O Estado do país 2026

O F35 não é uma aeronave de dogfight, algo que hoje em dia é raro. Será a isso que o MST se refere?

Para tal, os EUA têm o F22, que não é exportado.

De vez em quando até um Rafale abate um F22. Em exercícios altamente condicionados.

No ano passado vários jatos indianos foram abatidos pelo Paquistão. Mediante o lançamento de mísseis a alguma distância.

De vez em quando há aproximações entre jatos russos e 'ucranianos'. Novamente, o conflito é feito mediante a deteção precoce e lançamento de mísseis com algumas dezenas de quilómetros de alcance.

Os Super-Tucanos são basicamente uma manobra de publicidade por parte do governo português (seriam muito úteis para metralhar as lanchas de droga mas ninguém quer ofender sensibilidades). Certamente a Força Aérea arranjaria espaço para os Gripen e para os F35. Mas só havendo escolha de um...
 
O Governador do Banco de Portugal avisou que o salário mediano está quase igual ao mínimo. Algo óbvio há vários anos mas que praticamente ninguém tem coragem de dizer.
Quando o salário médio tiver ao nível do salário mínimo aí que está tudo na mesma linha e tudo igual. :D
 
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O Governador do Banco de Portugal avisou que o salário mediano está quase igual ao mínimo. Algo óbvio há vários anos mas que praticamente ninguém tem coragem de dizer.
Isso já não é novidade para ninguém e só não vê quem não quer. A maioria das pessoas mesmo tendo um grau académico, com os descontos recebe quase o mesmo que alguém com o salário mínimo.

A reforma laboral também não vai fazer a diferença a nível de salários. Não tenho protestado muito acerca do assunto, mas daquilo que vou vendo parece mesmo indicada para favorecer os patrões. Ainda assim, como já disse, gostava de ver (nos outros) se os impactos seriam assim tão positivos como o PSD apregoa.

O António José Seguro e o Luís Montenegro foram ao Luxemburgo pedir aos portugueses para voltar. Realmente, melhor país para fazer essa declaração não havia, pois temos um salário parecido e melhores condições para incentivar as pessoas a voltar. :D
Enfim, aquilo que nos dão é vontade de ir embora e a cada ano que passa está cada vez pior. Conseguimos estar no top de todos os indicadores negativos, isso nunca falha.
 
A reforma laboral também não vai fazer a diferença a nível de salários.

Não se pode afirmar isto com todas as letras sem saber o que está em causa.

A questão é bastante simples. Flexibilização e mobilidade laboral atrai empresas maiores e empresas estrangeiras. Isso não faz aumentar salários?

Queremos continuar a ser o país de excelentes universidades, excelentes alunos, eternamente a trabalhar para aquele industrial manhoso, que felizmente não pode pôr pessoas na rua, mas paga um salário médio de 1300€ a 100 pessoas em topo de carreira. Foi a esse magnífico padrão laboral que a actual lei que "nos protege" trouxe. Óptimo.

Não queremos grandes grupos económicos, não queremos multinacionais, não queremos risco, queremos aquele trabalhinho para a vida que nos paga mal e porcamente.
 
Última edição:
Esta fixação no crescimento económico pode acabar mal, muito mal. Lisboa é uma cidade condenada se a riqueza dela se acumular até ao céu.

Os que vivem no centro vivem no luxo, quem vive na periferia ou no campo que trabalhe?

Não, não. Toda a gente tem que trabalhar. Hoje em dia é demasiado fácil ficar-se milionário, mas só é fácil para quem pode, diz-se que quem tem muito merece, mas não é bem assim. E enquanto isso estamos a discutir se pessoas com incapacidade devem ou não fazer trabalho social. Toda a gente tem que vergar a mola, não são só os que vivem da PSU, os milionários também, nem que para isso tenham de ser expropriados.
 
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As guerinhas culturais importadas não funcionam e não fazem falta a Portugal. :nono:
https://www.publico.pt/2026/06/10/p...deiras-ideologicas-edificios-publicos-2177782

Não me surpreenderia se aquela mudança na lei da identidade de género acabe também por ser vetada pelo PR - isso é, se sequer for concluída a parte da votação na especialidade, porque parece que se encontra num impasse nessa fase de votação. É o que dá quando certas forças políticas tornam o parlamento num circo e preferem criar leis sobre coisas fúteis ao invés dos temas realmente prioritários... :rolleyes:
 
Esta fixação no crescimento económico pode acabar mal, muito mal. Lisboa é uma cidade condenada se a riqueza dela se acumular até ao céu.

Os que vivem no centro vivem no luxo, quem vive na periferia ou no campo que trabalhe?

Não, não. Toda a gente tem que trabalhar. Hoje em dia é demasiado fácil ficar-se milionário, mas só é fácil para quem pode, diz-se que quem tem muito merece, mas não é bem assim. E enquanto isso estamos a discutir se pessoas com incapacidade devem ou não fazer trabalho social. Toda a gente tem que vergar a mola, não são só os que vivem da PSU, os milionários também, nem que para isso tenham de ser expropriados.
Tudo depende da fonte da riqueza.

Se a riqueza passa por vender casas a estrangeiros ricos, como uma família falida que venda as obras de arte do chalet e as jóias, então um dia poucos residentes sobrarão na cidade.

Contudo, se a riqueza vem do aparecimento ou instalação de empresas que gerem alto valor-acrescentado, a conversa é outra.

Sucede que as elites políticas e partidárias que mandam em Portugal não gostam de empresas e servicos tecnológicos ou de indústria, pois aí «não metem a mão na massa». Já no imobiliário, a conversa é outra: mais IMI, mais IMT, mais licenciamentos, logo mais receitas para distribuir e comprar votos no poder local; melhor ambiente para luvas e extras em «cash» nos negócios de compra e venda e nos licenciamentos; grande envolvimento de deputados e familiares no sector imobiliário, hoteleiro e de airbnb; favorecimento dos interesses da Banca.

Não vamos sair disto tão cedo.
 
Não se pode afirmar isto com todas as letras sem saber o que está em causa.

A questão é bastante simples. Flexibilização e mobilidade laboral atrai empresas maiores e empresas estrangeiras. Isso não faz aumentar salários?

Queremos continuar a ser o país de excelentes universidades, excelentes alunos, eternamente a trabalhar para aquele industrial manhoso, que felizmente não pode pôr pessoas na rua, mas paga um salário médio de 1300€ a 100 pessoas em topo de carreira. Foi a esse magnífico padrão laboral que a actual lei que "nos protege" trouxe. Óptimo.

Não queremos grandes grupos económicos, não queremos multinacionais, não queremos risco, queremos aquele trabalhinho para a vida que nos paga mal e porcamente.
Com uma economia dependente do turismo, e por isso pouco competitiva, bem podem vir reformas laborais que a produtividade e os salários dificilmente vão aumentar. Não captamos empresas maiores e estrangeiras, mas captamos grupos hoteleiros aos montes que "pagam mal e porcamente" aos seus colaboradores, portanto o problema aqui não é apenas o atual padrão laboral.

Hoje em dia já não existe aquela ideia de que o primeiro ou segundo emprego tem de ser para a vida, é um facto. No entanto, a partir de uma certa altura é importante ter alguma estabilidade e é isso que muita gente procura também.

Não faço ideia se estás num emprego para a vida, nem me diz respeito, mas questiono: se fosses um jovem no atual contexto gostavas de estar constantemente a contratos a prazo? Gostavas de idealizar situações para o futuro como comprar uma casa ou um carro e depois chegares ao banco e negarem-te um empréstimo porque não tens um contrato efetivo?
Há cerca de 1 ano fiz uma simulação para o crédito à habitação e a primeira coisa que me perguntaram foi se estava efetivo. Conheço outros casos em que foram negados porque estavam com contratos a prazo.

Gostavas também que chegassem ao pé de ti e te despedissem sem qualquer justificação plausível ou que te pedissem horas extraordionárias sem qualquer acordo ou pagamento, tendo já um salário miserável?

Há certos pontos na reforma laboral que até podem ser importantes, mas outros é só mesmo para favorecer os patrões e o prejudicado é sempre o mesmo. Flexibilização a mais não sei se dará bom resultado.

Logo se verá se passa e as cenas dos próximos episódios. Para já, aparentemente a AD e o amigo CH não se entendem.
 
Última edição:
Nos países ricos os salários são altos, a flexibilidade é regra geral muito maior que em Portugal.

Em Portugal os salários são baixos e há mais rigidez laboral. Sair disto é possível mas quem tiver coragem não sei se voltará a ganhar eleições. Um dos preços a pagar será a morte de várias empresas «fantasma», sem capital ou com alto endividamento. Aumentará temporiamente o desemprego mas a longo prazo os benefícios serão muitos. Dá votos? Não!

E como não há capital em Portugal é preciso atrair empresas estrangeiras para alguns sectores que não seja o turismo. Como se consegue? Uma das estratégias é dar descontos fiscais... IRC a 10% faria milagres.
 
Com uma economia dependente do turismo, e por isso pouco competitiva, bem podem vir reformas laborais que a produtividade e os salários dificilmente vão aumentar. Não captamos empresas maiores e estrangeiras, mas captamos grupos hoteleiros aos montes que "pagam mal e porcamente" aos seus colaboradores, portanto o problema aqui não é apenas o atual padrão laboral.

Hoje em dia já não existe aquela ideia de que o primeiro ou segundo emprego tem de ser para a vida, é um facto. No entanto, a partir de uma certa altura é importante ter alguma estabilidade e é isso que muita gente procura também.

Não faço ideia se estás num emprego para a vida, nem me diz respeito, mas questiono: se fosses um jovem no atual contexto gostavas de estar constantemente a contratos a prazo? Gostavas de idealizar situações para o futuro como comprar uma casa ou um carro e depois chegares ao banco e negarem-te um empréstimo porque não tens um contrato efetivo?
Há cerca de 1 ano fiz uma simulação para o crédito à habitação e a primeira coisa que me perguntaram foi se estava efetivo. Conheço outros casos em que foram negados porque estavam com contratos a prazo.

Gostavas também que chegassem ao pé de ti e te despedissem sem qualquer justificação plausível ou que te pedissem horas extraordionárias sem qualquer acordo ou pagamento, tendo já um salário miserável?

Há certos pontos na reforma laboral que até podem ser importantes, mas outros é só mesmo para favorecer os patrões e o prejudicado é sempre o mesmo. Flexibilização a mais não sei se dará bom resultado.

Logo se verá se passa e as cenas dos próximos episódios. Para já, aparentemente a AD e o amigo CH não se entendem.
Para além de não se poder aceder a créditos para investimentos é muito difícil fazer planos para a vida a médio-longo prazo com um contrato a termo certo. É uma insegurança que felizmente já não tenho (mas nunca se sabe se posso voltar a ter) mas que não desejo a ninguém.

Mais vale uma economia em que todas as pessoas trabalhem e tenham o suficiente para viver (não apenas sobreviver) do que uma economia pujante que é sustentada por trabalhadores que nunca vão sair da miséria, estejam esses trabalhadores na Europa, em África ou na Ásia.
 
Nos países ricos os salários são altos, a flexibilidade é regra geral muito maior que em Portugal.

Em Portugal os salários são baixos e há mais rigidez laboral. Sair disto é possível mas quem tiver coragem não sei se voltará a ganhar eleições. Um dos preços a pagar será a morte de várias empresas «fantasma», sem capital ou com alto endividamento. Aumentará temporiamente o desemprego mas a longo prazo os benefícios serão muitos. Dá votos? Não!

E como não há capital em Portugal é preciso atrair empresas estrangeiras para alguns sectores que não seja o turismo. Como se consegue? Uma das estratégias é dar descontos fiscais... IRC a 10% faria milagres.
Esquece lá, o tuga é bom é a beber cerveja fora de casa e a dizer que a vida está cara. :lol:

Portugal é campeão da Europa a beber cerveja fora de casa​


 
Para além de não se poder aceder a créditos para investimentos é muito difícil fazer planos para a vida a médio-longo prazo com um contrato a termo certo. É uma insegurança que felizmente já não tenho (mas nunca se sabe se posso voltar a ter) mas que não desejo a ninguém.

Mais vale uma economia em que todas as pessoas trabalhem e tenham o suficiente para viver (não apenas sobreviver) do que uma economia pujante que é sustentada por trabalhadores que nunca vão sair da miséria, estejam esses trabalhadores na Europa, em África ou na Ásia.
As economias ricas têm muito mais flexibilidade que a economia portuguesa e muitas têm despedimento sem compensação desde que se avisa 4 a 8 meses antes. Contudo:

- os salários são altos;

- o preço de bens e serviços não difere muito dos preços praticados em Portugal.

O facto dos salários serem altos muda tudo. Um barman que ganhe 2000 libras por mês e pague 600 libras de renda num T0, e gaste em alimentação e despesas 500 libras, poupa 900 libras por mês. Facilmente consegue chegar às 10 mil libras no espaço de um ano, se for poupado. E isto muda tudo.

Se estivermos a falar de um licenciado que ganhe 3000 libras por mês, pode poupar mais de 15 mil libras num ano. Ou seja, quase vinte mil euros. Estas almofadas financeiras mudam tudo numa economia com mercado de trabalho liberalizado. Dou o exemplo do Reino Unido, mas há países ricos com salários muito mais altos, e melhor relação salário vs custo de vida.

Em Portugal metade da população ganha mil euros, nem chega às vezes pra alugar um T1 e pagar as despesas. Não há quem poupe ou faça almofadas financeiras com estes ordenados. Sair deste ciclo vicioso como já disse é possível, mas quem o fizer não volta a ganhar eleições.

Muitos ingleses e imigrantes aqui em Inglaterra, que eu conheço, têm dinheiro no banco para cobrir pelo menos um ano de despesas, caso haja algum contratempo. E em Portugal? Pouca gente tem, ou porque ganha mal, ou porque não tem literacia financeira, ou ainda porque as pessoas se fiam na ajuda da família e do Estado. Ou ainda um pouco disto tudo.

PS: nem os licenciados se safam em Portugal. Há dias falei com um amigo licenciado a trabalhar na área que ganha pouco mais que um salário mínimo e nem lhe pagam as horas extra. Está farto de tudo, trabalho, aturar as pessoas e a patroa. Quer emigrar, não consegue comprar casa. Há médicos a ganhar pouco mais de 1500 euros no SNS, depois de descontarmos os impostos. Isso ganha-se noutros países ricos às vezes num dia. O ambiente está a ficar insuportável em Portugal, ou alguém dá um murro na mesa ou um dia as coisas mudarão à moda antiga, haverá pancadaria e caos nas ruas ou virá um Marquês de Pombal ou um Salazar. E tudo isso é desnecessário.
 
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As economias ricas têm muito mais flexibilidade que a economia portuguesa e muitas têm despedimento sem compensação desde que se avisa 4 a 8 meses antes. Contudo:

- os salários são altos;

- o preço de bens e serviços não difere muito dos preços praticados em Portugal.

O facto dos salários serem altos muda tudo. Um barman que ganhe 2000 libras por mês e pague 600 libras de renda num T0, e gaste em alimentação e despesas 500 libras, poupa 900 libras por mês. Facilmente consegue chegar às 10 mil libras no espaço de um ano, se for poupado. E isto muda tudo.

Se estivermos a falar de um licenciado que ganhe 3000 libras por mês, pode poupar mais de 15 mil libras num ano. Ou seja, quase vinte mil euros. Estas almofadas financeiras mudam tudo numa economia com mercado de trabalho liberalizado. Dou o exemplo do Reino Unido, mas há países ricos com salários muito mais altos, e melhor relação salário vs custo de vida.

Em Portugal metade da população ganha mil euros, nem chega às vezes pra alugar um T1 e pagar as despesas. Não há quem poupe ou faça almofadas financeiras com estes ordenados. Sair deste ciclo vicioso como já disse é possível, mas quem o fizer não volta a ganhar eleições.

Muitos ingleses e imigrantes aqui em Inglaterra, que eu conheço, têm dinheiro no banco para cobrir pelo menos um ano de despesas, caso haja algum contratempo. E em Portugal? Pouca gente tem, ou porque ganha mal, ou porque não tem literacia financeira, ou ainda porque as pessoas se fiam na ajuda da família e do Estado. Ou ainda um pouco disto tudo.

PS: nem os licenciados se safam em Portugal. Há dias falei com um amigo licenciado a trabalhar na área que ganha pouco mais que um salário mínimo e nem lhe pagam as horas extra. Está farto de tudo, trabalho, aturar as pessoas e a patroa. Quer emigrar, não consegue comprar casa. Há médicos a ganhar pouco mais de 1500 euros no SNS, depois de descontarmos os impostos. Isso ganha-se noutros países ricos às vezes num dia. O ambiente está a ficar insuportável em Portugal, ou alguém dá um murro na mesa ou um dia as coisas mudarão à moda antiga, haverá pancadaria e caos nas ruas ou virá um Marquês de Pombal ou um Salazar. E tudo isso é desnecessário.
Sem dúvida
 
  • Gosto
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