Por falar em Ensino Secundário. No nono ano deveria haver uma triagem. E no décimo ano, deveria haver outra. Mas isto não é politicamente correcto...

Os salário mais baixos em Portugal têm crescido muito acima da produtividade, o custo de vida está pela hora da morte, a produtividade baixou em 2025, começam a surgir sinais preocupantes na concessão de créditos, a população não está absolutamente nada predisposta a aceitar um aperto de cinto… não falo dos mais carenciados mas sim de uma certa classe média e média-alta que foi criada pelo Estado e vive do Orçamento de Estado…Com o fim do PRR à vista e um futuro não muito risonho, os políticos tugas começam a ter muito medinho do fim da "mama" europeia... Incluindo o primeiro-ministro.
https://cnnportugal.iol.pt/luis-mon...4/69eb5b50d34e28842c834936#Echobox=1777032622
Há dispersar atenção da aprovação de um pacote laboral impopular.
Ainda ontem estava em conversa com familiares e parece-me que de facto o custo de vida em Portugal (que incluiu obviamente gastos variados como habitacao) é o problema mais grave a afetar o país nas últimas decadas. A situacao está fora de controlo. Eu quando comparo os precos dos produtos com outros países da Europa e os salários que se auferem em Portugal, a situacao é dramática. E as solucoes nao sao faceis. Aumentar os salários nao iria ajudar, alias só iria ainda puxar mais pela inflacao, portanto a solucao tem de estar do lado da oferta. Alguma coisa tem de ser feita para diminuir os precos e o custo de vida. Acabar com os monopolios dos supermercados, combater os interesses instalados, reduzir de forma brutal a carga burocratica nas importacoes,...
Nao tenho dados, mas nao sei se será assim um efeito tao grande. É verdade também que hoje em dia a burocracia para construir habitacao é impossível. Conheco pessoas que estiveram 2 anos a espera da licencia. Mas em todo o caso, eu vejo em relacao aos meus pais nos anos 90. Eles nao tem cursos superiores, mas os empregos que arranjaram felizmente deram para podermos viver como classe média, inclusive conseguir comprar 2a habituacao para férias. Hoje em dia, quem é que na minha geracao (nos 30s) consegue ter um estilo de vida desses, mesmo com cursos superiores? A habitacao é impossivel. E nao é só a habitacao, muitos dos produtos nos supermercados sao de preco igual ao da Bélgica por exemplo, já para nao falar de roupa, calcados, restaurantes, etc.A maior desproporcionalodade comparando com outros países europeus é o salário vs habitação. E sim, resolve-se com melhores rendimentos. (note-se que rendimentos não é só salário).
Vou dar um exemplo. Uma pessoa tem uma 2a habitação como um activo financeiro. Essa pessoa paga a prestação da sua habitação própria com parte do rendimento que tira do arrendamento da 2a habitação.
Havendo um aumento das taxas de juro por causa da inflação, essa pessoa vai pagar mais pela prestação da casa. Mas também deveria tirar mais rendimento da sua aplicação financeira (a casa que pôs a arrendar). Em Portugal o que se faz? Queremos que estas pessoas assumam um papel social com a limitação por lei do aumento de rendas, ou seja, decreta-se por lei que estas pessoas começam a perder dinheiro com a sua aplicação financeira quando deveriam estar a ganhar.
A juntar a tudo isto, a falta de protecção legal, nomeadamente permitir que um vândalo devedor possa ocupar uma casa durante não sei quantos meses, sem o senhorio recuperar um tostão e ainda ter de custear obras.
O resultado é a retirada de um número massivo de casas do mercado de arrendamento que serviriam para regular (pelo mercado e não por medidas estúpidas) o mercado da habitação.
Se eu tivesse uma 2a habitação, nestas condições, nem pensaria 2 vezes em meter a 2a habitação como AL a cobrar 150€/dia no verão e 100€/dia no inverno a turistas. Com a vantagem que as pessoas que alugam estes apartamentos nas cidades, não passam tempo nenhum em casa, só lá vão dormir pelo que o desgaste é muito inferior a uma familia a tempo inteiro.
Mas não há ninguém nem num governo à direita nem à esquerda, que perceba como as coisas funcionam. Querem é criar regras e regrinhas populistas e demagogas que é que o que povão gosta de ouvir.
Nao tenho dados, mas nao sei se será assim um efeito tao grande. É verdade também que hoje em dia a burocracia para construir habitacao é impossível. Conheco pessoas que estiveram 2 anos a espera da licencia. Mas em todo o caso, eu vejo em relacao aos meus pais nos anos 90. Eles nao tem cursos superiores, mas os empregos que arranjaram felizmente deram para podermos viver como classe média, inclusive conseguir comprar 2a habituacao para férias. Hoje em dia, quem é que na minha geracao (nos 30s) consegue ter um estilo de vida desses, mesmo com cursos superiores? A habitacao é impossivel. E nao é só a habitacao, muitos dos produtos nos supermercados sao de preco igual ao da Bélgica por exemplo, já para nao falar de roupa, calcados, restaurantes, etc.
Ah sim isso acontece sim. Em Portugal os hábitos alimentares sao mais caros sim. E também se ve essa fidelizacao sem dúvida.Não sei se os preços de supermercado estão directamente associados a monopólios.
Acho que pode haver 2 efeitos e os 2 têm natureza cultural.
O primeiro está relacionado com hábitos alimentares. Não sei como é na Bélgica, mas morei 3 anos no UK e posso dizer-te que um cidadão "médio" português tem hábitos alimentares bem mais refinados do que um cidadão "médio" britânico. Em Portugal continua a haver grande procura de produtos frescos como carnes e peixe que por natureza são a parte mais cara do cabaz alimentar. Por isso a comparação deve ser feita em termos equiparáveis. Se calhar uns wraps de tikka massala são bastante mais baratos no resto da europa do que em Portugal. Mas se calhar também não compras robalo selvagem a 20€/kg nesses países nem um bife da vazia por 3 ou 4€.
Depois, há a cultura da fidelização natural. A cultura do "este é o meu supermercado". Os portugueses tratam os supermercados quase como um Benfica-Porto, não explorando o que de melhor e mais barato há em cada um. Portanto os monopólios surgem de forma natural e comportamental e não induzida. As cadeias alternativas ao Continente e PD continuam a ser cadeias de nicho e não alternativa. Acrescentam mas não concorrem. Obviamente isso também tem reflexo nos preços.