O Estado do país 2026

Já eu proponho que esses mesmos níveis mínimos sejam exigidos para se passar do 9º ano.

Eu também. Quando eu andava na antiga 'primária', com a minha professora ninguém passava para o quinto ano sem saber ler bem, escrever decentemente e ser capaz de fazer as quatro operações básicas 'à mão'. Mas, como disse acima, é preciso não impedir os professores de fazerem o seu trabalho que é precisamente o que acontece todos os dias nas escolas deste país.
 
Eu também. Quando eu andava na antiga 'primária', com a minha professora ninguém passava para o quinto ano sem saber ler bem, escrever decentemente e ser capaz de fazer as quatro operações básicas 'à mão'. Mas, como disse acima, é preciso não impedir os professores de fazerem o seu trabalho que é precisamente o que acontece todos os dias nas escolas deste país.
Eu fiz a escola primária numa altura em que se entrava às oito e se saía à uma da tarde. No final do primeiro ano já toda a gente tinha de saber ler e escrever. Quando cheguei ao quarto ano, de vinte e tal alunos tinham ficado para trás uns 3. Era uma turma com miúdos de todas as classes sociais, miúdos do bairro social, ciganos e miúdos ricos. Quando chegávamos à quarta classe tínhamos de saber a tabuada, as operações aritméticas, problemas básicos de geometria, os rios de Portugal e as serras, as ilhas dos arquipélagos, as capitais de distrito, conjugar os verbos em todos os tempos gramaticais, etc.

Quando fui para o quinto e sexto ano fiz na telescola, da uma e meia da tarde até às seis e meia. Logo que entrei toca a decorar conjugações dos verbos être e avoir! Ainda hoje as sei! Os testes vinham do Ministério logo a matéria tinha de estar sempre em dia. Dou um enorme valor a ter tido as tarde e as manhãs livres e não me imagino fechado o dia inteiro dentro de uma escola como sucede hoje em dia. E pergunto-me, o que aprendem? Eu e os da minha geração aprendíamos muito mais e com muito mais tempo livre!
 
Eu fiz a escola primária numa altura em que se entrava às oito e se saía à uma da tarde. No final do primeiro ano já toda a gente tinha de saber ler e escrever. Quando cheguei ao quarto ano, de vinte e tal alunos tinham ficado para trás uns 3. Era uma turma com miúdos de todas as classes sociais, miúdos do bairro social, ciganos e miúdos ricos. Quando chegávamos à quarta classe tínhamos de saber a tabuada, as operações aritméticas, problemas básicos de geometria, os rios de Portugal e as serras, as ilhas dos arquipélagos, as capitais de distrito, conjugar os verbos em todos os tempos gramaticais, etc.

Quando fui para o quinto e sexto ano fiz na telescola, da uma e meia da tarde até às seis e meia. Logo que entrei toca a decorar conjugações dos verbos être e avoir! Ainda hoje as sei! Os testes vinham do Ministério logo a matéria tinha de estar sempre em dia. Dou um enorme valor a ter tido as tarde e as manhãs livres e não me imagino fechado o dia inteiro dentro de uma escola como sucede hoje em dia. E pergunto-me, o que aprendem? Eu e os da minha geração aprendíamos muito mais e com muito mais tempo livre!

Eu só tinha à tarde. Maravilha. No Natal já sabia ler (e não era daqueles génios que já sabiam ler e escrever antes de entrar para a escola! Sabia os números e escrever Alice, que era o nome da minha tia mas não lia antes de entrar) e recebi vários livrinhos no Natal que já consegui ler. Um deles, sobre um peixinho, oferecido pela professora. Erros ortográficos no quarto ano? Não ias para o quinto. Aconteceu a alguns colegas.
 
A minha professora não nos massacrava demasiado com rios, serras e afins. O básico. Mas ler de forma escorreita, escrever sem erros, saber a tabuada de cor, sem contar pelos dedos, assim como ser capaz de fazer as operações básicas era imprescindível para ir para o quinto ano. Sem contemplações. A minha escola primária era um barracão pré-fabricado, com telhado de zinco. A minha professora era professora, funcionária da secretaria, enfermeira e auxiliar, tudo ao mesmo tempo. A escola não tinha funcionários para além das professoras. Duas de manhã e duas à tarde em dois barracões distintos. À hora do intervalo também era vigilante. Mais ou menos atenta, dependendo da conversa com a colega. Era maravilhosa e eu adorava-a. Parecia uma tia de Cascais por fora. Mas só por fora. E, claro, tinha sempre dois anos diferentes na sala. Quando entrei era o primeiro e o terceiro.
 
Última edição:

Eu até determinado ponto consigo perceber aquelas pessoas que num primeiro momento abandonam um local de acidente em choque por alguns minutos, e depois voltam. Independentemente de serem as responsáveis.

Agora isto é de um grau de perversidade e calculismo inqualificável. Durante todo o tempo até ser detido, esta personagem acreditou sempre piamente que o seu principal problema depois na irmã ficar estirada no asfalto a 200km/h, era não ter carta.