O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
As propostas da Esquerda nos PEC que foram rejeitados. O XVIII Governo Constitucional não apresentou nenhum proposta...

Do PCP:

«Defender um forte sector empresarial do Estado, dinâmico e eficiente, pondo fim ao processo de privatizações anunciado ou em curso, às chamadas parcerias público-privadas, travando e revertendo concessões ao sector privado e reafirmando o interesse nacional do controlo público em sectores estratégicos, garantindo o seu financiamento adequado e o reforço dos recursos humanos disponíveis rejeitando a progressiva diminuição do número de trabalhadores, travando e revertendo o processo de sucessivos encerramentos, designadamente na saúde e na educação.

Acelerar a aplicação dos fundos comunitários, recuperando os enormes atrasos na execução do QREN, PRODER e PROMAR, procedendo a uma profunda revisão regulamentar dos diversos programas (simplificação, celeridade na apreciação, na contratação e nos pagamentos) e garantindo que estes recursos públicos disponíveis possam ser mais e melhor utilizados pelos sectores produtivos e nomeadamente pelas micro e pequenas empresas;

Adoptar uma iniciativa política do Estado Português junto da União Europeia que imponha a consideração solidária dos problemas que igualmente afectam outros Estados-membros, que vise uma estratégia para o crescimento económico e o emprego conforme os objectivos comunitários de convergência e coesão económica e social;

Promover a suspensão do Pacto de Estabilidade e Crescimento e a sua revisão, dando lugar a um novo documento em que os processos de consolidação das finanças públicas dos Estados-membros sejam instrumentais de políticas de desenvolvimento económico e social, tenham em atenção a conjuntura económica e os estádios de desenvolvimento e as necessidades específicas de cada país, tendo em conta que percursos e situações diferenciadas devem determinar programações diversas, objectivos diferentes e tempos de duração próprios, seguindo e reforçando, neste aspecto, o que já hoje está aliás adoptado ou se anuncia para alguns Estados-membros, relativamente aos respectivos programas de estabilidade.

Adoptar medidas comunitárias extraordinárias e específicas para as trocas comerciais externas,, que permitam a países como Portugal com problemas graves de endividamento externo e com riqueza produzida inferior à média comunitária, penalizar transitoriamente as importações e apoiar de forma acrescida as respectivas exportações.»

Do Bloco de Esquerda:

«A Assembleia da República recomenda o abandono do projecto de
privatização de empresas estratégicas, ou daquelas que constituem
monopólios naturais
, como a TAP, a ANA, a REN, os CTT, partes da CP e da
CGD, e outras;

O combate à precariedade, com o fim dos falsos recibos verdes ou do
falso trabalho temporário e contratos a prazo
, por via da integração
em contrato efectivo de quem exerce trabalho efectivo permanente

no Estado ou em empresas

Uma política fiscal que contribua para a tributação efectiva do
sistema financeiro.
»

Expresso

Bruxelas: polícia reprime manifestação

Polícia belga recorreu a canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes que protestavam contra o "pacto para o euro" a poucas horas do arranque de mais uma cimeira europeia.

Milhares de trabalhadores manifestaram-se na capital belga contra reformas económicas que os sindicatos dizem ser demasiado favoráveis às empresas, bloqueando as principais ruas no centro de Bruxelas e causando engarrafamentos junto aos edifícios das instituições comunitárias.

Numa zona de circunvalação próxima do local da cimeira, para onde convergiam várias marchas, a polícia usou canhões de água e gás lacrimogéneo para impedir a aproximação dos manifestantes.

manifbruxelas.jpg


O "pacto para o euro", antes designado pacto pela competitividade, inclui uma série de matérias em relação às quais os países da zona euro devem apresentar compromissos concretos.

Entre as áreas de atuação figuram o controlo do custo dos salários, a adoção de limites ao endividamento público nas legislações nacionais, a adaptação da idade de reforma à esperança de vida e a harmonização dos impostos sobre as empresas.

Sobre o sistema financeiro que gerou a crise e se regenerou transferindo os déficites para as contas nacionais de cada país, nada... nem uma única linha.
 
O PSD é o PS a Diesel, nunca vai ser uma alternativa ao Sócrates além que acredito seriamente que vão ser triturados pela máquina socialista, além agora até dizem que podem aumentar o IVA... Nada de novo.

Sim, tornou-se mais difícil alguns ladrões fugirem ao fisco, porque agora esses mesmos ladrões que se fartam de trabalhar andam a pagar outros ladrões instalados em grandes empresas do estado.

Eu se não fujo mais ao fisco é porque não posso, se trabalho é para mim e para os meus, não para os Rui Pedro Soares deste país e nisso vamos continuar exactamente na mesma.

Mas como queremos ter medicamentos baratos para idosos,ordenados mínimos,hospitais a funcionar,escolas no interior abertas,investimento na evolução do pais se fugimos ao fisco e até gostamos disso?Onde se vai buscar depois o dinheiro?

Outra coisa genial é a critica á atitude do Sócrates com os professores..Ai,que vergonha,diziam uns! Fui tentar saber que medida foi essa que levou à ultima greve dos professores:
-Sócrates retirou-lhes o subsidio de avaliação dos exames. :shocking:

Avaliar exames não faz parte da profissão de ser professor?? Agora deviamos também ter um subsidio para os médicos que fazem operações ou então subsidio para os policias que apanham ladrões.Quem não fizer o que a sua profissão pede,recebe apenas o ordenado fixo.Quem fizer recebe subsidios...:D
Devia receber um subsidio por cada cadeira feita na faculdade :lmao:

Pois,os professores queriam os 25 eurinhos por exame corrigido...


Depois havia quem conseguisse estar na faculdade várias anos,intermináveis anos a passar 2 ou 3 cadeiras por ano.Outros que tinham bolsas de estudo que davam para estudar,e para lá estar a passear uns bons anos.Agora já não dá para mais nada disso.

Há quem critique(classe dos professores por exemplo...) porque perdeu estas regalias que nunca deviam ter existido.
 
É só para rimar,

Agreste, estás a Leste

Lamento que não tenhas nada para dizer sobre a gravidade do que se discute em Bruxelas...

«o controlo do custo dos salários, a adoção de limites ao endividamento público nas legislações nacionais, a adaptação da idade de reforma à esperança de vida e a harmonização dos impostos sobre as empresas.»

É o único papel a que aspiram PS, PSD e CDS... serem mandaretes do Governo Alemão e evitar lutar por medidas que defendam a soberania nacional.
 
David desculpa lá, isso é alguma piada?

Tanto PS como PSD controlam alguns órgãos de comunicação social, opinion-makers, blogs, etc. Quando referia controlo, referia-me também à arte de fazer passar a mensagem. Já ontem no debate o PS estava em campanha eleitoral, com uma estratégia de vitimização que vai dar frutos, enquanto que o PSD já começou a dar tiros nos pés, admitindo subir o IVA, o único imposto que afecta todo o eleitorado, da esquerda à direita, do mais rico ao mais pobre. As campanhas eleitorais do PSD são sempre assim, um desfile de equívocos, contradições, disparates, erros tácticos. E o PS sabe-se aproveitar muito bem disso, e para tal sabe usar muito bem os comentadores e jornais a ele afectos. E por isso acho que não se pode dar Sócrates como derrotado neste momento. Não seria de espantar que ele fosse reeleito. E acho que a única hipótese de governo após as eleições será um bloco central, como consequência de uma baixa votação nesses partidos, o que inviabilizará qualquer coligação maioritária com o CDS.
 
Lamento que não tenhas nada para dizer sobre a gravidade do que se discute em Bruxelas...

«o controlo do custo dos salários, a adoção de limites ao endividamento público nas legislações nacionais, a adaptação da idade de reforma à esperança de vida e a harmonização dos impostos sobre as empresas.»

É o único papel a que aspiram PS, PSD e CDS... serem mandaretes do Governo Alemão e evitar lutar por medidas que defendam a soberania nacional.

O que tu chamas de grave, é grave para ti. Eu sou um Europeu, não concordo com tudo mas a tua alternativa (CDU/BE) não são alternativa para ninguém.

Aliás, esses dois partidos mais cedo ou mais tarde serão reduzidos à insignificância que merecem ser. Eleição após eleição mostram que são um empecilho na democracia Portuguesa.

O que se passou ontem na A.R. mostra isso mesmo, são nada de nada...

Não queria ir tão longe mas tu é que perguntaste se eu não tinha mais nada a dizer...
 
O pedido de ajuda é inevitável,

Pode um governo em gestão pedir um empréstimo ao FMI ou ao fundo europeu?
Para se pedir um empréstimo é necessário assumir um compromisso, fixar metas, impor certas medidas, algo que acho que não pode ser feito por um governo demissionário, nem aprovado pela AR, que será dissolvida no final da próxima semana. Portanto acho que ou se pede o empréstimo na próxima semana ou só depois de o novo governo tomar posse.
E se Portugal não conseguir colocar a divida no mercado durante os dois meses e meio com governo em gestão?
 
Não sei, a ideia que tinha é que era essencial um entendimento alargado nacional, um compromisso acima do próprio governo, ou seja, PS e PSD com apoio presidencial comprometerem-se com um plano de ajuda. Mas o PS não quis esse caminho, negociou todo este PEC na Alemanha sem dar justificações a ninguém apresentando tudo como facto consumado, pelo que agora não sei como se descalça esta bota. Suponho que continuemos a ser ajudados indirectamente pelo BCE via bancos como já o somos desde Maio passado, se não formos ajudados de uma forma ou outra então faltará dinheiro para manter o país a funcionar já nos próximos meses. Novas eleições penso que só são possíveis em final de Maio e novo governo apenas em Junho. E não é certo que governo saia daí.

E nesta situação o BCE terá ordens para comprar dívida?

O presidente do BCE ainda hoje admitiu que será inevitável o pedido de ajuda pelo Governo português.
 
A chamada crise do euro é, geralmente, vista, exclusivamente, como uma crise cambial. Mas esta crise é também uma crise da dívida soberana – e mais do que isso é uma crise do sector bancário.
A chamada crise do euro é, geralmente, vista, exclusivamente, como uma crise cambial. Mas esta crise é também uma crise da dívida soberana – e mais do que isso é uma crise do sector bancário. A complexidade da situação gerou confusão e essa confusão tem consequências políticas.

De facto, a Europa enfrenta não só uma crise económica e financeira, mas também, em resultado destas, uma crise política. Os vários Estados-membros definiram políticas muito diferentes, que reflectem os seus pontos de vista e não os verdadeiros interesses nacionais – um choque de percepções que lançaram as sementes de um sério conflito político.

A solução que a Europa se prepara para adoptar é, na verdade, ditada pela Alemanha, cujo crédito soberano é necessário para qualquer solução. Os esforços da França para influenciar o resultado final estão limitados pela sua dependência a uma estreita aliança com a Alemanha devido aos seus "ratings" soberanos AAA.

A Alemanha imputa a crise aos países que perderam competitividade e acumularam dívidas. Em consequência, a Alemanha coloca todo o peso do ajustamento sobre os países deficitários. Mas isto ignora grande parte de responsabilidade da Alemanha na actual crise monetária e bancária, e mesmo na crise da dívida soberana.

Quando o euro foi introduzido, esperava-se que gerasse convergência entre as economias da Zona Euro. Em vez disso, gerou divergência. O Banco Central Europeu (BCE) tratou as dívidas soberanas dos Estados membros como se não tivessem risco e aceitou as suas obrigações governamentais nos mesmos termos. Isto levou os bancos, que eram obrigados a deter activos sem riscos para cumprir os requisitos de liquidez, a ganhar mais alguns pontos base adquirindo dívida soberana dos países mais frágeis.

As taxas de juro baixaram nos chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) e provocaram uma bolha no sector imobiliário, numa altura em que os custos da reunificação forçaram a Alemanha a apertar o cinto. Isto causou a divergência na competitividade e uma crise bancária na Europa, que afectou os bancos alemães mais do que os outros.

De facto, a Alemanha tem resgatado os países altamente endividados como forma de proteger o seu próprio sistema bancário. Por exemplo, a enorme dívida soberana da Irlanda surgiu porque as autoridades da Zona Euro, na tentativa de salvar o sistema bancário, forçaram os irlandeses a nacionalizar os seus bancos como condição para os manter à tona. Assim, dado que os mecanismos impostos pela Alemanha protegem o sistema bancário partindo do pressuposto que a dívida soberana pendente é sagrada, os países devedores devem assumir todo o peso do ajustamento.

Esta situação faz lembrar a crise internacional do sector bancário de 1982, quando o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional emprestaram aos países devedores dinheiro suficiente para cobrirem as suas dívidas até que os bancos pudessem reunir reservas suficientes para trocar as suas dívidas incobráveis por títulos Brady em 1989. Isso significou uma "década perdida" para as economias da América Latina. De facto, os planos actuais penalizam os países deficitários ainda mais do que nos anos 80, porque estes vão ter que pagar prémios de risco consideráveis após 2013.

Há algo de incongruente em resgatar o sistema bancário uma vez mais e depois "condenar" os detentores de dívida soberana após 2013 através da introdução de cláusulas de acção colectiva. Além disso, os requisitos de competitividade exigidos pela Alemanha vão ser impostos a países que não estão em igualdade de circunstâncias, o que deixa os países deficitários numa situação insustentável, que poderá mesmo arrastar a Espanha, que no início da crise do euro tinha um rácio da dívida mais baixo do que da Alemanha. Em resultado, a União Europeia irá sofrer algo pior do que uma década perdida; terá que suportar uma divergência crónica, em que os países excedentários avançam e os países deficitários são arrastados pelo peso da dívida acumulada.

A Alemanha está a ser pressionada para impor estes mecanismos. Mas a opinião pública alemã está confusa porque não lhe foi dita toda a verdade. Como as regras fixadas no final de Março criam uma Europa a duas velocidades, é provável que gerem ressentimentos que podem colocar em risco a coesão política da União Europeia.

São necessárias duas mudanças importantes. Em primeiro lugar, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira deve servir para resgatar o sistema bancário e também os Estados-membros. Isto permitirá reestruturar a dívida soberana sem precipitar uma crise do sistema bancário. Apesar desta tarefa adicional, a dimensão do pacote de resgate pode permanecer igual porque qualquer montante utilizado para recapitalizar ou liquidar os bancos reduzirá o montante que os governos necessitam.

Colocar o sistema bancário sob a supervisão europeia, em vez de o deixar nas mãos das autoridades nacionais, seria uma melhoria importante que ajudaria a restabelecer a confiança. E teria o mérito adicional de informar a opinião pública alemã dos verdadeiros propósitos da operação de resgate.

Em segundo lugar, para criar condições de igualdade teriam que ser eliminados os prémios de risco dos custos de crédito para os países que cumpram as normas. Isto poderia ser possível através da conversão da maioria da sua dívida soberana em Eurobonds. Cada país teria, então, que emitir as suas próprias obrigações com cláusulas de acção colectiva e só pagaria o prémio de risco sobre os montantes que excedem o limite da dívida pública (60% do produto interno bruto) definido pelo Tratado de Maastricht.

O primeiro passo deveria e poderia ser tomado imediatamente; o segundo terá que esperar. A opinião pública alemã está longe de o aceitar. No entanto, é claramente necessário para restabelecer as condições de igualdade na Europa.

A União Europeia tem sido construída passo a passo. Os seus arquitectos sabiam, à partida, que cada passo era insuficiente e que era necessário continuar em frente. No entanto, tinham a certeza de que quando chegasse a hora de resolver um problema, seria possível alcançar a vontade política necessária.

Desta vez, pelo contrário, as perspectivas de uma Europa a duas velocidades afectarão a coesão política europeia, e em consequência, a capacidade de agir em uníssono quando necessário. Por isso, é necessário reconhecer claramente a necessidade do próximo passo na integração europeia em conjunto com a implementação do mecanismo de solução da crise da União Europeia. De outro modo, os países deficitários não terão esperanças de sair da situação difícil seja qual for o trabalho duro que façam.

A visão da crise do Euro, por George Soros, que concordo em absoluto.
 
"Pergunto-me como foi possível fazerem isto ao país", diz José Sócrates

O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje em Bruxelas que muitas vezes se pergunta “como foi possível” os partidos da oposição “fazerem isto ao país”, ao reprovarem o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), precipitando a queda do Governo.

“Muitas vezes me pergunto: como é que foi possível fazerem isto ao país? (…) Era óbvio que a nossa situação ficaria enfraquecida”, assinalou, acrescentando que “bastaram 24 horas” para as agências de notação baixarem a notação da dívida portuguesa. “E só lá vão 24 horas”, sublinhou.

Embora destacando que a situação de Portugal “ficou pior” depois da reprovação do PEC pela Assembleia da República, Sócrates insistiu, numa conferência de imprensa particularmente concorrida e seguida pela imprensa internacional, que “Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate” e irá cumprir "os seus compromissos com a Europa".

José Sócrates manifestou-se ainda “impaciente” por regressar a Lisboa para comentar as posições do PSD sobre a subida do IVA e a avaliação dos professores, confessando que tem de se “conter” para não o fazer em Bruxelas.

“Logo que regressar, tenho muito a dizer a propósito da oposição”, designadamente “sobre o aumento dos impostos e o que hoje foi discutido no parlamento a propósito da avaliação dos professores”, indicou, acrescentando que só não o faz já por o seu “dever neste momento”, em Bruxelas, ser “defender Portugal”.

Perante a insistência dos jornalistas presentes na conferência de imprensa do final do Conselho Europeu, e questionado em concreto sobre a anunciada disponibilidade do PSD para um aumento do IVA, Sócrates admitiu que tem de se “conter” para só fazer comentários no seu regresso a Portugal.

“Nem calcula a vontade que tenho de comentar isso, mas tenho que conter a minha impaciência, porque acho que o meu dever neste momento é defender Portugal. Quando chegar a Portugal terei muitas oportunidades” de comentar, disse.

Fonte: Publico

Tadinho tenho tanta pena. Não venham cá com tretas nos últimos 14 anos tivemos 12 anos de governo PS e 2 anos de governo PSD/CDS será que a culpa foi do PSD que só teve lá 2 anos no governo. Não abram os olhos não. O Sócrates é pior que o Professor Bambo e outros videntes e o povo português como são bem mandados até beijam os pés aos Sócrates.
:lol:

Se queremos dar uma lição a quem nos governou nos últimos 6 anos, temos que ir às urnas, votar massivamente e dar a derrota mais estrondosa que alguma vez tiveram, para que aprendam de uma vez, que não podem andar a mentir como andou o Sócrates durante a sua governação.
 
Sondagem
PSD alcança maioria e popularidade de Sócrates afunda


Centro-direita tem mais de metade das intenções de voto. PS cai para os 25%. Popularidade de Sócrates está no valor mais baixo de sempre.

O centro-direita tem mais de metade das intenções de voto, o PSD continua em terreno de maioria absoluta com o CDS a crescer, enquanto o PS alcança o segundo valor mais baixo desde que Sócrates foi eleito líder dos socialistas.

A sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF dá 46,7% das intenções de voto ao PSD, 24,5% ao PS, 8,9% ao Bloco de Esquerda, 6,7% ao PCP e 6,3% ao CDS. Contas feitas, o destaque do mês de Março vai para os socialistas que caem quatro pontos percentuais e para Bloco de Esquerda (sobe três pontos) e CDS (sobe dois pontos). Pelo sexto mês consecutivo o centro-direita - PSD junto com CDS - supera os 50%.

Manuel Meirinho, politólogo, diz que estes dados revelam dois castigos ao PS. "Um estrutural que já se traduzia nas sondagens há alguns meses e um conjuntural que tem que ver com o PEC IV e com a forma como foi apresentado". António Costa Pinto considera "fundamental" nesta sondagem "a continuidade do PSD como grande alternativa ao PS, muito embora uma crise e uma campanha eleitoral venham a ter um papel importante". Ainda assim, acrescenta, que, "nesta conjuntura, será difícil que o PSD não suba nas intenções e o PS não desça".

Fonte: DE
 
Sondagem
PSD alcança maioria e popularidade de Sócrates afunda


Centro-direita tem mais de metade das intenções de voto. PS cai para os 25%. Popularidade de Sócrates está no valor mais baixo de sempre.

O centro-direita tem mais de metade das intenções de voto, o PSD continua em terreno de maioria absoluta com o CDS a crescer, enquanto o PS alcança o segundo valor mais baixo desde que Sócrates foi eleito líder dos socialistas.

A sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF dá 46,7% das intenções de voto ao PSD, 24,5% ao PS, 8,9% ao Bloco de Esquerda, 6,7% ao PCP e 6,3% ao CDS. Contas feitas, o destaque do mês de Março vai para os socialistas que caem quatro pontos percentuais e para Bloco de Esquerda (sobe três pontos) e CDS (sobe dois pontos). Pelo sexto mês consecutivo o centro-direita - PSD junto com CDS - supera os 50%.

Manuel Meirinho, politólogo, diz que estes dados revelam dois castigos ao PS. "Um estrutural que já se traduzia nas sondagens há alguns meses e um conjuntural que tem que ver com o PEC IV e com a forma como foi apresentado". António Costa Pinto considera "fundamental" nesta sondagem "a continuidade do PSD como grande alternativa ao PS, muito embora uma crise e uma campanha eleitoral venham a ter um papel importante". Ainda assim, acrescenta, que, "nesta conjuntura, será difícil que o PSD não suba nas intenções e o PS não desça".

Fonte: DE

Sondagem da Marktest. Dava 65 por cento a Cavaco a uma semana das eleições presidenciais. Não é credível, tem falhado muito. A Eurosondagem há 3 semanas tinha uns mais realistas 36% para o PSD e 30 para o PS.
 
[A santa aliança O momento escolhido por Passos Coelho para derrubar o governo e provocar eleições antecipadas não foi um mero acaso. Não se ficou a dever sequer ao pacote de austeridade apresentado pelo governo, o dito PEC IV. O líder social-democrata já tinha dado o seu aval, mais do que uma vez, a medidas bem mais gravosas para os portugueses e vai, ele próprio, se tiver essa oportunidade, aplicar medidas bem piores. As circunstâncias: na reunião do Conselho da Europa, a 12 de Março, o primeiro-ministro, ao apresentar o PEC IV, arquitectara com a senhora Merkel e demais parceiros europeus, uma solução para nos manter à tona de água e nos livramos do fardo do pedido de resgate e da intervenção do FMI e das exigências radicais deste. As declarações da senhora Merkel, de Durão Barroso e do comissário europeu para assuntos económicos, depois da reunião de Bruxelas, na sexta-feira passada, são todas elas favoráveis aos esforços do primeiro-ministro. Nestas circunstâncias – esta modalidade «suave» de ajuda externa alcançada por José Sócrates – o principal objectivo de Passos Coelho podia-se gorar: a intervenção do FMI em Portugal e que seja este a exigir o que Passos Coelho pretende, mas sabe que o PSD nunca terá condições políticas para impor: elevados cortes nas despesas do Estado nas áreas da Saúde e da Educação, alteração radical das leis do trabalho e redução dos encargos com a função pública, com consequentes despedimentos. Passos Coelho sabe que só um país de corda ao pescoço, na bancarrota, aceitará a sua proposta de revisão constitucional e as suas «reformas estruturais» de cariz liberal. Por paradoxal que pareça, o PCP e o BE morderam o isco e foram a reboque da estratégia do PSD. A direita mais dura aceitou a «santa aliança» com uma palmadinha nas costas dos comunistas e bloquistas. Estes, para aliviarem as consciências, lá vão dizendo: «PS e PSD são a mesma coisa». Talvez os portugueses, mais uma vez, achem que não.
Por Tomás Vasques às 09:45
 
Eduardo Prado Coelho, antes de falecer, teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.

Atrevam-se a ler e a reflectir:

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.

O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal deixando-se os demais onde estão.
Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ….e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país:
– Onde a falta de pontualidade é um hábito;
– Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
– Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
– Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
– Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ‘muito chato ter que ler’) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
– Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser ‘compradas’, sem se fazer qualquer exame.
– Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
– Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
– Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a
criticar os nossos governantes.
– Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.
– Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como ‘matéria prima’ de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa “chico-espertice portuguesa” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
eleitos por nós. Nascidos aqui, não noutra parte…

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada…

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa ‘outra coisa’ não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados….igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda…

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um Messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.

Está muito claro… Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e estou seguro de que o encontrarei: Quando me olhar ao espelho.

Aí está. Não preciso de procurá-lo noutro lado.

" Eduardo Prado Coelho "

Exactamente.Grande texto.Principalmente o início.
Fala-se que os politicos roubam,e foge-se ao fisco.Critica-se o Sócrates,mas não se vai votar. O Sócrates é pessimo,fica-se contente por isso,mas e agora? Há alternativas melhores?

Enfim,falar é tão fácil...


Ah e PSD maioria absoluta,pareçe-me muito complicado que tenha...O Sócrates mesmo atacado por todos os lados se calhar ainda vai dar luta. E não é só pela qualidade do discurso como se diz. Tem algumas qualidades,va 1 ou outra.

"As declarações da senhora Merkel, de Durão Barroso e do comissário europeu para assuntos económicos, depois da reunião de Bruxelas, na sexta-feira passada, são todas elas favoráveis aos esforços do primeiro-ministro."


"O líder social-democrata já tinha dado o seu aval, mais do que uma vez, a medidas bem mais gravosas para os portugueses e vai, ele próprio, se tiver essa oportunidade, aplicar medidas bem piores. "

Pois é....
 
Estado
Fechado para novas mensagens.