O Estado do país 2026


Brilhante artigo de Cavaco Silva, a explicar a quase impossibilidade de eliminação da burocracia e a defender a decisão do governo de terminar com o visto prévio do Tribunal de Contas para despesas pouco elevadas (visto prévio esse que vigora desde o Estado Novo e que nunca impediu qualquer acto de corrupção).
O que não falta são obras que são adiadas, até que o Tribunal de Contas se lembre de passar o visto. A EN125 esperou anos por esse visto para ser remodelada entre Olhão e VRSA, até que a concessionária colocou o Estado em tribunal e até hoje essa remodelação nunca foi feita.
 
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Noto que alguns apoiantes de Montenegro começam a afastar-se... dito isto, também não acredito que o PS fizesse muito melhor. Os portugueses podem apenas esperar anos de «pântano».
O PSD quando não estava no poder falava que fazia melhor, agora que está no poder chego a conclusão que ainda é pior que o PS.

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Se esta greve geral serviu para os portugueses passarem uma mensagem ao parlamento acerca da nova legislação laboral, esperemos que o parlamento tenha percebido essa mensagem.

A minha percepção é que esta greve foi ainda menos expressiva que a anterior. Foi uma greve da função pública "normal". Claro que tem impacto na vida de algumas pessoas, mas quem nunca foi a serviço público e não conseguiu o que queria porque "o sistema está em baixo"?

Quem tem filhos na escola acaba por encontrar soluções, como encontra quando os professores estão de férias 3 meses no verão, 2 semanas no natal, etc.

A parte mais complexa é a dos transportes que impede muita gente de ir trabalhar.

Uma palavra de apreço por todos os trabalhadores que ao final de uma jornada de luta ainda têm força para ir para as escadas da AR meter-se com a polícia.
 
Quirguistão, Zimbabué, Trinidade e Tobago, Áustria, Portugal.



Na prática, é mais fama que fortuna. Algo como isto:

Bronze_Medal.jpg

A ausência só fica mal a quem não cumpre as expectativas (Alemanha).

A diplomacia é a mesma e os assuntos sobre os quais se vai votar também. Periodicamente vai haver a proposta provocatória e o inevitável chumbo da iniciativa. Moralismo na TV se seguirá e em nada se contribuiu para resolver o problema.
 
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>01:19 -> https://media.un.org/avlibrary/en/asset/d359/d3591993

Como se os outros não fossem sangue fresco que também tivessem o multilateralismo como o seu interesse.

6 minutos de discurso estereotipado.

Aos que constantemente espumam pela conduta do Guterres, se calhar é melhor guardarem alguma... (>09:20). A ver se vai aparecer uma maior consciencialização das limitações que cada cargo acarreta (não tenho grande esperança).

Na prática, o Rui Vinhas - o tipo ao lado - é o grande obreiro da vitória.

Relembro que o voto português contará tanto como o Zimbabué, Trinidade/Tobago e Quirguistão.

 
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Ponto da situação

- Portugal era usado como ponto de passagem para adquirir passaporte e depois marchar para países ricos da UE, EUA ou Reino Unido. Com as novas regras ficará mais difícil e moroso este processo e portanto é expectável que haja saídas do país. Não é necessariamente por haver mais racismo ou fascismo ou o Governo ser contra imigrantes, como alguma comunicação social já quer dar a entender.

- Quando a situação económica piora, o imigrante brasileiro sai do país. Nos anos 90 Portugal recebeu uma onda de imigração brasileira, que depois caiu a pique com a depressão de 2002, e a estagnação que se seguiu. Se está mal para os portugueses, que não conseguem pagar uma renda ou comprar casa, pior estará para os imigrantes. Portanto, é expectável que agora se inicie um movimento de saída para outros países, ou regresso a casa.

- A produtividade portuguesa não está a aumentar, e muito do aumento tem sido à custa da entrada de empresas estrangeiras, com métodos de gestão diferentes das empresas portugueses. Continuam a faltar reformas estruturais que serão impopulares mas necessárias para alterar a estrutura da economia. O Estado não dá o exemplo, pelo contrário. Assim, os salários médio e mediano continuarão muito baixos nos próximos anos.

- Os impostos sobre casas vazias e segunda habitação são baixos. Não sou eu que o digo, é o FMI e a OCDE. Se não houver estímulos financeiros e fiscais, as mais de 700 mil casas vazias ou fechadas não entrarão no mercado. Os portugueses são casmurros e conservadores, e não mudam «a bem». Aprendam a nossa História.

- O país não tem um problema de infraestruturas, mas só fala em mais auto-estradas, aeroportos e obras públicas. Também não tem falta de casas, mas fala em construir mais e mais. Nos países ricos, por outro lado, fala-se em digitalização, robótica, formação técnica e profissional, AI. Continuamos a viver na fase final da ditadura, no cavaquismo e no guterrismo. Somos um museu do século XX.

- O turismo poderá atingir o seu pico de crescimento muito em breve. A guerra, a inflação, o aumento da concorrência e o «fim do ciclo» trarão um travão ao negócio. A loucura de abrir mais e mais hotéis terá um fim, esperemos que não venham depois mendigar apoios ao Estado.

- Se nos próximos 10 anos a Ucrânia entrar na UE, será desviado muito investimento para aquelas bandas. A população é muito mais instruída que a portuguesa, os solos são muito férteis e planos, e há mais cultura industrial. Portugal ficará a perder. E se Montenegro, Albânia e Bósnia entrarem, virá concorrência forte para o turismo. Tudo se conjuga para Portugal se sedimentar como um dos 4 países mais pobres e atrasados da UE, a par da Bulgária, Grécia ou Eslováquia.

- As previsões de crescimento até 2030 trazem estagnação e divergência dos países ricos. Portugal vai continuar a ser um país relativemente pobre, de salários baixos e preços altos. O PS e o Chega não farão melhor. Ninguém em Portugal quer mudar de vida, a sociedade é conservadora e a pelintrice está normalizada. Talvez haja mudanças com uma renovação geracional daqui a 10 a 20 anos.
 
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Se esta greve geral serviu para os portugueses passarem uma mensagem ao parlamento acerca da nova legislação laboral, esperemos que o parlamento tenha percebido essa mensagem.

A minha percepção é que esta greve foi ainda menos expressiva que a anterior. Foi uma greve da função pública "normal". Claro que tem impacto na vida de algumas pessoas, mas quem nunca foi a serviço público e não conseguiu o que queria porque "o sistema está em baixo"?

Quem tem filhos na escola acaba por encontrar soluções, como encontra quando os professores estão de férias 3 meses no verão, 2 semanas no natal, etc.

A parte mais complexa é a dos transportes que impede muita gente de ir trabalhar.

Uma palavra de apreço por todos os trabalhadores que ao final de uma jornada de luta ainda têm força para ir para as escadas da AR meter-se com a polícia.
Tudo o que acontece na Europa costuma chegar a Portugal com atraso. Depois, pega de estaca e demora muito tempo a erradicar. O que se está a passar em França deverá também chegar a Portugal...
 
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Álvaro Araújo ensaiou uma manobra tão eficaz com fazer marcha-atrás em ponto morto. Segundo o autarca, o contrato poderá também servir para apoiar as ocupações de verão e os campos de férias das crianças.


A revelação deixou a oposição sem palavras. Durante décadas, pedagogos, nutricionistas e especialistas em infância procuraram novas formas de alimentar jovens durante as férias escolares. Nenhum deles imaginou que a resposta passava por 900 garrafas de tinto alentejano e outras tantas de vinho do Porto. Quer Álvaro Araújo alimentar a juventude do concelho com sopas de cavalo cansado?

:lmao::lmao::lmao::lmao:
 
Na governação Costa havia muitos que diziam que o país estava em processo de Venezuelização. Belos tempos.

O problema é que quem dizia nem sabia muito bem a situação da Venezuela. E provavelmente continuam sem saber.

O tempo passa e certas coisas não mudam.

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Os teóricos da conspiração de todos os tipos já têm mesmo um partido que os representa em Portugal https://www.facebook.com/share/p/1b4aLfnDMo/

1. Direito à Protecção da Saúde (Artigo 64.º da CRP): O Estado tem o dever de prevenir riscos à saúde pública. A presença de nanopartículas de metais pesados (alumínio, bário e estrôncio) sem monitorização constitui um perigo invisível, mas real.

Como o fogo de artifício liberta nanopartículas de alumínio, bário e estrôncio, suponho que isto seja um voto de apoio à geoengenharia sem controlo estatal:

 
A polícia municipal é boa para multar os carros que passam o tempo do parquímetro, junto aos jardins pagas o parquímetro e pagas ao arrumador e nas barbas da PSP, não é novo cá, mas que a cidade está a ficar insegura como era antigamente está e até tiroteios já existem, continuem a assobiar para o lado

 
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