uma oferta generosa e funcionam mal.
Tenho tido várias experiências ao longo dos anos, e em regiões diferentes, para perceber que esta é a realidade.


- Apanho três transportes públicos para ir para o trabalho e muitas das vezes vamos como sardinhas enlatadas, exceto no barco que é por lugares sentados, mas muitos na hora de ponta têm lotação esgotada.
- Raramente vou de carro para Lisboa, mas quando vou, este ano tenho notado um aumento do trânsito para a Ponte 25 de abril.
- No Alentejo, quando estudava em Portalegre, tinha um autocarro às 07h e de regresso apenas às 17:20h ou 18:15h. Pagava 80€ por mês e só podia fazer a viagem Arronches - Portalegre e vice versa. Obviamente quando tirei a carta optei pelo carro para me deslocar. Acho que agora está um pouco diferente, mas era péssimo e cheguei a andar em autocarros onde chovia.
- Quando estudei em Leiria, exceto às sextas e domingo, nunca tinha autocarro direto. Cheguei a fazer viagens de quase 10h ao fazer escala em Lisboa quando de carro eram 2h.

Em relação às grandes cidades, com tudo centralizado em Lisboa e Porto e com uma crise de habitação em completo descontrolo, acaba por haver um efeito dominó devido ao facto das pessoas serem empurradas para a periferia. Sem reforço da oferta, não há milagres.
Já aqui referi a situação do metro de Lisboa. Em vez de ser expandido para a periferia, é construída uma linha circular e a pouca expansão prevista é para zonas da cidade onde cada vez vive menos gente. Estes projetos dão a entender que se pensa mais na melhor mobilidade dos turistas do que da própria população.

Não usufruo da Fertagus, mas segundo consta é todos os dias um cenário de 3º mundo.

Definitivamente estamos num poço sem fundo em muitos aspetos.
Portugal não tem urbanismo e isso é parte do problema. A partir das décadas de 50 e de 60 o povoamento disperso explodiu, sem regras, e os PDM pouco resolveram. O Alentejo apesar de tudo é um feliz excepção, mas isso acontece em parte por duas razões, tem baixa pressão populacional e tem grande propriedade. Já no Algarve e Litoral Norte e Centro a situação é desastrosa. O desordenamento urbano é uma das principais causas do nosso atraso, aumenta a despesa pública de forma extraordinária e é fonte de desigualdades sociais e de corrupção. Com este modelo de povoamento ruinoso é difícil instalar redes de transportes públicos eficientes. Todo o país está desenhado para o uso do transporte privado.
 
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Uma medida simples que se usa noutros países, é criar passes "off-peak". A regra é simples. Os +65 só beneficiam de transporte gratuito fora das horas típicas casa-trabalho-casa. Continuam a ser livres de usar transportes nas horas de ponta, mas se o quiserem pagam como os outros.
Aqui em Inglaterra temos esse modelo do off peak, quanto a dar descontos a reformados sou totalmente contra, hoje em dia os pensionistas têm mais rendimentos que os jovens, só deveriam ter descontos os pensionistas com rendimentos baixos. Conheço pensionistas ricos que têm apoios, não faz nenhum sentido.